Cláudia Paiva Silva

Monday, October 30, 2006

Ciclo de Mulheres - Essas mulheres...
October 30, 2006 4 Comments
Neste meu 3º post sobre as mulheres, resolvi pegar no assunto ainda tabu para alguns, mas de essencial valor para muitos outras e principalmente para muitas outras. O aborto.
aborto, s.m. expulsão do feto antes do fim da gestação; (fig.) monstruosidade.
Passemos ao lado de qualquer dicionário, de qualquer enciclopédia. O aborto é aquilo que é, aquilo que era no tempo da minha bisavó, naquilo que era no tempo da minha avó e no que é hoje em dia, com a pequena, GRANDE diferença que antes, existiam parteiras que para além de saberem colocar crianças neste mundo, também, quando necessário, sabiam impedir a sua nascença e, aí está a diferença, sabiam-no fazer bem.
Aparte de moralismos religiosos, de séculos de tradição romano judaica cristã, de pudores, de tretas, que é isso que eu penso, tretas, balelas, bullshit, eu sou contra a despenalização do aborto conforme é pretendido no referendo de Janeiro. Sim... leram bem, isso é tudo treta, mas eu sou contra. E apenas porque acho que a lei actual está mais que boa e também por achar que se o sim ganhar, não vamos ter umas estatísticas mais baixas, mas sim ainda mais elevadas. Estamos num país que, lamento dizer, está na cauda da Europa. Como querem despenalizar algo que nos irá colocar num nível da tabela ainda mais baixo? O aborto é um acto de consciência e desculpem dizê-lo a maioria das mulheres (na cidade!!) que o fazer não têm qualquer tipo de consciência, nem física e muito menos moral para dizerem coisas como, "o meu corpo, a minha escolha". Qual escolha? Escolha é utilizarem algo chamado pílula (que me lembre, além do médico e farmaceutico, mais ninguém precisa de saber, muito menos o marido macho que quer tudo ao natural..) ou preservativo. Isso sim, é ter-se escolha e consciência, não correrem depois para lugares favelados onde uma sujeita qualquer que nunca fez algo parecido na vida, faz uma raspagem a um útero, ao nosso útero por favor! Não, não me posso esquecer do interior do país. Claro que não me consigo esquecer que a maioria dos casais continua a ter um número incrível de filhos e então tive esta ideia completamente estúpida: e que tal se em vez de regionalização, se falasse em aborto por regiões? Argh!!! Eu disse que era estúpido! Eu não quero saber se há vida ao 1º segundo, à semana, nem nada... eu quero, eu exigo consciência das mulheres citadinas que vão votar. Lamento estar a dizer isto quando pessoas de outros países também o irão ler. Quando colegas meus que não me entendem também o vão ler. Nunca faria um aborto. Se ficasse grávida e não desejasse a criança dá-la-ia para adopção, a uma família que pudesse criá-la gostar dela, mas mesmo assim, nem isso faria. Acho que ficar grávida nos dias que correm é mesmo uma questão opcional e de consciência. Eu voto contra uma despenalização do aborto.
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Friday, October 27, 2006

Ciclo de Mulheres-A minha avó
October 27, 20061 Comments
Tive a oportunidade de crescer num mundo só de mulheres. O facto do meu pai ter falecido tragicamente quando eu tinha nove meses (sim, tou a ser irónica, mas tem que ser, não estou para dramatizar as coisas), ajudou imenso à coisa. Fui educada pela minha "rica" tia Teresa.... porque sabe cozinhar muito bem e porque até é bacana e foi o meu tio que me ensinou os meus primeiros palavrões e a fazer o "aviãozinho"- como ainda hoje lhe chama-, voces sabem, aquele gesto feio com o dedo do meio! Ahaha!... e pela minha avó, porque na altura alguém tinha que pôr dinheiro em casa, a minha mãe. Portanto, nem é bem dela que eu me lembro durante a minha infância, embora fosse e ainda seja (claro) uma pessoa que esteve sempre lá, mesmo quando eu não a via...
Mas enfim.. a minha avó era extraordinária! A sério! Não existem palavras para a descrever e aqueles de vós que a conheceram, mesmo sendo nos últimos anos de vida, bem podem dizer que ela era uma pessoa muito especial, com uma genica e um humor muito grandes e também enorme sentido de oportunidade! A minha avó chamava-se (chama-se) Virgínia, que é o meu segundo nome, por outros motivos que agora não vêm ao caso. Era de uma terra chamada Rio de Moinhos, Concelho de Abrantes, distrito de Santarém. Quando era miúda costumava ir buscar lenha aos pinhais mais próximos e um dia, o rio pregou-lhe uma partida e decidiu levá-la com ele. Diz ela que teve de se agarrar a umas canas para não ir pelo Tejo abaixo. A partir de então, ela e a água sempre tiveram uma relação muito difícil.
A minha avó só tinha a 4ªclasse (desculpem-me, mas quando eu fiz a primária, ainda se chamava assim), só que ninguém diria, eu não diria. Quando tinha 12 anos veio trabalhar para Lisboa, não havia dinheiro para ir estudar a Santarém. Só que sempre trabalhou em casas de pessoas bem formadas e bem de vida... foi isso que lhe deu os seus conhecimentos. Raramente se vê hoje em dia, empregadas a quererem aprender com as patroas, mas naquela altura, até "pretendentes" dessas famílias a minha avó teve. Eu, por acaso, não tenho essa sorte, mas os homens daquele tempo, também não eram aquilo que são hoje, uns anormais. Aquilo eram senhores, autênticos cavalheiros... eu estou apaixonada pelos anos 20 e anos 30... Viva o vintage! E foi com a minha avó que aprendi a ser mulher e a respeitar o meu género. Acho que todas as raparigas deviam ter avós como a minha, sentir-se-iam bem melhores do que provavelmente se sentem e não teriam um aspecto tão desleixado (boca para certas pessoas: posso ser antiquada na forma de vestir, mas pelo menos não sou ordinária, porque na minha casa também não tive exemplos disso). Ela contava-me histórias do arco da velha e não, muito sinceramente o episódio de Fátima, raramente era falado, embora ela gostasse muito da Santa. Histórias de lobisomens, histórias de fantasmas... maravilhosas histórias, e sentia um enorme/ ENORME fascícnio pelo castelo de Almourol. Um dia destes tenho que pintá-lo.
A minha avó nasceu a 14 de Setembro de 1908 e faleceu a 16 de Outubro de 2004. Era uma mulher com M.
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Tuesday, October 17, 2006

Ciclo Mulheres -The L Word
October 17, 20061 Comments
Tem-se falado muito nos últimos tempos em minorias étnicas, direitos dos imigrantes e, embora sejam assuntos extremamente importantes e actuais, não me parecem, contudo, com uma solução pacífica em breve e, será um assunto a ser falado em outro capítulo. No entanto, se há algo em comum com o tema anterior e com a série da 2: é exactamente o facto de se tratar ainda de uma minoria. A diferença passa pelo facto dos imigrantes já terem direitos adquiridos no país de acolhimento (se forem legais) e, os grupos de homossexuais continuarem uma, não direi longa, mas estranha batalha, não só por direitos civis, como também pelo direito de se livre manifestarem sem serem maltratados ou vítimas de exclusão pública. É mais fácil aceitarmos com alguma naturalidade (engolindo grande parte do nosso orgulho, ego, capacidade de raciocínio) um imigrante passar o dia bebendo cerveja e não ir trabalhar, recebendo ao fim do mês um subsídio de desemprego que lhe dá para muito coisa, do que, por exemplo, ter-se amigos homessexuais/ lésbicas, ter-se um gay no local de trabalho, ter-se por "infelicidade" filhos assim. Filhos, assim...Estes últimos chegam a ser expulsos de casa. É bem mais fácil aceitar de volta ao ninho um filho/filha que bate nos pais e/ou que os rouba, do que Ter em casa um filho que gosta do filho do melhor amigo do pai, ou uma filha que gosta da Teresinha, filha da Zezinha lá do grupo de amigas da mãe. E há mais! Que raio de ideia é essa que as lésbicas têm à viva força de terem um corpo mais másculo que fêmeo, cabelo curto, vestuário que não lembra ao diabo, voz grossa? É verdade que muitas se identificam (e ao BEM longe, assim), mas olhem que na maioria das vezes, não é assim e a prova provada é a série da 2: A personagem Shane é completamente andrógena e não é menos sensual que as outras. Não é por serem lésbicas que aquele grupo de mulheres se vestem extraordinariamente mal, ou não é certamente por isso que se deixam de bem vestir. Já ouvi comentários a esta excelente série- só tenho pena que passe a horas tardias durante a semana, mesmo sendo na 2:-, com maioria a rondar o "mau gosto", "onde já se viu", "pouca vergonha" e, a pérola maior "enoja-se pessoas assim e saber que outras pessoas a vejam". A mim o que me enoja são as pessoas que fazem estes comentários, porque ainda têm uma mentalidadezinha bem rudimentar e fechada (no próximo tema, voltaremos a este assunto) e, bem sei que pode ser muito difícil de encarar o assunto com naturalidade, mas mais tarde ou mais cedo terá que ser assim feito, porque os homens que por aí andam, já poucos ou nenhuns se podem considerar o típico macho latino e, muitos, já dão para "os dois lados".
Em relação à opinião destas pessoas, são elas as mesmas que vêem Sex and The City. Garanto-vos que a mim faz-me mais confusão a Miranda utilizar um vibrador para adormecer o filho, colocando-o debaixo do carrinho, ou ver a Samantha (pergonagem mais bem conseguida pela honestidade- para com ela mesma e para com os outros. "I've fucked every man in Manhattan and a few from Brooklyn"-) todos os episódios a fazer sexo nos locais mais inapropriados numa média de 2 homens por episódio. Já não falando das Desperate Housewifes, o terror das novas séries. Se a Carrie (Sex and The City) andava sempre bem vestida com os ultimos modelitos de New York, também a Bette (The L Word) anda com os melhores de Malibu. Se a Samantha pode andar a "comer" tudo o que é homem e que mexe, também a Shane tem esse direito com outras mulheres, ou será diferente por ser lésbica?
Sempre fui defensora dos direitos das mulheres, e aos poucos e de mansinho para não ferir a susceptibilidade de ninguém, fui-me tornando defensora dos direiros homossexuais (desde que as ideias tenham cabeça, tronco e membros), vou continuar assim, mesmo que a cabeça dos outros não esteja para aí virada.
Vejam a série e depois digam alguma coisa. Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
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Monday, October 16, 2006

Jogo da Sardinha
October 16, 20060 Comments
A chegar a Queluz na sexta feira, tive a ideia (imaginação prodigiosa) de estar a atravessar o túnel do Rossio (antes de ter sido fechado, ou depois de estar reaberto) e pedir à minha mãe, ou a quem estivesse comigo, para que o tempo passasse mais depressa, jogar comigo à sardinha.
Se formos a ver bem, todos temos algo de infantil e, quer seja a vontade de jogar à sardinha, como (à minha assumida pancada) de adquirir Barbies novas,- tenho 22 anos, para os mais distraídos!, não para brincar com elas, mas para fazer colecção (e porque elas estão mais engraçadas)-, o que interessa é que ao menos, temos a cabeça ocupada com alguma coisa que não sejam os problemas do costume e, mesmo para quem não pode ou não quer, deveria guardar um pouco da meninice que um dia possuiu para tornar os momentos mais tristes em algo com mais cor.
Já agora, tenho aptidão para as Barbies morenas: Teresa, Christie, Midge (mulher do Alan, mãe de dois filhos...enfim, um relambório de historietas).
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Sunday, October 08, 2006

Outono...
October 08, 20060 Comments
Por muito que eu não queira há coisas que têm mesmo de acontecer e, neste caso, se não acontecessem, alguma coisa estaria de muito errado no MuNdO onde vivemos. Hoje, domingo, esteve um dia fantástico mas de Outono. O "mas" é porque eu não gosto desta época do ano, como já abaixo foi referido, porque eu não gosto deste tempo esquisito, com o Sol num amarelo esbranquiçado, com os dias extremamente mais curtos (às 16.00 já o astro-rei se encontra em rota de colisão com o horizonte), com uma luz doente,- sim, porque é assim que a entendo, uma luz doente. Quando uma pessoa está adoentada, e tem dificuldade em olhar para a luz, é assim que a vê, estranha, branca...doente. Hoje, fui passear para os lados de Mafra/ Ericeira. Almoçamos em Ribamar numa marisqueira (que já nem é a sombra do que foi há uns anos) e depois fui à famosíssima praia de Ribeira D'Ilhas (onde o Eddie Vedder foi surfar com os amigos da última vez que cá esteve). As ondas puxavam. Fenómeno das "marés vivas" em acção. Alguns cabecinhas em cima de pranchas viam-se ao longe, mas o mar, hoje, não estava para isso. E encontrámos ainda algum pessoal a fazer praia. Lá porque a luz anda desmaiada, não quer dizer que o Sol não aqueça os corpos. Foi uma tarde porreira.
Talvez para o próximo fim de semana volte a lá ir, se o tempo continuar assim, quentinho. A luz, que se lixe, afinal, quer queira, quer não, depois do Outono virá o Inverno e, não há mesmo nada a fazer.
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Porque os blogs servem também para ajudar os amigos...
October 08, 20060 Comments
Pedro Tochas em “Maiores de 18” no Teatro da Trindade 3, 4 10 e 10 de Novembro. Pela última vez em Lisboa, Pedro Tochas apresenta o espectáculo “Maiores de 18 -stand-up comedy para adultos” no Teatro da Trindade. Quatro dias em Novembro para dizer adeus a um espectáculo que teve lotações esgotadas em todas as suas apresentações anteriores. Eu recomendo!! A não perder!!! Mais informação sobre o espectáculo no site de Pedro Tochas www.pedrotochas.com O que já disseram de Pedro Tochas: "É que este senhor não tem só piada, tem também muita arte..." O Comércio do Porto; "Sublime na arte de dominar uma plateia, como poucos no nosso país, Tochas é mestre no improviso e na fusão de estilos, desde o stand-up ao humor negro e nonsense" VISÃO; "Tochas incendiou plateia de riso" ; Jornal de Notícias "Hilariante! É o mínimo que se pode dizer do actor, malabarista e comediante Pedro Tochas. A CAPITAL; "Ao vivo, é chorar de tanto rir." Público; "E, se faz favor, stand up! Porque é assim que se deve aplaudir um artista deste gabarito. De pé!" Correio da Manhã
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Wednesday, September 20, 2006

Furacões no Atlantico
September 20, 20061 Comments

Olhem tão giro e tão fora do vulgar! Dois furacões fora da rota do costume. Quer dizer, invulgar, nos dias que correm, já não é assim tanto, basta a temperatura da água do mar estar a aumentar para acontecerem destas coisas. Já no ano passado foram os furacões /tempestades tropicais Vince e Delta (esses dois grandes malucos) e um dia destes não se admirem se piorar. Agora, perguntam vocês, onde está o Gordon na imagem?? A resposta é a bolita(!!!) azulada que se encontra mesmo a meio da imagem de satélite! A depressão grandalhona do lado esquerdo é o Heleine, outro furacão que se encontra a NE das Bermudas, a rodar e a rodar, mas que parece não querer ir a lado nenhum e teima em ficar no mesmo local. Para quem gosta deste tipo de fenómenos não muito comuns, aconselho a verem o filme Dia depois de Amanha. Pode não ser tão real quanto o Uma verdade inconveniente, mas pelo menos mostra um cenário possível para quando isto tudo descambar. E o pior é que estaremos cá para ver...

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Eu prometi um, mas devem ser dois ou três...
September 20, 20060 Comments
Nem sei como dizer... realmente é mais forte do que eu e, como todos nós sabemos, o que tem de ser, tem muita força. Segunda-feira, dia 18 (foi não foi??) recomecei as aulas na FCUL. Eu acho que só aquele dia foi uma espécie de aviso...sim, uma premonição do que a partir daqui será a minha vida. Ou seja, um verdadeiro horror. Sim, porque não é normal eu acordar às 06.00, com muito custo, ir toda pipoca para a estação de comboios de Queluz-Belas e esperar mais de uma hora para entrar numa máquina de movimento. É que foi logo assim, PAH, para começar... mas o melhor estava para vir. O melhor mesmo foi chegar (tarde e a más horas) à faculdade e não ter a 1ª aula da manha, marcada no horário para as 08.00. E quem diz essa, diz todas as que se seguiram, à excepção de uma à hora do almoço e depois outra mais para o final do dia. Dia 2 (terça-feira): Foi ligeiramente melhor. Como me senti injustiçada pela segunda-feira, resolvi faltar às aulas da manha. PIMBAS! Já consegui ter uma falta a uma cadeira que por acaso está em atraso (não tenho vergonha nenhuma, mas confesso, dormir soube bem melhor). E depois lá fui na tarde soalheira e ainda quentinha para ter a apresentação a uma disciplica nova. Gostei do que vi e ouvi, só espero que se mantenha o mesmo nível, senão, estamos mal. Dia 3 (hoje): A coisa correu tão bem ou melhor que ontem. É que NEM FUI a Lisboa hoje. Não, não resolvi faltar a tudo, apenas não tive aulas. Honestamente, não tive aulas hoje, a maioria eram práticas e ainda não há matéria para tal. Tenho cá a sensação de que isto só começa a sério na próxima segunda. Como podem ver, está a ser ouro sobre azul. Mas amanha, quinta-feira, é a vingança...levo com quase todas as disciplinas que ainda por cima demoram 3 a 4 horas cada uma, só que aquilo que eles não sabem é que sexta, volto a não pôr lá os pés. Eu e a faculdade andamos a brincar às escondidas. Mas é Sol de pouca dura e, em breve, saberemos quem levou a melhor, se a FCUL (quase de certeza), ou eu (em alguns dias específicos: chuva, greve de transportes, quedas de meteoritos, etc..)
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Saturday, September 09, 2006

Breathe
September 09, 20061 Comments
Pink Floyd Breathe (Waters, Gilmour, Wright) Breathe, breathe in the air. Don't be afraid to care. Leave but don't leave me. Look around and choose your own ground. Long you live and high you fly And smiles you'll give and tears you'll cry And all you touch and all you see Is all your life will ever be. Run, rabbit run. Dig that hole, forget the sun, And when at last the work is done Don't sit down it's time to dig another one. For long you live and high you fly But only if you ride the tide And balanced on the biggest wave You race towards an early grave. //////////////////// Midge Ure Breathe With every waking breath I breathe I see what life has dealt to me With every sadness I deny I feel a chance inside me die Give me a taste of something new To touch to hold to pull me through Send me a guiding light that shines Across this darkened life of mine Breathe some soul in me Breathe your gift of love to me Breathe life to lay 'fore me Breathe to make me breathe For every man who built a home A paper promise for his own He fights against an open flow Of lies and failures, we all know To those who have and who have not How can you live with what you've got? Give me a touch of something sure I could be happy evermore Breathe some soul in me Breathe your gift of love to me Breathe life to lay 'fore me To see to make me breathe Breathe your honesty Breathe your innocence to me Breathe your word and set me free Breathe to make me breathe This life prepares the strangest things The dreams we dream of what life brings The highest highs can turn around To sow love's seeds on stony ground Breathe Breathe Breathe some soul in me Breathe your gift of love to me Breathe life to lay 'fore me To see to make me breathe Breathe your honesty Breathe your innocence to me Breathe your word and set me free Breathe to make me breathe
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Friday, September 08, 2006

Enquadramento geológico da Serra de Sintra
September 08, 20060 Comments
Esta apresentação faz parte do trabalho de grupo da disciplina de Geologia de Campo II (3º ano de Licenciatura em Geologia).
"Enquadramento geográfico, geomorfológico e paleoambiental. Constituindo o “acidente geológico e geomorfológico mais importante da península de Lisboa” (C.Teixeira, 1962), a Serra de Sintra, de origem magmática, encontra-se sobressaída a uns 300 metros acima das plataformas sedimentares calcárias que a rodeiam. Considerado um relevo de dureza, que terá sofrido erosão diferencial, apresenta uma vasta superfície de aplanação, sob a forma de um alongado “inselberg” cujas dimensões compreendem 10 km de comprimento por 5 km de largura, cujo eixo maior se encontra orientado segundo E-W, com um comando que ronda os 500 metros de altura (Galopim, 1995), sendo ainda recortado a Ocidente pelo mar, originando uma costa bastante recortada por altas falésias, prolongando-se até uma certa distância da costa (Kullberg, 1984). Os cursos de água existentes cortam a paisagem segundo uma orientação NE-SW. Caracteriza-se também pela presença de um degrau correspondendo a uma paleopraia bem demarcada devido aos elementos sedimentares que possui (Matos Alves, 1971). Climatericamente, a região de Sintra e seus arredores foram palco de várias transformações, primeiramente durante a formação da Bacia Lusitânica, (Trásico superior- Jurássico), durante a qual as temperaturas eram mais elevadas e o clima mais húmido que actualmente, predominando um sistema morfoclimático sub – húmido e, por último, num crescendo de eventos, no início do Cenozóico, um período climático do tipo tropical de tendência sub – árida, caracterizado por sucessivos depósitos acumulados. A área em estudo é pois afectada não só pela intrusão do maciço, bem como por todos os restantes aspectos mencionados, situando-se a Sul do mesmo, entre a Praia do Abano (base da área) e a Ponta da Abelheira (topo norte da área) no sopé da Serra, numa extensão total de 1 km. Enquadramento geológico Tal como já foi referido, a Serra de Sintra é o resultado de uma intrusão magmática diapírica oriunda da parte superior do manto, estando relacionada com os maciços de Monchique e Sines, devido à abertura do Golfo da Biscaia. Assumindo por razões tectónicas e estruturais regionais, uma forma elíptica com eixo maior E-W, ascendeu até aos níveis mais elevados da crosta atravessando 30 km de espessura de rochas graníticas do soco, acabando por se intruir ou encaixar em rochas mais recentes, de natureza sedimentar, de uma sequência de camadas espessas com cerca de 3500 metros, na maior parte acumuladas no fundo do mar, entre o Jurássico superior e o Cretácico médio. Nesta ultima fase de intrusão, há cerca de 82 Ma, o núcleo magmático terá deformado e elevado as camadas encaixantes (final do Cretácico), (Galopim, 1995). Hoje interpretado como um sinclinal anelar quase completo, (Kullberg, 1984), exibe pois uma grande variedade petrográfica com diferentes tipos litológicos dispostos em anel. Em virtude do condicionalismo tectónico regional, o maciço evoluiu numa grande dobra anticlinal assimétrica tombada para Norte, com tendência cavalgante nesse sentido, testemunhado por falhas inversas ao longo dessa directriz, gerando portanto um doma dissimétrico. Alguns autores estão em desacordo quanto ao tipo de mecanismo magmático que permitiu a variedade petrográfica (Kullberg, 1894), mas, segundo Matos Alves (1964, 1981), os principais são os grantitos subalcalinos a calcoalcalinos, os sienitos e sienitos quartzíferos, os dioritos quártzicos, gabros, mafraítos, brechas eruptivas e uma vasta rede filoneana, constituída por microgranitos, riolitos, traquitos, microsienitos, microdioritos, doleritos e lamprófiros. A sequência mesozóica, ou seja, a cobertura sedimentar atravessada pela intrusão, contorna a serra na sua totalidade, com um grupo de estratos inclinados para a periferia dos sectores Sul e Leste, estando os do bordo Norte bastante inclinados, verticais ou mesmo invertidos, em consequência do cavalgamento já referido. Distribuída entre o Jurássico superior e o Cretácico médio, esta sequência está representada maioritariamente por rochas calcárias de fácies marinha com uma intercalação litoral, durante a qual se estabeleceu, primeiro, um regime recifal e mais tarde, após emersão, uma situação francamente continental, expressa pela deposição abundante de sedimentos detríticos, tais como conglomerados, areias e argilas. Uma vez que os continentes euro-asiático e americano ainda se encontravam unidos e o Atlântico ainda não se encontrava totalmente aberto, um braço de mar insinuava-se contudo, de Sul para Norte, constituindo a Bacia Lusitânica. As formações sedimentares que servem de encaixante foram depositadas na Bacia Lusitânica, alongada segundo a direcção NNE – SSW, e de reduzida extensão lateral, que se instalou durante o Mesozóico, bordejando a W o Maciço Hespérico, emerso. Definindo um graben cujos blocos são limitados por acidentes tardi-hercínicos, a sedimentação, principalmente a sedimentação marginal foi fortemente controlada por reactivações posteriores destes acidentes, traduzidas por bruscas variações laterais de fácies e de espessura de sedimento, registos de frequentes oscilações marinhas. Enquanto que a Norte da bacia sedimentar ocorria grande instabilidade tectónica, na região de Sintra as condições de deposição foram relativamente estáveis, criando ambientes laguno – marinhos, várias vezes isolados por barreiras recifais (Kullberg, 1984). Logo a seguir à deposição sedimentar e, devido ao processo tectónico global, toda a área foi reinvadida pelo mar, o qual, foi promovendo a formação de lagunas as quais conservaram na vasa, elementos bio-organicos. Após a intrusão diapírica ocorreu a consequente deformação das camadas com maior incidência nas que se situam nos seus bordos, devido à orla metassomática que a ascensão e contacto favoreceram. Por ultimo, já no Quaternário, o mar deve ter novamente invadido a região, formando os níveis de praias levantadas. A deformação das camadas sedimentares prolongou-se contudo, para além da altura de intrusão do maciço de Sintra, chegando aos dias de hoje."
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