Cláudia Paiva Silva

Tuesday, June 18, 2013

June 18, 20130 Comments
E quando sentes aquela sensação de que afinal, as coisas não eram DE TODO o que esperavas, e sim que te estiveste a enganar este tempo com a pessoa errada? 

Nota mental: nunca mais faças o que fizeste. Foi um erro em todos os sentidos. 
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... se os "ses" mudassem toda a nossa vida...
June 18, 20130 Comments
Seria realmente possível que se tivéssemos tomado determinada atitude, decisão, se tivéssemos enfrentado o   touro pelos cornos, a nossa vida, hoje, neste preciso momento, seria diferente? Ontem em conversa com a R., uma amiga minha de LONGA data (estamos a fazer 10 anos baby!), ela alertou-me para que eu tomasse coragem e fizesse o que ela não fez - dar o passo em frente, sem hesitações e medos. Contou-me que em tempos idos se tinha aproximado de uma pessoa, que, obviamente, também gostava dela, mas por uma questão de medo, ou de consciência, nunca teve coragem de enfrentar os nós do estômago e nunca lhe confessou essa paixão. Passados uns anos foi ao casamento dele, enquanto espectadora e percebeu que parte da vida lhe tinha passado frente aos olhos. Interroga-se também se, caso tivesse dito ou feito o que o coração lhe dizia, se estaria hoje como está e com quem está. Eu desconfio que não, mas também sei que não há coincidências. Podemos pensar que a vida e o Universo nos possibilitam imensas oportunidades do nada, que as coisas acontecem só porque sim. Sabemos, pela física universal que não é tanta essa a verdade. As partículas do espaço exterior estão conectadas, tal como nós estamos todos agarrados a moléculas que nos permitem a sobrevivência. Nada acontece por acaso e, existem espaços de tempo, intervalos ou "timings", para tudo. Existe um tempo para dizermos que gostamos de outra pessoa - mesmo correndo o risco de levarmos com um Não -, de marcarmos a nossa posição numa reunião, numa conversa, num grupo de amigos - quantas vezes não passamos pela sensação de querer ter dito algo, mas, entretanto, a altura certa parece ter passado? Há que haver um contexto (mesmo que esotérico ou não palpável) para que as coisas sejam ditas e feitas. E haverão sempre os SES, o verbo no condicional, que nos leva no futuro a olhar para o passado, que é a coisa mais errada que se pode fazer, com excepção para aprendermos lições: "Lembras-te do que aconteceu da outra vez??". Não sei se existirá essa coisa do "se eu tivesse dito isto, hoje as coisas seriam diferentes.." Claro que seriam, podiam até nem ser o que estaríamos na altura à espera, mas claro que os actos levam a consequências. Acção - Reacção. Na vida existe um equilíbrio natural, uma ordem natural das coisas, e a ideia é que a nossa balança esteja sempre bem "balançada". Podemos passar uma vida inteira a considerar hipóteses, mas não será apenas e só uma perda de tempo? O que passou, passou, e o que não passou, talvez pudesse ter passado, ou não. Por vezes, eu, que sou impulsiva, faço as coisas sem pensar - um pouco para evitar o "e se...." que mais tarde poderá surgir. Será que sou mais feliz com isso? Bom, uma coisa é certa. Tenho a resposta imediata na altura. Não existem ponderações posteriores, nem assaltos constantes de dúvida. A não ser que as situações mudem e as pessoas também. O que é uma chatice e leva-me à estaca zero. Mas, muito sinceramente, tanto eu, como a R. estamos a entrar naquela altura das nossas vidas em que já não temos 16 anos. O que não quer dizer que tenhamos de estar embrenhadas em situações que nos aborreçam - nada disso. Mas se calhar, por uma questão de bom-senso, temos de pensar que os relacionamentos dão trabalho, que a VIDA dá trabalho, e que é preciso trabalhar nisso, resolver os problemas, tentar dar a volta às situações, de outra forma passamos a vida a saltar pocinhas e ficar com o ponto de interrogação na cara, do " e se eu tivesse feito isto...". Não fizemos. Não dissemos. Paciência. Há que seguir em frente, que atrás vem gente. 
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Monday, May 27, 2013

Aviso à navegação que me lê o blogue...
May 27, 20131 Comments
Caros, deixo-vos aqui a transcrição do que escrevi entre ontem e hoje na minha página do Facebook. Aconteceu comigo, não é acidente de percurso e poderia ter acabado mal, caso o selvagem tivesse permanecido em silêncio a apenas tivesse corrido atrás de mim. Possivelmente agora eu estaria num hospital. Nunca se sabe. Mas é bem possível que sim. Se conhecerem casos, passem palavra. Quantas mais queixas a REFER tiver neste sentido, talvez aconteça alguma mudança nas mentalidades, ou pelo menos, seja tomada alguma atitude. 

"Aviso à navegação. A entrada da estação de Entrecampos Poente ou terá de ter mais segurança aos fins de semana, ou o melhor é ser interdito o seu acesso no mesmo período semanal. Hoje eu ia sendo atacada por um homem que se encontrava semi-escondido naquela pequena moita que existe na saída esquerda. Se não tivesse corrido e subido à plataforma da Fertagus não estaria aqui, agora, a contar o sucedido. Isto não pode ser, e muito menos continuar. Eu não posso mudar a minha vida só porque "existem zonas a serem evitadas"... estou no meu país, olha que merda!" - dia 26 Maio 2013 às 15.30, aproximadamente. 

"Aos amigos que ontem souberam do "incidente" ... Explicou-me o segurança que conhece o cigano em questão (sim, agora confirmo - é cigano). Contudo são apenas 2 guardas a tomarem conta de TODA a área da estação Entrecampos, com rondas de 2 em 2 horas, facilmente detectáveis pelos meliantes. A queixa vai ser assim apresentada à CP e, mais concretamente à Refer!" - hoje, 27 Maio 2012 às 09.20, aproximadamente.

A ideia final é haver um maior patrulhamento da área da estação de Entrecampos, ou encerramento aos fins de semana do acesso "poente" à estação. 
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Friday, May 24, 2013

May 24, 20131 Comments
Então se eu chamar o Presidente da República de "Palhaço" posso vir a responder em tribunal? Abrem um processo judicial contra mim? Ou, só funciona para as figuras públicas? Exemplo: eu estou na rua, e sou apanhada para responder a algumas questões para um noticiário. E digo que ele (PR) é um palhaço. Sou presa por isso? Vem a polícia atrás de mim a pedir-me a identificação? Ou como sou uma cidadã anónima, não interessa? 

É que por esta ordem de ideias, devo ter já uns quantos processos-crime pendentes.. 
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Monday, May 20, 2013

Sobre o Sexo e a Cidade
May 20, 20131 Comments
Num outro blog (O Amor é um lugar estranho) a autora admite nunca ter gostado da série, embora tivesse visto quase todas as temporadas, e que agora, passados anos sobre a mesma, continua a não se identificar com nenhuma das personagens nem com a promiscuidade que por ali se passava (pior só mesmo Anatomia de Grey até... à 8ª temporada, no mínimo). 
Eu era igual, mas devido à nossa diferença de idades, presumo que a Kitty seja um pouco mais velha que eu, acredito piamente que, de facto, uma rapariga de 14/15 anos que comece a ver uma série daquelas, até pode perceber o contexto, mas não compreende as piadas, e muito menos gostará de ver algumas cenas mais, fortes. Foi o meu caso. Nunca vi a série, embora todas as minhas colegas achassem que era o MÁXIMO - presumo que fosse a questão de estar na moda, mas eu nunca fui de rebanhos. O que eu sei é que da meia dúzia de episódios que terei visto durante a adolescência e início da maturidade, consegui aproximar-se da personagem Miranda (Cyntia Nixon). Agora a FoxLife lembrou-se de repor a série na íntegra, passando vários capítulos da saga por dia. Há dias, não contente, o Hollywood passou o 1º filme. Não é preciso muito para quem me ler perceber que, se antes não me identificava em nada, agora começo a gostar muito de ver aquilo. Obviamente que não tenho nem os sapatos, nem os vestidos, nem o estilo (um dia, um dia), que elas têm, mas caramba!, todas deveríamos ter um bocadinho de pelo menos uma das 4 personagens em nós. Ou então, mesmo muito de raspão. Claro, não vivemos em Nova Iorque e estamos a atravessar uma crise económica da porra, mas ainda assim, é uma série que nos faz sonhar com os vestidos e ver qual afinal a importância da amizade feminina, numa altura em que "the female are the deadlier of the species", até para nós mesmas. Continuo a gostar imenso da Miranda, achando que, no final do dia, ela é a mais equilibrada de todas. E também penso que, quem hoje tem 29-30 anos, deveria (re)começar a ver aquilo. Mas isso sou eu... 
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Como há certas coisas que mudam .... e outras não.
May 20, 20130 Comments
Ao final de alguns anos na Blogosfera, acabamos por seguir com maior interesse uns e outros blogs, sobretudo aqueles com os quais mais nos identificamos. Acontece que os anos vão realmente passando, e as pessoas também. E as mentalidades e ideias ainda mais. Ora, dito isto, só me ocorre dizer que, existem pessoas com as quais continuo a estar em sintonia total, mesmo nunca as tendo conhecido, outras que não gostava, mas passei a gostar e outras que eram realmente fantásticas, mas passaram de bestial a besta assim, num segundo. OK, besta é forte demais, mas sem dúvida que simplesmente já nada têm a ver com a minha forma de ser ou de pensar sequer. 
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Thursday, May 16, 2013

Heroísmos à parte.
May 16, 2013 7 Comments
Não sou imparcial no que diz respeito a esta matéria. Se, por questões de saúde a mulher deve fazer mastectomia ou retirar os ovários+útero, acho bem que o faça. A Angelina tem antecedentes familiares que a ajudaram nessa escolha. Fez um exame genético. O melhor foi prevenir. E acredito que chegada aos 45, limpe o resto que tem de limpar - a probabilidade que ela referiu de ter cancro nos ovários também era elevada, mas aos 37 anos, ainda pode querer ampliar o catálogo Benetton que tem em casa. 
O que me suscita preplexidade é que parece ela ser a única. Claro que quando uma figura mediática diz que o faz, o tema passa a estar na ordem do dia, e ainda bem. A ideia é servir de exemplo. E nisso, aplaudo. O que me irrita é pegarem no assunto como se fosse a primeira vez que alguém faz uma mastectomia, dupla. Elas fazem-se há anos, pese o facto das mulheres que o fazem não o irem contar aos 7 ventos, por uma questão de pudor, bom-senso, ou quiçá, medo de julgamento público/ familiar. Em Portugal este tipo de cirurgia, quando devidamente baseado em algo concreto, é pago pelo Estado. O problema é que não há dinheiro que chegue, as listas de espera são o que se sabe e muitos médicos não concordam com este tratamento radical. A decisão final cabe à mulher e à sua família e é extremamente complexa e delicada. Não se toma em ânimo leve. 
Enquanto que a Angelina disse que o fez pelos motivos que foi, outras, entretanto, já vieram dizer que "pensam igualmente fazê-lo" - como é o caso da Miss EUA. No caso desta jovem, pesa a morte da mãe e tia materna com a mesma doença. O medo faz com que ela pense duas vezes nos dias que correm. Interrogo-me se não teria havido tempo para ela querer fazê-lo, ou se foi preciso mesmo um catalisador. Quem é famoso, continua a ser famoso por estas notícias. Se fosse eu, ou qualquer um de vocês que podem estar a ler este texto, nem sequer iríamos parar ao Correio da Manhã, seríamos apenas mais uns números para os dados estatísticos. 
Não se deixem é enganar pelo espectáculo que se produz a partir disto. De certeza que muita revista irá aproveitar-se deste "fenómeno" para expor os casos mais mediáticos (e os casos mais mediáticos hão-de ganhar os seus milhares de euros com isso). Enquanto que as cidadãs anónimas e completamente desconhecidas continuarão .... anónimas e desconhecidas. Heroísmos à parte. Tiro o chapéu à Jolie, mas ela não fez nada de inovador. 
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Wednesday, May 15, 2013

Coisas realmente bonitas...
May 15, 20130 Comments
O grande concerto que Márcia nos deu, ao público, a ver, participar, ontem à noite no São Jorge em Lisboa. O assustador foi ela reconhecer-me embora eu nunca a tivesse visto pessoalmente. É quase anti-natura um artista conhecer o fan ANTES destas ocasiões - quando isso ocorre é sinal que o fan é um bocado maluco. E eu não me lembro das "minhas" bandas antigas fazerem tal coisa... outros tempos, outros métodos e meios de comunicação. E se calhar a falta de Facebook fazia-me mais introvertida. Bom, também é verdade que aos 12 anos é uma coisa e aos 29 é outra. 
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Tuesday, May 14, 2013

Maldade e fel
May 14, 20130 Comments
Sim, também os tenho. Como todos nós aliás, que estamos somente bem em dizer mal dos outros, ou a rir da desgraça alheia, ou, cheios de moral, acreditarmos que somos donos da verdade e passamos atestados de incompetência aos demais - que muitas vezes são mais inteligentes que nós e se recaem ao silêncio, apenas se deve, exclusivamente, a essa forma de ser, cheia de classe. 
Interrogo-me então, não me colocando em qualquer pedestal, ou na liga de pessoas por último mencionadas, se as meninas e meninos dos blogs de moda nacionais (sim, apenas me refiro aos nacionais para que não haja perguntas do tipo: "e os internacionais??" - simplesmente porque eu não podia querer saber menos dos internacionais, uma vez que, por agora, estou a viver em Portugal) mencionaram sequer as desgraças que ocorreram na Índia e Bangladesh nas últimas 3 semanas. Sim, dois prédios megalómanos caíram. Sustentavam, sem autorização, sem condições, sem estruturas para tal, fábricas e fábricas de roupa, empregando a 1 euro por dia, se tanto, gentes e mais gentes, que nos costuram a roupa que hoje tão fashionable'mente vamos comprar à Zara, Mango, Berskha, Massimo Dutti, e, honestamente, Burberry, Prada, Chanel - porque o "pronto a vestir" faz-se em mega doses, e não em exclusivos individuais. Interrogo-me se algum blogueiro terá parado por estes dias de publicar noções básicas de vestir, de pentear, em nome de todos aqueles que jazem ainda por debaixo dos escombros, jovens e menos jovens que trabalhavam ser parar noite e dia nas mais parcas condições, para que o mundo "ocidental" e bonito, tivesse a sua roupa pronta e chique nas lojas. Não estou aqui a fazer a apologia do "vamos andar nus em nome de..", mas chama-se humildade quando acontecem estas coisas, sabemos como o mundo da confecção de moda funciona, e depois somos incapazes de prestar uma mera homenagem quanto mais não seja a dizer: "temos de passar as fábricas para a China..." (muita ironia aqui que ainda a sardinha tem catarro!). 
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Friday, May 10, 2013

May 10, 20131 Comments
Estive de férias durante a semana passada e aproveitei para, finalmente, dar uma volta por Lisboa, revendo ou reconhecendo os seus miradouros, as suas igrejas, mesmo que, por agora, seja o percurso mais tradicional e turístico. Não me levem a mal. Eu considero-me lisboeta. A minha vida é mais feita em Lisboa do que onde moro, mas o certo é que não a conheço e, sendo certo que não habito no centro, mas sim na periferia (ou arredores), é raro meter-me ao caminho para subir às colinas. 
Desta vez não quis deixar passar essa oportunidade, invés de ficar, como de costume, em casa, enchendo o bandulho com bolachas, ou vendo televisão, com os seus filmes e séries, non-stop
Foi então que, subindo pela rua da Sé e antes de chegar ao Miradouro de Santa Luzia, entrei numa loja de artesanato contemporâneo (que parecem estar agora muito na moda). Chama logo a atenção: pequena, junto dos antiquários caríssimos da cidade, apresenta à porta um cardume de sardinhas feitas à máquina de costura com padrões vários. A Ponto Lx, para quem não está habituado à tradição da cidade, é uma boa alternativa à compra de presentes ou lembranças. Desde a típica sardinha (há de vários tamanhos, feitios e padrões de tecido), passando pelas andorinhas e galos de Barcelos, variando entre os 7 e os 40 euros, vale a pena conhecer. Depois de muito escolher, com base no cardume da porta, mais um interior e outro dentro de uma caixa, acabei por trazer a minha para o escritório, numas cores bonitas e discretas. Garanto que é um sucesso e, para os patrões que deixem, uma ideia bem original para enfeitar esses espaços mais "sérios". 
Aqui fica a prova em como a minha Sardinha (ainda sem nome) é, além de gira, super inteligente e interessada naquilo que a sua nova dona faz na vida... 

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Quinta-feira da Espiga