January 2026 - Cláudia Paiva Silva

Saturday, January 17, 2026

the upside down... com MAIÚSCULAS
January 17, 20260 Comments


Passaram-se apenas 17 dias - logo nos 6 primeiros, deus fartou-se de trabalhar e ao 7º ainda nos pregou um susto com a Venezuela. Temos de IDOLATRAR os nossos ícones e deuses, senão seremos castigados.

Passaram-se apenas 17 dias - e parecem 13 NOVOS MESES. Puta de ano!

Certamente que ninguém, mas NINGUÉM, tinha dúvidas que 2026 não iria ser melhor que 2025. Ou se achavam que sim, pois... são os que aprovam e escolhem e votam numa nova ordem mundial, a qual já ando a reconhecer sintomas há uns 20 anos. Mas, como de costume, eu sou sempre uma exagerada. 

Amanhã, dia 18, Portugal vai, NOVAMENTE a eleições. Depois de ano e meio com legistlativas, mais umas autárquicas que parece só me terem colocado a vida (profissional) em stand-by eterno, faltavam as "presidenciais", claro. Umas eleições renhidas. Nomeadamente pela falta de atributos que possamos dar a cada um dos 1000 candidatos que amanhã teremos para escolher, "minus" 3, que estarão lá só para confundir. Ainda. Mais. 

But first things, first! Não tenho iguais dúvidas que Portugal não é diferente de mais nenhum país europeu, ou, a ver, mundial. Numa onda de radicalismo a todos os quadrantes políticos, estamos claramente à beira de regressar a um mundo às direitas, que, na verdade, não irá passar de um "upside down". Como a base do Carnaval, no qual a troca de papéis permite os excessos a todos os níveis e requintes de malvadez. E sim, há muita gente a ser levada pela ideologia e a acreditar que assim, com velhos costumes (mas, dizem, modernizados) é que voltamos ao caminho do "bem" - não raramente associado à religião. Temos realmente de idolatar os nossos DEUSES políticos. Até mesmo porque, não querendo, de todo, comparar com tempos que já lá vão, como a idade média, na qual não havia vacinas, as pessoas eram influenciadas a não tomar banho, e tínhamos uma SANTA INQUISIÇÃO com os seus Familiares, ou mesmo, alguns séculos depois, já em pleno século XX, onde uma PIDE com, também, os seus familiares, faziam as delícias das famílias de bem, podemos estar a escassos momentos de entrarmos numa época moderna de censura, onde as distopias já não serão distopias algumas e tornam-se a realidade dos nossos dias e momentos. 

Mas calma, que hoje é dia de reflexão e eu estou aqui, apenas e só, a refletir na podridão a que todos chegámos. Um desbafo se assim o entenderem. E sim, eu sei que EU é que estou ERRADA. Porque todos são mais inteligentes que eu, e sabem as COISAS da vida pela experiência que a mesma lhes deu, embora sejamos uns privilegiados, geralmente, brancos, que nunca passámos por situações de preconceito ou ostracismo. Bom, enquanto mulher, quantas vezes, nomeadamente nos últimos tempos e, exatamente pelos belos, brandos costumes a que queremos regressar. Porque mulher séria e honrada é aquela que se mantém no seu recato. E já se entendeu como eu sou, não é?

Mas tudo bem. Em Portugal, como sempre, aliás, está sempre tudo bem. Vai correr tudo bem. Seremos sempre felizes neste nosso modo de ser "português suave". 

Mas ninguém nos livra da infelicidade de uma nova liberdade que não será assim tão liberta.





Reading Time: