so this is Christm... carnaval, outra vez, and what have you done, até agora.. - Cláudia Paiva Silva

Tuesday, January 27, 2026

so this is Christm... carnaval, outra vez, and what have you done, até agora..



os anúncios publicitários não deixam margem para dúvidas! Então aquele sobre investimentos é, deveras, elucidativo. Além de informar que já estamos em fevereiro, vai mais longe até, afirmando que, não tarda, já estamos mas é em 2027 (garrafas de champanhe e fogo de artifício incluídas nas imagens). 

Mas a verdade é esta... grandes objetivos, grandes planos, grande mudanças se esperavam para final de 2025 e foram empurradas para logo logo, início de 2026- Chegamos a 2026 e é tudo colocado em "stand-by". Porque burocracias, porque outras urgências, porque eleições (novamente e novamente e novamente, sabemos lá). Porque, "tem de ter paciência e saber esperar". Porque estamos em reestrutuação, porque estamos em mudanças de equipa, porque temos agendas super cheias e outras já completamente lotadas. 

Ou seja, chegamos a fevereiro e o que é que afinal fizemos ao longo deste primeiro e imensamente longo e louco mês de janeiro? Nada. Temos estado a fazer o mesmo, ou a preparar, na esperança de melhores dias, projetos, iniciativas, trabalhos, ideias. Temos estado a olhar as notícias não acreditando que a distopia dos livros que líamos há 20 anos e que foram escritos ainda num tempo em que havia meia dúzia de máquinas, se tornou a nossa realidade. Banalizámos, completamente, o mal, como a Hannah Arendt tinha preconizado. E aceitamos e normalizamos, porque estamos a ver que ir contra acaba connosco dentro de um caixão. 

O que fizemos durante janeiro? além de trabalhar, naquilo que já dei por garantido, sem garantias algumas, adquiri uma série de livros novos (mas não edições recentes) ainda em dezembro, as quais estou a desfazer, literalmente, em leitura, nos finais de tarde e fins de semana de chuva intensa, vento, mais chuva, mais neve, mais frio. Sim, porque dedicar-me à cultura física, como tanto apregoei, torna-se impossível com dias permanentemente ou cinzentos ou bipolares. Aproveita-se para colocar a escrita em dia aqui no blogue que ninguém lê (aliás, só lê quem eu NÃO quero que leia, porque não quero essas pessoas presentes na minha vida). Estou a generalizar. Sei que certamente ainda lê gente interessante. 

Vou pensando em temas para apresentações em seminários, onde a minha área de estudos base possa imiscuir-se com a tal arte que busco agora também aprender - e não é nada esotérico. Pretendo sempre aos fins de semana conseguir escapar-me para algum museu ou exposição que ache importante - sem nunca o fazer porque os fins de semana passam a correr, essa coisa inexorável que é a passagem do tempo -, e há sempre mais que fazer e com que nos preocuparmos, tarefas domésticas, compras de supermercado, resolução de situações in situ.

e no meio disto, chegam os 42 anos de vida e o Carnaval que vai começando a antecipar a Páscoa. E, sem contarmos, claro, que temos de ser os Cristianos Ronaldos das nossas vidas, com pena de nos arriscarmos a sermos, como somos, na maioria, medíocres. Aliás a palavra meritocracia, que é uma falácia, deveria ser substituída por mediocracia. Isso sim, faz mais sentido. Quanto mais medícore, mais longe cheganos. ChegaMOS. Peço desculpa.

Por isso, sim, há que continua à espera, a ter paciência, porque já sabemos como o país funcionar, devagar, a modos que parado, mas deixem lá o outro trabalhar. E que venham mais umas 5 eleições que já andamos com pouco circo. Aliás, fevereiro? O que andámos a fazer até agora? A preparar o caos... samba que se adivinha. 

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