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Urban Jungles

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Considering the huge number of tourists up and down Lisbon, one may wonder if the city will not lose its typical light, the fascination among the small streets of Alfama, Mouraria, Bairro Alto, now filled with foreigners more than with locals. Can a person manage to "get lost" on purpose in the small alleys, backyards and "patios" when everyone is heading for the same tour guide scenarios?



It is however in that precise moment when we discover that there's more to see than the obvious and that the "tuk tuk" self-made man and woman do not know it all yet (and we must thank the gods for that).

There are still some quite exquisite places that even though can be meet & greet by everyone, not everybody (including the city natives) are familiarized with, and those are what cab be named as "urban jungles". Maybe it's too farfecthed but the city was not only created to support big buildings, vahicles, public transports. There are also beautiful…

Quando Bordalo já não é o Pinheiro original..

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Pegar em lixo e fazer com ele obras de arte não é para todos. Claro que não falo em lixo biodegradável, mas sim naquele que se não for realmente tratado, apenas irá encher o nosso já tão doente planeta de mais mazelas físicas e visíveis. BordaloII tem essa capacidade, muito mais do que a Joana (não desfazendo) tem de pegar em tachos e fazer sapatos Cinderal tamanho Triple XL, ou em tampões e criar candelabros (volto a dizer que gosto muito de alguns trabalhos dela).  Mas o que ele faz transcende um bocado a fasquia. Porque mesmo com obras lindísismas, acusa-nos, a todos, de sermos os responsáveis por todo aquele desperdício. Poderia fazer outra coisa qualquer, mas obriga-nos a pensar que, realmente, a quantidade de lixo é tão imensa que até obras de arte gigante conseguimos de lá retirar. 



Uma das suas frases emblemáticas (que cito a partir do site oficial) é sem dúvida a mais verdadeira e felizarda das expressões: "o lixo de um homem é o tesouro de outro". E sim, nascido, tal…

Um Estado chamado.... Palestina

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Não vou entrar em grandes lenga-lengas sobre o tema. É melindroso. E além disso, a maioria de nós sabe que os países se constroem ou destroem em função de outros se destruírem ou construírem. Mais recente se calhar que Israel, temos toda uma Guerra dos Balcãs que dividiu países, famílias, e matou muito mais e muito além do que deveria. E não deveria sequer ter morrido ninguém. A diferença é que ao final de 20 anos, e embora ainda possa haver ódio étnico, os países resultantes são e estão definidos, não havendo nem atropelos, nem colonatos, nem muros da vergonha, nem armas automáticas contra pedras. E é isso que me revolta. Porque Israel nasceu de uma "oferta" política feita há 70 anos, não foi um território conquistado, mas sim ofertado e que, desde então, tem estado a aumentar indevidamente, com apropriação de solo que, por alguma razão que eu não compreendo, os israelitas acham que lhes pertence. E porque, perante o óbvio, não temos uma comunidade internacional que se impo…

Ghosting e Orbiting ou como eu realmente passo pelas coisas sem lhes conhecer os nomes...

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Este artigo que junto em link é bastante interessante sobre os dois maravilhosos conceitos que infelizmente tive de aprender nos últimos 3 anos. "Ghosting" que eu desconhecia, porque, sabem, sou uma rapariga da velha guarda que acha que "acabar com alguém" implica pelo menos uma conversa básica, e não, como de facto agora parece ser sempre o caso, desaparecer sem deixar grandes rastos (fora as pegadas digitais), deixando simplesmente de responder a mensagens, a telefonemas, ao longo primeiro de dias, depois, semanas, e por fim, meses. Ok, isso seria óbvio a quem, como no meu caso, fica na dúvida do que afinal pudesse ter acontecido. Contudo, a parte perturbadora do segundo conceito que SÓ HOJE aprendi, embora o tivesse vivido na altura do "ghosting", é o "orbiting". Basicamente, a personagem desaparece, mas não totalmente, porque não corta o contacto de forma definitiva e radical, uma vez que não só não se digna a explicar a razão do afastamento…
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Mais um fim de semana daqueles que voam. Poderia explicar como foi correndo, de mau a melhor, mas simplesmente não creio que fosse valer de alguma coisa. Relatar detalhes do quotidiano não fazem bem parte do meu esquema de escrita, a não ser em diário pessoal, redigido à mão, como dita a regra. Hoje estive mais na onda de dormir até tarde (já que ontem tive mesmo de despertar cedo), mas gostei muito mais de ter passado a tarde, até há relativamente pouco tempo, a ler artigos científicos, coisa que já não fazia há algum tempo. Contudo, não deixa de ser altamente perturbador, verificar que já é tarde, que já são horas de fazer jantar, de preparar as tralhas para mais uma semana de trabalho, que, felizmente, no meu caso, será muito mais libertadora e interessante do que já o é habitualmente. Semana de congresso internacional de Geologia do Petróleo, trazendo cientistas e apresentações de trabalhos para nos (me) fazerem pensar.  Ainda assim, tenho tido tempo para pensar nos artigos sobre as…

Comemoração do Dia da Terra 2018

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Para quem não sabe, sou geóloga de formação e profissão. Contudo, trabalho na área (agora politicamente incorrecta e ingrata) da pesquisa de petróleo e gás, parecendo contudo que nunca usámos até hoje, derivados indirectos dos combustíveis fósseis, nem tão pouco necessitamos ainda deles no nosso dia a dia. Caros e caras, a nossa pegada na terra não se prende apenas e só no recurso a estes produtos que demoram milhões de anos a serem gerados, mas sim com os nossos comportamentos diários. Esses sim, poderão eventualmente fazer toda a diferença. Mas posto este desabafo de parte, até porque nunca entrei aqui em detalhes desta natureza, nem pretendo fazer qualquer manifesto político ou de opinião sobre o assunto - aprendi a estar literalmente calada -, deixo a minha contribuição para o #EarthDay2018 e #ImAGeoscientist. Enjoy!


Datadas de 2014, estas fotografias foram registadas junto à Pedreira de Ana Ferreira, no Porto Santo. Trata-se de uma estrutura geológica particular denominada disjunç…
Será realmente importante começar a haver mais debates públicos sobre o tema de recolha de dados dos utilizadores da Internet e das redes sociais em Portugal. O Nónio será mais uma ferramenta que irá possibilitar a uma serie de empresas obterem informação CONSENTIDA, já que será necessário fazer login para aceder aos conteúdos dessas páginas, na sua maioria orgãos de comunicação social (logo por acaso e logo por azar). O objetivo? Segundo o director comercial do Público, Mário Jorge Maia: "O Nónio é uma plataforma de recolha, tratamento e qualificação das audiências”, descreve Luís Nazaré, referindo que esses dados ficarão registados num acervo disponível a todos os membros da PMP (Plataforma de Media Privados, grupo COFINA), o que lhes permitirá “qualificar a informação e valorizar as audiências”, nomeadamente através da segmentação de perfis. Assim, o inventário publicitário passa a ser mais valioso." Portanto, basicamente, a ideia é sermos bombardeados apenas e só com pub…