Saturday, January 29, 2011

E depois existem os outros "temos de falar" que não são mais do que, bom, como os descrever? Nem sei bem. Uma pessoa pensa que é algo de útil e afinal revelam-se em conversas triviais, ou normais, para a maioria dos humanos. Eu é que não percebo já o conceito de conversar normalmente com uma pessoa. Nem tão pouco o conceito de cumprimentar uma pessoa só porque sim, só porque nos apetece e porque sabe bem. Numa era de novas tecnologias acabo por perceber que o meu convívio e o meu entendimento das relações interpessoais se baseia sobretudo no que entendo nas entrelinhas de algo que foi escrito em chats ou em murais de redes sociais, acabando por descartar o simples facto de que alguém pode querer dizer-me "olá" pessoalmente, simplesmente porque sim. Porque me quer ver, porque me quer falar. Eu é que sou parva e já nem isso consigo perceber. Lindo...

Friday, January 28, 2011

Pior que tudo o resto, é a espera. Sermos pacientes com coisas que realmente necessitam e exigem alguma rapidez a serem resolvidas. Assuntos de trabalho, por exemplo. Estar nesta ânsia do "temos de falar" irritamente solenemente. Enerva-me. Leva-me a ter comportamentos irracionais e ilógicos, dizer coisas que de outra forma não diria (por muito verdade que sejam). Que caraças!

Thursday, January 27, 2011

... nem todos os dias devo falar com ele... mas ao contrário de ti, com ele eu já sei o que posso (ou não) esperar. Por isso, temos pena.

Tuesday, January 25, 2011

Monday, January 24, 2011

Bígama

Talvez seja do frio, talvez seja do cérebro completamente gelado, mas o coração está quente. Quebro-me à evidência de estar completamente presa outra vez. Enrolada nestes fios que nem sei de onde apareceram. Não estiverem sempre ali, como em backup invisível, não! Apareceram do nada, a partir de pequenas coisas, como é costume. E prenderam-me a ti, a ele? Não sei... sei que gosto de (por agora) me sentir assim, num novelo de lã que me acaricia a pele e a mente, deixando-me sonhar. E sim, o acordar é terrível e desgasta-me e eu caio e volto a endireitar-me. E nem sei a quem devo tamanha proeza, se a ti, se a ele, se aos dois. Mas sei que ambos me deixam assim... com um semi-sorriso mesmo quando não estou ausente. Bígama que eu não era e me tornei.
... olha, desculpa, mas eu estou aqui sim? E sou de carne e osso, e tenho sangue vermelho e quente a correr-me nas veias o que faz o meu coração bater. E bate com mais força quando penso em ti (não com força desmesurada porque ainda não pode, nem deve... e nem sei se o quero a bater assim), ou quando sei que não estás bem. E eu sei que não estás bem e eu fico triste com isso. Dói-me ver-te assim, eu que já te vi e soube tão feliz. Mas por favor, não desistas, nem te escondas, porque eu não vou desistir de ti. Prometo.

Sunday, January 23, 2011

Dá Deus nozes a quem não tem dentes...

passo a vida a queixar-me dos meus azares, das minhas faltas de dinheiro, das minhas faltas de saúde, dos amores não correspondidos, do trabalho... de todos estes factores o mais problemático de todos será sem dúvida o do coração. Que finalmente eu já percebi que consigo dar-me melhor com os stresses laborais e financeiros do que com o resto. E que sou muito mais feliz quando não tenho ninguém em quem pensar. Portanto, após ter relido algo que escrevi há 2 anos e ter percebido que continuo a jogar em torno dos mesmos objectos, que ainda por cima não estão "nem aí" para mim, entendo que esteja na hora do chamado retiro. Sim.. retirar-me de mansinho de cena e aplicar as minhas energias e forças a quem realmente merece, ou seja, a mim mesma.

Thursday, January 20, 2011

Digo que vou e que vai ser muito interessante! (Já conheço outros trabalhos das autoras... só pode ser fantástico!)

Wednesday, January 19, 2011

Que há muito a dizer sobre os Globos de Ouro...

Por acaso não, até nem há nada a dizer sobre isso; tudo correu conforme se previa. Natalie Portman e o eterno Mr. Darcy ganharam prémios de melhor actriz e actor. Glee papou o que tinha de papar, etc.. Para mim o extraordinário dos Globos aconteceu com a prestação de Ricky Gervais como apresentador: aqui fica declarado que me levanto da cadeira, bato-lhe palmas e faço-lhe uma ou duas vénias por ter tomates (sim, tomates no sítio!!) e dizer umas tantas verdades sobre o mundo de Hollywood. Ai que a audiência ficou semi traumatizada.. vão-se curar porque só aí estão à custa de muita bajulação (já dizia a Susan Sarandon há alguns anos atrás). O resultado está à vista: não gostam de ouvir o que é certo e puseram o homem de lá a andar. A partir de agora não volta a apresentar nada. Boa! Viva a liberdade de expressão e a capacidade de encaixe para um humor tipicamente british e cáustico!
Quem me dera ser como as outras e outros: ariscos e certeiros, com as palavras certas e as frases feitas na altura apropriada. Mas não.. geralmente quando tenho algo de interessante a escrever é quando estou a adormecer e penso sempre em fazê-lo no dia seguinte. Como será óbvio só me recordo de tal depois de me ter esquecido do que queria dactilografar. Mas há coisas mais concretas como: estou a começar a gostar (mais) de ti...
OK, não saias... aviso desde já que vais ter de dividir espaço com outro.

Sunday, January 16, 2011

Sai-da-minha-CA-BE-ÇA!Sai-da-minha-CA-BE-ÇA! Isto está a virar torturaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!

Friday, January 14, 2011

Parece-me sempre (sempre) bem a ideia de sermos o que somos por nós mesmos e não porque os outros assim querem ou pedem. Contudo se não forem determinadas palavras de conforto vindas muitas vezes de estranhos, essa força interior não aparece. Será sempre preciso um empurrão para nos reerguermos do chão e quando isso acontece é admirável. Para mim sem dúvida que o foi, espero que para ti também venha a ser. Irá custar, irá doer-te imenso, irás ter dias de infelicidade, mas espero que olhes em teu redor e vejas que há muito para Viver ainda. E quando isso acontecer e conseguires vislumbrar Luz, é quando irás perceber que a ferida finalmente sarou e vais estar confiante para enfrentares o Mundo, só ou com outra pessoa a teu lado. E não, ninguém conhece o futuro... mas se acreditarmos mesmo, terá tudo para ser perfeito.
Tu mereces...

Wednesday, January 12, 2011

O pior de se começar o Novo ano com uma Gripe, não é tanto ter-se iniciado o ano com a Gripe, mas sim, os efeitos secundários que a mesma provoca, senão por si mesma (que são maus, mesmo maus), serão por via do tratamento. Então depois de ter estado em casa uns dias, porque a febre não me deixava sequer sair da cama (e eu já não tinha febre, nem sabia o que isso era há imensos anos), estou a sentir (já regressada ao trabalho) os efeitos pouco energéticos que o tratamento nos traz. Vejamos: sono, cansaço, transtornos intestinais, falta de apetite, dores de estômago, etc.. Basicamente uma pessoa chega à conclusão que depois de ter estado uns dias em casa enfiada na cama, precisa de outros tantos dias, de férias, a recuperar do choque de medicação. E sim, uma gripe não é uma constipação, é, geralmente, uma coisa bem mais forte que deve ser tratada com menos leviandade e mais respeito, porque qualquer recaída pode ser pior do que a queda inicial. Não deixo contudo e, por isso, de me sentir mal à mesma e desejar estar relaxadamente deitada num sofá-cama com os olhinhos fechados. Diria que gostaria de estar a curtir o fascinante dia de Primavera que nos tinham concedido, mas parece-me que o sonho terminou rapidamente pelas 11 da matina sem que eu percebesse bem a razão.

Tuesday, January 11, 2011

Fazendo um esforço enorme para não abrir a boca...

é-me contudo totalmente impossível ficar de braços cruzados ou calada quando leio que "os direitos jurídicos do presumível homicida Renato Seabra não foram salvaguardados". Irei colocar isto de uma forma sintética para que percebam: os direitos jurídicos do Renato "foram ao ar" no momento em que ele (com ou sem razão - embora aquela coisa do "libertar demónios e eliminar vírus" não me agrade por aí além) desfere uma violenta "carga de porrada" a um indivíduo de 65 anos (que podia ser irascível, mas não era violento de forma alguma), durante uma hora, atira-lhe com um portátil à cabeça (e daí ter sido a causa da morte) e, não contente, em requintes de malvadez, agarra no saca-rolhas, espeta-o numa órbita ocular do já cadáver e ainda lhe corta o pénis. Mas esta é a minha opinião. Não estou a falar de motivos ou razões ou qualquer outra coisa, apenas me cinjo ao facto de um jovem de 21 anos, bem apessoado, sabendo o que estava a fazer - afinal de que outra forma poderia ele próprio declarar que "só andava com o Carlos Castro pelo dinheiro e pela fama"- ter dado cabo da sua promissora vida com o acto selvagem, sem qualquer necessidade. Sim, porque eu até compreendo que em Cantanhede aquele jovem fosse "normal" e "incapaz de fazer uma coisa destas", mas não se deixem enganar pelo ar de inocência: hoje em dia toda a gente sabe bem ao que anda e, principalmente, com quem anda. Não estamos a falar de um homem que o Renato conheceu do "nada". Todos sabemos quem era o Carlos Castro, e como era o Carlos. Falar agora de inocência roubada e "levado ao engano" é atirar com poeira para os olhos. Felizmente nos EUA a história é outra.

Tuesday, January 04, 2011

Lembram-se da reportagem de fim de ano sobre aquela médica de Taiwan que se iria casar com ela mesma no dia 1 de Janeiro? Pois olhem, no futuro, será a minha vez. Deixem-se só mudar de feitio e começar a ser apologista do matrimónio para ver se não me caso comigo também...? Se bem que o risco de infidelidade será grande, as probabilidades do mesmo ocorrer "realmente" são mínimas e, verdade seja dita, mais vale solteira que mal acompanhada.

Já agora... destilo veneno pela manhã.

Espero bem que não estejas de mau-humor, porque não tenho culpa se a tua vidinha caseira te possa estar a correr mal. E hoje não estou com paciência para más-educações e palavras-chave, tipo: sim, não, ok e certo.

Sabes que o teu blog é uma falácia

quando começas a olhar para outros que são mencionados no blog de Pachecos Pareiras e Pedros Rolos Duartes e companhias associadas. Isso sim, são blogs à séria, escritos e mantidos por pessoas que dizem tudo em 2 linhas se tanto, e conseguem o efeito que eu admiro: o efeito sarcástico. Pá.. quando eu crescer quero ser como elas. Quando eu crescer emocionalmente, salvo seja, porque a maioria do pessoal tem praticamente a minha idade. (A maioria, não escrevi 100%).

Monday, January 03, 2011