Cláudia Paiva Silva

Tuesday, February 14, 2017

World Press Photo ou como tudo mudou
February 14, 20170 Comments
Não há como negar. Em 10 anos o mundo mudou radicalmente e muito se deve, clara e obviamente, à presença cada vez maior das redes sociais, não apenas em estratos académicos, jornalísticos e políticos, mas porque, com a possibilidade de cada um de nós ter um espaço público-privado em rede, online, vemos, partilhamos, comentamos e acabamos por ter um papel muito mais importante do que pensamos no mediatismo dado a determinados assuntos e temas, a pessoas, acontecimentos.
Quando no passado as nossas opiniões limitavam-se ao que se lia nos jornais e via nos noticiários, e às conversas típicas e míticas quase, de café, hoje dos cafés, passamos rápida e de forma selvagem, diria mesmo, para os computadores. A forma despudorada como repartilhamos notícias e informação (nem sempre verdadeiras), mas acima de tudo, a forma como criticamos os outros, sem filtro (ou com filtro - basta ser através duma máquina, sem mostrarmos realmente a nossa cara), torna-nos tão ridículos como aqueles que dizemos o serem, maus, terroristas, ordinários, fáceis, difíceis, pseudo-intelectuais, egocêntricos, e por aí segue.

Ontem foi apresentada a fotografia vencedora do World Press Photo. Um exemplo claro de como a intervenção da partilha rápida de informação chega a todo o mundo no preciso instante em que "tudo" acontece. Não gostei que fosse a imagem vencedora, principalmente porque demonstra, qual cena de filme, um homem de arma em riste, gritando "vitória" após ter morto outro homem. Homem. homem. A partilha desta imagem traduz-me imediatamente a mensagem de que ninguém em nenhum lado está a salvo, está em segurança. Também me transmite que o terror não se mede pela cor de pele, pela raça, ou mesmo pela simpatia religiosa ou política. O Terrorismo parte de cada um de nós, dos nossos mais íntimos desejos e ideais que, quando vamos a ver, são espalhados de forma absurda pela internet, sem que alguma vez saibamos bem como é que acontece. Da mesma forma, é preciso compreender que há uma população jovem que, estando em casa, perante o perigo que é estar na rua nos dias de hoje, está cada vez mais alienada num sistema de consumo que proporciona os prazeres (e privilégios) de ter acesso a tudo, desde que não se incomode os mais velhos. Nessa alienação começam os primeiros perigos de extremismo à medida que vão consumindo informação que nem sequer é vista ou limitada pelos progenitores, numa onda de confiança de que os filhos(as) são pessoas que estão a ser bem formadas e educadas em sociedades que se querem "ocidentalizadas". Teerão não é mais ninho de terroristas como as Mercês (Linha de Sintra). Em todo o lado onde haja minorias ou maiorias haverão potenciais terroristas. Sendo islâmicos ou católicos. 

A perpetuação dos actos terroristas, de como se geram estas ideias nas mentes de miúdos, a constante transmissão das imagens de atentados pelas redes sociais poderá então estar a encorajar outros tantos, que, sem qualquer objectivo de vida a curto, médio ou longo prazo, a se juntarem só pela "piada", não contando eles, nem nós, que se seguirá uma lavagem cerebral rápida, uma vez que as pessoas hoje não querem/ sabem ou estão preparadas sequer para pensarem muito. Ou pensarem sequer. (A "piada" aqui poderá ser comparável à "piada" de se ter votado no Brexit sem ter noção do que era, ou a "piada" de se ter votado no Trump, acreditando que ele nunca ganharia). 

A "glorificação póstuma", como já foi denominada esta crise de valores e de ética (https://www.publico.pt/2016/07/29/mundo/noticia/estaremos-a-ajudar-a-criar-assassinos-1739733), é altamente prejudicial, dando ênfase ao que não se deve - e a foto vencedora é um exemplo disso. Glorifica o Mal. Mostra um Poder que não existe, pela parte de pessoas que se converteram para algo que não sabem o que é em algo que não sabem o que são. E que infelizmente acabam por ser destruídas com e por isso, também. 
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Wednesday, September 28, 2016

Como se tornarem numa real bestinha? Perguntem a Gustavo Santos.
September 28, 20161 Comments
Quem é o Gustavo Santos? 
Na verdade, eu não sei bem - acho que apresentava o Querido, Mudei a Casa, e fora disso, escrevia umas patacuadas no Facebook na linha da auto-ajuda. Em tempos viu-se o nome dele envolvido numa polémica qualquer (porque comentou já nem sei o quê e muitas pessoas ficaram em modo "ira"), mas depois passou. Eu acho-lhe alguma piada, mas quando ele tenta dar exemplos básicos às pessoas, quase que nos toma por estúpidas (e como a maioria até é, podem interpretar as coisas de uma forma menos boa e mais radical). 

Sei que, contudo, escreveu um livro. Ou melhor, pagou a alguém para lhe publicarem um livro. E a coisa pelos vistos vendeu. Quanto mais não seja para os leitores terem algo com que se rir de manhã nos transportes públicos, ou, em caso de SOS, que lhes sirva de papel higiénico. 

O Gustavo apresentou em duas páginas do seu livro um exemplo brilhante de como aquilo que nós queremos (o nosso EU quer) é mais importante do que qualquer outra coisa. Atenção! Ele tem razão - não podemos abdicar das nossas vontades só porque quem está connosco não sabe, não quero, não tem certezas ou quer algo completamente diferente. O título do episódio é perfeito: "Se sabes o que queres, não pode haver cedências". Contudo, o exemplo é super infeliz.

Ele foi a um restaurante com a namorada. Queria peixe. 
A namorada não gosta de peixe, pediu arroz de marisco.
O "homem" (sujeito a quem o Gustavo se refere - presumo que empregado ficaria melhor na escrita), disse que arroz não, porque era para duas pessoas.

E pronto. Arrumava-se a história. A menina pedia outra coisa e ponto final. Mas não.

O Gustavo pegou então neste exemplo (ela acabou por escolher um bife - pior seria se também não comesse carne), para explicar que quando nós (o nosso EU) sabe o que quer, seja comida, seja na vida, não pode haver qualquer tipo de cedências, não há cá ser-se fofinho ou fofinha em prol da nossa cara metade, ou seja de quem for que esteja connosco. O que NÓS queremos (e ele queria peixe) não pode ser o que o nós quer (ela tinha de comer arroz a dobrar ou levar para casa ou então ele tinha de comer o arroz com ela). 

O que eu concluo é que não foi um bom exemplo. Uma pessoa realmente parva lê isto e interpreta que não se cede a uma refeição, nem a mais nada - é como eu quero e pronto. E com isto pode ser qualquer coisa. Um filme, um livro, uma ida à praia, um estilo de vida. 

É demasiado simples para algo tão mais importante do que uma dourada grelhada. 


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Monday, September 26, 2016

Chaves
September 26, 20160 Comments





A promessa de ir a Trás os Montes já me foi cumprida. E que surpresa ter sido recebida de braços abertos.
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Monday, September 12, 2016

When Love Takes Over
September 12, 20160 Comments
Existem momentos únicos na vida. 
Há coisas que realmente não se explicam, apenas se sentem, e que sabemos que não podem ser meras coincidências. 

Quem me conhece sabe o quão importante é a minha família de Amigos, aqueles que mesmo à distância, mesmo com silêncios prolongados, está lá sempre. O grupo dos jantares que se fazem duas vezes por ano, sem hora para terminar, com cartadas à mistura e muitas palermices ditas e escritas (Jamie Foxx = Cantor de ópera cego, como exemplo). 

No sábado casou-se um desses melhores amigos, um dos meus irmãos sem ser de sangue, aquele irmão da família que podemos escolher ter. Aliás, agora ganhei uma irmã (oficial) a mais, o grupo só irá ter tendência a crescer. 

Ninguém, nem eu mesma, saberá o quanto de Felicidade o dia 10 de Setembro me encheu a alma, ninguém poderá perceber como um casamento e festa "normais" se tornam únicas só porque celebraram aquela União. 

E diz-se à boca cheia que em Dezembro haverá mais, de outro irmão (e irmã), também do mesmo grupo. E assim a vida vai correndo. E eu sinto-me imensamente grata de poder estar presente na vida destas pessoas maravilhosas que tornam a minha muito mais alegre e interessante.

Quando o Amor Vence, tudo se Pode e Consegue. 
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Friday, September 09, 2016

Aqui vem...
September 09, 20160 Comments
É o Outono. A queda das folhas, os dias mais curtos, aquele calor que já pede um casaco ao final do dia, um recanto num café enquanto as pessoas passam a caminho de casa.
Com o Outono vêm os fins e os princípios. Os fins de férias, de banhos de sol e mar, dos amores estivais (que podem ser doces ou deixar marcas a ferro e fogo), mas também os começos. Os inícios. As coisas boas, a sensação de novidade. 
O meu ano termina e começa nas férias de Verão. Os meus fantasmas são enterrados nestas alturas. Outras pessoas poderão ou não manter-se, ir embora, ou entrar.
Só o Universo saberá qual a escolha certa. 

Mas este Setembro trouxe Esperança com ele. Assim. Do nada. Sem esperar. Sem procurar. 

E não vou estar aqui com merdas, porque tenho realmente medo. Medo de repetições, medo das pressas, medo de não saber parar a tempo. Medo de um dia não estar lá alguém. 

"Se tu caíres, eu vou lá estar..." - Mas não esteve. 

Não. Vou. Repetir. A. Queda. Sem. Rede. 



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O que é que sente?
September 09, 20160 Comments
- Sentir ainda não sinto, começo é a ter aquela sensação de barriga embrulhada...

- Sintomas de nervoso miudinho?

- Sim, acompanhado por aquele sorriso tolo.

- Qual a frequência desses sintomas?

- Começa a ser mais do que 3 vezes por dia?

- Podemos estar aqui perante a doença de "Borboletas no Estômago"... (expressão de pena)

- Oh não Doutor!! Isso não!! Como podemos reverter a situação? (expressão de pânico e descrença)

- Não podemos - ou melhor, poder, pode. Mas sabe quais são os efeitos secundários.

- Coração partido.. (expressão triste)

- Exacto; mas escute, a probabilidade de isso ocorrer é igual. Resta saber se vai doer mais ou menos. A escolha é sua.

- Pois sim, Doutor. Eu percebo. A escolha é minha. 


Fade Out... 
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Wednesday, September 07, 2016

Instagram vs. Tinder vs. Facebook
September 07, 20161 Comments
Sou utilizadora do Instagram e tenho perfil activo e verdadeiro no Facebook. Só segue (não é quem quer) quem eu quero que me siga - raramente tenho pedidos de "amizade virtual" e na maioria das vezes sou eu a enviar os mesmos a gente que me parece porreira - mas que ao primeiro desvio comportamental, sai banido para todo o sempre. Muitas vezes com direito a "verificação de conta". No último ano (2016) admito que à pala do Instagram tenho adicionado muito mais malta ao Facebook - o Instagram não deixa de ser uma rede social só porque foi criado com a ideia de partilhar fotografias instantâneas tiradas com iPhone ou smartphone. Hoje em dia é um espaço acima de tudo publicitário, mais do que um espaço onde imensos artistas mostram os seus portefólios. 
Contudo, também já dei conta que o Instagram pode uma espécie de novo Tinder - a possibilidade de haver conversas em modo privado, partilha de fotos pela mesma via, mensagens essas que podem ser apagadas automaticamente (e, tanto quanto saiba, não serem recuperadas), permite um maior despudor aos utilizadores; não há regras nem restrições. Só fala e responde quem quer - mantendo-se à mesma a política do "bloqueio". 

Não me parece que haja alguém ingénuo o suficiente para não compreender "segundas e terceiras" interpretações em determinadas conversas e, se as pessoas não são burrinhas, ao continuarem e permitirem esses diálogos, diria, mais "pitorescos", é porque, claramente, assim o desejam.

Pessoalmente até agora tive sorte. Também porque não ando a colocar fotos semi nua como muitas raparigas o fazem (então agora no Verão...), também porque para mim o Instagram continua (e cada vez mais continuará) a ser um espaço de partilha de imagens, instantâneas ou não - um local onde a pouco e pouco começo a ter "seguidores" e a "seguir" também com regularidade, impressionada pela quantidade e qualidade de fotografias que são apresentadas a um ritmo horário. 

Se alguém passar do Instagram para o Facebook é bom sinal - é sinal que há confiança suficiente para partilhar mais alguma coisa de forma virtual; isto se formos a acreditar que não sabemos nada nem como como chegar à vida dos outros por via da internet. 

Algo é contudo certo; uma vez na web, para SEMPRE, na web.

Tenham então (tenhamos) cuidado com o que andam por aqui a fazer. 
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Vamos lá então falar sobre o Pokemon Go
September 07, 20160 Comments
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Diz que foi uma febre passageira, uma moda rápida de Verão, como todas as paixões e vícios.

End of story. 
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Friday, July 22, 2016

E como estou a fazer 10 anos e porque também mereço coisas bonitas...
July 22, 20160 Comments
Aqui deixo fotos tiradas pela minha própria pessoa.

Porque eu sou uma rapariga fixe!

#10anosdeblogue
#éspoucoconvencidaés



(Castelo de Vide)


(Castelo de Vide)


(Serra de São Paulo - Castelo de Vide)


(Bairro da Bica - Lisboa)


(República dos Kágados  - Coimbra)



(Sé Velha - Coimbra)


(Real República Prá-Kys-Tão - Coimbra)


(Noite de Santo António - Praça da Alegria - Lisboa)

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Thursday, July 21, 2016

10 anos de A Carroça da Clau
July 21, 20160 Comments
#10anosdeblogue
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Pronto. Era apenas isto. 
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Wednesday, July 20, 2016

Outra vez...? Sim, outra vez, porque o blog é meu e escrevo o que quiser.
July 20, 20160 Comments
Teoria do Caos.

Ponto primeiro: O problema do terrorismo na Europa tem, obviamente, como pilar base, algo que nos chega a partir do médio Oriente. 

Ponto segundo: Os terroristas da Europa são (na sua grande maioria) europeus. Não são do médio Oriente. 

Ponto terceiro: Então que raio se passa? (Porque existe toda uma população europeia que não quer - não quer mesmo! - compreender como é que chegámos a este ponto). 

Faço esta analogia constantemente. Olhemos para a população emigrante portuguesa e olhemos para os seus descendentes luso-qualquer nação. Verificamos, de uma forma bastante rude e preconceituosa, sem dúvida, que estas comunidades estão e são bem demarcadas da sociedade onde estão inseridas. Ou seja, mesmo que estejam todos legais, mesmo que paguem os impostos, que frequentem as mesmas escolas, trabalhem nas mesmas empresas, etc., somos uma comunidade fechada sobre si mesma, com as suas paranóias, preconceitos e formas de estar. Com jovens que não querem estudar, que se vestem todos os dias da semana como se fosse Domingo, que parecem fazer parte dos gangs da Linha de Sintra (nada contra a forma de vestir dos gangs da Linha de Sintra, ok?), sem objectivos na vida, porque, felizmente, podem contar com a família, e porque não raramente, essa família conseguiu com muito suor e trabalho, ascender ao patamar do pequeno a médio empresário com o seu negócio familiar, quase como uma máfia sagrada. O filme Gaiola Dourada não era um filme de clichés. É um filme realizado por um luso-descendente, bastante jovem, que sabe exactamente o que estava e queria contar. 
Posto isto, e querendo então demonstrar que muito do que as pessoas são, se deve ao ambiente e contexto cultural, sócio-económico, no qual estão inseridas, imaginemos outras comunidades, muito mais agressivas na protecção da sua herança cultural do que nós, mais religiosas, mais tementes aos bons costumes e práticas que a sua cultura exige. 
Imaginemos então as comunidades muçulmanas - tal como a nossa, os seus jovens, acabam por não ter exemplos, não querem continuar a estudar porque não vêem objectivos práticos, além de que, a sua etnia geralmente lhes garante um sinónimo de violência, de agressividade (e a imagem mundialmente passada não é de todo a melhor). 

Se um jovem, altamente influenciável (atenção porque também acontece com aqueles que têm as possibilidades, que estudam, que são cabeças de topo em universidades as quais eu nunca conseguiria pôr as pontas dos pés, sequer), altamente moldável na sua personalidade e forma de pensar, é arrastado para algo que lhe pareça fazer sentido, imbuído no espírito religioso que a sua cultura lhe terá dado, ainda que numa forma não tão forte, não me espanta que seja ou venha a ser carne para canhão de senhores da guerra que estão fisicamente longe, enfiados em alguma montante ou enclave. 
Estes são os novos terroristas, jovens, na sua maioria, que não possuem valores, que não têm objectivos de vida e que acabam por ver nisto, uma saída, um propósito, sendo levados a acreditar que estão a cumprir uma missão numa guerra, que, por mais incrível que pareça, nada tem a ver com eles, com as suas famílias, com as suas vidas sequer. 

Os novos terroristas são criados dentro da Europa, dentro das comunidades que os governos vêem crescer e nada fazer para ajudar na sua integração, sendo agora, quando o mal já existe e está bem enraizado, mais fácil apontar-lhes o dedo, colocar o rótulo de terrorista a cada muçulmano que passe pela rua, a cada mulher que cubra os cabelos com um simples lenço. 

Estamos a atravessar um momento além de perigoso, melindroso; a brincar a brincar, a extrema-direita vai crescendo dentro de cada um de nós, fazendo ou não parte de uma cada vez maior desunião europeia, chegando de mansinho, de forma educada e simpática, sempre, afirmando que vai resolver os nossos problemas, que vamos voltar a ter segurança e mais liberdade, que não vamos ter mais medo, e que iremos recuperar os nossos empregos. A verdade é que o Fascismo (de esquerda ou direita radicais), vem sempre camuflado de cor-de-rosa, e quando menos esperarmos, voltamos a uma época de trevas, onde o livre pensamento, o simples acto de dizer o que se pensa, poderá ser um bilhete de morte. 

O terrorismo europeu é realmente por culpa da Europa. Não soubemos cuidar nem proteger as comunidades que vieram ter connosco para procurar uma nova vida, com maior significado, com objectivos, com vontade de mostrar todo o seu potencial. Invés colocámo-las em guettos, bairros sociais, afastados dos grandes centros, em subúrbios onde há maior facilidade e proliferação de vícios e radicalismos. Onde as comunidades vivem fechadas sobre si mesmas, onde mais ninguém quase pode entrar. 

E tudo isso não é também ser-se terrorista? 
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