Cláudia Paiva Silva

Thursday, December 17, 2009

December 17, 20090 Comments
A identificação de um edifício Pombalino é feita essencialmente pela existência da estrutura gaiola, que consiste num sistema de pórticos tridimensionais contraventados de madeira, perpendiculares entre si. "São geralmente constituídos por cinco pisos, com rés do chão de comércio e restantes andares de habitação, apresentavam apenas variações de pormenor: no 1º piso tinham janelas de sacada, 2º e 3º pisos janelas de peitoril e no 4º piso águas furtadas. A altura das fachadas seria aproximadamente igual à largura das ruas principais e sempre a mesma dentro de cada quarteirão". rés-do-chão amplo e rasgado para permitir a instalação das lojas ou armazéns; escadas e acessos aos andares passam ocupar um espaço muito mais importante; aumento do pé-direito fixado em 16 palmos, cerca de 3,70m, para o rés-do-chão e primeiro andar, sendo o dos restantes pisos o que coubesse na altura disponível prevista para o quarteirão; paredes de fachada principal rasgadas por várias e grandes janelas; aproveitamento das águas-furtadas e mansardas; existência de paredes divisórias de tabique esbeltas, com acabamento por fasquiado e uma espessura total entre 0,10 e 0,12m que apresentavam uma notável elasticidade e uma boa resistência às acções verticais, permitindo até o aumento dos vãos; quando colocadas ortogonalmente, de forma a cruzarem-se entre si. Estas paredes melhoravam significativamente o comportamento estrutural do edifício; todas as paredes exteriores dos edifícios que formavam os vários quarteirões foram envolvidas pela gaiola tridimensional de madeira. Acima do rés-do-chão existe um sistema de travamento tridimensional que confere ao conjunto uma boa ductilidade - gaiola. Os elementos horizontais e verticais da gaiola são denominados respectivamente por travessas e prumos, e os elementos de contraventamento são as chamadas diagonais. Uma parede constituída por estes elementos de madeira denomina-se frontal, sendo as cruzes formadas pelos elementos diagonais denominadas Cruzes de Sto André. "Aparentemente não há distinção sobre as várias geometrias para a disposição dos elementos diagonais, pensando-se que esta depende da formação técnica do artista que executou, para além de serem observadas várias geometrias num mesmo edifício. As paredes de frontal inserem-se na estrutura tridimensional de madeira, sendo por isso paredes resistentes. Nem todas as paredes interiores são de frontal apesar de todas elas serem de madeira, já que este é um material leve e as ligações aos pavimentos são facilitadas pois estes também são de madeira. As paredes interiores que não são frontais só tem função divisória, sendo denominadas paredes costaneiras ou tabiques". As paredes costaneiras ou tabiques são executadas com ripas de madeira pregadas a barrotes verticais. Como tanto as paredes de frontal como os tabiques são rebocados só se distinguem exteriormente através da sua espessura, sendo os frontais mais espessos (entre 15 e 20cm) do que os tabiques (10 e 15cm) por conterem elementos de madeira com dimensões consideráveis no seu interior. "A gaiola é assim formada por vários elementos que interligam paredes interiores, exteriores, vigamentos de pavimentos e asnas de cobertura formando um sistema quase perfeito de solidarização dos diferentes elementos estruturais, idêntico às melhores soluções actuais obtidas com betão armado". "A gaiola foi concebida de modo a que, durante a ocorrência de um sismo, pudesse permanecer íntegra, mesmo que a alvenaria se desmoronasse, constituindo assim um elemento estrutural de grande robustez, com boa capacidade para suportar cargas verticais e um excelente desempenho face às acções horizontais (sismos). Esta capacidade resistente à acção dos sismos resulta da forma como foi organizado o sistema de ligações entre os diferentes elementos, ou seja, do rigor e do detalhe construtivo na ligação da gaiola ao rés-do-chão, principalmente por meio de pernos (gatos) metálicos chumbados nas paredes. Em todo o sistema a caixa de escada tem também uma contribuição muito importante para a resistência face à acção sísmica, sendo a sua concepção bastante compacta, com três paredes paralelas em gaiola, solidamente travadas pelos degraus. O desenvolvimento técnico atingido, imposto pela necessidade urgente de reconstrução, quer em quantidade quer em qualidade, levou à criação de elementos construtivos produzidos em série, através da implementação de sistemas de pré-fabricação dos elementos de madeira, das cantarias e dos azulejos. A esta uniformização de soluções não terá sido alheia a condição de militares dos responsáveis pelo plano de reconstrução".
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Tremeu mais umas 14 vezes... chamam-se réplicas.
December 17, 20090 Comments
Outra coisa que notei ontem à noite foi que muita gente, às 01.30 da manhã está colado ao Facebook. Bom.. aparte deste "aparte", reparei que a maioria das pessoas que deram o seu testemunho online afirmaram que sentiram (tal como eu), oscilação nas suas casas, em alguns casos de forma bastante violenta; violenta no sentido do chão tremer, paredes e tecto vibrarem, etc. Nada caiu, nada saiu do lugar, mas pergunto-me até que ponto as construções actuais e mais antigas estarão realmente preparadas para algum de magnitude "excessiva". Todas as casas que ainda subsistem do tempo do Marquês de Pombal (aquele que disse "Enterrem-se os mortos, cuidem-se os vivos" lembram-se?), estão seguras. A estrutura em "gaiola" é realmente ideal, mas é reconhecido que muitos dos prédios da Baixa Pombalina têm sido alterados ao longo dos últimos séculos de forma a ficarem com os rés-de-chão mais amplos, muito devido ao desenvolvimento do comércio. Todas as lojas existentes na Rua Augusta/Rua do Ouro/Rua da Prata e adjacentes coincidem em prédios antigos e pode-se verificar que as mesmas estão suspensas apenas pelas paredes, sendo que a estrutura mestra pode ter sido removida desses andares. A sustentabilidade pode ficar assim comprometida, provocando o colapso do edifício.
Obviamente que nos dias que correm, outras técnicas serão claramente aplicadas e, muito provavelmente que alguns prédios mais modernos possuam um sistema anti-sísmico. O problema é que a construção desenfreada em zonas de risco geológico, auxilidadas por uma falta constante de fiscalização, podem dar a origem a sérios problemas, como deslizamentos de terras, inundações, fracturas e colapsos parciais. Acho que no conjunto terá sido isso que me fez mais confusão ontem; a quantidade de casos em que a estrutura das habitações foi posta em causa.
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Tremeu...
December 17, 20090 Comments
Para mim é sempre algo de fascinante, mas, tal como pude constatar com amigos meus, o sismo que ocorreu na madrugada de hoje, teve mais uma coisinha qualquer. Talvez porque se tivesse sentido bem, talvez porque em vez dos 2 segundos habituais o tenhamos sentido durante 20. Qualquer coisa foi e eu, que tenho as paredes pejadas de quadros, apenas pensei que algo estava errado quando sentido a estrutura dessas mesmas paredes a darem de si, sim, porque o primeiro som que ouvi foi um estalo por cima da minha cabeça ou pouco atrás de mim. E então, qual é o espanto? O espanto é que se chega mais uma vez à conclusão de que Portugal é ainda um país pouco evoluído no conhecimento de fenómenos deste género e ninguém me pode dizer que a culpa ou é dos cientistas ou dos governos, porque geralmente explicamos sempre a mesma coisa, de todas as vezes que estas coisas ocorrem, as pessoas dizem que percebem (e até podem entender, não digo o contrário), mas passados dias, meses, esquecem, voltando a repetir-se o ciclo vicioso de perguntas repetidas à exaustão. Não me estou a queixar, pelo contrário. Até acho bem que a população se interesse e preocupe, mas quando oiço, como hoje de manhã num consultório, raparigas de 35-40 anos dizerem que Portugal não é um país dado a actividade sísmica, dá-me vontade de partir a loiça toda. Desculpem, mas dá... É que a ignorância (para mim injustificada) irrita-me solenemente.
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Wednesday, December 16, 2009

Friday, December 11, 2009

E amanhã??
December 11, 20090 Comments
Ora.. limpezas, como é obvio, que aquela cozinha está imunda, o meu quarto é um gigante cubo de cotão e a sala precisa de uma lipoaspiração.
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December 11, 20090 Comments
Se está a correr bem? Bom, digamos que poderia estar a correr bem melhor... mas já não estranho tanto.
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Monday, December 07, 2009

December 07, 20091 Comments
Se as brasileiras vêm para Portugal e roubam os nosso homens, então eu, enquanto portuguesa, tenho todo o direito em roubar um brasileiro, "o" brasileiro.. AQUELE brasileiro. Mesmo que nunca o venha a conhecer.
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Friday, December 04, 2009

December 04, 20090 Comments
I'm the ghost in your house
Calling your name
My memory lingers
You'll never be the same
I'm the hole in your heart
I'm the stain in your bed
The phantom in your fingers
The voices in your head
One touch is all it took
To draw you in
To leave you hooked
One kiss, you paid the price
You had a taste
Of paradise
Now you're running in circles
Chasing imaginary footsteps
Reaching for shadows
In the bed where I once slept
I'm the ghost in your house
Calling your name
My memory lingers
You'll never be the same
I'm the hole in your heart
I'm the stain in your bed
The phantom in your fingers
The voices in your head
One thought is all it takes
You lose control
You make mistakes
This pain will never leave
Until I die
You'll always grieve
Now you're falling to pieces
Seeing my face wherever you go
Talking to strangers
From a place they'll never know
Ghost- Depeche Mode
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Wednesday, December 02, 2009

Tuesday, December 01, 2009