Wednesday, June 30, 2010

Mas a sério, Portugal jogou neste Mundial?

Não, não me estou a armar em nada, nem em pedante, nem em pedinchas, nem em intelectual da treta que acha que futebol é para os boçais (espero que esteja bem escrito). Apenas acho que nós nem sequer lá devíamos ter posto as patas, porque desde já o apuramento foi uma falta de charme total e a chama de jogo e de espírito de equipa estava de tal forma em alta, que só podia ter dado no que deu. A sério.. nós jogámos mesmo no Mundial? (Obviamente que já nem falo nos milhões gastos com os meninos e com os gestos de má-educação do Cristiano Ronaldo).
PS- O CR7 pode realmente não fazer uma equipa (aliás, nem fazer uma equipa, nem fazer PARTE da equipa), mas que faz por se falar nele, SEMPRE, lá isso faz.

Em relação à tal "da" apresentação...

Acho que correu bem... Pelo menos estou cheia de sono e não me apetece nada ir para casa, mas a confeção da janta assim obriga! (Viram? Já retirei um C da palavra. Estou a evoluir no que diz respeito ao Acordo Ortográfico).

Tuesday, June 29, 2010

2012

Woody Harrelson: Oh oh John, I think we might have a problem!
John Cusack: Yep, I can see that.. Don't worry. The script says you'll be left here to die due a piroclastic bomb.
Woody Harrelson: A what?
John Cusack: A bomb! An huge bomb of fire and partially melted rock will come into your face... oh, fuck, why do you wanna know that anyway? The important is: some wacko decided that Yellowstone should burst into a super-volcano destroying America and damaging most of the world's climate, OK?
Woody Harrelson: Oh great! Well, never mind John, we'll get good bucks for this won't we?
John Cusack: Yes Wood, we will... Now DIEEEE MotherF! DIEEEEE!
Vi na sexta-feira à noite (via Videoclube da ZON) o filme 2012. Geralmente não ligo a críticas, muito menos ligo às críticas feitas sobre filmes de Roland Emerich, que tão brilhantemente inventou "O Dia Depois de Amanha" ou "O Dia da Independência" (eu acho que ele tem um jeito normal para datas ou dados cronológicos para títulos). Mas deveria ter levado a sério o que se escreveu sobre o 2012. É que é tão mau, mas tão mau, que não tenho palavras para o descrever. Que haja uma nova era glaciar a gerar-se no planeta no espaço de 3 dias, ainda admito, vá... mesmo que seja muito rebuscado, impossível, mas enfim, da forma como foi apresentado até que ninguém levou (muito) a mal. Agora que NUM UNICO DIA, a crosta terrestre (aquela rocha dura e fria sobre a qual nós, humanos e animais, andamos a por os pés e a destruir e tal) derreta devido a mega-erupções solares, caramba pá! Torna-se abominável! E depois, a forma como os actores desempenham as personagens (que em vez de estarem em pânico ou em choque, ou com ??? na cara, arranjam é tempo de fazer piadas, brincar com carros e aviões), é genial. Um susto autêntico de pavoroso que é. E se bem que o John Cusack entra, e isso deveria ser um pró, não consegue ele, sequer, ser razão mais que suficiente e forte para que eu reveja tal coisa ou compre. Pode ser que eu esteja numa fase onde tudo tenha que ser muito explicadinho.. e se calhar é mesmo isso, porque, o último Indiana Jones, eu vi e gostei, estava relativamente bem explicada a história, se vi o Parque Jurássico e continuo a ver (o primeiro!) e acho que está genialmente bem argumentado, e até mesmo O Dia Depois de.. onde a ciência até não está mal apresentada, então algo está muito mal com o 2012. Presumo que os Maias tivessem fumado ervas a mais. Aliás, só mesmo um povo que desapareceria de forma completamente estranha da face da Terra, é que poderia ter inventado algo assim e já agora, deixo a curiosidade: já repararam que todos os filmes com figuras estranhas (Alien vs. Predador, Indiana Jones 4, 2012) têm como ponto comum a civilização Maia? Eram uns gajos mesmo muito à frente!

E amanha...

C'est le grand jour! Ou seja, terei apresentação do trabalho realizado, até agora, no meu estágio. Promete ser coisa fina e em grande... ou não. Mas levo mais fezada nisso do que no jogo de hoje contra a selecção espanhola.. COF!

Now, let's talk about what matters the most

Há já muito que não me cansava tanto num fim-de-semana (no qual apenas saí sábado à tarde para ir comprar pãozinho). Nem sequer fiz limpezas XPTO à mansão, embora admita que possa ter atacado mais a cozinha e a casa de banho, e já se sabe que uma cozinha demora o seu tempo. Mas, quer dizer, em comparação com outros fins-de-semana de limpezas e compras pontuais ao supermercado(s), acordando cedo até, este foi alucinantemente mau. Obviamente que ontem, segunda feira, andei cansadíssima e atirei-me para a cama às 22.30 (já é a 2ª vez num espaço de 4 meses em que o faço, o que é pouquíssimo normal). Será isto um sinal de fragilidade física para aguentar um dia a dia de trabalho, stress, normalidades e tarefas domésticas? E se eu quisesse voltar a estudar? Fazer mestrado e trabalhar ao mesmo tempo? Será que resistiria? Não é já uma questão de preguicite crónica, porque sei que sofro disso, mas geralmente assume forma quando estou mesmo sem quase nada para fazer, ou em princípios da Primavera e Outono. Isto é mesmo exaustão, ao ponto de por vezes, embora esteja super cansada, chegar a deitar-me e não conseguir dormir... Então mas eu não serei capaz, como todas as outras pessoas, de lidar com todas as situações que me ocorram pela frente e sentir-me na sexta fresca como uma alface, pronta para curtir a night? Caramba, tenho apenas!!! 26 anos, não me parece razoável ou saudável que isto se passe agora de forma quase sistemática. Sendo assim, como irei aguentar a pedalada do Optimus Alive, dia 8 de Julho? Calha numa quinta-feira (que é por norma, agora, o dia em que me sinto mais em baixo de forma), e sexta não há nem feriados, nem tolerâncias.

Friday, June 25, 2010

O texto mais bonito que li sobre um jogo de futebol.

As primeiras lembranças que tenho da minha infância, são da região de Trás-os-Montes. Mais precisamente, da aldeia de Lamego. Meu primeiro gole de vinho do Porto foi ali pelos 11 ou 12 anos de idade. Nunca mais deixei de apreciá-lo. E ao observar o meu avô, aprendi com ele a derramar um pouco de vinho tinto à sopa. E quieto, observava a elegância do “velho Rocha”, como meu avô José era conhecido. Sempre de fato, chapéu e bengala, como se, mesmo aos 70 e tantos anos, a qualquer momento ainda lhe fosse possível fazer uso da bengala para, mais uma vez, dançar a dança do pau e cortejar alguma solteira. Essa foi a minha infância. Que no entanto, foi passada longe, muito longe de Lamego, de Trás-os-Montes e de Portugal. Nasci no Brasil, na Vila Maria, bairro de imigrantes portugueses na cidade de São Paulo. Cresci na companhia do meu avô, já viúvo da dona Maria Conceição Encarnação, minha avó nascida em Coimbra. Cresci também cercado das histórias, dos aromas, dos sabores e das imagens de um Portugal que eu só tinha na minha imaginação e na admiração que nutria pelo meu avô. Nesta sexta-feira, o jogo Portugal x Brasil vai ser muito difícil. Não me refiro aqui ao desafio dos jogadores de ambas as seleções, que vão encarar a partida com técnica e profissionalismo. O jogo vai ser difícil para mim, que pessoalmente nunca olhei para o meu avô ou para a minha infância com técnica e profissionalismo. O Celso Grecco, adulto e brasileiro vai querer torcer pelo Brasil. Mas aquele “Rocha” preservado ali no meio do meu nome e da minha história, vai-me provocar: torcer contra o meu avô? Como posso? Vovô, fazemos aqui um pacto: Lembra-se de quando eu era ainda miúdo e nos jogos de tabuleiro o senhor me deixava ganhar, para minha alegria, fingindo surpresa com a sua derrota? Pois façamos aqui um pacto. Hoje estaremos novamente, frente a frente numa disputa. E quem perder, finge surpresa com a derrota, combinado? Celso Grecco/ Bolsa de Valores Sociais

A continuação...

Hoje estou assim vestida...(quer dizer, não exactamente igual ipsis verbis, mas muito parecida e com a minha juba à solta). Geralmente, gosto de muita cor... também.

Steet Chic (aquilo que me inspira e quem me conhece sabe que sou assim)

(Esta é a malinha que a menina leva, só que noutra cor- gosto especialmente do detalhe dos pendentes)
(Só não conseguiria usar os calções- e os tacões, igualmente!) (Totally me!)
(Totally me too!)

E porquê tanta trivialidade?

Porque, at this point of my life, a Geologia embora não sendo um assunto TABU, encontra-se em trabalhos que não são para o domínio público.
AI, COMO EU GOSTAVA DE SER RICA!

Piada do dia (por mim inventada, tenho a patente e acabou!)

"Olhe, o senhor desculpe, mas qual é a sua profissão?", "Eu, eu ando à caça de pombos e outras aves", "Ah, mas é caçador??" "Quem, eu?? Não! Credo! Sou maquinista de comboios!"

Peço desculpa... capitalista é o que se segue:

(TUDO!!!! Channel)

Trivialidades em absoluto (ou as minhas veias capitalistas in extremis)

(Tudo (sabrinas, malas e lenços) Longchamp)
(Vogue EyeWear)

Thursday, June 24, 2010

Tenho para mim que...

Ainda podem existir casamentos em que o lema seja "E viveram felizes para sempre!". Daniel era personal trainer no ginásio que Victória começou a frequentar. De origens bastante diferentes, ambos lutaram contra moinhos e marés (contra os pais dela principalmente) para que a sua paixão vingasse. E vingou. A herdeira ao trono de uma das casas reais mais queridas e antigas da Europa, a sueca, casou-se há dias com aquele que realmente gostava e não com outro só para fazer o gosto aos súbditos e aos actuais regentes. A mim parece-me que, mesmo que Daniel seja apenas um rei patusco, será certamente muito feliz no seu lugar "apagado" na monarquia, e Victoria de certeza que é e será sempre um guia de Luz, que concretizou já parte do seu sonho.

Estado da coisa.. hoje (ou pelo menos neste momento)

(Como gostava de estar a dormir... ou deitada pelo menos... e dormir..)

Aquilo até pode ser um local mágico, bonito e tal, mas...

ter ido para o ISTécnico, foi um erro, ... técnico.

VOLTA FCUL, ESTÁS PERDOADA!!

Monday, June 14, 2010

Sartorialista#2

Mundialices#2

Já percebi o que o Cristiano Ronaldo quis dizer com a metáfora, "golos-ketchup". A comparação deve-se ao facto dele mesmo querer marcar todos os golos num só jogo, ou numa só semana, sem haver soluços. Antigamente o ketchup saía dos frascos aos soluços e agora, geralmente, sai em jacto. Perceberam? Pá, é mesmo uma coisa muito à frente! Bué à frente até... Caramba, parece daqueles raciocínios de um nerd. Até eu própria fiquei assombrada com tamanha explicação.
Assim de repente, a minha metáfora "homens-ketchup" é exactamente no mesmo sentido. Os homens nunca aparecem aos magotes na nossa vida, mas sim aos soluços.

#weatherwoman

Eu sou muito dada a ursinhos e cães de peluche (e como não tenho animais domésticos, fazem, os inanimados, de conta que o são), portanto quando vi esta fotografia (Polónia após as cheias) fiquei triste... Realmente o tempo na Europa está uma treta das grandes e, muito embora não nos possamos queixar, a verdade é que em Portugal a coisa também não está a correr como deveria ser costume para esta altura do ano. (Quando em Julho/Agosto ia à Austria, chovia sempre e ainda apanhava com 1 ou 2 dias de frio, mas nada de substancialmente estranho. Este ano é o que sabe: chuva torrencial e cheias).

Sunday, June 13, 2010

Mundialices#1

"Os golos são como o ketchup, quando aparecem, vêm todos de uma vez" - Cristiano Ronaldo a 13/06/2010
"Os homens não são como o ketchup, quando aparecem, raramente vêm todos de uma só vez... e raramente estão descomprometidos" - Cláudia a 13/06/2010

Colagens#2

Santo António e as sardinhas overdue

Colagens

Páscoa

Tuesday, June 08, 2010

Para que serve o Facebook e o Blogger

Para merdas. Basicamente podemos estar a escrever alguma coisa aqui, no nosso Blog e alguém, descaradamente, com um nome falso, com uma identidade falsa, e uma mente bastante perturbada, copiar tudo e escarrapachar os nossos textos na sua página de Facebook, afirmando que os mesmos são de sua autoria. Ora isso tem imensa graça, principalmente quando nós até temos jeito para a escrita, quando alguns dos nossos textos até foram (devidamente) utilizados em outras núpcias, noutros contextos e, vem alguém, sabe-se lá de onde, dizer que não, que nós é que a estamos a plagiar. Das duas, uma. Ou tudo o que aqui escrevemos tem que começar a ser autenticado pela SPA, ou então, se formos ricos, fazemos como o Miguel Sousa Tavares e levamos o caso para a Justiça (se funcionasse). Uma coisa é certa.. tudo o que aqui escrevo, é, mais tarde ou mais cedo, transferido automaticamente para a minha página do Facebook a que só muito poucas pessoas têm acesso. Aliás, quem fizer busca ao meu nome pelo Face, não terá acesso a mais nenhuma info que não a académica e profissional. Imagens, nem vê-las, updates e status, nem pensar! E obviamente que há mais 1 coisinha: todos os posts do blog estão obviamente arquivados em pastas (visíveis para todos) na barra lateral, posição vertical, pelo que qualquer mal entendido é facilmente esclarecido. Não façam é como umas e outras (Titinha qualquer coisa Amaral) que entram e saiem do Facebook para não serem confrontadas com alguns comentários menos próprios de pessoas que sabem que cada palavra que ela escreve é copiada de outra pessoa. Quando digo cada palavra, não exagero. É mesmo CA-DA PA-LA-VRA! E pior que tudo é que se recusa a admitir, insiste que a plagiada é ela e não encara a autora sequer. Uma louca, portanto! A autora verdadeira é, já agora, a Luna (Ana), do Blog: Crónicas das horas perdidas e a senhora em questão (a plagiadora) é uma tal de Titinha Parreira do Amaral (Grupo no facebook: Titinha, a plagiadora implacável.)

Monday, June 07, 2010

É só de mim ou..

... o pessoal agora está mesmo decidido a provocar Israel enviando navios de ajuda humanitária, dia-sim, dia-sim? Não é por nada, mas isso vai dar a chamada "raia da grossa". (Já se percebeu que Israel funciona à-parte dos outros países, que não vai em "cantigas" na ONU e que está-se pouco ralando com protestos mundiais à porta das suas Embaixadas..)

#pachorra

"Ele" há dias em que não tenho paciência.... Nem para mim, nem para os outros. Mas fome, essa, tenho sempre.

Sunday, June 06, 2010

Sartorialista

Uma amiga disse há dias que o meu estilo (de roupa) era "sartorialista". Corri esse Google fora (mais a Wikipedia) e não encontrei qualquer referência a tal designação, apenas vários blogs de moda que também não definiam tal conceito. Presumo que sartorialista signifique a mistura de vários estilos num unico outfit, mas sem parecermos palhaços. Por exemplo, no meu caso, vestir um top de Adolfo Dominguez estampado em tons de azul, preto e castanho, junto de um lenço da Parfois, todo sarampintado de cinza, branco e laranja num fundo azul, não fosse realmente a decisão mais adequada para um jantar entre amigos. O resultado contudo funcionou extraordinariamente bem, juntando as jeans justas e as sabrinas (Seaside) que já têm 2 anos de vida (ahhh e o casaquinho cinza de mamãe e a mala a tiracolo também de Dominguez). Na imagem segue parte do padrão...

Friday, June 04, 2010

A piada do dia...

Li que o Governo está a pensar deixar passar para o 10º ano alunos que chumbaram (agora diz-se "retidos" porque fica mais bonito, embora chumbar seja a palavra que todos conhecem) no 8º, desde que tenham aprovação às provas nacionais, que se realizam no 9º, mas sem frequência a esse ano lectivo. Ou seja, os rapazes e raparigas que tenham chum.. ficado retidos no 8º ano, chegam ao fim do ano lectivo e realizam provas com matéria do 9º ano, a fim de passarem automaticamente para o 10º. Sim, está confuso, eu sei, o Tico e o Teco também estão baralhados e estupidificados com isto, por isso não me auxiliam nesta situação tão... não há palavras para a descrever. E uma associação nacional qualquer de pais, acha que isto não é ridículo, é apenas injusto para aqueles que têm mesmo que fazer o 9º ano porque, bolas, infelizmente, não são burros. Bom, como eu chumbei a Matemática no 11º ano e depois à pala disso fiquei "retida" no 12º, acho que tudo isto é de uma imbecilidade muito grande, principalmente vindo de pessoas que deveriam saber já por experiência que não é com favores aos meninos que o insucesso escolar vai diminuir, muito pelo contrário. Um aluno que não é capaz de fazer o 8º ano, com imensa dificuldade fará o 10º, a não ser que realmente seja um génio que só precisava de um empurrão para o secundário, onde irá seguramente demonstrar e apresentar toda uma nova faceta de estudo outrora desconhecida pelos professores, pelos seus pais e, por ele mesmo. Sinceramente eu nem sei porque razão o pessoal ainda faz o 2º ciclo e o secundário. Acabava-se o 4º ano (a 4ª classe) e pronto, estava resolvido o problema e partiria logo para o mercado de trabalho. Afinal quem tem uma licenciatura, mestrado ou doutoramento hoje em dia também é caixa de supermercado e não lhe caiem os parentes à lama.

Wednesday, June 02, 2010

Israel: impunidade até quando? por Alain Gresh O assalto feito na madrugada de 31 de Maio pelo exército israelita contra a pequena frota de embarcações que transportavam ajuda humanitária para Gaza terá causado uma vintena de mortos. O ataque ocorreu em águas internacionais. Suscitou várias condenações, incluindo de países europeus e do governo francês. Bernard Koutchner declarou que «nada pode justificar o uso de tal violência, que nós condenamos». Vários países, entre os quais a Suécia, a Espanha, a Turquia e a França convocaram o embaixador israelita. A Grécia suspendeu as manobras aéreas com Israel e anulou a visita do chefe da aviação israelita. É claro que estas condenações são bem-vindas. Mesmo que algumas pessoas continuem a encontrar justificação para a acção israelita, como fez em França o porta-voz da União para um Movimento Popular (UMP), o inefável Frédéric Lefrebvre, que segundo a Agência France Press (AFP) fez saber que o seu partido «lamenta» os mortos, mas denuncia as «provocações» daqueles «que se dizem amigos dos palestinianos». Na véspera desta acção militar, Bernard-Henri Lévy, demonstrando a presciência que faz parte das suas incontáveis qualidades, declarava em Telavive: «Nunca vi um exército tão democrático, que se coloque tantas questões morais» (Haaretz.com, 31 de Maio). É verdade que, durante a guerra de Gaza, o nosso filósofo se pavoneou num tanque israelita para entrar no território. Reagindo ao ataque de hoje [31 de Maio], Lévy classificou-o, segundo a AFP, como «estúpido», porque pode denegrir a imagem de Israel. Nem uma palavra de condenação, nem uma palavra de pesar pelos mortos. A única questão que agora se coloca é saber qual o preço que o governo de Israel vai pagar por este crime. Desde há vários anos que as Nações Unidas vêm adoptando dezenas de resoluções («Resoluções das Nações Unidas não respeitadas por Israel», Le Monde diplomatique − edição portuguesa, Fevereiro de 2009). Também a União Europeia aprovou inúmeros textos a exigir que Israel respeite o direito internacional ou, simplesmente, o direito humanitário, por exemplo acabando com o bloqueio a Gaza. Mas estes textos nunca surtiram qualquer efeito. Pelo contrário, a União Europeia e os Estados Unidos recompensaram Israel. A admissão de Israel na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), na semana passada, e pela visita a França do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu para assistir à entronização do seu país, confirmam esta recompensa. Como assinalou a Associação França-Palestina Solidariedade (AFPS) num comunicado de 30 de Abril intitulado «Israel na OCDE? Um mau passo contra a paz!», esta adesão significava a aceitação da inclusão da Cisjordânia e dos Golãs no «perímetro» israelita. O facto de Israel se permitir, alguns dias mais tarde, atacar a pequena frota da paz confirma que vê nestas boas maneiras uma autorização para todas as suas acções. Já tinha sido assim em Dezembro de 2008. Foi nessa altura que a União Europeia decidiu «relançar» as relações bilaterais com Israel, dando a este Estado privilégios de que até então só dispunham algumas grandes potências. Os tanques israelitas puderam assim, alguns dias mais tarde, partir ao assalto do território de Gaza e cometer, com total impunidade, «crimes de guerra», senão mesmo «crimes contra a humanidade». Richard Falk, enviado especial das Nações Unidas para os Territórios Ocupados, escreveu no Le Monde diplomatique (Março de 2009) um texto intitulado «É indispensável julgar os responsáveis pela agressão contra Gaza». Alguns meses mais tarde, a comissão das Nações Unidas presidida pelo juiz sul-africano Richard Goldstone, apresentou as suas conclusões. Eram esmagadoras para Israel, mesmo que não ilibassem o Hamas. O texto confirmava que tinha sido realmente o exército israelita a quebrar o cessar-fogo e revelava os crimes cometidos. O texto veio confirmar inúmeros relatórios já publicados pela Amnistia Internacional e pela Human Rights Watch. Contudo, estes textos não deram origem a nenhuma sanção contra o governo israelita. Um dos argumentos avançados para justificar tal passividade foi que os factos de acusação seriam objecto de uma séria investigação em Israel, o que foi desmentido de forma argumentada pela jurista Sharon Weill no Le Monde diplomatique (Setembro de 2009): «De Gaza a Madrid, o assassinato programado de Salah Shehadeh». Em Israel está a assistir-se, aliás, a uma ofensiva sem precedentes contra as organizações de defesa dos direitos humanos, internacionais e nacionais, que são agora consideradas pelo Estado como uma ameaça estratégica, logo a seguir à ameaça do Irão, do Hamas e do Hezbollah. Está a desenvolver-se contra estas organizações uma verdadeira acção de deslegitimação, feita através de grupos apoiados pelo governo e pela extrema-direita, como o NGO Monitor, acção essa que decorre em paralelo com uma guerra de propaganda destinada a justificar o injustificável (ler Dominique Vidal, «Quanto maior é a mentira…», Le Monde diplomatique − edição portuguesa, Fevereiro de 2009). Será realmente de espantar que os soldados israelitas considerem os activistas que levam abastecimentos para Gaza como «terroristas» e os tratem como tal? Irá a impunidade continuar ou vão alguns governos ousar tomar medidas concretas para sancionar Israel, para fazer com que o seu governo (e também o seu povo) compreenda que esta política tem um preço, que a repressão tem um preço, que a ocupação tem um preço? No quadro da União Europeia, Paris pode sugerir aos seus parceiros que suspendam o Acordo de Associação em virtude do artigo 2, que afirma explicitamente que Israel tem de proteger os direitos humanos (ler Isabelle Avram, «Atermoiements de l’Union européenne face à Israël», La valise diplomatique, 25 de Junho de 2009). França podia desde já, por si só, sem esperar pelo acordo dos parceiros europeus, adoptar três medidas: − Em primeiro lugar, e isto seria apenas respeitar o direito e as decisões da União Europeia, lançar uma campanha para traçar a origem dos produtos israelitas exportados para França e proibir (e não apenas taxar) os produtos dos colonatos; − Em seguida, afirmar que a instalação de colonos nos Territórios Ocupados não é aceitável e que estes deviam ser por isso submetidos a um pedido de visto se quiserem deslocar-se até França, uma medida fácil de pôr em prática a partir dos endereços dos indivíduos que desejam visitar o país; − Por fim, proclamar que os cidadãos franceses que efectuem serviço militar em Israel não estão autorizados a servir nos Territórios Ocupados, podendo a sua participação em acções de um exército de ocupação dar origem a processos judiciários. Bernard Koutchner anunciou que não havia cidadãos franceses entre as pessoas mortas nas embarcações. Mas saberá se há cidadãos franceses entre os que são responsáveis por este crime? Terça-feira, 1 de Junho de 2010

A ler...

Primeiro terminar este...
Depois, passar para este...
E por ultimo este...
A cereja no topo do bolo está à espera de orçamento apropriado para me vir parar às mãos (mas não irá escapar).
Subscrevo as palavras da Luna (Crónicas das Horas Perdidas). Existem dois tipos de pessoas: as que são burras, porque o são mesmo, porque não conseguem mais do que aquilo por muito que se esforcem, e as inteligentes, porque nasceram com essa predisposição genética, porque mesmo que não seja essa a razão, o seu cérebro está aberto e ávido de sabedoria e informação e, posteriormente a saberão co-relacionar e manipular para seu próprio interesse e, espera-se, para interesse da sociedade onde estão inseridas. (Eu incluíria outra categoria, a dos "chico-espertos", que não sendo inteligentes, também não são totalmente burros e encaixam-se ali no meio). Obviamente que existem "burros" que andam muitas vezes com as vistas tapadas, mas nesse caso, não são burros, são mesmo parvos. Portanto, burros, "chico-espertos", parvos e inteligentes. Estive numa destas categorias e de há uns tempos para cá, saltei para a outra e estou bastante convencida de que é essa realmente a verdadeira. E não, não foi um salto de "cavalo para burro".

Tuesday, June 01, 2010

A Kitty Fane Maria (O amor é um lugar estranho) diz não gostar, mas eu não desgosto. Até gostava de ter uns, pena serem tão caros (70 euros) mesmo na Zara!!! Aliás, denoto que a Zara já não é a loja que era, para malta dos subúrbios e bairros sociais da Linha de Sintra, pois não. Agora tornou-se num espaço um bocado snob, onde só os subúrbios com mais rendimentos mensais podem entrar e comprar. Tenho pena. =(