Wednesday, May 21, 2008

Coisas inexplicáveis.. ou a insuportável presença humana

Não é mau feitio... apenas pergunto-me por vezes que raio andamos nós, representantes da raça humana a fazer senão vagueando pela Terra, espalhando fome e guerras e lutas sanguinárias? Há quem fale nos "dias do fim", mas acho que isso tudo é muito bonito para as seitas. Começo também a interrogar se elas e seus membros não terão razão em alguns pontos. Começo pela aberração inglesa: o período da 2ª Grande Guerra Mundial (1939-1945) dedicado ao Holocausto (não só judeu, como cristão, muçulmano, russo, etc.), foi banido dos livros de História, pela simples razão de que como as populações islamitas não aceitem que o mesmo tenha ocorrido, então, para não ferir susceptibilidades, aceitou-se a sua remoção histórica dos manuais. Questiono-me mais uma vez se será mesmo real e possível esta brilhante estupidez ter acontecido...e será que os jovens das gerações vindouras irão perceber aquele que foi um dos piores massacres e perseguições de que há memória? E por memória não falo somente na das pessoas, mas também da memória fotográfica, escrita, daquela que até se pode ir, e ver e tocar in situ, live in colour. Ponto número dois: os sul africanos não aprenderam nada como o Apartheid. Nascidos muitos no pós-segreganismo afrikander, vítimas certamente do fosso econónimo e cada vez mais abrupto entre as famílias brancas (e negras) abastadas das principais cidades, e bairros, guetos como o do Sueto, começam agora a tentar livrarem-se dos "imigrantes" desnecessários, que só chegam ao seu país com o intuito de roubarem os poucos postos de trabalho que existem, e ainda receberem ordenado por isso. São negros contra negros, naquilo que a segregação racial sul africana teve de pior; colares de fogo... COLARES DE FOGO! Imagens horríveis que fazem relembrar o que de pior cada ser-humano tem. Quando acusam os moçambicanos de serem ilegais e os matam indiscriminadamente, esquecem-se que já passaram pelo mesmo e daquilo que foi uma verdadeira luta para puderem ser novamente integrados numa sociedade que à partida, à nascença e para sempre, era e será africana, negra e não branca, rica e racista. Esperando que os nossos emigrantes portugueses (somos cerca de 400 mil na África do Sul) não sofram na pele as represálias por estarem a abrigar (como muitas famílias inglesas, holandesas e alemãs faziam) estes imigrantes "ilegais", espero também que ninguém se esqueça que aos olhos de Deus somos todos iguais, e aos olhos das Leis do Universo, tudo o que tem um princípio terá um fim.

1 comment:

Brunorix said...

http://bilhetedeida.blogspot.com/2008/05/anda-tudo-louco.html

Partilhamos a mesma estupefacção...