Cláudia Paiva Silva

Tuesday, July 15, 2008

É já hoje
July 15, 20080 Comments
que me vou durante 10 dias. Dia 28 de Julho recomeça-se a labuta, e Agosto promete ser um mês muito interessante. Beijos a todos e a todas!
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Saturday, July 05, 2008

Ressacando
July 05, 2008 2 Comments
Eu não bebo, mas sofro ressaca pelos que o fazem. Eu não fumo, mas tenho problemas de respiração pelos outros. Eu gosto dos Classificados () mas vejo James Blunt à pala deles. E nunca pensei que o conseguisse fazer. Ainda pensei que ontem à noite a Praça de Touros do Campo Pequeno não enchesse, até porque, a 1ª parte, que coube à banda portuense mencionada acima, estava bastante morta, com excepção de algum pessoal que, tendo ganho à pala de um passatempo bilhetes para ir ver aquilo tudo, estava a gritar e a cantar em plenos pulmões as canções que se passeiam pelas rádios nacionais e não só. Depois pensei que deveria ficar por ali (frente do palco) para apoiar psicologicamente o rapaz com voz esganiçada, uma vez que aquilo não havia maneira de ficar composto. Esqueço-me sempre que o publico portugues não gosta de bandas nacionais, e, como tal, estava mesmo à espera que as luzes se apagassem para entrarem em cena, juntamente com James e su pandilla. Ora, já que estava mesmo ali em frente, que me deixasse ficar. Conheci afinal gente porreira do Norte e porreira do Sul, e, tendo confirmado que James Blunt deve, de quando em vez, ser atormentado por algum diabo (bastava ver a cara de sofrimento do homem ao cantar, ou então os olhares lascivos e assutadores que nos lançava), também fiquei com a impressão, ainda não muito bem definida que ele, dá um show do caraças. Presumo que o pessoal que tivesse ficado sentado fosse maior de 40 anos, pois à minha frente estava uma senhora com os seus 50 e respectivo marido que saltava a páginas tantas (isto para provar que a idade não tem nada a ver. Eu tive ontem à tarde um exame na faculdade durante 3 horas, ainda vim a casa e voltei a Lx, acabando por ficar partida para o resto do fim de semana. E tenho 24 anos. E não saltei, e não pulei e, sinceramente, também não cantei, porque do sr. Blunt não conheço praticamente nada!), mas aquilo que me impressionou, foi que essas pessoas estavam saltadas e continuaram sentadas, mesmo quando o James pedia, mas pedia mesmo!, para que se levantassem. Bom, valeram-lhe os coros, porque se há coisa que nós gostemos de fazer é cantar com os artistas. E diga-se de passagem, ouvi melhor o pessoal à minha volta do que qualquer palavra vinda do palco, o que é mau, porque supostamente a acústica deveria ser boa. Ainda deu para gozar um bocado, mas fiquei assustada quando dei por mim a gostar de algumas canções e, quando dei por mim a retribuir o olhar lascivo ao sr. Blunt. O que vale é que o meu coração bate por e em outras terras, não vá alguem pensar que fiquei pelo beicinho. Nada disso! Mas até gostei de ouvir o 1973. (Gostei de ouvir quase todas, mas esta é a unica que me lembro do nome, sem contar com aquela do You're Beautiful...). Valeu a pena, porque, foi giro, o pessoal era porreiro, nem se esperava outra coisa, porque a 1ª parte foi muito boa, e James Blunt foi um espectáculo!
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Friday, June 13, 2008

120 anos depois...
June 13, 20080 Comments
"Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes mas
não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos
de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor
da própria história. É atravessar
desertos fora de si, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da
sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma
crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir
um castelo…”

Fernando Pessoa (aka o Genio)

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Thursday, June 12, 2008

O início de tudo....

Saturday, June 07, 2008

Atracção
Choose Love
June 07, 20080 Comments
I choose to hide
But I look for you all the time
I choose to run
But I'm begging for you to come
I wanna break
But I know that you can take
I stay a while
To be sure that you're by my side
Oh, oh
Don't look at me, just look inside
'Cause I can go through
Tell me, are you goin' tired
Of what I don't do
I wanna see, I wanna fight
'Cause I don't feel scared
Honey, if you care
I choose to find
Things that you left behind
I choose to stare
But I can take you anywhere
I wanna stay
But my soul leaves you anyway
Can close the door
And love, could you give me more
Don't look at me, just look inside
'Cause I can go through
Tell me, are you goin' tired
Of what I don't do
I wanna see, I wanna fight
'Cause I don't feel scared
Honey, if you care
Choose love, choose love, love
Choose love, choose love, oh
Don't wanna hear, I wanna fight
'Cause this time I won't be wrong
And I can waste this precious time
Asking where do I belong
So let me know your love is real
'Cause this time you won't control
Tell me please, what do you feel
Do I have to save your soul
(Rita Redshoes)
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Saturday, May 31, 2008

O fenómeno Madonna.
May 31, 20080 Comments
Dona de uma voz insuportável, mas detentora de um sem numero record de canções que tanto servem para as rádios, como para videoclips um quanto ou tanto merdosos, Madonna é a senhora rainha da Pop que lucra como o caraças na altura das suas digressões mundiais. Há coisa de 2, 3 anos (?) veio cá e os bilhetes rapidamente se esgotaram: era no Pav. Atlantico, espaço fechado onde apenas meia duzia de gatos pingados cabiam (11000 pessoas). Agora vem cá para 14 de Setembro, e o evento será na Cidade do Rock- Parque da Bela Vista, onde ontem se iniciou a 3ª Edição do festival Rock in Rio-Lisboa. Os bilhetes foram postos à venda hoje, (60 euros, ainda por cima!!!) mas acredito piamente que agora, às 14.29 da tarde, já não haja nem um para contar uma breve memória do que foi a sua vida desde a altura da sua impressão, até à altura de ir para o bolso, envelope, carteira de quem, tão prontamente, o adoptou. Eu queria ir ver a loura cinquentona que pula e dança que se farta (mas não canta, esganiça a voz) durante os concertos, queria ir para um cénário natural onde pudesse estar à vontade para pular e dançar também, mas já sei que não posso. Ela é, realmente um fenómeno, de popularidade, de histórias e de vendas!
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Sunday, May 25, 2008

(Recordando o Alentejo)
May 25, 20080 Comments
O bando debandou
subindo do arvoredo
do vácuo que ficou
no fim do seu degredo
as asas abrem chagas
no acinzar do entardecer
e amansam a agonia
do dia a escurecer ensombram a ribeira
e o verde da seara
e passam pela eira
em que o sol se pousara
nas gotas do orvalho
luarento e vacilanteref
rescam o cansaço
e dormem um instante
Pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
p'ra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria
no adejo da alvorada
oscila a minha mágoa
o céu à desgarrada
irrompe azul na água
e a passarada acorda
no sonhar de um camponês
e entrega-se no sul
do frio que à noite fez é tempo da partida
e a cor no horizonte
adensa a despedida
e o borbotar da fonte
as asas abrem chagas
na poeira o sol acalma
num agitar inquieto
que me refresca a alma
pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
pra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria
Planície (Mafalda Veiga)
(Foto: João)
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Saturday, May 24, 2008

May 24, 20081 Comments
Tejo
Percorro o rio com o olhar,
encostado à pedra do cais
contemplando o vogar das sombras devagar...
A névoa distorce as formas
pálidas da luz d'um luar,
da morte da madrugada
que se entrega a divagar
em lenta e penosa agonia
sonhando poder renascer no fim de uma noite fria... Um barco a chegar,
descanso o desejo,
as musas do Tejo regressam do mar..... Num barco a chegar,
descanso o desejo
as musas cansadas de tanto velar... Vejo-me ali sentado
fingindo que estou a pensar,
esmagado pelos sentidos
e um brilho vago no olhar...
esquecendo orgulhos traídos,
ensejos para sempre perdidos...
E fico a contemplar
encostado à beira do cais
o lento mover das sombras
até ao mar...
até ao mar...
(J.M.Afonso)
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Chiado
May 24, 20081 Comments
Hoje, no curso de escrita de viagem, tivémos (eu e as restantes colegas que não aproveitaram aquilo que seria uma ponte estatal) que efectuar a prova dos 9, ou seja, aventurarmo-nos pelas ruas e vielas do Chiado/Bairro Alto/Bica/ Cais do Sodré/Baixa e deixarmo-nos levar ao sabor da corrente (do Tejo a cruzar o Atlantico?) e daquilo que os nossos pés comandavam. Para mim foi um martírio. A primeira hora foi desesperante. Não consegui informações nenhumas, não levei maquina fotografica, nem mapa, nem roteiro. Era mais uma turista entre os muitos que por ali se encontravam (e, pior que isso, era uma turista nacional, nascida em Lisboa), em palpos de aranha a ler os nomes das ruas, a prestar atenção às estátuas, a enfiar-me pelas ruas do Bairro, que à tarde é capaz de ser bem mais agradável que durante a madrugada, a procurar pessoas, sons, sabores e cheiros. Aquilo que me ofuscava: a Luz da cidade, tema já referido anteriormente e o Tejo ao fundo de cada rua inclinada para Sul que passava. Ninguém diria que depois de uma manha tão tortuosa com forte possibilidade de carga chuvosa, a tarde ficasse tão límpida que permitisse ver tudo como se acabadas de lavar fossem as ruas e prédios. A reportagem de "viagem acidental" será redigida em breve para posterior apresentação, e tendo escolhido o típico cenário/palco dos demais turistas estrangeiros, compreendo que não existe outra solução para tal. Os percursos são mesmo todos assim, torna-se difícil encontrar pessoas que sejam tipicamente de lá, ou então confundem-se com todas as outras caras e silhuetas. Presumo que também não tenham muito para contar, mas sim para se queixar: do barulho, da confusão, dos carros, das bebedeiras, da insegurança, da droga, mas alguns sentem-lhe a falta, nos dias mais sossegados. O tumulto da noite dá lugar à quietude do dia e a paredes meias com a Rua do Loreto, Rua da Misericórdia, Largo Camões, Travessa dos Teatros, por onde cruzam electricos, automoveis, pedintes, rastafaris. Ao chegar ao meu ponto final, o único local moderno que irei considerar em incluir na minha crónica (casa de gelados da Haagen Dazs) deparei-me com a seguinte interrogativa na perede da entrada: Chiado, Onde estás? Captei-a com a unica coisa mais proxima que tinha de maquina fotográfica, o meu telemóvel, mas acho que explica muita coisa.
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