Cláudia Paiva Silva

Monday, October 26, 2015

Desbloqueio
October 26, 20150 Comments
Quando estás há quase 1 ano histérica com a revelação da existência de fontes termais (termas romanas) e finalmente sabes que sim, que estão a fazer alguns estudos arqueológicos sobre o assunto. Isso sim, é finalmente um (quase, vá) desbloqueio. 

Para quem não sabe, as termas romanas estariam localizadas à que agora é a Rua das Pedras Negras, junto à Igreja de Santo António (à Sé) e, em Alfama, algures entre colina da Sé e os Chafarizes de Dentro e d'El Rei, outrora conhecidos pelas suas propriedades medicinais. 
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Friday, October 23, 2015

The pursuit of happiness is not outside you but yet, within you.
October 23, 20150 Comments
Tão bonita esta frase. Tão reveladora de um profundo auto-conhecimento adquirido em livros de auto-ajuda (que nunca li) e romances cinematográficos desde que a Scarlett O'Hara assumia que resolveria os seus problemas "amanhã". NOT! 

Na realidade é muito mais que isso. 

Quando não sabemos silenciar o nosso EU, começa a ser muito difícil escutarmos realmente o que a nossa mente nos tenta dizer, o que os outros nos tentam dizer, e por aí vai. O silêncio É desconfortável - todos sabemos isso, e só se torna mais "aceitável" quando começamos a preencher esse pseudo-vazio com nós próprios. Fazendo algo que nos preencha de tal forma que não seja obrigatoriamente necessário serem outras pessoas a fazerem-no. 

Dito isto o difícil é (re)começar. Aceitar o que tiver de ser aceite, perceber que não podemos mudar o que está para trás mas sim, no presente moldar um rumo melhor, e coiso e tal. No Fim está o Princípio e só dentro de nós é que conseguimos desligar o botão das rAlações externas e passamos a admitir que afinal até conseguimos sobreviver mais um dia "sozinhos", lidando e lutando apenas com e contra nós mesmos, contra os nossos medos. 

Na verdade é o Medo que nos vai controlando em tudo. O medo da rejeição, o medo de sermos mal interpretados, o medo de falharmos, de incomodarmos. Quando mostramos essa faceta tão insegura aos outros, então imaginemos o quão partidos afinal estamos por dentro, de forma a necessitarmos daquele apoio extra que os outros não têm na realidade obrigação de nos dar. Aliás, podem nem querer dar sequer, uma vez que quando nos conheceram e se aproximaram de nós foi por sermos independentes e felizes e pró-activos e com sonhos e planos - e, lá está, fazendo coisas que nos preenchiam sempre. A única coisa que podemos esperar dos outros é companheirismo, amizade, e, quando isso não ocorre, então é tempo de avançar. Custa muito? Custa... Silêncios, enfrentar medos, lutar contra as nossas inseguranças, saber avançar (e largar o que nos prende - porque o que está feito, está feito, dito, não há forma de o alterar), principalmente o largar e saber avançar (porque foi bonito e porque sentimos falta ou saudade, porque agora dói - e se continuarmos a pensar nisso, vai continuar a doer, porque é como estar sempre a tirar a crosta de uma ferida). 

Não sou cá guia nem exemplo para ninguém - estou aqui com este paleio exactamente porque estou numa situação que me obrigou (em parte por minha culpa) a estar num silêncio atípico e conseguir esperar por uma coisa simples. Um "olá". 
O que aprendi em (só) 4 dias e meio? Ainda não sei. Acho que ainda não aprendi nada. Mas simplesmente o facto de me estar a controlar internamente já deve ser um passo rumo a algo mais positivo e melhor em mim. 

Ficarei a aguardar por melhores dias. Mas a verdade é que não passará apenas e exclusivamente pelo "Olá". Até pode chegar e eu continuar a sentir-me mal - ou seja, a cura para o mal-estar passa apenas por mim. Dentro de mim. 

Posto isto, acho que vou voltar a viajar..  


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Tuesday, October 20, 2015

October 20, 2015 6 Comments
Tudo acontece por uma razão. Estou aqui farta de o dizer e de certa forma é assim que, depois das grandes tormentas, eu acabo por pensar no meu dia-a-dia. Ou é isto que eu digo às outras pessoas quando são elas que não conseguem ver a luz no fundo de tudo o que se lhes passa. 
A Vida seria muito mais bem aproveitada se não houvessem ansiedades, ou ilusões ou criação de expectativas. Um dia de cada vez, sem pressas. Contudo, não é assim que ela se nos apresenta. A Vida quer-se vivida a uma cadência normal, equilibrada, sim, mas quando tem de ser rápida, aproveitando o momento também assim o é. Há quem não o entenda. Há pessoas, como eu, que sofrem de ansiedade, essa ansiedade torna-se em insegurança, essa insegurança em tristeza, a tristeza em ansiedade, num ciclo vicioso que só termina quando "algo" termina também. Num relacionamento há sempre esse fervor de tudo ser para ontem. Porque há uma vontade incrível de querer estar com o outro, de absorver cada movimento e cada toque e olhar. E sim, com o passar do tempo, com o desenrolar da Vida, essa primeira sensação de euforia vai passado, ou pelo menos relaxa um bocadinho, desde que haja sempre paixão e afecto (seja ele que tipo for). 
Por muito que eu também diga que é essencial, devo admitir no entanto que esperar (ou dar tempo), não é o meu forte. Posso esperar por coisas (porque são isso mesmo, objectos), posso esperar por realizar certos trabalhos (porque ainda não recebi dados suficientes para pôr "as mãos da massa"), mas não concebo esperar por pessoas, por disponibilidades temporais. Nem eu, nem (quase) ninguém. Ou quer-se estar com a outra pessoa, ou então não quer - e a razão, se for aceitável, pode simplesmente terminar com um: "neste momento não tenho tempo para estar com outra pessoa a meu lado, sequer". Se assim não é, é apenas um tormento para uma das partes. Tentar aceitar justificações atrás de justificações que nos levam a pensar "nem 2 minutos?" acaba por ser penoso. Mas mais penoso é, quando elas são realmente verdadeiras. Antes fôssemos todos uns sacanas, a mentir descaradamente, mas não. Temos realmente aqui um problema de falta de tempo, de timing, de vidas que estão em níveis totalmente distintos. Há falta de carinho ou do tal afecto? Talvez não. Concerteza que não. O que falta é a altura certa da Vida - porque ela é para ser vivida à tal cadência sim, mas em alturas que sejam perfeitas para um casal. Contra-pesos na balança, um dar mais, o outro não dar de todo, depois receber-se tudo de uma vez só transbordando o copo e acabando por se entrar numa maré de quase enfado é simplesmente errado, porque não apresenta equilíbrio. Porque uma das partes acaba por sair mais fragilizada e quebrar. E fazer coisas que não devia de todo - a bem da sua integridade psicológica, pelo menos. 
Às vezes limito-me a ver o óbvio (que custa mais que traições), o Amor só por si, nem sempre é O suficiente. E não se pode esperar para sempre. Porque a Vida não espera. É isso... a Vida não espera. 
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Friday, October 02, 2015

Porque está na hora de falar de coisas sérias...
October 02, 20150 Comments
Sobre as eleições (porque estamos a dois dias e amanhã tenho o dever e a obrigação por Lei, em estar calada): sempre votei, SEMPRE. Desde os 18 anos, nunca falhei nada, nem referendos, nem legislativas, nem autárquicas, sempre votei com consciência que o meu voto sairia das minhas convicções, fossem elas mais de esquerda ou mais de direita (quem nunca se sentiu ligeiramente JCP que atire a primeira pedra ao charco!). Mas este ano, neste 2015 que tem sido algo trapalhão, já não tenho a certeza que o meu Voto seja útil, inútil, assertivo, de coração ou de convicção. Tenho, pela primeira vez, a sensação de atirar tudo ao ar e dizer "que se lixe esta merda toda, eles que se decidam e escolham!" E acho que se não puser os pés na minha antiga escola secundária, não estarei "nem aí" para o sucedido. Assobiarei para o lado como tantas outras pessoas costumam fazer - mas ao contrário delas, que depois passam 4 anos a criticar, a maldizer, eu ficarei calada a ver a caravana passar. É um bocadinho como aquelas pessoas que passam um Inverno inteiro a dizer que estão fartas do frio e da chuva, mas assim que apanham os primeiros raios de sol queixam-se: "ai, este sol faz impressão à vista"... PQP! Ide-vos morder todos num sítio que eu cá sei, mas por favor, livrem-se de dizer seja o que for perto de mim! (E muito menos livrem-se de me apontar o dedo como possível eleitora não participante...)
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Monday, August 03, 2015

Pára. Escuta. Olha.
August 03, 2015 7 Comments
Acabei de ler um artigo sobre o facto de algumas pessoas simplesmente não saberem esperar e atirarem-se de cabeça para algo. Nomeadamente, para um relacionamento. E principalmente não saberem lidar bem com a espera, com o silêncio (normal), com a separação (física e por dias) da outra pessoa. Eu sou assim. Não sei esperar por ele. Não sei respeitar silêncios, nem tempos, nem horários, nem vontades - que existem, mas nem sempre dá para se manifestarem. Sou muito explosiva. Reajo mal a negações, a tempos livres e mortos em que há outra coisa por fazer - mas igualmente me chateio quando eu tenho de fazer mas ele me pergunta se eu posso ou quero. Em resumo, este tipo de comportamento é de pessoa mimada. 
Estive tanto tempo sozinha, a fazer tudo sozinha, que continuo a querer o meu espaço, mas não sei dar espaço aos outros. Isso é errado. Isso mata uma relação se não for bem medido. É preciso parar, escutar, olhar e respirar antes de dar o próximo passo. Ter a calma e paciência necessárias - não tanto pelos outros, mas essencialmente por nós, de forma a deixarmos a Vida rolar ao seu ritmo, sem estar sempre em cima, e estar sempre a massacrar o outro (mesmo que seja um massacre positivo não deixa de ser massacre). É preciso principalmente acreditar no Outro. Se somos amados porque temos a mania que o silêncio é sinónimo de que tudo vai mal? Não quer dizer nada. Numa relação, se algo está mal as pessoas falam sobre isso - para o bom e para o mau. Não estamos num jogo em que temos de esperar a cada 5 segundos pela resposta da mensagem que não vem - ela vem, simplesmente temos de espera mais do que os 5 segundos de intervalo! 

Esperar é uma virtude - só temos de colocar isso na nossa cabeça. 
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Monday, July 06, 2015

Noites mágicas. Sintra.
Para a Grécia, com amor...
July 06, 20150 Comments
Não nos façamos de tontos.  Este referendo foi apenas simbólico. Uma tentativa de mostrar aos restantes estados membros da moeda única que as coisas devem ser feitas sempre com o apoio do Povo. O Povo, esse que supostamente, mais ordena. Em Portugal não houve qualquer referendo para saber se queríamos um pacote de medidas de ajuda (austeras) para podermos começar a pagar uma dívida astronómica para com aqueles que nos emprestaram dinheiro (e roubaram com isso toda a nossa indústria). Mas não vale a pena estar a discutir o passado. O importante é que começámos a pagar (e bem) e no entanto ainda cá estamos, mesmo com cortes, mesmo com salários congelados, ainda conseguimos ter dinheiro para pagar alguma comida, alguns medicamentos, alguns exames médicos e consultas. Ainda não estamos totalmente falidos. Ainda vamos sobrevivendo.
Na Grécia isso não acontece. Os bancos não têm mais dinheiro. As pessoas não têm empregos e para piorar, a forma como vemos um grego é praticamente verdadeira: um bocadinho para o aldrabão, como eles próprios admitem. 
Daí que não em espanta nada que Varoufakis tenha pedido demissão do cargo mesmo com a esmagadora vitória do Não - ele que disse que se demitiria ("prefiro cortar um braço...") caso vencesse o Sim. É que ele sabe (e nós também) que não há outra solução para a Grécia a não ser ceder perante a União Europeia. O Não ter ganho é realmente simbólico e importante - o povo grego, democraticamente, fez História. Fez um STOP à Europa -, contudo não é assim que os bancos irão reabrir amanhã. Não é assim que vai haver crescimento económico, criação de empregos. Se às medidas que a UE poderá impôr á Grécia durante o impasse do Grexit ou não-Grexit, juntarmos a possível saída do EURO, estamos tramados - os mercados financeiros já estão a ceder e a banca de Lisboa é logo das primeiras a dar sinal. Aflige-me as repercussões que esta atitude grega possa ter em nós. Nós Portugueses porque honestamente com o mal dos outros países posso eu bem, e já se viu que uma Espanha e uma Itália, por pior situação que estejam em relação a nós, parecem ter sempre as costas quentes. 
Que a Grécia tenha demorado 15 anos a "bater o pé" à UE é apenas de lamentar - vem agora um governo de esquerda, que não tem nenhum partido que lhe faça oposição, brincar às birras e com a vida das pessoas. Ontem estava o Daniel Oliveira preocupado com a esquerda e a direita.. ele deveria era estar preocupado com as pessoas. Vidas Humanas que devem querer lá saber se é a Esquerda ou a Direita. O que querem é poder sobreviver. 
Não tenho nada em favor ou contra a Grécia - enquanto país nunca me fascinou, com excepção de Salónica (e por motivos Históricos não-recentes). A única coisa que peço é: não nos lixem a nós também, já que não souberam fazer o mínimo dos trabalhos de casa ao longo dos últimos tempos. 
Vejam lá então se fazem o que todos esperam: um acordo que não vos mate, mas esfole - é que isso toca a todos! 

PS - Segundo o gráfico abaixo, a Grécia é sem dúvida o país com maior dívida pública - ainda assim há países que embora não estejam nestas mesmas condições financeiras, estão a passar por momentos mais difíceis, quer pelo valor dos salários, pensões e reformas ser mais baixo, quer pelos impostos serem mais elevados. 


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Tuesday, June 16, 2015

June 16, 20150 Comments
Não há título. Não há nada. Apenas palavras. Nem sons. Apenas escrita. Acelerações do coração, calafrios na espinha, estômago em reviravolta.
Tudo aquilo em que eu firmemente acreditava (será que não acredito ainda?) está a ser derrubado. Uma sensação completamente estranha e diferente: porque é assustadora. Pela primeira vez em muito tempo tenho medo por mim. Tenho medo real de me perder, de vir a sofrer a sério - até porque desta vez gostaria de saber fazer tudo perfeitinho. Já me magoei antes, por amigos, devido a mal-entendidos, por ter sido influenciada negativamente e não ter aguentado mais, mas desta vez é na pele. Aquela previsão estúpida que nos atravessa a alma que quando terminar vai doer até mais não e nos iremos novamente fechar ao mundo. No mundo. 
Eu não sei ser amada, palavra de honra que não. Sei o que é ter amigos que me aturam e gostam de mim por essa mesma razão, sei o que é sentir-me desejada num ponto de vista puramente físico, mas que alguém, ainda por cima inteligente e jovem, possa nutrir qualquer sentimento mais puro por mim, é-me simplesmente surreal. E eu sempre fugi disso - eu sei é ser amiga, grande amiga, aparar os golpes, fazer triplos saltos e aterrar em pé, nem sempre em equilíbrio, mas isto, isto é um assombro. É desconhecido para mim e faz-me sentir literalmente aterrorizada. 
Pessoas, é isso: eu estou aterrorizada. A simples ideia de ser beijada ou acariciada deixa-me em estado de alerta geral. Tento ficar o mais "cool" possível, afinal já tenho 31 (!!!) anos, e até já tenho a carta de condução (finalmente e às primeiras!!). Mas no que toca a Amor, Amor à séria, finalmente correspondido, não sei o que fazer. Não me sinto capaz, sinto-me tola e tonta e brutalmente estupidificada com a minha tolice. Tenho medo primeiro que eu fuja, depois que ele fuja e que finalmente tudo acabe tão rapidamente como começou. Pondero a situação de não estar psicologicamente preparada para um relacionamento, mas o pior é que se até há uns meses atrás, a ideia era "curtir" - e acreditem que nunca passou dessa ideia -, agora o que eu quero é estabilidade, paz, tranquilidade, sentir-me simplesmente em calmaria e aquilo que eu sinto é aquela instabilidade toda associada ao mais bonito dos sentimentos humanos. 
Amar não é bonito. Nem simples: dá trabalho e mete medo. Muito medo mesmo. 
A minha única questão é se ele tem medo também ou se simplesmente me vai abraçar até o meu medo passar.. 
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Monday, June 15, 2015

Há coisas que não se explicam. Acontecem. Simples.
Das amizades e afins
June 15, 20150 Comments
Lá vou eu falar de amizade, dos amigos para a vida, dos ciclos, das entradas e saídas da vida das pessoas, do nosso papel na vida dos outros, etc..
Não precisaria de estar constantemente a mencionar isto, mas a verdade é que são estas pessoas que, num círculo cada vez mais restrito em número, mas abrangente de conhecimento, me vão puxando para cima, me fazem ter forças para coisas mais complicadas, me levam a descomplicar outras mais banais, me fazem colocar em perspectiva a minha forma de estar e alertam para as minhas pisadelas de risco.
Há coisa de três meses, se tanto (time flies baby, e se eu me perco nas horas, imaginem então nos dias e semanas), conheci mais uma menina que poderá com o tempo, ser considerada daquelas especiais que irão permanecer durante muitos anos.
Tudo começou com uma revista. Comprei a Umbigo quando percebi que o tema seria sobre Fotografia. Ao ver uma série de nomes que eu reconheço (e conheço) acabei por comprá-la, e foi numa viagem ao Algarve que acabei por ler a entrevista à Ana Morais (ou Anita dos 7 Ofícios). Fiquei siderada. Uma miúda, porque o é, de Mirandela, ter largado a terra natal e ponto de segurança, lançando-se no mundo com uma força daquelas poderosas, que conseguem fazer tudo. 
Apanhei-a no Instagram, trocámos umas mensagens, acabámos por nos conhecer pessoalmente. Mulher do Norte, sem papas na língua, uma tipa que aos 29 anos sabe o que quer da vida - e quer tanto, mas tanto mais, que me deixa a um canto em termos de acção/ reacção.
Talvez porque ainda esteja a tentar singrar no mundo que realmente gosta, talvez porque não seja fácil conciliar trabalho com os estudos de mestrado, talvez porque organize e participe em workshops de fotografia que valem realmente a pena, a Ana é daquelas pessoas incríveis porque são muito completas e não têm medo de aprender mais. 
E eu gosto de pessoas assim - que não têm medo de arriscar, mesmo que o risco possa ser elevado, que lutam pelo que querem, mas principalmente porque durante esse processo de aprendizagem não se armam em vedetas (e a Ana se quisesse poderia ser assim porque já vai sendo reconhecida pelas ruas da capital), nem tentam chegar ao topo pisando outras pessoas - e há tanta gente que pisa, mas também outros tantos que merecem ser pisados. Contudo, para esses casos, o karma encarregar-se-á de dar a devida resposta.
Para e quanto à Ana é só o que me ocorre dizer, uma pessoa nova na minha vida e que me vai ensinando a perder medos, a ganhar outras confianças, que me inspira (e não apenas que me influência), que tem um sentido de estilo extremamente cool, que é reservada, que sabe estar no seu espaço e preservá-lo tanto como sabe abrir os seus muros e deixar as pessoas lá entrarem. 
É uma garota especial, no final do dia. E que eu acho que todos e todas deveriam conhecer porque o mundo é feito de gente honesta, real, divertida e responsável. Pão, pão, queijo, queijo. Que sabe criticar sem ofender, construtivamente, sem invejas ou falsas intenções. 
A Ana é assim... 

Foto: Luís Octávio Costa (@kitato)




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Tuesday, May 26, 2015

El camiño se hace camiñando. Parte 50 mil!
May 26, 20150 Comments
Isto de se tomarem as rédeas de eventos incomuns que podem não chamar muito a atenção das pessoas que se querem participantes activas, tem imenso que se lhe diga! Ainda assim, no meio de congressos, apresentações, discussões técnicas sobre geoquímica e calhauzada, consegui arranjar espaço para organizar e estar a coordenar o evento de Escrita Criativa Writing Wallpeople para o próximo dia 6 Junho, no Largo São Carlos, em pleno coração da cidade de Lisboa.

Posso dizer que até foi fácil conseguir os nomes ilustres que deram origem às que vão ser as nossas histórias, mas na verdade foi uma questão de sorte. Podia ter tido o azar das pessoas não quererem colaborar, ou não estarem disponíveis para isso.

Contudo, o brilhante Vicente Alves do Ó, o Herman José (sim, pelo amor de Deus, o HERMAN!!!) e a queridíssima Ana Paula Almeida foram alguns dos autores que aceitaram o desafio de iniciar os textos que depois cada pessoa poderá continuar. 

Ainda assim também posso afirmar a pés bem juntos que a falta de feedback e apoio dos órgãos de comunicação social é tão gritante como a minha falta de jeito para o ponto de embraiagem de um carro. Não compreendo como tanto as revistas cor-de-rosa, que adoram debitar sobre pessoas "famosas", assim como as super intelectuais (que devem ver este evento como algo de baixo-nível cultural), nem sequer um email de "tomámos nota" até agora enviaram. 

Bem sei que sou peixe fora de água, num mundo realmente feito de hostilidade e de muita cagança associada, onde quem ganha é o amigo do amigo, do conhecido que até pode dizer mal pelas costas, mas é capaz de vender um rim para ser mencionado num artigo de 3 linhas. É feio, ponto.

Portanto, utilizarei o meu blogue, tal como faço a minha página no Facebook para divulgar a Edição 2015 do Writing Wallpeople. 
É só aparecerem pelas 15.30/16.00 no Largo de São Carlos em Lisboa, lerem o início de história que está colada na parede e acrescentarem-lhe um "desfecho". Simples e gratuito. Apenas deixar a imaginação correr. 

Prometo pelo menos boa disposição e uma tarde bem passada - e depois podem ir todos a correr para a Praça das Flores onde a revista Gerador estará com a festa Trampolim! 


Obrigada desde já a quem ler isto, a quem partilhar e principalmente a quem aparecer - se o fizerem, identifiquem-se! 


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