Cláudia Paiva Silva

Sunday, October 16, 2011

October 16, 20110 Comments
Já te disse para te ires embora da minha cabeça, até que começo se calhar a perceber que nunca lá viveste na realidade e tudo foi invenção minha. Oh, afinal não é invenção! Está bem...
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October 16, 20110 Comments
Que todos estejam "ansiosos" de que o Outono chegue em força, com frio e chuva, porque estão cheios de saudades. Eu, por mim, ficava assim, no limbo do calor, do vento vindo de Sul, do abafo quente fora de época (ah e está a dar cabo da agricultura.. - mas QUAL agricultura? Aquela que de Inverno é porque é Inverno e há prejuízos e aquela que de Verão é porque é Verão e há prejuízos?), poderia perfeitamente bem viver com esta tropicalidade toda, com uma ou outra chuvinha molha-tolos, dentro das temperaturas de 30ºC. Sem problemas mesmo. Daí que, depois do Verão (dentro dos meses em que supostamente deveria ser ter dado a sentir) de merda que tivémos (que eu tive), eu não me importe nada com o "fora de tempo", o "já chateia". E para quem a seguir às pseudo-férias oficiais, teve saída de campo e viagem a Marrocos (da qual a única mágoa que trago foi a de não levar bikini - imaginem o porquê), onde o calor, o bom tempo, imperou, esta vaga nova de quentura e achas para a fogueira, só me fazem bem. Até porque ando a demorar séculos para que o meu sistema aqueça em condições. Porque o ar condicionado do escritório está a dar-me cabo de vez de toda a minha rinite e sinosite e alergias e porque preciso, à hora de almoço e durante o tempo em que retorno a casa de sentir alguma coisa que me conforte. Antes sim de chegar o frio (aquele frio que ocorreu no ano passado, onde quase nevou em Lx, só porque as temperaturas estavam tão baixas que fazia impressão, só porque sim, embora não fosse um frio tão frio como nos outros países europeus) e de eu andar armada com os meus mega casacos e mega pompons nas orelhas e mega gorro e galochas, calcorreando Av. República até à Av. Roma só pelo prazer masoquista, decerto, em comer as castanhas assadas às portas da estação de comboios. Portanto, antes disso chegar, como uma bomba, de estalo, porque geralmente quando a temperatura cai, é a pique, só mesmo antes disso ocorrer, deixem-me saborear mais uns gelados na Veneziana, andar de sandálias pelas ruas da cidade. Curtir o som de Jazz às sextas no Chiado à tarde.
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Saturday, October 15, 2011

Das manifes e dos protestos..
October 15, 20110 Comments
Não percebo qual a indignação (principalmente a da comunicação social) sobre os motins que se geraram durante as manifestações do dia de hoje, 15 Outubro, na Itália. Honestamente não sei porque motivo acham que estes protestos devem continuar a ser pacíficos, uma espécie de passeatas para mais novos e mais velhos em belas tardes de Verão tardio. Acima de tudo, também, em Portugal. Alguém atirou um ovo à escadaria da Assembleia da República e logo de seguida leva com a carga policial. Um ovo... um OVO! Pá... por algum motivo não participei na caminhada "de Paz" de hoje. É que quem me conhece, quem me tem acompanhado nos últimos meses e mais ainda nos últimos dois dias, sabe que se eu tivesse ido não seriam ovos para uma escadaria. Seriam pedras a carros, polícias, gente que eu visse que estava a gozar. Lamento... não estamos em situação política para ficarmos quietos e caladas e parados. Temos de demonstrar o nosso descontentamento de forma mais violenta, é uma necessidade, é algo a que temos direito quando nos estão a matar aos poucos, quando épocas de má governação nos levaram a vergar perante uma França e uma Alemanha que não têm qualquer moral para falarem muito alto, para darem ordens seja a quem for. É um direito quando alguém condena 10 milhões de portugueses a uma vida de caos e incerteza. E isto, estas medidas, por muito más que sejam, por muito duras, eram obrigatórias, eram precisas... porque alguém antes deixou o país na miséria e agora, anda a passear por Paris, afirmando estar a estudar Filosofia... Uma vergonha... uma vergonha. E ainda querem o Povo manso! NUNCA! Cada vez será PIOR!
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Friday, October 14, 2011

Monday, October 03, 2011

PS
October 03, 20110 Comments
Estou com uma soneira daquelas, ainda que tenha dormido bastante e bem durante boas horas a noite passada. Em resumo, amanha vingo-me dormindo até mais tarde em casa e, tentando fazer o mesmo durante a viagem de avião.
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Workaholic!
October 03, 20110 Comments
Podia dar-lhe outro nome, mas não. Não existe qualquer tipo de disfarce para este meu vício que já me começa a afectar a qualidade de vida (de mau para um bocadinho melhor). E ainda assim, encontro tempo para lá encaixar alguns momentos para mim. Não para os outros, que infelizmente dei em egoísta e, segundo consta, em não ter paciência para estar com os amigos e família, mas espero que isso seja compreensivo a quem me conheça minimamente bem. Não sou lá grande pessoa de afectos, mas sim de amizades sólidas mesmo que se passem alguns dias de silêncios e falta de comunicação e notícias, logo, não sou pessoa de voltar a correr do trabalho para casa ao ponto de querer estar com o pessoal de casa (aka Mãe), logo, no último dia de saídas de campo extremamente preenchidos e enriquecedores, não consigo compactuar com os colegas que estão em pulgas para descerem do transporte e rumarem às suas mansões. Pois, eu não sou assim e, estando a trabalhar naquilo que me parece ser o mais próximo que tenho de "perfeito" e "ideal" (porque obviamente não é, existem algumas falhas, nem tudo está sempre a 100% porque seria uma miragem, uma mentira, irreal), é natural que ao estar embrenhada nisto que decidi ser a minha profissão, raramente tenha oportunidade (quando estou realmente com muito trabalho e responsabilidades acrescidas) de fazer o que fazia, ou seja, conversar com o povo, ter paciência para desabafar ou ouvir os desabafos, pedir conselhos ou aconselhar. Peço desculpa, mas realmente, desde há duas semanas, as coisas estão um bocadinho mais turbulentas e, mesmo sabendo que não devo satisfações a ninguém, era só mesmo para avisar a razão. E que se atirarem à cara de que não tenho tempo para elas, mas tenho tempo para ir arranjar as unhas ou comer um gelado, sim, é verdade... tenho tempo, paciência e vontade para os meus minutos a sós comigo mesma. Informo também que daqui a coisa de semana e meia volto a uma forma de estar mais decente. Depois falamos...
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Friday, September 16, 2011

Tezenis ao rubro
September 16, 20110 Comments
Que ontem foi dia de loucura na Tezenis do Campo Pequeno (até se esgotar o stock - piada!!! eles tinham lá todos os stocks e mais alguns e se eu soubesse o que sei hoje a tempo, convidava amigas e familiares a juntarem-se à festa). Só faltou mesmo servirem uns aperitivos à entrada da loja. Panfletos laranja espalhados por todo o lado onde se lia: soutiens a 5 euros/bras @ 5 euros! Só durante o dia de ontem, claro. Mas seja como for, têm consciência do que é comprar langerie a 5 euros, sem ser nos ciganos ou chineses? E falo de artigos de 20 euros também... a 5! Desculpem, mas quem é que a louca que não aproveita??? Obviamente que aquilo foi uma confusão para procurar, mas as empregadas conseguiam manter tudo dentro da normalidade, repondo aos cabides o material que era retirado, sem dar aquele aspecto de Zara ao fim da jornada. Pior foram as filas para os provadores (juro que não percebo porque razão as mulheres têm de experimentar TODOS os produtos, se é tudo do mesmo tamanho e modelo, embora com desenhos e estampados e rendas diferentes - eu é vestir uma vez e, ou serve, ou não servem. Se servir, servem todos, se não servir, não serve nenhum, escuso de perder tempo e fazer outros também o perderem). e para pagar. Mas valeu a pena!
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Que todos falem do CR7 tudo bem/ Notícias BOMBA da LUZ!
September 16, 20110 Comments
tudo bem... uma pessoa tem de estar habituada a ouvir alarvidades de vez em quando, proferidas por pessoas tão humildes, mas cultas, como este jogador de futebol, especificamente. Dito isto apenas acho lamentável darem-lhe tanta importância (ainda se ele jogasse alguma coisa pela NOSSA selecção... mas como Espanha é que lhe paga o cachet multimilionário ao mês, enfim);
Agora giro giro foi a notícia publicada hoje, na qual estava declarado que o aumento da Electricidade para o próximo ano de 2012, mediante uma "ideia luminosa" da reguladora dos serviços energéticos, seria de 30%, fora o IVA que o Governo lhe queria aplicar. Afinal veio-se a saber, tarde e a más horas, o que só indica, mais uma vez, que em Portugal só se começa a trabalhar pelas 10.00/11.00 am, que é tudo aldrabice dos "senhores jornaleiros", que ninguém quer aumentar nada para um valor tão elevado nem de forma tão brusca. Seja como for, para o ano estamos em 2012, correcto? Então todas estas medidas fazem sentido. O Mundo colapsa para o Caos financeiro, certo? A Economia Mundial está completamente pelas ruas da amargura, os países estão em bancarrota, até mesmo Israel já não tem dinheiro (e isto sim, para mim foi o mais gravoso e preocupante, uma vez que o julgamento judeu para os negócios e banca é de longe reconhecido e se eles perderam o controlo, estamos mesmo lixados!) e os States é o que se sabe. Então, estou mesmo crente que do próximo ano já não passamos.
Mas não pensem que estou derrotista, nada disso, muito pelo contrário. Vou curtir até mais não... aproveitar a vidinha que ainda me resta com aquilo que mais gosto de fazer (e vá, melhor que tudo, ainda terei direito a saborear mais um Verão!!)
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Thursday, September 15, 2011

Regressada à urbe e regressada ao trabalho...
September 15, 20110 Comments
É tempo de questionar: ver ou não ver o novo trabalho de Woody Allen, isto porque, já li críticas de que é uma obra-prima, como já li que é mais do mesmo, ou seja, o mesmo tipo de histórias de (des)amor, com o mesmo tipo de personagens, com o mesmo tipo de música, variando somente no cenário, uma vez que se troca Nova Iorque por Paris e Diane Keaton por Rachel McAdams e Marion Cotillard. E se calhar, o próprio Woody por um Owen Wilson que (dizem) ser "simpático". Eu estou curiosa, sem dúvida, mas também não me apetece dar dinheiro em vão. A lembrar que a última vez que pisei uma sala de cinema foi para ver O Estranho Caso de Benjamim Button, pelo que, gosto de coisas levezinhas. E isto antes de me quedar pelo FarOeste Lusitano, once more, daqui a uns dias.
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Sunday, September 11, 2011

9/11
September 11, 20110 Comments
Porque é impossível não esquecer o que aconteceu há 10 anos numa cidade que supostamente não nos dizia nada, porque é impossível nos alhearmos a algo que mudou para sempre a forma de vermos a Vida, a Política, a Guerra, que mudou o nosso quotidiano, que nos deixou desconfiados em relação ao que estava ao nosso lado, que nos deixou com medo de sair à rua ou irmos aos grandes centros das grandes cidades. Eu lembro-me da notícia durante os noticiários do almoço, sei que ainda não tinha recomeçado as aulas pós-férias, lembro-me de, durante a tarde, ter ido ver um filme em casa de uma amiga, com mais algumas pessoas... lembro-me do filme como se o tivesse visto ontem, mas também me recordo de, ao longo daquelas poucas horas, ter pensado em imensas coisas, em querer saber o que se passava lá fora. E também me lembro da revolta que senti quando ouvia os meus colegas a dizerem que aquilo não nos interessava, não tínhamos nada a ver com isso, que era algo entre os americanos e os terroristas... e que nós, jovens, éramos miúdos demais para nos preocuparmos com isso. Como era possível não querer saber ou ficar indiferente quando, ao longo dos meses seguintes, todos os dias as imagens novas nos entravam pela casa dentro? Como podíamos ficar indiferentes ao ver pessoas, humanos, gente como nós, a saltar para o vazio, em vez de esperarem pela morte em carne viva, envoltos em labaredas e sufocados pelo fumo preto que nunca iria acabar? Eu não sou de ficar indiferente, eu não consigo esquecer. É impossível...
E todas os conflitos políticos que daí surgiram, sou-lhes totalmente contra. Destruíram países em vez de os terem redimido, países que nunca mais irão conseguir voltar a ter paz. E o terrorismo, esse, não irá acabar tão depressa, basta pensar que o mesmo não depende só de facções religiosas ou morais, parte de apenas um indivíduo com ideias vincadas, retorcidas, tanto a favor como contra algo.
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