Comemoração do Dia da Terra 2018

Para quem não sabe, sou geóloga de formação e profissão. Contudo, trabalho na área (agora politicamente incorrecta e ingrata) da pesquisa de petróleo e gás, parecendo contudo que nunca usámos até hoje, derivados indirectos dos combustíveis fósseis, nem tão pouco necessitamos ainda deles no nosso dia a dia. Caros e caras, a nossa pegada na terra não se prende apenas e só no recurso a estes produtos que demoram milhões de anos a serem gerados, mas sim com os nossos comportamentos diários. Esses sim, poderão eventualmente fazer toda a diferença. Mas posto este desabafo de parte, até porque nunca entrei aqui em detalhes desta natureza, nem pretendo fazer qualquer manifesto político ou de opinião sobre o assunto - aprendi a estar literalmente calada -, deixo a minha contribuição para o #EarthDay2018 e #ImAGeoscientist. Enjoy!



Datadas de 2014, estas fotografias foram registadas junto à Pedreira de Ana Ferreira, no Porto Santo. Trata-se de uma estrutura geológica particular denominada disjunção prismática e resulta da forma como as rochas (na sua generalidade) basálticas arrefecem à medida que o magma ou lava vai solidificando. A forma das colunas, em hexágono, deve-se ao facto de ser esta uma das formas de polígono mais estáveis na natureza, e também aquela onde não ocorrem espaços que não possam ser ocupados. Na Natureza, nada se perde....

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