Wednesday, January 25, 2012

Sobre a taxa dos Direito de Autor...

... é para rir, certo? Então, todas as vezes que adquirimos uma pendrive ou disco rígido externo (ou computadores pessoais), cartões de para máquinas de fotografar, rolos, etc., iremos pagar um imposto sobre os "direitos de autor"? Desculpem, mas se o material for meu, a quem me devo dirigir para me pagarem os MEUS direitos de autora? Mais informo que, caso isto vá mesmo avante, passo a ter o direito de fazer os downloads que quiser. Justifico este ato porque, como já pago direitos de autor, o chamado download "ilegal" passará a ser "legalizado".

O que eu gostava mesmo muito de ver, quando tivesse oportunidade (financeira) para tal...

... porque o Governo lembrou-se que ir ao cinema é dinheiro mal gasto dos contribuintes e que devemos divertir-nos com outras coisas, como, por exemplo, 123, diga lá outra vez: fazer contas do orçamento familiar mensal!
Contudo e porque não posso ser sempre sarcástica, gostava de poder ver o filme Os Homens que Odeiam Mulheres. Não me perguntem porque razão. Até porque eu embora conhecesse a trilogia dos livros, nunca me apelou a adquirir qualquer exemplar e ler. Contudo, tenho de admitir que à medida que o tempo foi passando, especialmente desde o verão, quando começaram mesmo a encher de publicidade todos os locais sobre o filme, o interesse aumentou. Claro que outros valores mais elevados impuseram-se, mas agora, que estreou oficialmente em Portugal, e mediante o facto de estar a ler o livro (não, não o comprei, nem me o ofereceram - isto é dica para aquela coisa dos Direitos de Autor - a quem farei referência na publicação seguinte), tenho de admitir que a minha vontade aumentou exponencialmente! Uma história aparentemente banal (o título é redutor, não falamos diretamente da violência contra mulheres, embora ela seja uma presença direta no plot), que, à medida que vamos sendo introduzidos no universo de Stieg Larsson, nos prende de forma brutal. Escrita fluida (estou a ler a versão em língua inglesa), diálogos interessantes, descrições por vezes exaustivas, mas fundamentais para compreensão do cenário onde nos encontramos: Suécia, ao longo de largos meses. E quem pensava que os nórdicos eram realmente uma espécie de Elfos à la Tolkien, desengane-se. Todos escondem um fundo de maldade pura e básica, e quando encontram alguém diferente, nascido dentro daquele núcleo restrito de pessoas altas, loiras e olhos claros, remetem para um canto, colocam de lado, não dão importância. Quando esses seres "fora do baralho" começam a ter comportamentos "fora do padrão normal", eliminam-se de forma hábil e, não raramente, com contornos de óbvia monstruosidade e crueldade. Contudo, e embora a história do primeiro livro pudesse, às primeiras páginas (200, vá), levar o leitor a pensar que estaríamos a ler um policial sobre o desaparecimento de uma jovem durante os anos 60, acabamos por entender que o enredo começa a girar muito mais em torno das vidas (pessoais) das principais personagens: Bloomvkist, jornalista de investigação e Lisbeth, hacker de profissão e vocação, uma outsider ao mundo "normal", que vive sob a protecção do Estado, os quais foram contratados para "descobrir a verdade" sobre o tal desaparecimento (homicídio?) de Harriet. O que ninguém está à espera é de saber a verdade sobre Lisbeth, de ler (e posteriormente ver com mais ou menos detalhe) o que lhe acontece, o que tem de fazer enquanto continua presa a um tutor. A partir desse momento, a trilogia ganha outras forma e cor, e os livros deixam de ser uma história dentro de outras histórias para passarem a ser uma só, com contornos imprevisíveis. Em 2009/2010 foi feita, na Suécia natal, a versão nº1 e, segundo dizem, a mais original e aproximada ao livro, da trilogia Millenium em cinema. David Fincher quis agarrar a oportunidade do sucesso literário que entretanto chegou à América e, também indo até à Suécia, rodou a 2ª versão da mesma história. Uma então até agora muito desconhecida Rooney Mara ganhou o papel de Lis, que, segundo consta, tinha sido oferecido sem casting a Natalie Portman - recusou-o educadamente devido a ter terminado de filmar pouco tempo antes o filme Cisne Negro, cuja personagem que interpretava também era extremamente cansativa, física e emocionalmente. Para Mikael Bloomvkist, o felizardo é Daniel Craig (que assim larga por uns tempos o semi-rótulo de 007). Mara está nomeada para o Óscar de Melhor Atriz, embora acredite que só quando a trilogia for completada é que o filme venha a ser o vencedor desse possível ano. De resto, é gastar o tal dinheiro e ir ver. Por mim, quanto à restante sinopse, e já sabendo como são os livros (wikipédia), irei continuar a ler os livros. Nada compara a nossa imaginação ao que depois vemos e não sou perfeccionista ao ponto de querer um livro escarrapachado no cinema com o mesmo detalhe. Contento-me com o melhor que me tenham para oferecer, embora, isso, para outras pessoas, para os fans radicais, possa saber a muito pouco.

Wednesday, January 11, 2012

E a falta de informação é coisa que a mim assiste no sentido de querer bater em alguém!

Nunca gostei de extremismos ou de perseguições, fossem de que tipo fossem. Nunca gostei de rebaixamentos, nem de demonstrações de Poder e Inteligência perante os outros mais fracos. Nunca gostei desse tipo de coisa de "sou melhor que este, aquele, o outro e os demais". Ainda assim, mesmo quando se discutem assuntos que eu não perceba bem, tento, antes de tudo o mais, informar-me (até mesmo quando posso ter exemplos pessoais a dar). O caso atual da Maçonaria é um deles. Tenho lido imensos disparates de pessoas minhas conhecidas sobre o que é ser-se maçon, sobre a Irmandade em si. A minha primeira tentação é responder de tiro: mas vocês (tu!!!!) sabem o que é a Maçonaria em primeiro lugar? Sobre o que assentam as bases? Sobre quais os valores e objetivos? E, ainda tendo feito a pergunta com esperança de que alguém fosse, no mínimo, ler algo na Wikipédia, respondem em conformidade: um local onde se praticam trocas de favores, onde há corrupção. Pois, realmente em Portugal não me espanta nada que isso aconteça. Ambos os casos. Onde algo que tem como base princípios e ideais louváveis seja completamente distorcido pelos membros que dele fazem parte e, exactamente devido a essas pessoas, o conceito em si fique denegrido perante uma população que, segundo caso, gosta e insiste em se manter desinformada e "toca de seguir a carneirada", só porque sim.

Thursday, January 05, 2012

Coisas que me fazem ser apedrejada até à morte ou me fazem ir para a forca...

Quando o PM disse o que disse sobre a emigração (e eu concordei e continuo a concordar e, mesmo tendo argumentado pacientemente a minha opinião, ainda consegui ser insultada e enxovalhada);
Quando o outro do Pingo Doce muda a administração para a Holanda, de forma a não pagar o excesso abusivo de impostos que desde dia 1 de Janeiro caíram sobre todos nós, no sentido também de continuar a manter a relação preço/qualidade/salários e regalias dos funcionários (entenda-se: administradores, gestores, gerentes de loja, empregados de caixa, repositores de prateleiras, transportadores de mercadorias, senhoras das limpeza), equilibrada, e eu também concordo.
Quando o pessoal acha isto tudo muito mal, muito errado, muitas vezes até batendo no peito a dizer que "sou orgulhosamente português e daqui nunca sairei" e, logo a seguir, quando a boca lhes foge para a verdade, acabarem por admitir que isto cá está mal e têm de emigrar, porque terão melhores oportunidades lá fora, sem contar com a qualidade de vida, salários mais altos, cultura, e outros, afirmam que os produtos nacionais não são assim tão bons quanto isso e, vão até lá fora (diga-se Badajoz ou outra qualquer cidade espanhola de fronteira, encher o depósito, porque... imagine-se... lá os combustíveis não são tão caros).
Acho que de tudo o que me provoca ainda mais comichão é dizerem por aí, à boca larga que vão boicotar o Pingo Doce (deixando de fazer lá compras). Fazem bem. Assim, sempre que lá for, escuso de ficar HORAS nas filas das caixas de pagamento e escuso de andar a ser perseguida por senhorecas que não sabendo o que querem comprar andam a cheirar-me o rabo para ver o que eu adquiro.

Wednesday, January 04, 2012

Coisas que deveriam ser ponto assente

Quem inventou o jogo Solitário do Windows deveria ser fuzilado, ou no mínimo, processado por danos à integridade psicológica de uma pessoa. Há anos que não jogava aquilo (e quando escreve "há anos" contemos uns 10!) , e há dias ao voltar a jogar, por brincadeira, fiquei viciada. Repito, viciada. Quero lá bem saber já do Facebook. O computador está ligado para jogar ao Solitário. O pior é que, mesmo assim, mesmo sendo uma máquina contra uma humana, raramente consigo fazer um jogo sem ter de desistir antes do fim. Não só vicia como dá cabo da mona a uma pessoa. Basta escolhermos as cartas erradas e puff!