Wednesday, November 23, 2011

Sobre o vídeo da revista Sábado (parece que não há como fugir ao tema, portanto, deixo a minha opinião)

Disse a várias pessoas (exclamei - é esse o termo correcto) que nunca iria ver o tal vídeo da revista Sábado. Primeiro, tenho pavor a este tipo de inquéritos (acima de tudo porque dão-me ideia de serem manipulados - é impossível que TODOS os entrevistados tenham aquele nível de conhecimento geral), segundo, irrita-me depois a forma como os "mais velhos" olham para mim, enfiando-me no mesmo saco do que aqueles que deram a cara e os disparates ao manifesto. Contudo, hoje, após fazer ronda pelos blogs que costumo seguir, comecei a ler pontos em comum, nomeadamente na forma como o texto que acompanhava a reportagem estava redigido. Não em termos de Português empregue, mas sim em termos de ideologia. Parece que o senhor em questão, que com dificuldade irei designar por jornalista (ainda existem ex-professores meus que se recusam a ver-me como geóloga, logo, estamos no mesmo patamar de incredibilidade), sofre de perturbações mentais. Exibindo uma sobranceria e profundo desprezo à academia actual, coloca-se no seu alto pedestal para mostrar e provar, mais uma vez, que esta geração de jovens universitários é lixo, dinheiro deitado à rua.. enfim, somos todos umas Cátias (???) desta vida. Emendo-o e esclareço-o: Nós somos o que a sociedade nos oferece. Nós somos o que o País nos oferece. Ninguém, mas ninguém mesmo, tem a "obrigação moral" de ter papás universitários que lhes tivesse proporcionado um ensino ou uma formação cultural activa, interessante. Tal como muitos intelectuais não sabem com certeza o que é a Escala de Mohs ou desconhecem a Lei de Walter, eu também não sou obrigada a saber os títulos dos trabalhos de Simone de Bouvoir. Não podemos partir do princípio que miúdos nascidos em 1990's saibam detalhes da cultura POP dos anos 70 e 80... e mesmo eu, por exemplo, saber (tendo nascido em 1984) coisas que aconteceram nesse mesmo ano, apenas se deve a interesse e curiosidades pessoais. Cada um é como é e, mesmo não querendo (muito), não posso deixar de defender esses rapazes e raparigas que foram e são apelidados de burros, mas que no entanto, perceberão mais de análise matemática, geometria descritiva e/ ou anatomia humana do que a besta que os entrevistou.

Tuesday, November 15, 2011

Tanto medicamento no sistema...

... o pior é a Luz; eu que adoro Luz, que felizmente admito hoje estar um dia semi-normal, sem chuva, sem muito frio, luminoso até, só lá vou de óculos escuros. Se normalmente já tenho alguma sensibilidade ótica, hoje, com o devaneio da sinosite, é para esquecer. Como são óculos graduados (que eu sou mesmo pitosga e não vejo nada sem eles), chegada a Lx achei estranho os tons castanhos que pautavam o horizonte azulado. "Ahhhh.." pensei eu "... pois, estou de óculos escuros, é natural que assim veja estas coisas"... e o sono? Para além do do costume, e daquele que revelava nas entrelinhas uma crise renal em formação, é o sono pelas doses de medicamentos que ando a enfardar: zyrtec, paracetamol, maxilase, urispás (não tenho qualquer tipo de contrato com farmacêuticas, nem, tão pouco me fazem descontos nas farmácias). Quanto a febre... é possível que tenha alguma sim, baixinha ainda, e que espero honestamente que daí não passe. O pior é mesmo a febre, que aí não me aguento em pé. Estou mesmo mesmo a pensar tirar uns dias de férias (os que me restam) se melhorar, lá para fim do ano.. Não há coisa pior do que uma pessoa não se sentir bem.

Monday, November 14, 2011

Estratigrafia sequencial ou como dar um tiro no pé.

O tal curso que mencionei atrás foi sobre Estratigrafia sequencial, ou seja, o estudo da sequência na deposição de camadas/ estratos de sedimentos. Parece à partida uma coisa relativamente acessível: saber se foi primeiro, se foi depois, quando foi, se está mais à frente que o outro o vice-versa, associado ao tipo de ambientes deposicionais: um sistema fluvial (rios e planícies de inundação) tem uma sequência diferente do que um sistema deltaico (deltas de rio), que costuma ser dependente das marés, do fluxo que o rio tem, do declive da região, etc.. Não é simples. Era bom que fosse simples. E para quem trabalha no mundo dos petróleos, como eu, menos simples se torna. Quanto mais ao detalhe estudamos estes ciclos deposicionais, mais confusos ficamos. Ao princípio. Ajuda muito se tivermos exemplos de campo, ou seja, rochas onde possamos ver aquilo que estudamos da teoria: antigos canais de escorrência, estratos sedimentares (sequências) de transgressão (subida do nível do mar) ou regressão (descida do nível do mar), figuras sedimentares várias que nos permitam identificar até o tipo de ambiente (estruturas produzidas por organismos, estruturas rochosas que nos confiram o sentido das correntes), etc.. Foi o caso em Santa Cruz, mas como estava da forma que estava, aliado ao facto de não ter percebido a teoria (que por sorte e coincidência andava a ler há já umas semanas por motivos diferentes) só podia ter corrido mal. O mau feitio instalou-se, a desilusão e irritação por não estar a perceber aquilo também... foi o caos! E, pelo que pude perceber, não fui a única a não compreender nada (o que não me deixou mais feliz, muito pelo contrário)... Foi um autêntico tiro no pé ao ponto de ter desejado por várias vezes (e este motivo também foi factor FORTE!) de nunca lá ter estado. Foi daquelas saídas que não me satisfez nem em termos pessoais e muito menos em convívio. Se não me sentia bem, pouco importava o resto...

Que tenho andado ausente...

Pois tenho. Isto da saúde acaba por ser aborrecido porque por muito boa vontade que tenhamos e optimismo e acreditarmos que estamos já bem, acaba por ser um bocado balelas na prática. E isto porquê? Porque depois da dor no rim, é preciso, nos primeiros dias algum cuidado com os movimentos (é dor muscular e pode reaparecer), temos de beber imensa água (e por imensa entenda-se 5 litros por dia e tudo o que isso representa...), porque nos deitamos com medo de voltarmos a ter durante a noite (ao longo do dia a coisa é diferente porque estamos sempre mais entretidos com outra coisa), e ficamos cansados. Mas então eu, resolvi acreditar que estava MESMO bem e meti-me a fazer um mini-curso em Santa Cruz este fim de semana. Para além do curso em si, falarei dele noutro post a seguir, foi o facto de não estar a sentir-me ainda assim tão recuperada quanto isso, chegando ao ponto de voltar a tomar um med. para as dores, just in case. O resultado foi de tal forma mau que desejei regressar a Lx o mais rapidamente possível. Para além da pancada que me deu para ter ainda mais mau feitio do que estava a ter. E completando o ciclo, aquele vento Suão, aliado ao facto do quarto do hotel estar super húmido e frio, devem ter contribuído para os sintomas de um início de resfriado, que espero honestamente não se tornar em mais nada do que nisso mesmo. Odeio o Inverno, odeio estas mudanças de temperatura (adorei o vento Sul, o "calor estranho" que trouxe, a mega tempestade elétrica), chuva e vento frio. Eu estava tão feliz há coisas de um mês à beira de uma piscina (sim, é como a EXPO98, irei estar sempre a relembrar esse facto!), como é possível ter mudado tão depressa???

Friday, November 04, 2011

Das coisas que escuto nas novelas e que acho interessantes..

.. ou como dizer que: os brasileiros sabem muito bem trabalhar em televisão: "...se é verdade que a história não se recorda dos cobardes, também não se deve recordar dos homens enlouquecidos por amor.." - Em Araguaia (transmitida pela SIC).

Ajudando à festa...

Temos os gregos com a sua tragédia, e os portugueses (os de Lx e arredores) com os transportes. Em relação aos primeiros, não me falem em democracia e liberdade ou direito de escolha, para este suposto non-existent referendo, uma vez que se assim fosse, então, desde o primeiro empréstimo do FMI, os bacanos deveriam logo ter realizado um. Não é agora, quando já viram que não são capazes de suportar uma dívida enorme e um pagamento MUITO elevado, nem de aguentar com mais medidas de austeridade, que o iriam fazer. Agora, devido à Feiticeira Merkl e ao pequeno-duende Sarkozy (quem é mesmo o Durão Barroso no contexto da Europa??), é um "come e cala" e "não chora", porque teríamos graves problemas (mundiais)...
Sobre os segundos... epá, eu já não tenho palavras para tamanha estupidez que por aqui vai. Reduzir transportes, horário de Metros, suprimir nºs da Carris, suprimir carruagens de comboios? O que é isto? Um recolher obrigatório? Já não basta termos a história das facturas para nos controlarem os vícios (já) controlados que temos e agora ainda temos isto? Como é que eles querem mesmo reduzir o nº de automóveis na cidade se estão a dar cabo da rede de transportes? Ahh, porque as despesas das empresas são muito elevadas e a maioria está na falência. Se assim é, deve-se sobretudo à falta de capacidade de gestão financeira de quem está à frente das mesmas. Salários chorudos e pouca acção do que deve realmente ser feito: ou seja, ampliar as redes, dar cobertura a mais zonas, adquirir mais serviços de segurança. Se assim fosse, até nem me espantava com os aumentos dos passes sociais e bilhetes; de outra forma, não reconheço qualquer vantagem em aumentar para mais 25% o preço dos transportes públicos, se não irá servir para nada a não ser, tapar buracos que estas empresas têm. Pergunto-me, quem mora nos arredores de Lx (Amadora, Odivelas), se irá safar a partir das 21.30 para casa? Vai de táxi? Ou a ideia é reduzir mesmo o nº dos ainda empregados do país? E já tendo lido "todos temos de fazer sacrifícios", só me apetece lhes dizer que serão eles então a darem-me boleia até casa. Ou melhor, dá-me ganas mesmo de afirmar sem qualquer dúvida que quem o diz, é "gente" com automóvel e que o leva todos os dias para o trabalho. Já disse lá em casa: irei pedir boleia ao meu vizinho de Massamá... Já que ele acha tão bem a implementação destas novas medidas, começa a dar-me boleia até casa. Possa! Fica-lhe a caminho!

Coisas que não desejo aos meus inimigos, nem a alguém mesmo!

Dores de rim. Há já muito que não tinha tal, mas é certo que nunca se esquece a dor em si, identifica-se sempre da mesma maneira e, pior que tudo, o tratamento passa sempre em ir parar a um hospital para nos injectarem um analgésico FORTE! Sem dúvida que sou geóloga... e pedreira.