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Showing posts from November, 2011

Sobre o vídeo da revista Sábado (parece que não há como fugir ao tema, portanto, deixo a minha opinião)

Disse a várias pessoas (exclamei - é esse o termo correcto) que nunca iria ver o tal vídeo da revista Sábado. Primeiro, tenho pavor a este tipo de inquéritos (acima de tudo porque dão-me ideia de serem manipulados - é impossível que TODOS os entrevistados tenham aquele nível de conhecimento geral), segundo, irrita-me depois a forma como os "mais velhos" olham para mim, enfiando-me no mesmo saco do que aqueles que deram a cara e os disparates ao manifesto. Contudo, hoje, após fazer ronda pelos blogs que costumo seguir, comecei a ler pontos em comum, nomeadamente na forma como o texto que acompanhava a reportagem estava redigido. Não em termos de Português empregue, mas sim em termos de ideologia. Parece que o senhor em questão, que com dificuldade irei designar por jornalista (ainda existem ex-professores meus que se recusam a ver-me como geóloga, logo, estamos no mesmo patamar de incredibilidade), sofre de perturbações mentais. Exibindo uma sobranceria e profundo desprezo à …

Tanto medicamento no sistema...

... o pior é a Luz; eu que adoro Luz, que felizmente admito hoje estar um dia semi-normal, sem chuva, sem muito frio, luminoso até, só lá vou de óculos escuros. Se normalmente já tenho alguma sensibilidade ótica, hoje, com o devaneio da sinosite, é para esquecer. Como são óculos graduados (que eu sou mesmo pitosga e não vejo nada sem eles), chegada a Lx achei estranho os tons castanhos que pautavam o horizonte azulado. "Ahhhh.." pensei eu "... pois, estou de óculos escuros, é natural que assim veja estas coisas"... e o sono? Para além do do costume, e daquele que revelava nas entrelinhas uma crise renal em formação, é o sono pelas doses de medicamentos que ando a enfardar: zyrtec, paracetamol, maxilase, urispás (não tenho qualquer tipo de contrato com farmacêuticas, nem, tão pouco me fazem descontos nas farmácias). Quanto a febre... é possível que tenha alguma sim, baixinha ainda, e que espero honestamente que daí não passe. O pior é mesmo a febre, que aí não me ag…

Estratigrafia sequencial ou como dar um tiro no pé.

O tal curso que mencionei atrás foi sobre Estratigrafia sequencial, ou seja, o estudo da sequência na deposição de camadas/ estratos de sedimentos. Parece à partida uma coisa relativamente acessível: saber se foi primeiro, se foi depois, quando foi, se está mais à frente que o outro o vice-versa, associado ao tipo de ambientes deposicionais: um sistema fluvial (rios e planícies de inundação) tem uma sequência diferente do que um sistema deltaico (deltas de rio), que costuma ser dependente das marés, do fluxo que o rio tem, do declive da região, etc.. Não é simples. Era bom que fosse simples. E para quem trabalha no mundo dos petróleos, como eu, menos simples se torna. Quanto mais ao detalhe estudamos estes ciclos deposicionais, mais confusos ficamos. Ao princípio. Ajuda muito se tivermos exemplos de campo, ou seja, rochas onde possamos ver aquilo que estudamos da teoria: antigos canais de escorrência, estratos sedimentares (sequências) de transgressão (subida do nível do mar) ou regre…

Que tenho andado ausente...

Pois tenho. Isto da saúde acaba por ser aborrecido porque por muito boa vontade que tenhamos e optimismo e acreditarmos que estamos já bem, acaba por ser um bocado balelas na prática. E isto porquê? Porque depois da dor no rim, é preciso, nos primeiros dias algum cuidado com os movimentos (é dor muscular e pode reaparecer), temos de beber imensa água (e por imensa entenda-se 5 litros por dia e tudo o que isso representa...), porque nos deitamos com medo de voltarmos a ter durante a noite (ao longo do dia a coisa é diferente porque estamos sempre mais entretidos com outra coisa), e ficamos cansados. Mas então eu, resolvi acreditar que estava MESMO bem e meti-me a fazer um mini-curso em Santa Cruz este fim de semana. Para além do curso em si, falarei dele noutro post a seguir, foi o facto de não estar a sentir-me ainda assim tão recuperada quanto isso, chegando ao ponto de voltar a tomar um med. para as dores, just in case. O resultado foi de tal forma mau que desejei regressar a Lx o m…

Das coisas que escuto nas novelas e que acho interessantes..

.. ou como dizer que: os brasileiros sabem muito bem trabalhar em televisão: "...se é verdade que a história não se recorda dos cobardes, também não se deve recordar dos homens enlouquecidos por amor.." - Em Araguaia (transmitida pela SIC).

Ajudando à festa...

Temos os gregos com a sua tragédia, e os portugueses (os de Lx e arredores) com os transportes. Em relação aos primeiros, não me falem em democracia e liberdade ou direito de escolha, para este suposto non-existent referendo, uma vez que se assim fosse, então, desde o primeiro empréstimo do FMI, os bacanos deveriam logo ter realizado um. Não é agora, quando já viram que não são capazes de suportar uma dívida enorme e um pagamento MUITO elevado, nem de aguentar com mais medidas de austeridade, que o iriam fazer. Agora, devido à Feiticeira Merkl e ao pequeno-duende Sarkozy (quem é mesmo o Durão Barroso no contexto da Europa??), é um "come e cala" e "não chora", porque teríamos graves problemas (mundiais)... Sobre os segundos... epá, eu já não tenho palavras para tamanha estupidez que por aqui vai. Reduzir transportes, horário de Metros, suprimir nºs da Carris, suprimir carruagens de comboios? O que é isto? Um recolher obrigatório? Já não basta termos a história das fa…

Coisas que não desejo aos meus inimigos, nem a alguém mesmo!

Dores de rim. Há já muito que não tinha tal, mas é certo que nunca se esquece a dor em si, identifica-se sempre da mesma maneira e, pior que tudo, o tratamento passa sempre em ir parar a um hospital para nos injectarem um analgésico FORTE! Sem dúvida que sou geóloga... e pedreira.