Friday, October 28, 2011

Ceremonials

Não faço qualquer cerimónia em afirmar que o novo e muito aguardado álbum de Florence and the Machine é qualquer coisa de divinal. Bebendo do melhor que a música tradicional norte-americana tem, blues, gospel, jazz, R&B, cada canção apresenta-se com cores voluptuosas, maduras, quentes. Florence cresceu e a sua sonoridade também. Arranjos (ainda) mais trabalhados, guitarras, baixo, metais, cordas em fartura, tudo para que cada canção seja realmente única. Não há sons repetidos, não há encadeamento. O álbum é uma mescla, cada tema tem de ser (deve ser) bem escutado, desestruturado, dissecado até ao mais ínfimo detalhe de som, de capacidade vocal, até se descobrir de onde vem aquele tinlintar lá no fundo de todo o restante barulho. Música e mais música! Esperava-se por isto? Não... Esperava-se o BOM... isto é o limiar do INCRÍVEL! Pode ser mais difícil sim... mas Florence não é mais a menina que era, a sonhadora, a apaixonada. É agora uma mulher, viu outros mundos e outras criaturas, tropeçou, caiu e voltou a erguer-se. Este novo álbum é então, por si só, VIDA.
Dizem as más línguas que a Catarina Furtado ganha 20 mil euros por mês, enquanto que eu ando a partir pedra com Gamma-Rays, Estratigrafia Sequencial e interpretação sísmica, em doses repartidas, claro, para ganhar por mês o que ela ganha por dia. Está certo!

Thursday, October 27, 2011

tenho saudades tuas....
Repito: TENHO SAUDADES TUAS! De te VER, de FALAR PESSOALMENTE contigo, de ESTAR contigo.

Wednesday, October 26, 2011

Palavras do dia... enquanto não aplico o Acordo Ortográfico ao blog

Sim, porque, por motivos pessoais e profissionais, terei de o fazer mais dia menos dia...
Catrapiscar e escarrapachado. Palavras que raramente uso na linguagem quotidiana ou em termos de escrita. Mas que hoje estou a gostar particularmente de me ter (re)lembrado das mesmas.

Contudo... e ainda assim.,..

... eu não sou nem couve, nem alface, nem tomate, nem pepino!! (Em resposta a quem evoca a chuva por ser boa aos alimentos vegetais).
Faz todo o sentido para o dia de hoje... o preço é que não é convidativo (85 euros), mas temos de perceber que isto é um investimento, de preferência a LONGO prazo, e de marca portuguesa. Para além deste modelo há muitos outros, lindos e menos folclóricos. Vale a pena espreitar...

Monday, October 24, 2011

Palavras que DEVERIAM ser MINHAS! Mas não são...

"Ó tu, a quem me dirijo muitas vezes em silêncio, para poder estar contigo,
Enquanto caminho a teu lado ou me sento perto, ou fico na mesma sala que tu,
Não imaginas o fogo eléctrico e subtil que brinca dentro de mim por tua causa."
Walt Whitman

A forma como vemos a mortalidade e indiferença humanas

Kadhafi foi morto... o déspota, assassino, tirano, ditador líbio foi morto pelos rebeldes que dizem lutar pela libertação do seu país. As imagens da sua morte, do seu próprio assassinato correram todas e quaisquer estações de televisão mundiais, às horas de almoço, lanche, jantar, sem qualquer tipo de decência, de moralidade. "Olhem, foi morto! Aqui estão as provas em imagens que podem ser "chocantes" para algumas pessoas." Sim, para "algumas pessoas", porque honestamente não creio de forma alguma que, dia após dia, de imagens idênticas, sanguinárias, haja quem ainda sinta o mínimo de revolta ou de enjoo ao ver seja o que for na televisão. Talvez por isso séries como Dexter tenham tantos apoiantes, porque a sensibilidade pela vida humana é, de certa forma, nos dias que correm, perecível. Por outro lado, temos o país mais insensível à face terrestre, a China, pois claro! Eu sei que se o SIS andar atrás de mim, há já muito que não posso pisar território da República Popular da China, uma vez que eu e os chineses, definitivamente não nos damos. Acho que, para além das imagens do outro a ser morto ao murro e ao pontapé por facções políticas que não me convencem de todo serem a melhor solução para a Democracia de um país do próximo oriente (que como todos os outros não irá chegar a lado algum), deveriam também passar, até à exaustão o atropelamento duplo da menina chinesa perante o olhar passivo dos transeuntes. Isso também seria de louvar! Para tudo na vida tem de haver Justiça. Para a Morte tem de haver o mínimo de dignidade, independentemente da pessoa que seja. Não me parece que nos dias que correm haja qualquer uma dessas palavras. A vida humana não passa de um número, de uma estatística em censos. Mais um, menos um no meio de 9 biliões (somos demasiados para um planeta em sofrimento) é apenas papelada "burocracia" como se diz algures no filme A Lista de Schindler. Somos apenas e só carneiros para o matadouro, sejamos Kadhafis ou meninas chinesas anónimas. A Humanidade perdeu a sua humanidade. E isso, a mim, que sempre me preocupei com os outros, é grave e assusta-me.
E pronto... agora que vem aí o Inverno (prometem descida acentuada de temperatura ao longo da semana com ocorrência de neve já em alguns pontos mais elevados) não quero ler ou ouvir nem um pio por causa da chuva, ou do vento ciclónico ou seja lá do que for sobre o mau tempo. Estava tudo tão ansioso portanto agora "come e cala", "pia baixinho", etc. e tal!

Wednesday, October 19, 2011

Pronto, fiquem lá com o brinde crianças. O Outono parece que finalmente chegou. Felizes ó petizes??

Monday, October 17, 2011

Se 95% da carneirada - peço desculpa, população-, que conheces te diz, afirma, declara, exclama, impera, que ele é uma autêntica besta e que só se dá com as pessoas (neste caso contigo) por mero interesse profissional (para além de ser arrogante, cínico, sacana), porque raio é que continuas dentro do grupo dos restantes 2% (porque 3% N/S, N/R), que ainda lutam contra a maré? Assim de repente és um bocado masoquista ou, simplesmente, és muito religiosa e tens fé que contigo não seja assim? Para teu bem, pessoal e profissional o melhor é desde já começares a pensar que se calhar tu é que estás errada e que os outros têm razão. (Depois não digas que ninguém te avisou! SNAP OUT OF IT, antes que seja tarde pá!).
Nada pior após duas horas de reunião que começam antes da hora de almoço, do que a seguir ir atacar o Campo Pequeno e o h3! C'um caraças, com isto tenho de ficar a peixe durante uma semana.

Sunday, October 16, 2011

Para J.

Tentei de tudo, mas não me aceitaste sequer um telefonema, uma mensagem, um mail. Assim sendo, desisto. De vez. Não haverá nem mais lágrimas, nem mais saudosismos, nem tão pouco, pesos de consciência. Tu tomaste a tua decisão e eu tomei a minha. Lamento apenas não poder partilhar contigo tudo o que já alcancei na minha vida e que tu sempre disseste que eu nunca iria conseguir. Paciência. Se não fosse aquela noite também acho que não estaria aqui hoje e vê lá tu. Tudo que poderia ter sido lançado contra mim sob a forma de karma negativo, em aceitei, continuarei a aceitar, mas de braços abertos em sinal de crescimento espiritual, enquanto indivíduo, enquanto ser-humano, enquanto Mulher. São tudo ensinamentos, sabendo eu que Deus ou o Universo nunca me colocam nos ombros pesos maiores do que aqueles que sou capaz de suportar. E imagina, não sou rancorosa. Agora tu és... tu que sempre disseste que vivias em harmonia com os que te rodeiam, estás errado. E obviamente que não aprendeste nada durante esta caminhada. Tenho pena apenas isso. Restam as memórias de uma altura em que éramos realmente muito amigos, melhores amigos. Essas, isso tudo, ninguém me poderá arrancar. Deixo-te finalmente ir de dentro do meu coração, onde há já muito te mantinhas como Escuridão absoluta. O mesmo local já foi preenchido com Luz, sob a forma de outra pessoa. Mas agradeço-te teres entrado na minha vida. Nem sabes tu como, no pior dos nossos momentos, a tua existência foi importante. Bem-hajas... C.
Por breves segundos, tive os teus braços em mim.... (não foi nenhum devaneio nem mera ilusão). E agora percebo o que quiseste dizer há uns meses. Na altura não compreendi, mas na altura fiquei em choque. E, mesmo que não seja nada que supostamente me devesse alegrar, ganho certezas do que sou e do que significo. E isso é Tudo... Obrigada!
Já te disse para te ires embora da minha cabeça, até que começo se calhar a perceber que nunca lá viveste na realidade e tudo foi invenção minha. Oh, afinal não é invenção! Está bem...
Que todos estejam "ansiosos" de que o Outono chegue em força, com frio e chuva, porque estão cheios de saudades. Eu, por mim, ficava assim, no limbo do calor, do vento vindo de Sul, do abafo quente fora de época (ah e está a dar cabo da agricultura.. - mas QUAL agricultura? Aquela que de Inverno é porque é Inverno e há prejuízos e aquela que de Verão é porque é Verão e há prejuízos?), poderia perfeitamente bem viver com esta tropicalidade toda, com uma ou outra chuvinha molha-tolos, dentro das temperaturas de 30ºC. Sem problemas mesmo. Daí que, depois do Verão (dentro dos meses em que supostamente deveria ser ter dado a sentir) de merda que tivémos (que eu tive), eu não me importe nada com o "fora de tempo", o "já chateia". E para quem a seguir às pseudo-férias oficiais, teve saída de campo e viagem a Marrocos (da qual a única mágoa que trago foi a de não levar bikini - imaginem o porquê), onde o calor, o bom tempo, imperou, esta vaga nova de quentura e achas para a fogueira, só me fazem bem. Até porque ando a demorar séculos para que o meu sistema aqueça em condições. Porque o ar condicionado do escritório está a dar-me cabo de vez de toda a minha rinite e sinosite e alergias e porque preciso, à hora de almoço e durante o tempo em que retorno a casa de sentir alguma coisa que me conforte. Antes sim de chegar o frio (aquele frio que ocorreu no ano passado, onde quase nevou em Lx, só porque as temperaturas estavam tão baixas que fazia impressão, só porque sim, embora não fosse um frio tão frio como nos outros países europeus) e de eu andar armada com os meus mega casacos e mega pompons nas orelhas e mega gorro e galochas, calcorreando Av. República até à Av. Roma só pelo prazer masoquista, decerto, em comer as castanhas assadas às portas da estação de comboios. Portanto, antes disso chegar, como uma bomba, de estalo, porque geralmente quando a temperatura cai, é a pique, só mesmo antes disso ocorrer, deixem-me saborear mais uns gelados na Veneziana, andar de sandálias pelas ruas da cidade. Curtir o som de Jazz às sextas no Chiado à tarde.

Saturday, October 15, 2011

Das manifes e dos protestos..

Não percebo qual a indignação (principalmente a da comunicação social) sobre os motins que se geraram durante as manifestações do dia de hoje, 15 Outubro, na Itália. Honestamente não sei porque motivo acham que estes protestos devem continuar a ser pacíficos, uma espécie de passeatas para mais novos e mais velhos em belas tardes de Verão tardio. Acima de tudo, também, em Portugal. Alguém atirou um ovo à escadaria da Assembleia da República e logo de seguida leva com a carga policial. Um ovo... um OVO! Pá... por algum motivo não participei na caminhada "de Paz" de hoje. É que quem me conhece, quem me tem acompanhado nos últimos meses e mais ainda nos últimos dois dias, sabe que se eu tivesse ido não seriam ovos para uma escadaria. Seriam pedras a carros, polícias, gente que eu visse que estava a gozar. Lamento... não estamos em situação política para ficarmos quietos e caladas e parados. Temos de demonstrar o nosso descontentamento de forma mais violenta, é uma necessidade, é algo a que temos direito quando nos estão a matar aos poucos, quando épocas de má governação nos levaram a vergar perante uma França e uma Alemanha que não têm qualquer moral para falarem muito alto, para darem ordens seja a quem for. É um direito quando alguém condena 10 milhões de portugueses a uma vida de caos e incerteza. E isto, estas medidas, por muito más que sejam, por muito duras, eram obrigatórias, eram precisas... porque alguém antes deixou o país na miséria e agora, anda a passear por Paris, afirmando estar a estudar Filosofia... Uma vergonha... uma vergonha. E ainda querem o Povo manso! NUNCA! Cada vez será PIOR!

Friday, October 14, 2011

Monday, October 03, 2011

PS

Estou com uma soneira daquelas, ainda que tenha dormido bastante e bem durante boas horas a noite passada. Em resumo, amanha vingo-me dormindo até mais tarde em casa e, tentando fazer o mesmo durante a viagem de avião.

Workaholic!

Podia dar-lhe outro nome, mas não. Não existe qualquer tipo de disfarce para este meu vício que já me começa a afectar a qualidade de vida (de mau para um bocadinho melhor). E ainda assim, encontro tempo para lá encaixar alguns momentos para mim. Não para os outros, que infelizmente dei em egoísta e, segundo consta, em não ter paciência para estar com os amigos e família, mas espero que isso seja compreensivo a quem me conheça minimamente bem. Não sou lá grande pessoa de afectos, mas sim de amizades sólidas mesmo que se passem alguns dias de silêncios e falta de comunicação e notícias, logo, não sou pessoa de voltar a correr do trabalho para casa ao ponto de querer estar com o pessoal de casa (aka Mãe), logo, no último dia de saídas de campo extremamente preenchidos e enriquecedores, não consigo compactuar com os colegas que estão em pulgas para descerem do transporte e rumarem às suas mansões. Pois, eu não sou assim e, estando a trabalhar naquilo que me parece ser o mais próximo que tenho de "perfeito" e "ideal" (porque obviamente não é, existem algumas falhas, nem tudo está sempre a 100% porque seria uma miragem, uma mentira, irreal), é natural que ao estar embrenhada nisto que decidi ser a minha profissão, raramente tenha oportunidade (quando estou realmente com muito trabalho e responsabilidades acrescidas) de fazer o que fazia, ou seja, conversar com o povo, ter paciência para desabafar ou ouvir os desabafos, pedir conselhos ou aconselhar. Peço desculpa, mas realmente, desde há duas semanas, as coisas estão um bocadinho mais turbulentas e, mesmo sabendo que não devo satisfações a ninguém, era só mesmo para avisar a razão. E que se atirarem à cara de que não tenho tempo para elas, mas tenho tempo para ir arranjar as unhas ou comer um gelado, sim, é verdade... tenho tempo, paciência e vontade para os meus minutos a sós comigo mesma. Informo também que daqui a coisa de semana e meia volto a uma forma de estar mais decente. Depois falamos...