November 28, 2014
BY Cláudia Paiva Silva 0
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Friday, November 28, 2014
Monday, November 24, 2014
November 24, 2014
BY Cláudia Paiva Silva 0
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Thursday, November 06, 2014
November 06, 2014
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Monday, November 03, 2014
November 03, 2014
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Pairava no ar enquanto as primeiras nuvens apareceram do Atlântico. Um vento abafado, que em vale fazia chiar, e na cumeada acalorava os corpos que subiram a colina. Para as ver e para a sentir. A electricidade da tempestade que se adivinha (ainda longe). A sensação de Outono que se vai, ainda que lentamente, instalando. A colina do Castelo que vai saboreando os tons rosa do céu, como se preparando-se para receber as novas chuvas, as novas maresias, e deitando por chão as teimosas folhas que tardavam em cair.
E aqui está ela. Devagarinho, primeiro com o uivar do vento, depois com as primeiras gotas. E finalmente com a junção dos dois elementos numa dança infernal, colidindo contra os prédios, carros, pessoas. Finalmente chegou...
November 03, 2014
BY Cláudia Paiva Silva 0
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... é o tempo. Dizem-me. É uma nova paixão. Pedem.
Contudo, a cada dia que eu digo que te vou esquecer, é mais um dia em que fico encantada por ti. Em que sinto a tua falta, ou que tenho saudades, ou que tenho alguma coisa para partilhar. Um engano a mim mesma. A arte de (não) te esquecer consiste na arte de fingir que realmente te esqueci.
Thursday, October 23, 2014
October 23, 2014
BY Cláudia Paiva Silva 1
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Nascida a meio dos anos 80 e criada na (para mim mítica) década de 90, o fenómeno da telenovela brasileira é intrínseco ao meu crescimento. Ninguém naquela altura ficava indiferente às novelas da Globo e da Record que entravam, primeiramente pela RTP e depois pela SIC, nas nossas casas, anos luz de canais no YouTube nos permitirem rever ou antever episódios vários e de várias proveniências. Assim sendo eu era assídua, quando miúda, a algumas das mais conhecidas telenovelas de sotaque tropical (desde Sassaricando, Roque Santeiro, Brega&Chique - aí era mesmo muito pequena!, Tieta, Pedra sobre Pedra, passando depois para o fenómeno das Helenas do Manoel Carlos (Viver a Vida, História de Amor, Felicidade, etc.)). Desenganem-se porém aqueles que pensam que as novelas portuguesas eram postas de parte. Claro que ainda não tinha nascido quando Vila Faia fez sucesso, mas vi com entusiasmo fanático Roseira Brava (genial mão de Tozé Martinho).
O que mudou ao longo dos anos, além da falta de paciência e de tempo no meu caso, foi também a falta de criatividade no caso dos autores. Houve uma altura em que a televisão nacional deixou simplesmente de comprar à Globo noevlas, e a TVI exerceu a sua pressão ao gerar (aos pontapés, como cogumelos ou coelhos) centenas de episódios para contar histórias que muitas vezes se podiam ficar apenas pelos 80 (e já estou a ser boazinha). Claro que houve excepções, com grandes actores e outros que ainda se estão a fazer futuramente grandes, mas a fórmula é sempre a mesma, acabando por cansar quem vê, e, segundo consta, quem interpreta.
Voltemos porém à questão da novela brasileira. Depois do que me pareceu um hiato na criação de boas histórias, aconteceu algo que até há 15 anos atrás parecia impossível - o vilão, afinal, não ser tão mau assim.
Primeiro surgiu com Carminha (através de uma brilhante Adriana Esteves), (Avenida Brasil, 2012) e agora com a personagem (uma vez mais incrivelmente interpretada por Mateus Solano) de Félix em (Por Amor, 2013). O papel de vilão, quase sempre macabro, capaz das maiores atrocidades, e cada vez mais maléfico num mundo cada vez mais global, tem-se regenerado através da justificação plausível para a causa do ódio que o alimenta.
Se antes a figura seria geralmente o homem rico que queria proteger a família (herança) das mãos de pseudo-caçadores/as de fortunas, ou a mulher que se via abandonada e ultrapassava os limites de loucura para reconquistar o seu "grande amor", nem que para isso fosse preciso ameaçar de morte crianças (Viviane Pasmanter em Felicidade e em História de Amor, onde parece repetir a mesma fórmula de bruxa tresloucada), hoje, tudo se deve a uma infância pobre em amor (tenha o fundo social que tiver). Tanto Carminha, que se sabe ter também nascido e crescido numa lixeira, e forçada mais tarde à prostituição pelo suposto pai, vê em Nina (a enteada) uma barreira à sua felicidade (monetária), quando esta a tenta desmascarar. Ao longo da novela as duas personagens vão desenvolvendo e demonstrando as suas reais intenções, mas mais importante, o seu fundo. Nem Nina era assim tão boazinha, nem Carminha era assim tão má.
No que toca a Félix, e como se diz algures na novela, pode-se compreender o porquê, mas o mesmo não justifica a razão das suas acções. Filho de família rica, desde cedo deixou transparecer a sua homossexualidade altamente reprovada por um pai instransigente, e de mau fundo. Nunca aceitando a condição do filho, sempre o maltratou e nunca lhe teve amor, considerando que a morte acidental de outro herdeiro, deveria ter sido a de Félix. Com o surgimento de uma irmã adoptiva, Felix alucina de vez, tendo e vendo com a certeza que ela será a filha desejada, querida, bem amada e favorita de um pai que nunca o quis em primeiro lugar. Daí à cadeia de eventos bárbaros, foi um pequeno passo.
Contudo, uma vez mais, e à medida que a história vai avançando, percebe-se que esta personagem não é totalmente o que parece, e uma das principais razões para a sua mudança, além de uma brutal humilhação, é a convivência com Márcia (que tinha sido sua ama na infância), e todo o amor que ela lhe dá, sem pedir nada em troca. Com isto, Felix vai revelando a sua verdadeira natureza, um ser altamente complexo, mas descomplexado, que sofre com falta de carinho e insegurança nos relacionamentos interpessoais, sejam eles íntimos ou sociais.
Tanto uma personagem como a outra, Carminha e Félix, têm como base a mesma questão, independentemente do seu contexto social. O que aqui se coloca em questão é como a falta de sentimentos tão simples como a transmissão e reconhecimento do que é o Amor (incondicional e de pais para filhos), pode alterar para sempre o comportamento de um ser humano. Pode-se se calhar dizer que estas pessoas serão certamente, além de anti-sociais, sociopatas, traduzindo-se tal patologia em comportamentos que não fazem parte dos aceitáveis pela sociedade, que se transforma, estranhamente, em mais dura e impiedosa - não olhar a meios para atingir fins.
Será este o mal futuro da Humanidade? O que nos torna Humanos senão a capacidade de Amar, de nos dar-nos aos outros? Se até os chamados irracionais sentem afectos, será que nos dias que correm, numa época de grande velocidade, estamos a respeitar os nossos mais básicos sentimentos e sensações? Será que dizemos vezes suficientes o quanto gostamos às nossas pessoas e mais ainda, será que o demonstramos? As gerações futuras serão o reflexo do que lhes dão ou lhes tiram em casa, em família. Um conjunto de factores que irão moldar a personalidade de cada indivíduo, independentemente do tipo cromossomático com que nasceu.
A novela voltou a inspirar-se na vida real. E é isso que me preocupa. Já não se procuram histórias de amor perfeitas ou vilões irreais. Os problemas actuais são outros, bem mais complicados de resolver.
Friday, October 17, 2014
October 17, 2014
BY Cláudia Paiva Silva 0
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Outra vez??
Mediante os acontecimentos dos últimos dias, em que nem sei bem o que pensar, apenas me confronto com o sentimento de não gostar não saber dos amigos muito muito próximos por períodos de tempo superiores a 9 horas (é um bom limite, com excepção de horas de descanso, as quais podem atingir as 12 horas). A partir destes valores não é apenas ou só preocupação - até porque más notícias são logo as primeiras que nos chegam, infelizmente. É apenas porque acho, ACHO, que não custa muito deixar o recado que durante uns dias vamos estar "ausentes". Fica sempre bem e não dói nada.
Contudo também, e conhecendo-me já nesse sentido, sei que quando essas pessoas voltarem ao "activo" o meu azedume irá passar mais rapidamente do que veio. Mas até lá... gera-se uma onda de irritação. Raios ta parta pá!
Tuesday, September 30, 2014
September 30, 2014
BY Cláudia Paiva Silva 0
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Tuesday, August 12, 2014
August 12, 2014
BY Cláudia Paiva Silva 0
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Rápidas que só eu para ter dado conta da sua passagem. Férias de Verão. Nem pouco mais ou menos tão inesperadas como as de há um ano. Geralmente tenta-se sempre mais, mas desta vez o tiro saiu passou ao lado. O local fantástico. Bom tempo, sol, calor, muitas caminhadas, fotos, comidinha, mas o resto foi mais complicado de transpôr, mesmo com muito boa vontade das pessoas. Quando a mente não pára um segundo, resta o corpo para ser consumido em estrago rapidamente. Acordando cedo para a cabeça não pregar partidas, para aproveitar todas (ou mais) horas do dia. Soube-me a pouco, é certo. Mas isso calha a toda a gente. A forma como são vividas é que marca a diferença. E eu tentei, apesar de tudo o resto, de todas as complicações e problemas que por vezes vêm ter connosco porque tem mesmo de assim ser, aproveitar o melhor que soube. Se calhar não fui tanto a tempo como gostaria, mas assim já sei com o que posso contar no futuro.
Alegrem-se as almas. Estas foram as "férias de Verão", dos balanços e das preces e desejos para o "novo ano". Dos melhores Amigos.
Em Setembro diz que há mais uns dias, e assim vai até Janeiro. Aos pedacinhos para restabelecer baterias.
Thursday, July 24, 2014
July 24, 2014
BY Cláudia Paiva Silva
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1. Qual a minha opinião sobre a Rússia vs. Ucrânia vs. Avião?
Resposta: Não tenho opinião. A culpa é da companhia aérea que não deveria ter voado por onde voou.
2. Qual a minha opinião sobre Israel vs. Palestina?
Resposta: Não tenho opinião. Os meus antepassados eram celtas e não judeus ou árabes. I don't care.
3. Qual a minha opinião sobre a entrada da Guiné Equatorial na CPLP?
Resposta: Não tenho opinião. Nos comboios da Linha de Sintra também escuto dialectos que não compreendo e somos todos "portugueses".
Wednesday, July 23, 2014
July 23, 2014
BY Cláudia Paiva Silva 0
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E agora?
Agora, espera-se.