Cláudia Paiva Silva

Thursday, March 12, 2009

Este sábado (dia 14 Março) no DESEO BAR!
March 12, 20090 Comments
Olá amiguinhos/as! Esta semana (sábado, dia 14) o DESEO BAR (ao lado do Estado Líquido, em Santos) vai celebrar uma noite totalmente dedicada ao Rock. Para todos os que não passam sem grandes guitarradas e outras coisas que tais, façam o favor de APARECER E DIVERTIREM-SE À GRANDE! A entrada é de borla, ok?
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Wednesday, March 11, 2009

Tuesday, March 10, 2009

Until the end of the world- U2
March 10, 20090 Comments
Haven't seen you FOR quite a while
I was down the HOLE just passing time
Last time we met was a low-lit room
We were as close together as a bride and groom
We ate the food, we drank the wine
Everybody having a good time
Except you
You were talking about the end of the world
I took the money
I spiked your drink
You miss too much these days if you stop to think
You lead me on with those innocent eyes
You know I love the element of surprise
In the garden I was playing the tart
I kissed your lips and broke your heart
You
You were acting like it was the end of the world
Love...love...love...love...love...love...Love...love...love...love...love...love...Love...love...love...love...
In my dream I was drowning my sorrows
But my sorrows, they learned to swim
Surrounding me, going down on me
Spilling over the brim
Waves of regret, waves of joy
I reached out for the one I tried to destroy
You, you said you'd wait till the end of the world.
U2- Achtung Baby
Damn, this song is good!
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Monday, March 09, 2009

Isto é parte do meu signo semanal.. tem a sua piada, não tem?
March 09, 20090 Comments
"O seu relacionamento não é o que sonhou? Pois… o problema é esse mesmo… sonhou, idealizou! Vemos demasiados filmes românticos e, muitas vezes, ficamos com o nosso julgamento toldado e comprometido sem conseguir distinguir entre a ficção e a realidade. Um relacionamento de sonho não aparece do nada, precisa de ser construído e, naturalmente, leva o seu tempo e dá trabalho sim! Um olhar não basta para firmar um relacionamento; há que conversar, partilhar, conviver e conhecer…Portanto, o conselho desta semana é: Não vire as costas ao primeiro embate, seja na sua vida pessoal, ou profissional. Invista, comprometa-se e tente até à última hipótese. Uma oportunidade nunca passará disso mesmo se não for trabalhada!"
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Sunday, March 08, 2009

March 08, 20091 Comments
No line on the horizon
I know a girl who's like the sea
I watch her changing every day for me
Oh yeah
Oh oh oh oh oh oh oh
One day she's still, the next she swells
You can hear the universe in her sea shells
Oh Yeah
Oh oh oh oh oh oh oh
No, no line on the horizon, no line
I know a girl with a hole in her heart
She said infinity is great place to start
Oh oh oh oh oh oh oh
She said "Time is irrelevant, it's not linear"
Then she put her tongue in my ear
Oh oh oh oh oh oh oh
No, no line on the horizon
No, no line
No, no line on the horizon
No, no line
The songs in your head are now on my mind
You put me on pause
I'm trying to rewind and replay
Every night I have the same dream
I'm hatching some plot, scheming some scheme
Oh yeah
Oh oh oh oh oh oh oh
I'm a traffic cop, rue du Marais
The sirens are wailing but it's me that wants to get away
Oh oh oh oh oh oh oh
No, no line on the horizon
No, no line
No, no line on the horizon
No, no line
U2
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Friday, March 06, 2009

March 06, 20090 Comments
Life in technicolor ii (em memória de Afonso Tiago, 1981-2009)
There's a wild wind blowing
Down the corner of my street
Every night there the headlights are glowing
There's a cold war coming
On the radio I heard
Baby it's a violent world
Oh love don't let me go
Won't you take me where the streetlights glow
I could hear it coming
I could hear the sirens sound
Now my feet won't touch the ground
Time came a-creepin 'Oh and time's a loaded gun
Every road is a ray of light
It goes o-o-on
Time only can lead you on
Still it's such a beautiful night
Oh love don't let me go
Won't you take me where the streetlights glow
I could hear it coming
Like a serenade of sound
Now my feet won't touch the ground
Gravity release me
And dont ever hold me down
Now my feet won't touch the ground.
Coldplay
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Festa Dia da Mulher no DESEO
March 06, 20090 Comments
Amiguinhos/as, depois do enorme sucesso que foram as festas de abertura do DESEO, novo conceito de bar e discoteca, venho informá-los da Festa Dia da Mulher, sábado, dia 7 de Março. Por duas bebidas, as meninas têm direito a uma prendinha da Pedra Dura. APAREÇAM! DESEO EM SANTOS (junto ao Estado Líquido).
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March 06, 20090 Comments
The Scientist
Come up to meet you, tell you Im sorry
You dont know how lovely you are
I had to find you, tell you I need you
Tell you I set you apart
Tell me your secrets, and ask me your questions
Oh lets go back to the start
Running in circles, coming up tails
Heads on a silence apart
Nobody said it was easy
Oh its such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said that it would be this hard
Oh take me back to the start
I was just guessing at numbers and figures
Pulling your puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
Tell me you love me, come back and haunt me
Oh and I rush to the start
Running in circles, chasing our tails
Coming back as we are
Nobody said it was easy
Oh its such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
Im going back to the start
Coldplay
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Wednesday, March 04, 2009

K Galeria até 28 de Março
March 04, 20090 Comments
Mar Fêmea a espera é uma hipotermia. é um lugar da noite. é um calendário de marés, são contas nos dedos, um murmúrio, uma vigília que aguarda o alimento e a sua boca. a espera é uma terra inundada, sem fronteira. é um vento que nos toca e leva uma parte da nossa erosão.por vezes as ondas não regressam à costa. a maré cheia torna-se insuportavelmente gorda, sem fundo, devorando a fome e a coragem de quem parte e de quem cá fica esvaído como um parto de um nado-morto. nelson d´aires Nota: Mar Fêmea é um trabalho a ser apresentado em duas partes - uma na inauguração e outra no encerramento. a inauguração apresenta fotografias de uma espera e é contada através de símbolos que são metáforas. Durante esse tempo, vai ser criada e produzida na íntegra a matéria de conclusão cujas fotografias substituirão as anteriores. quem espera emergirá no final. Mar fêmea, exposição de fotografias de nelson d’aires. valter hugo mãe Quem vive de encontro ao mar conhece dois sentimentos mais fortes, o desejo de partir e o martírio de esperar. É porque alguém parte que outros aprendem a espera, e esta fica sobretudo do lado das mulheres, esses humanos mais parecidos às flores e capazes de fincarem os pés na areia como sondas emocionadas que perscrutam incansavelmente as águas. As mulheres conferem ao mar o seu atributo feminino, põem-se diante dele, e quantas vezes dentro dele (que na minha terra foi uma mulher quem se atirou à tempestade para salvar um náufrago que se via morrer a uns metros depois das ondas loucas), e elas organizam cada pormenor da vida a partir dali: entre os barcos e o peixe, a educação e a esperança difícil de envelhecerem todos juntos, seguros, como se cada um tivesse a certeza de que mais dia que passa é uma sorte. As fotografias de Nelson d’Aires percebem muito bem esta condição à tangente do trágico. Percebem muito bem o monstruoso tamanho do mar que, sempre deitando-se tão ao pé de nós, nos parece chamar. Há uma espiritualidade profunda que justifica a coragem com que as gentes entram na boca desse monstro para o conquistar tão efemeramente. Há uma festa fugaz e um folclore que vai perdurando, desde logo nos ritos religiosos, na convicção de que algo invisível existe para tomar conta de todos, mas que nunca afasta esse perigo de sempre e sempre temido. Porque esperar também é esperar pelo que não vem, até que o coração se convença de que chega a hora de voltar a casa e suportar a dor. As fotografias de Nelson d’Aires mostram o momento mais feminino do mar, esse ponto de espera em que ciclicamente o quotidiano de muitos se torna. Todos os dias a água devolverá quem foi, ou o atrasará para um medo crescente, ou não o devolverá de todo, para o desespero de quem fica vivo. É esse momento de sorte ou azar que se prepara nas imagens deste fotógrafo. Prepara-se a festa ou o funeral, e mostra-se a expectativa, um certo abandono ao que o acaso quiser decidir. Esta será uma sina antiga, e antigas parecem as suas imagens, com o granulado acentuado do preto e branco e com a essencialidade da narrativa que contêm. São imagens que crescem por intensificação, mais do que pela profusão de elementos ou referências. Estamos no domínio de uma forte subjectividade, no qual o olhar do fotógrafo se impõe decisivamente, propondo uma leitura através dos seus maneirismos como se nos obrigasse a atender àquilo em que realmente acredita, como só assim se pode fazer arte. Perante estas fotografias havemos de entender claramente a preferência pelo espiritual do mar, que leva ao efeito cabal da homenagem às gentes do mar, cheias de especificidades e dotadas de uma vida outra, de difícil expressão mas tão expressiva. O trabalho deste fotógrafo tem sido invariavelmente marcado pelo registo da espontaneidade das pessoas comuns quando vistas pelo seu lado invulgar ou excepcional. Nelson d’Aires tem feito colecção daquela mistura estranha da fantasia com a realidade – e a realidade é toda ela dotada de fantasia –, porque as mais das vezes fascina-se com captar a transfiguração assimilada pela sociedade, seja de modo voluntário ou não. Quero dizer com isto que o seu trabalho é reconhecido grandemente pelo fascínio pela transfiguração que advém de duas condições distintas; a voluntária, observada nas tradições, por exemplo, como as que acontecem em romarias ou festejos populares, invariavelmente marcadas por crenças religiosas, onde encontramos os populares recriando personagens que remontam à mitologia de todos; e a involuntária, observada quando uma força maior obriga a um reposicionamento perante todas as coisas, como a contingência de um fogo ou a fatalidade de uma profissão ligada aos humores do mar. Emtodas estas situações a vida está no limiar da mudança, como que comprometida com o incerto, reajustando-se, reafirmando-se sempre como perecível, vulnerável e mesmo ao dispor. Mar Fêmea é o trabalho da espiritualidade que acontece quando a arte verdadeiramente se compadece com os homens, ao invés de os manobrar para valores relativos e meramente estéticos. Mar Fêmea é a afirmação de uma atitude humilde de admiração e aprendizagem com quem sabe algo sobre o duro ofício de sobreviver. Parece-me que essa é a procura essencial de tudo quanto Nelson d’Aires fotografa, o esforço da sobrevivência, gerado numa natureza com muito de insondável, visível num quotidiano de inesperados e orações. Resulta, como podem ver, em algo excepcional.
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