Cláudia Paiva Silva

Friday, August 08, 2008

Eu bem disse que alguma coisa de extraordinário deveria acontecer hoje...
August 08, 20080 Comments
e não estava a mentir...
"Mercúrio, Vénus, Marte e Saturno são os quatro planetas que ficam exactamente antes e depois da Terra, nos sistema solar. E esta noite quase formam um alinhamento perfeito no céu. Não é um alinhamento perfeito, uma vez que 'aparecem' estão a alturas ligeiramente diferentes, mas quase. O fenómeno acontece entre as 20h30 e as 21h30 e pode ser visto a poente, quase na linha do horizonte. A olho nu, são apenas pontos de lúz no céu, mas para os observadores preparados é possibilidade de ver quatro planetas na mesma linha horizontal, quando na verdade estão a milhares de quilómetros da Terra e a distâncias completamente diferentes uns dos outros."
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Hoje é dia 8 de Agosto (mês 8) de 2008
August 08, 20080 Comments
Espero que não aconteça mais nada de horroroso, embora à vezes pense que estamos perto dos "dias do fim"....Em contrapartida, a vida são dois dias, o Carnaval e a Festa do Avante, três, logo os comunas têm mais sorte que os restantes mortais, e pelos vistos, os brasileiros também. Enfim...
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Wednesday, August 06, 2008

Texto de Miguel Esteves Cardoso- Elogio ao Amor
August 06, 20081 Comments
'Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito.Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em 'diálogo'. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam 'praticamente' apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do 'tá tudo bem, tudo bem', tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso 'dá lá um jeitinho sentimental'. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A 'vidinha' é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.'
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Tuesday, July 15, 2008

É já hoje
July 15, 20080 Comments
que me vou durante 10 dias. Dia 28 de Julho recomeça-se a labuta, e Agosto promete ser um mês muito interessante. Beijos a todos e a todas!
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Saturday, July 05, 2008

Ressacando
July 05, 2008 2 Comments
Eu não bebo, mas sofro ressaca pelos que o fazem. Eu não fumo, mas tenho problemas de respiração pelos outros. Eu gosto dos Classificados () mas vejo James Blunt à pala deles. E nunca pensei que o conseguisse fazer. Ainda pensei que ontem à noite a Praça de Touros do Campo Pequeno não enchesse, até porque, a 1ª parte, que coube à banda portuense mencionada acima, estava bastante morta, com excepção de algum pessoal que, tendo ganho à pala de um passatempo bilhetes para ir ver aquilo tudo, estava a gritar e a cantar em plenos pulmões as canções que se passeiam pelas rádios nacionais e não só. Depois pensei que deveria ficar por ali (frente do palco) para apoiar psicologicamente o rapaz com voz esganiçada, uma vez que aquilo não havia maneira de ficar composto. Esqueço-me sempre que o publico portugues não gosta de bandas nacionais, e, como tal, estava mesmo à espera que as luzes se apagassem para entrarem em cena, juntamente com James e su pandilla. Ora, já que estava mesmo ali em frente, que me deixasse ficar. Conheci afinal gente porreira do Norte e porreira do Sul, e, tendo confirmado que James Blunt deve, de quando em vez, ser atormentado por algum diabo (bastava ver a cara de sofrimento do homem ao cantar, ou então os olhares lascivos e assutadores que nos lançava), também fiquei com a impressão, ainda não muito bem definida que ele, dá um show do caraças. Presumo que o pessoal que tivesse ficado sentado fosse maior de 40 anos, pois à minha frente estava uma senhora com os seus 50 e respectivo marido que saltava a páginas tantas (isto para provar que a idade não tem nada a ver. Eu tive ontem à tarde um exame na faculdade durante 3 horas, ainda vim a casa e voltei a Lx, acabando por ficar partida para o resto do fim de semana. E tenho 24 anos. E não saltei, e não pulei e, sinceramente, também não cantei, porque do sr. Blunt não conheço praticamente nada!), mas aquilo que me impressionou, foi que essas pessoas estavam saltadas e continuaram sentadas, mesmo quando o James pedia, mas pedia mesmo!, para que se levantassem. Bom, valeram-lhe os coros, porque se há coisa que nós gostemos de fazer é cantar com os artistas. E diga-se de passagem, ouvi melhor o pessoal à minha volta do que qualquer palavra vinda do palco, o que é mau, porque supostamente a acústica deveria ser boa. Ainda deu para gozar um bocado, mas fiquei assustada quando dei por mim a gostar de algumas canções e, quando dei por mim a retribuir o olhar lascivo ao sr. Blunt. O que vale é que o meu coração bate por e em outras terras, não vá alguem pensar que fiquei pelo beicinho. Nada disso! Mas até gostei de ouvir o 1973. (Gostei de ouvir quase todas, mas esta é a unica que me lembro do nome, sem contar com aquela do You're Beautiful...). Valeu a pena, porque, foi giro, o pessoal era porreiro, nem se esperava outra coisa, porque a 1ª parte foi muito boa, e James Blunt foi um espectáculo!
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Friday, June 13, 2008

120 anos depois...
June 13, 20080 Comments
"Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes mas
não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos
de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor
da própria história. É atravessar
desertos fora de si, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da
sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma
crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir
um castelo…”

Fernando Pessoa (aka o Genio)

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Thursday, June 12, 2008

O início de tudo....

Saturday, June 07, 2008

Atracção
Choose Love
June 07, 20080 Comments
I choose to hide
But I look for you all the time
I choose to run
But I'm begging for you to come
I wanna break
But I know that you can take
I stay a while
To be sure that you're by my side
Oh, oh
Don't look at me, just look inside
'Cause I can go through
Tell me, are you goin' tired
Of what I don't do
I wanna see, I wanna fight
'Cause I don't feel scared
Honey, if you care
I choose to find
Things that you left behind
I choose to stare
But I can take you anywhere
I wanna stay
But my soul leaves you anyway
Can close the door
And love, could you give me more
Don't look at me, just look inside
'Cause I can go through
Tell me, are you goin' tired
Of what I don't do
I wanna see, I wanna fight
'Cause I don't feel scared
Honey, if you care
Choose love, choose love, love
Choose love, choose love, oh
Don't wanna hear, I wanna fight
'Cause this time I won't be wrong
And I can waste this precious time
Asking where do I belong
So let me know your love is real
'Cause this time you won't control
Tell me please, what do you feel
Do I have to save your soul
(Rita Redshoes)
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Saturday, May 31, 2008

O fenómeno Madonna.
May 31, 20080 Comments
Dona de uma voz insuportável, mas detentora de um sem numero record de canções que tanto servem para as rádios, como para videoclips um quanto ou tanto merdosos, Madonna é a senhora rainha da Pop que lucra como o caraças na altura das suas digressões mundiais. Há coisa de 2, 3 anos (?) veio cá e os bilhetes rapidamente se esgotaram: era no Pav. Atlantico, espaço fechado onde apenas meia duzia de gatos pingados cabiam (11000 pessoas). Agora vem cá para 14 de Setembro, e o evento será na Cidade do Rock- Parque da Bela Vista, onde ontem se iniciou a 3ª Edição do festival Rock in Rio-Lisboa. Os bilhetes foram postos à venda hoje, (60 euros, ainda por cima!!!) mas acredito piamente que agora, às 14.29 da tarde, já não haja nem um para contar uma breve memória do que foi a sua vida desde a altura da sua impressão, até à altura de ir para o bolso, envelope, carteira de quem, tão prontamente, o adoptou. Eu queria ir ver a loura cinquentona que pula e dança que se farta (mas não canta, esganiça a voz) durante os concertos, queria ir para um cénário natural onde pudesse estar à vontade para pular e dançar também, mas já sei que não posso. Ela é, realmente um fenómeno, de popularidade, de histórias e de vendas!
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