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Showing posts from 2018

Nem sempre há final feliz

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Há dias, nas minhas visitas às paginas de outros, li o costume. Que ser-se influencer vai muito mais além do que publicitar as marcas, as roupas, os perfumes, as coisas completamente inúteis, que na verdade, usamos todos os dias, porque fazem parte dos nossos rituais privados, mas que no fundo, não nos trazem nada de mais, de novo ou de melhor. Não nos torna melhores pessoas. O querer e o ter, indicam, por vezes de forma enganadora, que aquela pessoa tem Poder, poder financeiro, poder para aquisição, poder para fazer mais, ou ter mais. E isso leva a invejas,  e as invejas a actos e palavras más. Sentimentos maus e negativos. Por isso, quando se quer ser influenciador ou influenciadora, tem de se saber exactamente o que se quer partilhar, ter objetivos concretos em mente, bons ideais de e para a vida. Geralmente para a própria vida. Se esses depois puderem influenciar os outros, melhor. Como no filme "Bohemian Rhapsody": "good deeds, good words, good thoughts". O qu…

Urban Jungles

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Considering the huge number of tourists up and down Lisbon, one may wonder if the city will not lose its typical light, the fascination among the small streets of Alfama, Mouraria, Bairro Alto, now filled with foreigners more than with locals. Can a person manage to "get lost" on purpose in the small alleys, backyards and "patios" when everyone is heading for the same tour guide scenarios?



It is however in that precise moment when we discover that there's more to see than the obvious and that the "tuk tuk" self-made man and woman do not know it all yet (and we must thank the gods for that).

There are still some quite exquisite places that even though can be meet & greet by everyone, not everybody (including the city natives) are familiarized with, and those are what cab be named as "urban jungles". Maybe it's too farfecthed but the city was not only created to support big buildings, vahicles, public transports. There are also beautiful…

Quando Bordalo já não é o Pinheiro original..

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Pegar em lixo e fazer com ele obras de arte não é para todos. Claro que não falo em lixo biodegradável, mas sim naquele que se não for realmente tratado, apenas irá encher o nosso já tão doente planeta de mais mazelas físicas e visíveis. BordaloII tem essa capacidade, muito mais do que a Joana (não desfazendo) tem de pegar em tachos e fazer sapatos Cinderal tamanho Triple XL, ou em tampões e criar candelabros (volto a dizer que gosto muito de alguns trabalhos dela).  Mas o que ele faz transcende um bocado a fasquia. Porque mesmo com obras lindísismas, acusa-nos, a todos, de sermos os responsáveis por todo aquele desperdício. Poderia fazer outra coisa qualquer, mas obriga-nos a pensar que, realmente, a quantidade de lixo é tão imensa que até obras de arte gigante conseguimos de lá retirar. 



Uma das suas frases emblemáticas (que cito a partir do site oficial) é sem dúvida a mais verdadeira e felizarda das expressões: "o lixo de um homem é o tesouro de outro". E sim, nascido, tal…

Um Estado chamado.... Palestina

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Não vou entrar em grandes lenga-lengas sobre o tema. É melindroso. E além disso, a maioria de nós sabe que os países se constroem ou destroem em função de outros se destruírem ou construírem. Mais recente se calhar que Israel, temos toda uma Guerra dos Balcãs que dividiu países, famílias, e matou muito mais e muito além do que deveria. E não deveria sequer ter morrido ninguém. A diferença é que ao final de 20 anos, e embora ainda possa haver ódio étnico, os países resultantes são e estão definidos, não havendo nem atropelos, nem colonatos, nem muros da vergonha, nem armas automáticas contra pedras. E é isso que me revolta. Porque Israel nasceu de uma "oferta" política feita há 70 anos, não foi um território conquistado, mas sim ofertado e que, desde então, tem estado a aumentar indevidamente, com apropriação de solo que, por alguma razão que eu não compreendo, os israelitas acham que lhes pertence. E porque, perante o óbvio, não temos uma comunidade internacional que se impo…

Ghosting e Orbiting ou como eu realmente passo pelas coisas sem lhes conhecer os nomes...

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Este artigo que junto em link é bastante interessante sobre os dois maravilhosos conceitos que infelizmente tive de aprender nos últimos 3 anos. "Ghosting" que eu desconhecia, porque, sabem, sou uma rapariga da velha guarda que acha que "acabar com alguém" implica pelo menos uma conversa básica, e não, como de facto agora parece ser sempre o caso, desaparecer sem deixar grandes rastos (fora as pegadas digitais), deixando simplesmente de responder a mensagens, a telefonemas, ao longo primeiro de dias, depois, semanas, e por fim, meses. Ok, isso seria óbvio a quem, como no meu caso, fica na dúvida do que afinal pudesse ter acontecido. Contudo, a parte perturbadora do segundo conceito que SÓ HOJE aprendi, embora o tivesse vivido na altura do "ghosting", é o "orbiting". Basicamente, a personagem desaparece, mas não totalmente, porque não corta o contacto de forma definitiva e radical, uma vez que não só não se digna a explicar a razão do afastamento…
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Mais um fim de semana daqueles que voam. Poderia explicar como foi correndo, de mau a melhor, mas simplesmente não creio que fosse valer de alguma coisa. Relatar detalhes do quotidiano não fazem bem parte do meu esquema de escrita, a não ser em diário pessoal, redigido à mão, como dita a regra. Hoje estive mais na onda de dormir até tarde (já que ontem tive mesmo de despertar cedo), mas gostei muito mais de ter passado a tarde, até há relativamente pouco tempo, a ler artigos científicos, coisa que já não fazia há algum tempo. Contudo, não deixa de ser altamente perturbador, verificar que já é tarde, que já são horas de fazer jantar, de preparar as tralhas para mais uma semana de trabalho, que, felizmente, no meu caso, será muito mais libertadora e interessante do que já o é habitualmente. Semana de congresso internacional de Geologia do Petróleo, trazendo cientistas e apresentações de trabalhos para nos (me) fazerem pensar.  Ainda assim, tenho tido tempo para pensar nos artigos sobre as…

Comemoração do Dia da Terra 2018

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Para quem não sabe, sou geóloga de formação e profissão. Contudo, trabalho na área (agora politicamente incorrecta e ingrata) da pesquisa de petróleo e gás, parecendo contudo que nunca usámos até hoje, derivados indirectos dos combustíveis fósseis, nem tão pouco necessitamos ainda deles no nosso dia a dia. Caros e caras, a nossa pegada na terra não se prende apenas e só no recurso a estes produtos que demoram milhões de anos a serem gerados, mas sim com os nossos comportamentos diários. Esses sim, poderão eventualmente fazer toda a diferença. Mas posto este desabafo de parte, até porque nunca entrei aqui em detalhes desta natureza, nem pretendo fazer qualquer manifesto político ou de opinião sobre o assunto - aprendi a estar literalmente calada -, deixo a minha contribuição para o #EarthDay2018 e #ImAGeoscientist. Enjoy!


Datadas de 2014, estas fotografias foram registadas junto à Pedreira de Ana Ferreira, no Porto Santo. Trata-se de uma estrutura geológica particular denominada disjunç…
Será realmente importante começar a haver mais debates públicos sobre o tema de recolha de dados dos utilizadores da Internet e das redes sociais em Portugal. O Nónio será mais uma ferramenta que irá possibilitar a uma serie de empresas obterem informação CONSENTIDA, já que será necessário fazer login para aceder aos conteúdos dessas páginas, na sua maioria orgãos de comunicação social (logo por acaso e logo por azar). O objetivo? Segundo o director comercial do Público, Mário Jorge Maia: "O Nónio é uma plataforma de recolha, tratamento e qualificação das audiências”, descreve Luís Nazaré, referindo que esses dados ficarão registados num acervo disponível a todos os membros da PMP (Plataforma de Media Privados, grupo COFINA), o que lhes permitirá “qualificar a informação e valorizar as audiências”, nomeadamente através da segmentação de perfis. Assim, o inventário publicitário passa a ser mais valioso." Portanto, basicamente, a ideia é sermos bombardeados apenas e só com pub…
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À medida que pensava escrever estas palavras, descia a Avenida a caminho do Rossio e parei para tirar fotos aos locais de sempre. Vendo a praça cheia de imigrantes, e o Largo de São Domingos com as suas africanas de vestes coloridas e africanos certamente muçulmanos, custa-me pensar que na idade média, a intolerância religiosa imperasse sobre o mesmo local. Quando olhos para as centenas de turistas que todos os dias aterram ou desembarcam em Lisboa, nos grupos "follow me", interrogo-me se saberão eles qual a nossa História e qual a História da cidade. Contarão os guias que na semana santa de 1506, entres os dias 19 e 24 de Abril, milhares de pessoas foram perseguidas, torturadas e mortas em fogueiras a céu aberto? E depois pergunto-me a mim mesma: quantos portugueses também saberão deste evento? Possivelmente poucos e possivelmente desses poucos, quase nenhuns pensarão igualmente nisso. A vida é tão mais, não é? Contudo, num período em que se volta a observar e a sentir o pr…

Mentiras sempre as houve. Agora existem apenas mais.

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Do Prólogo do livro EVERYBODY LIES de Seth Stephens-Davidowitz: "Big Data from internet searches and other online responses are not a cerebroscope, but Seth Stephens-Davidowitz shows that they offer an unprecendented peek into people's psyches. At the privacy of their keyboards, people confess the strangest things, sometimes (as in dating sites or searches for professional advice) because they have real-life consequences, at other times precisely because they don't have consequences: people can unburden themselves of some wish or fear without a real person reaction in dismay or worse. Either way, the people are not just pressing a button or turning a knob, but keying in any of trillions os sequences of characters to spell out their thoughts in all their explosive, combinatorial vastness. Better still, they ley down these digital traces in a form that is easy to aggregate and analyse. They come from all walks in life. Theu can take part in unobtrusive expermients which vary…

Capas bonitas de revistas portuguesas

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A última da GQ Portugal é simplesmente linda. A edição com a Joana Ribeiro, cujo tema principal pende com a questão de gestão dos recursos hídricos, apresenta duas capas, para coleccionador. A não perder.

Esses bichos que são as redes sociais e dados pessoais

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Sobre o caso do Facebook e sobre as questões colocadas pelo senado norte-americano ao fundador da rede social mais utilizada no mundo, deixo aqui as minhas pequenas considerações, que não são mais do que uma opinião pessoal, feita por alguém que não percebe nada de informática, mas crê perceber como funciona o mundo da internet, para que servem os anúncios e a publicidade, e compreende que ao aceitar instalar aplicações e ao fazer logins e registos em algumas páginas, está realmente a conceder a visualização dos seus (meus) dados a inúmeras empresas que funcionam com recolha estatística.  Primeiro que tudo... com este escândalo veio logo a clara noção de que as pessoas, na sua maioria, portanto, utilizadores regulares da Internet e das redes sociais, não sabem de todo como estas operam e funcionam. Não coloco em questão a eloquência com que as questões são colocadas, nem tão pouco farei juízos de valor sobre a capacidade de cada um dos senadores no que concerne à validade ou sentido cr…

Influencer ou being Influenced?

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É cada vez mais impensável hoje não vermos um mundo feito por e com base em redes sociais. A velocidade vertiginosa com que nos é bombardeada informação é cada vez mais rápida, e, sendo que nem sempre temos tempo para ler ao certo o que nos aparece pela frente, torna-se igualmente mais difícil fazer a filtragem necessária em separar o que é realmente útil do que é completamente irrelevante. Mais ainda, não nos bastava termos a vida exposta, sem querer ao início, agora porque quase se torna "obrigatório" mostrar o que vestimos, comemos, fazemos, lemos, e ainda termos de aprender os novos conceitos de blogger, youtuber, instagrammer, influencer Quanto ao primeiro, há já mais duma década que existe. Uns duma forma mais ou menos publicitada, outros mais restritos ao espaço doméstico de familiares e amigos que liam alguns textos redigidos à laia de artigos de opinião, diários de vida, entre outros. Já os três últimos são claramente resultantes do efeito bola de neve que as redes…

Sobre o "Melhor do Mundo"

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(Créditos Bang Bang Agency)

As vantagens de (às vezes) ser-se invisível.

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Para mim, o dia de 8 de Março é uma faca de dois gumes, um presente envenenado, envolto numa cobertura deliciosa de apreço e respeito pela Mulher, mas que quando se trinca, sabe logo a fel, tal é a hipocrisia com que é feito.  O problema do 8 de Março não é ser o Dia Internacional da Mulher. O problema é que ao ser um dia para falar de um género, acaba-se por cometer muitos excessos de preferência, de críticas, de análises sociológico-políticas sobre o estatuto, sobre os direitos, sobre aquilo que uma Mulher é ou deixa de ser, só porque outros e outras assim o decidem. O dia deveria servir para recordar aquelas, bravas, que fizeram frente às comunidades onde estavam inseridas e, dentro das quais morreram ou foram mortas. O dia deveria servir para comemorar essa bravura, essa Vida, que permitiu que outras, agora, tenham a hipótese de ter uma Voz. O problema é a forma como essa Voz é colocada e a mensagem que é transmitida.  É imperioso perceber que em quase 20 anos de existência de intern…

O Tempo e o Vento

Sim, estou a usurpar o título da saga de Érico Veríssimo para este texto. Mas não irei registar nenhum romance com este nome.  Simplesmente faço a exultação do Tempo, que parece escorrer cada vez mais célere nas nossas vidas modernas, e das palavras que são proferidas e levadas em ondas sonoras por vibrações que não vemos, mas que podemos sentir.  Hoje é uma daquelas datas mágicas. Escrevem-se milhares de reportagens sobre o assunto mais do que falado. Agora com a nuance de acrescentar que o namoro e o amor não seja, per si e afinal, a melhor coisa do Mundo - basta vermos os relatórios públicos sobre violência entre casais para fazer nisso acreditar, ou então perceber que o organismo humano pode, realmente, sofrer perturbações graves com exposto à dor da perda de alguém que se ama/amou/amava.  Mas se calhar, hoje em dia, mais do que nunca, dever-se-ia escrever sobre o Amor/Tempo. Talvez há uns anos fosse mais simples manter o Amor, ou pelo menos, não seria tão fácil dispersar por outros …

Claudia e a Super Nanny

Até me custa a acreditar que só vou escrever sobre este assunto passada uma semana. Noutras alturas seria na hora, de cabeça quente. Mas, esperei, respirei fundo, li tudo o que foi dito e escrito. Ao longo de uma semana! Pois bem, aqui vai: eu acho que o programa deve continuar. Simplesmente tapando a cara das crianças em causa, referidas em cada episódio. Pensei muito sobre tudo o que foi mencionado, sobre as críticas, sobre as ameaças. E de uma forma simples e directa digo que o programa apenas mostra a cada vez mais real vida entre pais e filhos. Pais que não são negligentes, que não compram os filhos com presentes todos os dias só para terem paz e sossego, mas sim pais trabalhadores, de classe média ou média baixa, que têm de lidar com crianças hiperactivas (fruto da constante necessidade que a  sociedade tem em criar actividades extra curriculares de forma a desenvolver o intelecto e o físico das crianças), que se tornam mal educadas, que sofrem influências externas, dos colegas…