Monday, October 16, 2017

Incêndios e palavras incendiárias.

Após os discursos desta noite não restam dúvidas: António Costa e a Administração Interna estiveram muito mal, uma vez mais. Antes tinha sido por falta de organização, experiência nestas situações, uma série de (desculpas) factores que podem ter contribuído para uma imensa catástrofe humana e natural. Desta vez não. Não podemos aceitar que as palavras hoje proferidas sejam exactamente as mesmas que há 4 meses atrás - numa nova desculpabilização. Em Junho foi o calor e um raio (que afinal foi um cabo de alta tensão), e falhas na comunicação que acontecem mesmo quando não ocorrem incêndios. Ontem foram as temperaturas anómalas para a época, terras secas, e falta de chuva. Ou seja, as medidas de prevenção que deveriam ter sido implementadas, e que não o foram, não interessam - porque o relatório de há 4 meses curiosamente só ante ontem é que tinha sido apresentado -, pelo que, só agora é que, a sério, temos de olhar de outra forma para (o que resta) a floresta nacional. Contudo, para não estar a repetir o que escrevi na última publicação, o que me irrita ainda mais é a politização que se dá a isto tudo. Como se o governo X ou Y fossem culpados por alguma coisa. Todos são culpados. Não é por eu achar a MAI uma inútil que não está a fazer lá nada que seja de direita ou do PSD ou do CDS ou contra o PS. Não haja dúvidas que muitas palavras irão ser ditas e muitas atitudes tomadas - resta saber se os portugueses serão realmente inteligentes para saberem separar o trigo do resto, e perceber que o Mário Centeno não é o António Costa. E que o dinheiro a mais não é tudo na vida, quando a Vida nos é roubada pelo fogo. 

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