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Showing posts from January, 2016

Para não acharem que estou a exagerar e que o meu discurso também denota algum desdém rácico...

http://joaoferreiradias.blogs.sapo.pt/colonia-dimensoes-de-um-problema-de-77807

OS ACONTECIMENTOS de Colónia, Hamburgo e Zurique tiveram o condão de transpor à realidade problemas até então meramente potenciais. Os problemas resultantes de integrações falhadas e exclusões sociais nos imigrantes de primeira e segunda geração, são temas de fôlego das ciências sociais. Os traços comuns entre mexicanos nos Estados-Unidos, turcos na Alemanha e norte-africanos em França foram tratados por Richard Alba, a título de exemplo. Os processos de assimilação e definições identitárias são jogados nos espaços de socialização. É, pois, sempre leviano supor que a mera entrada num país confere automaticamente as condições para a integração total dos sujeitos. Os choques culturais tendem a guetizar os migrantes que se vão fechando nas suas próprias comunidades, reproduzindo os seus padrões autóctones, transitando mal entre clusters culturais. Os atentados na Europa e a adesão de jovens imigrantes de segun…

Qualquer coisa de bastante diferente agora.

Este já tem título.  E é um assunto sério. Afinal o que é que aconteceu em Colónia na noite véspera ao Ano Novo? Ataques sexuais a mulheres? Violações (pelo menos 3 reportadas)? E por quem de facto? Apenas estrangeiros, alemães e estrangeiros, ou estrangeiros "refugiados", ou "estrangeiros sem autorização de residência"? Será que vai virar moda? E que ideia maravilhosa foi aquela da Mayor da cidade dizer para as mulheres andarem a um braço de distância de estrangeiros do género masculino de forma a evitar confrontos? Já agora, pergunto, que distância é essa, a do braço da mulher, ou do braço do homem? E porque não, já agora, evitarem usar saias, maquilhagem, decotes, e assim evitar todo e qualquer tipo de aproximação - com sorte usar um lenço e mais tarde, quem sabe, uma burka?  O que é verdade é que isto realmente aconteceu, e apenas acrescentou mais lenha a uma fogueira que já virou incêndio de grandes proporções há muito tempo. As políticas de emigração estão a se…
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Esta publicação vai sem título. Simplesmente porque não sei bem que título lhe dar: se escrevo "antes e depois" lá estou eu a referir e a comparar o passado com o presente, a velocidade das rotações da Terra e todos esses temas que já começam (até a mim) a irritar. Se escrevo taxativamente "das redes sociais" e sendo eu blogger, utilizadora de Facebook e Instagrammer, parece que estou a queixar-me (e nesse caso, se estou mal, então, que deixe de usar as mesmas). Por isso mesmo não lhe darei qualquer título. É apenas uma constatação. E está ligada com o Instagram. Se é verdade que existem (várias) pessoas que adoram publicitar tudo o que lhes acontece na vida no espalhafato da internet, outras apenas há que fazem alguns desabafos, partilhas, que sim, claramente e invariavelmente têm de estar relacionadas ou com algum assunto pessoal, ou com alguma opinião pessoal. Nesse caso, mesmo com maior cuidado, não estão livres dos comentários dos outros, dos conselhos ou das &…

Os inícios do ano...

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O início de um novo ano civil tem sido, de há uns tempos para cá, pautado quase sempre por notícias fortes. Daquelas que dão murros no estômago, nos deixam em estado catatónico, despertam o nosso estado de alerta geral, independentemente dos nossos próprios começos, das nossas instabilidades ou fragilidades. 2016 não é (até à data) excepção. 
Morreu David Bowie, hoje, aos 69 anos. Um puto, portanto. 
E com isto acabei de ler algo que realmente começa a bater cada vez com mais força dentro de mim e a ganhar a forma de um monstro: "O século XX está a fugir-nos debaixo dos pés". Um dia destes ninguém sabe ou se lembra deste ou daquele elemento que fez parte de todo um conjunto cultural inspirando mais do que duas gerações. O século XX fez-se devagar mas evoluiu a um ritmo interessante, deixando espaço para que as pessoas se conseguissem "apropriar" de alguns momentos, conseguissem identificar-se com determinada forma de ser, de pensar, politicamente e em tudo o resto. A …
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Ano novo, vida nova, mas a chuvinha continua impávida e serena. 
Sempre se disse que quando Deus fecha uma porta, abre algures uma janela, frase feita válida para tentar justificar que nem tudo o que acaba é necessariamente mau ou funciona pelo pior. Simplesmente é altura de aprender com o que se viveu, bom e mau, e tirar conclusões + ensinamentos para o futuro (a tal janela). Para mim mais uma jornada/ ciclo/ momento chegou ao fim e com ela, e com isso, outra se iniciou - sem fazer planos de agenda ou numerações em listas, porque raramente resulta a não ser num contexto de trabalho.  Pois bem, mãos à obra, recordar o passado com carinho mas aceitar que não podemos voltar atrás e repetir os bons momentos vividos. Há agora que trabalhar para o Futuro nos proporcionar ainda melhores e maiores surpresas.  Com isto talvez comece a pensar seriamente a realizar um pequeno portefólio com algumas das minhas fotografias de amadora incipiente. Nada de especial, apenas reunir aquelas que penso serem…