#jesuis....jenesaisquoi

#jesuis
#prayfor

#fuckyouall

Tempos loucos estes de manifestações pacíficas. Tal como mencionei num post anterior, todos podemos agora contribuir para um mundo mais justo e pacífico através das redes sociais (ah, afinal apenas podemos espalhar algum veneno moralista e cuspir postas de pescada - 'ca nojo!). 

Ele é hashtag (eu conhecia o símbolo por cardinal: # ) por isto e por aquilo, até pelo que se não deve. 
Pessoalmente apenas costumava usar no Instagram (esse novo Tinder - outro tópico #jálávamos), mas agora, basta rebentar uma bomba no centro comercial e lá seguimos nós: #prayforthosewhohadtosmellit -bomba de mau cheiro ok? Embora também resulte em #prayforthosewhowereintheelevatorwhenthefatguyfarted .

Fora de ironias, a verdade é que, uma vez mais, não é com frases feitas partilhadas à exaustão através do Twitter que iremos controlar os radicais, cada vez mais radicais, e cada vez mais europeus, e as suas acções. Não é com frases feitas que iremos impedir (bom, neste caso os estado-unidenses), que os Trump da vida nos venham realmente a governar. 

Sempre percebi que a Humanidade funciona em golfadas de ar. Antes, por falta de informação, agora porque a globalização induz a uma quantidade incalculável de informação que nos deixa perdidos de bom-senso, impedindo-nos, cada vez mais, de conseguir filtrar tudo o que é realmente sério e importante, do resto. As golfadas de ar ocorrem quando há um evento fora do normal - e o problema é que esse "fora do normal" está cada vez mais normalizado no nosso dia a dia. 

Talvez por isso eu ache que sou um pouco je ne sais quoi. Nem carne, nem peixe. Um mero hashtag desprovido de importância. 

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