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Showing posts from October, 2015

Up, up and away

Continuo a achar que nada acontece de propósito. Ontem, numa tentativa de "escapar" ao marasmo quotidiano, numa fuga (não) intencional à realidade e aos problemas do último mês, acabámos por ser protagonistas numa história que poderia eventualmente ter corrido muito mal.  Valeu-nos o sangue frio de quem já passou por isto antes, e o pêlo na venta de quem já esperou, em outras ocasiões, demasiado por uma ambulância que tardava em aparecer.  89 anos de juventude. Sete Rios.  A primeira impressão de sangue é sempre assustadora, até que temos de estancar as hemorragias. Depois é pressionar bem. E falar sobre outra coisa qualquer. E assimilar aquilo que os 89 anos nos vão dizendo. Rijos, sem papas na língua. Bem-dispostos. 2 Filhos, 3 netos, 2 bisnetos (mais um 3º a chegar). "Nunca na minha vida fui a um hospital, não é hoje com certeza. Aliás, eu estava a caminho do centro de saúde..." Acabou por ir, consciente de si e dos que a rodeavam, segura de si mesma.  Pela madrugad…

Oriente(-se) - início de colecção

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Fotos tiradas na Estação do Oriente - sem sombra de dúvida uma das mais fotogénicas na região de Lisboa, talvez pelo ar de modernidade, pelo facto de ser local de convergência e quase entroncamento de vários comboios com vários destinos e proveniências, de imensa gente que habita a margem norte do Tejo até ao final das linhas suburbanas. Talvez também por ficar orientada a Leste (com direcção Norte-Sul) e com isso o Poente e Nascente ficarem em posições diferentes às que estou habituada, conferindo, principalmente durante a Primavera e Verão, uma luminosidade incrível. 


O momento em que eu gostava muito que os geólogos que me lêem ajudassem...

Há ou não há Cretácico inferior (K1) acima da falha da Nazaré, sector norte da Bacia Lusitânica? Algumas pessoas, algumas pessoas, dizem taxativamente que não, mas, nos relatórios de poço (plataforma) ele ocorre sob a forma da Formação Torres Vedras, por exemplo. Por favor, digam que eu não estou a alucinar. Mas na verdade, nas cartas geológicas o sacana também aparece e tal. Deus dai-me paciência para aguentar determinadas coisas... 

Contra o Poder, nada se Pode #2

Notícia da manhã, e talvez do dia, considerando que a política nacional pouco ou nada poderá impressionar mais: Luaty Beirão pôs fim à greve de fome. Eu acredito piamente que tenha sido apenas e só por amor à família, por amor à filha. Não me convence o discurso de que "ganhou" a batalha, ou que a "máscara" (da política praticada) tenha caído. Na realidade eu acho que não são precisas greves ou manifestações para se perceber o que se passa em determinados países do mundo, mas sim, uma boa dose de bom senso em não criar ondas (mais uma vez porque outros valores falam mais alto...) (des)necessárias.  E isto, para mim, cada vez será mais um assunto "areias movediças". É incrível como o direito à Liberdade de Expressão se torna cada vez mais raro - quanto mais plataformas de comunicação existem, maior será o grau de vigilância. Há sempre um Big Brother a espreitar a cada palavra escrita. 

Por falar em "desbloqueio"... Contra o Poder, Nada se Pode.

Luaty Beirão. O activista angolano contra o regime.  Não há forma do rapaz voltar a comer. O mais provável é realmente sucumbir à fome e sede por acreditar em algo tão fundamental como no direito à Liberdade de Expressão, Direitos Humanos, anti-corrupção, coisas tão corriqueiras nos dias de hoje que infelizmente andam a falhar seja em que país for (sim Finlândia, estou a falar também de ti aqui).  Contudo o problema atravessou fronteiras e chegou obviamente a Portugal, parceiro de negócios e outros que tais com Angola.  Se há coisa de duas semanas o nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros pronunciava-se em nada se pronunciar sobre o assunto, há dias o nosso Embaixador em Angola cometeu o enorme erro de ir visitar o rapaz, misturando-se com a legião estrangeira que foi igualmente mostrar solidariedade.  Tal como eu tinha mencionado num comentário um bocado (mas só um bocado) estúpido no Facebook, claro que Portugal não tinha nada que se meter nestes assuntos. Nós que temos, ainda assim,…

Desbloqueio

Quando estás há quase 1 ano histérica com a revelação da existência de fontes termais (termas romanas) e finalmente sabes que sim, que estão a fazer alguns estudos arqueológicos sobre o assunto. Isso sim, é finalmente um (quase, vá) desbloqueio. 
Para quem não sabe, as termas romanas estariam localizadas à que agora é a Rua das Pedras Negras, junto à Igreja de Santo António (à Sé) e, em Alfama, algures entre colina da Sé e os Chafarizes de Dentro e d'El Rei, outrora conhecidos pelas suas propriedades medicinais. 

The pursuit of happiness is not outside you but yet, within you.

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Tão bonita esta frase. Tão reveladora de um profundo auto-conhecimento adquirido em livros de auto-ajuda (que nunca li) e romances cinematográficos desde que a Scarlett O'Hara assumia que resolveria os seus problemas "amanhã". NOT! 
Na realidade é muito mais que isso. 
Quando não sabemos silenciar o nosso EU, começa a ser muito difícil escutarmos realmente o que a nossa mente nos tenta dizer, o que os outros nos tentam dizer, e por aí vai. O silêncio É desconfortável - todos sabemos isso, e só se torna mais "aceitável" quando começamos a preencher esse pseudo-vazio com nós próprios. Fazendo algo que nos preencha de tal forma que não seja obrigatoriamente necessário serem outras pessoas a fazerem-no. 
Dito isto o difícil é (re)começar. Aceitar o que tiver de ser aceite, perceber que não podemos mudar o que está para trás mas sim, no presente moldar um rumo melhor, e coiso e tal. No Fim está o Princípio e só dentro de nós é que conseguimos desligar o botão das rAlaç…
Tudo acontece por uma razão. Estou aqui farta de o dizer e de certa forma é assim que, depois das grandes tormentas, eu acabo por pensar no meu dia-a-dia. Ou é isto que eu digo às outras pessoas quando são elas que não conseguem ver a luz no fundo de tudo o que se lhes passa.  A Vida seria muito mais bem aproveitada se não houvessem ansiedades, ou ilusões ou criação de expectativas. Um dia de cada vez, sem pressas. Contudo, não é assim que ela se nos apresenta. A Vida quer-se vivida a uma cadência normal, equilibrada, sim, mas quando tem de ser rápida, aproveitando o momento também assim o é. Há quem não o entenda. Há pessoas, como eu, que sofrem de ansiedade, essa ansiedade torna-se em insegurança, essa insegurança em tristeza, a tristeza em ansiedade, num ciclo vicioso que só termina quando "algo" termina também. Num relacionamento há sempre esse fervor de tudo ser para ontem. Porque há uma vontade incrível de querer estar com o outro, de absorver cada movimento e cada toqu…

Porque está na hora de falar de coisas sérias...

Sobre as eleições (porque estamos a dois dias e amanhã tenho o dever e a obrigação por Lei, em estar calada): sempre votei, SEMPRE. Desde os 18 anos, nunca falhei nada, nem referendos, nem legislativas, nem autárquicas, sempre votei com consciência que o meu voto sairia das minhas convicções, fossem elas mais de esquerda ou mais de direita (quem nunca se sentiu ligeiramente JCP que atire a primeira pedra ao charco!). Mas este ano, neste 2015 que tem sido algo trapalhão, já não tenho a certeza que o meu Voto seja útil, inútil, assertivo, de coração ou de convicção. Tenho, pela primeira vez, a sensação de atirar tudo ao ar e dizer "que se lixe esta merda toda, eles que se decidam e escolham!" E acho que se não puser os pés na minha antiga escola secundária, não estarei "nem aí" para o sucedido. Assobiarei para o lado como tantas outras pessoas costumam fazer - mas ao contrário delas, que depois passam 4 anos a criticar, a maldizer, eu ficarei calada a ver a caravana …