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Showing posts from April, 2015

A Música Portuguesa a Gostar dela Própria - a minha visão

Raras vezes temos a sorte de nos cruzamos com pessoas inteligentes que apresentam ideias interessantes. Raras também são as vezes em que essas ideias são inovadoras e não sejam uma espécie de repetição melhorada de algo que já se fez antes.  É o caso do projecto a Música Portuguesa a Gostar dela Própria (MPGDP). Pegando no conceito de recolhas musicais ao e no interior provinciano do nosso país, (feito iniciado por Michel Giacometti durante os anos 60), este projecto tem, ao longo dos quase últimos 10 anos, tentado promover não só a música que é feita em português de Portugal, como, maioritariamente, durante os últimos 5 anos, de uma forma mais coerente e "certinha", digamos assim, a música tradicional portuguesa. Sim, com os instrumentos tradicionais, os cordofones, os cavaquinhos, os adufes, as gaitas de foles, os cantares e cantes alentejanos, os pauliteiros lá de cima, as senhoras de ouro ao peito, tudo o que possam imaginar do que se espera de "tradicional". Ora…

De quarta feira para uma terça-feira ou como os gajos conseguem sem Nhurros

Tudo muda. Tudo está sempre em constante mudança. Seja a nível profissional ou pessoal.  Num momento parece que estamos em pleno equilíbrio com o Universo e logo de seguida, quem menos esperamos faz-nos uma sacanice qualquer que até ficamos vesgos com tamanha audácia e desplante.  Claro que a amizade é isso mesmo. Principalmente quando é de largos anos, e quando sabemos já o que esperar (mesmo quando não o esperamos) um do outro. Mas ainda assim, custa quando nos ocultam pequenas coisas. Coisas básicas mas que fariam toda a diferença. Avisar que iria a determinado local, para determinado objectivo, mas que iria levar determinada pessoa, não custava dizer. A sério que não. Só lhe ficaria bem. Mas não. Gajo nhurro faz a merda toda sozinho. E depois nem tem coragem para contar ou assumir. E eu, como amiga, também fecho os olhos e engulo o sapo. Também não foi assim tão grave. Não matou, mas moeu. 

Coisas que se vão aprendendo

... Realmente é certo que isto de eu escrever e ter um blogue e tudo o mais é muito bonito. Sem dúvida que aqui se calhar revelo muito mais do que numa rede social. E o mais estranho é que aqui escrevo para o "público" (esse enorme universo de totais desconhecidos que podem tropeçar neste link ou simplesmente serem vouyeurs de vidas alheias).  Já que assim é, revelo aqui e agora que os últimos 4 meses têm sido plenos de coisas novas. De gente nova na minha vida, de outras actividades, de momentos de lucidez e outros de pura alucinação que abanaram as minhas bases, tudo aquilo em que eu, aliás, acreditava.  E foi tudo para melhor - sabem aquele medo que sempre sentimos em enfrentar o desconhecido, em largar a mão daqueles que sempre vimos como as únicas âncoras? Pois, é o melhor que nós fazemos. Não só enfrentamos esses medos, como acabamos por ver que essas pessoas não vão a lado algum, continuam ao nosso lado, simplesmente já não estamos dependentes delas para a nossa sobrevi…

Das coisas que eu adorava dizer-lhe...

E que até lhe digo, mas ele pensa que eu estou a brincar (não se costuma brincar com o fogo....).
Cala-te e beija-me de vez pá! 

A Viagem Começou #3

A Viagem não é só com uma pessoa. Ou com duas, Ou três, ou várias. A Viagem é interna e engloba alguns dos seres que nos rodeiam e que nos vão influenciando ora de forma mais positiva, ora de forma mais negativa. 
Esta minha Viagem começa realmente no dia em que consegui ultrapassar algumas barreiras. Começou no dia em que deixei cair algumas defesas - e no dia, pouco depois, em que percebi que sou realmente mais forte do que pensava em algumas circunstâncias. 
Por outro lado, também compreendi que tenho falhas, que erro, que posso colocar-me (e aos outros) em situações constrangedoras e embaraçosas, que podem nem sempre acabar bem. Até agora tive sorte. E por uma questão de idade e aprendizagem, consigo com maior rapidez identificar esse comportamento padrão que me tem levado a alguns azedumes internos. 
A Viagem começou quando percebi que estou bem comigo mesma. Mesmo quando não estou. Compreender que tenho mau feitio, que sou desconfiada, que falo em demasia com pessoas com quem tenho …