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Showing posts from 2015

2015/2016

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Não, não me irei queixar. Tive alguns dias para rever em perspectiva um ano que voou, literalmente das minhas mãos. Uma ampulheta errática que transformou 12 meses em um único mês. Porque eu lembro-me de estar a chorar Adeus a um amor há precisamente um ano atrás e possivelmente hoje estar a chorar Adeus a outro. 
Mas há uma diferença: Cresci ainda mais. Durante 2015 vi-me em situações caricatas, a conhecer pessoas que de todo não estava à espera, a fazer novos amigos no meio de tudo. A defender ideias e a marcar passos diferentes no rumo da minha vida.
Principalmente AMEI E FUI AMADA, ainda que durante pouco tempo. E honestamente, acho que de tudo, isso foi o mais importante para mim. Fora as discussões, as ansiedades, as mágoas, os erros, enquanto durou, na fracção de segundo que durou, felizmente durante a altura do ano que mais adoro, o Verão, e na cidade que Amo, Lisboa, amei e fui amada. 
Viajei, trabalhei, tive saúde. (Viajo, trabalho e tenho saúde!) PORRA, ESTOU VIVA, VIVI E VOU …

E no meio da yada yada que é a minha vida...

Acontecem coisas bem piores. Bem mais trágicas, que me levam a pensar que o melhor que os meus amigos fazem é realmente sair do país. Afastarem-se da vergonha, fingirem que não são de cá, numa época em que todos querem entrar na Europa pelos melhores e piores motivos. Mas Portugal? Até os "refugiados" não querem entrar cá. Por muito "inteligente" que eu possa ser, não consigo compreender como raio é que num Hospital (ainda que público, pronto, já estou a dar-lhe esse "benefício" de dúvida) não há serviços de especialidade neurocirúrgica/ neurologia durante o fim de semana. E quem diz essa especialidade, diz outras. Porque aos fins de semana as pessoas não terão problemas de saúde, será?  Um rapaz de 29 anos morreu por aquilo que vulgarmente se chama de negligência médica. Ou melhor, negligência hospitalar. Ou talvez mesmo negligência estatal. Porque nestas coisas, bem podem os directores do São José se demitirem (espero que por vergonha), quando as demissõe…

Hoje o Inverno chegou

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E agora que o Inverno chegou, parece-me tudo mais calmo, plácido no sentido em que certas coisas começam a fazer sentido, a encaixar-se no puzzle que é a Vida.  Agora que o Inverno chegou, procuro nas lembranças as memórias vivas do teu calor. O teu cheiro, o teu abraço forte e quente, os teus lábios junto ao meu pescoço.  Agora que o Inverno chegou e que aqui não estás, choro de mágoa e desgosto a dor que te causei, a compreensão que me faltou, o respeito que me falhou.  Agora que o Inverno chegou, frio, implacável, trago-te comigo ao peito, com a esperança que um dia voltarás ao meu percurso e que eu possa voltar a entrar no teu. Agora que o Inverno chegou, terá sido altura de te deixar partir para enfrentares os teus medos, fantasmas, lutas, batalhas, para seres mais Feliz.  Agora que o Inverno chegou, recordo em flash de luz quando disseste que eras feliz comigo, que eu te fazia bem.  Desculpa não ter acreditado mais em ti e em nós. Desculpa não ter acreditado em mim. 
Agora que o Invern…
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Agora o que realmente interessa aos leitores (2/3 máximo, fora SPAM!) do blog...

Temos um PM "monhé", uma ministra da Justiça "preta", uma secretária de Estado "cega", e outro secretário de Estado "cigano". 
Acho que dava para fazer várias piadas a partir daqui, mas o Correio da Manhã já se adiantou. Perante isto, alguém acha realmente que ainda é possível levar a política nacional a sério? Perante isto, a real importância que os portugueses, a comunicação social de forma até mais exacerbada, dão às pessoas que nos irão governar durante os próximos 4 anos, é assustadora. O que me interessa a cor da pele ou a etnia? O que me interessa são as competências e experiências profissionais.  Até custa a crer que neste momento devemos ser o país com menor probabilidade de estar na mira dos gajos islâmicos - é que nem eles são loucos ao ponto de se meterem nestas palhaçadas. 
Afinal acho que a leitura das 50 Sombras de Grey poderia ajudar em muito senão a vida sexual activa dos casais, pelo menos a escrita de mensagens mais "quentes" aos nossos companheiros/as. Li isto, juro que sem querer (as pessoas têm de ter algum cuidado quando pegam nos telemóveis e põem-se a escrever feitas loucas nos transportes públicos), só que aquilo "saltou" à vista, a seguinte troca de missivas: "quero comer hoje a tua c**@ toda novamente" - sim, é de gritos, mas nada de especial. A resposta, meus caros, a resposta é que me atirou ao ar: "soube-te bem, foi, seu teso?". PÁRA TUDO! Teso???? Tipo, mesmo Teso? Sem dinheiro??? Não, amiga que estava sentada ao meu lado a trocar mensagens XPTO com o dito cujo, não é "teso", é "tesudo", a não ser que realmente o rapaz/ homem não seja abonado de dinheiro. Amigas e amigos: adoro momentos porno do dia (eu devia tê-los mais vezes!), mas não dêem erros de ortografia. Para mim é cor…
I know I left too much mess and destruction to come back again,
And I caused nothing but trouble, 
I understand if you can't talk to me again...

And if you live by the rules of "it's over" than I'm sure that that makes sense.

But I will go down with this ship,
And I won't put my hands up and surrender,
There will be no white flag upon my door

I'M IN LOVE AND ALWAYS WILL BE... 

(Dido - White Flag) 

O dia em que o mundo podia ter mudado, mas não mudou

Sabia que quando acordasse o mundo muito possivelmente e mais uma vez não seria o mesmo.  Na verdade, agora que acordei e caí em várias realisades, vejo que o Sol continuou a aparecer como em todas as manhãs, os raios preenchendo e entrando pelas frestas dos estores.  Continuo a estender roupa em mais um dia que promete ser soalheiro.  Pergunto-me como seria caso eu fosse francesa, ou inglesa, ou espanhola e o meu país, a minha capital ou alguma cidade emblemática explodisse por ódio. O que faria caso tivesse amigos e família dentro de uma grande sala de espectáculos e os soubesse mortos.  Faço a pergunta ao contrário: como reagiria se os atendados ocorressem em Lisboa ou no Porto. É apenas e só neste momento que a resposta acelera pelas minhas veias e dispara antes sequer do cérebro a processar: matá-los a todos! Como se atrevem a fazer isto? Muito possivelmente a uma terra que os acolheu há muitos anos, que os criou e educou dentro do melhor, ainda que pobre, que pode e conseguiu. …

O que eu queria

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Quero que o tempo volte atrás. Quero que seja novamente Junho. 11 de Junho, quero que seja quinta feira, 11 de Junho 2015. Queria contudo saber nessa altura tudo o que sei à data de hoje e fazer tudo de forma diferente. E saber que me iria apaixonar por ti. Mesmo. A sério. E que iria doer - mas que eu iria perceber e aguentar e fazer exactamente o que estou a fazer HOJE. Com a diferença de que não me iria queixar nunca (vá, talvez um bocadinho), nem cobrar (isso é que não faria), porque iria acreditar em ti, em nós, mas especialmente, iria acreditar em MIM. 

O dia em que sonhei que éramos zombies...

Ainda não parei o tempo suficiente para perceber o motivo pelo qual esta estranha obsessão com zombies e mortos-vivos. Talvez por repetição exaustiva de séries e filmes alusivos ao tema, alguns deles que me fazem lembrar com muito receio alguns factos da actualidade (real) do Mundo: as vacinas contra o sarampo que servem de forma miraculosa para o tratamento de cancro (ou seus componentes químicos), os Ébolas, as tuberculoses cada vez menos raras e cada vez mais crónicas e sem tratamento (e cada vez mais gente no limiar da pobreza), as bactérias multi-resistentes que são transmitidas em áreas (supostamente) limpas e restritas em hospitais, a pandemia desenfreada com que a indústria farmacêutica se rege para ver quem ganha mais, com que governo e em que país ... OU .... 
Se simplesmente se deve ao facto de andarmos cada vez mais absortos em máquinas, telemóveis, vidas de ecran, plasmas e HD's, num ritmo frenético maníaco-compulsivo de casa-trabalho, trabalho-casa, apanhar os transpo…

Up, up and away

Continuo a achar que nada acontece de propósito. Ontem, numa tentativa de "escapar" ao marasmo quotidiano, numa fuga (não) intencional à realidade e aos problemas do último mês, acabámos por ser protagonistas numa história que poderia eventualmente ter corrido muito mal.  Valeu-nos o sangue frio de quem já passou por isto antes, e o pêlo na venta de quem já esperou, em outras ocasiões, demasiado por uma ambulância que tardava em aparecer.  89 anos de juventude. Sete Rios.  A primeira impressão de sangue é sempre assustadora, até que temos de estancar as hemorragias. Depois é pressionar bem. E falar sobre outra coisa qualquer. E assimilar aquilo que os 89 anos nos vão dizendo. Rijos, sem papas na língua. Bem-dispostos. 2 Filhos, 3 netos, 2 bisnetos (mais um 3º a chegar). "Nunca na minha vida fui a um hospital, não é hoje com certeza. Aliás, eu estava a caminho do centro de saúde..." Acabou por ir, consciente de si e dos que a rodeavam, segura de si mesma.  Pela madrugad…

Oriente(-se) - início de colecção

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Fotos tiradas na Estação do Oriente - sem sombra de dúvida uma das mais fotogénicas na região de Lisboa, talvez pelo ar de modernidade, pelo facto de ser local de convergência e quase entroncamento de vários comboios com vários destinos e proveniências, de imensa gente que habita a margem norte do Tejo até ao final das linhas suburbanas. Talvez também por ficar orientada a Leste (com direcção Norte-Sul) e com isso o Poente e Nascente ficarem em posições diferentes às que estou habituada, conferindo, principalmente durante a Primavera e Verão, uma luminosidade incrível. 


O momento em que eu gostava muito que os geólogos que me lêem ajudassem...

Há ou não há Cretácico inferior (K1) acima da falha da Nazaré, sector norte da Bacia Lusitânica? Algumas pessoas, algumas pessoas, dizem taxativamente que não, mas, nos relatórios de poço (plataforma) ele ocorre sob a forma da Formação Torres Vedras, por exemplo. Por favor, digam que eu não estou a alucinar. Mas na verdade, nas cartas geológicas o sacana também aparece e tal. Deus dai-me paciência para aguentar determinadas coisas... 

Contra o Poder, nada se Pode #2

Notícia da manhã, e talvez do dia, considerando que a política nacional pouco ou nada poderá impressionar mais: Luaty Beirão pôs fim à greve de fome. Eu acredito piamente que tenha sido apenas e só por amor à família, por amor à filha. Não me convence o discurso de que "ganhou" a batalha, ou que a "máscara" (da política praticada) tenha caído. Na realidade eu acho que não são precisas greves ou manifestações para se perceber o que se passa em determinados países do mundo, mas sim, uma boa dose de bom senso em não criar ondas (mais uma vez porque outros valores falam mais alto...) (des)necessárias.  E isto, para mim, cada vez será mais um assunto "areias movediças". É incrível como o direito à Liberdade de Expressão se torna cada vez mais raro - quanto mais plataformas de comunicação existem, maior será o grau de vigilância. Há sempre um Big Brother a espreitar a cada palavra escrita. 

Por falar em "desbloqueio"... Contra o Poder, Nada se Pode.

Luaty Beirão. O activista angolano contra o regime.  Não há forma do rapaz voltar a comer. O mais provável é realmente sucumbir à fome e sede por acreditar em algo tão fundamental como no direito à Liberdade de Expressão, Direitos Humanos, anti-corrupção, coisas tão corriqueiras nos dias de hoje que infelizmente andam a falhar seja em que país for (sim Finlândia, estou a falar também de ti aqui).  Contudo o problema atravessou fronteiras e chegou obviamente a Portugal, parceiro de negócios e outros que tais com Angola.  Se há coisa de duas semanas o nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros pronunciava-se em nada se pronunciar sobre o assunto, há dias o nosso Embaixador em Angola cometeu o enorme erro de ir visitar o rapaz, misturando-se com a legião estrangeira que foi igualmente mostrar solidariedade.  Tal como eu tinha mencionado num comentário um bocado (mas só um bocado) estúpido no Facebook, claro que Portugal não tinha nada que se meter nestes assuntos. Nós que temos, ainda assim,…

Desbloqueio

Quando estás há quase 1 ano histérica com a revelação da existência de fontes termais (termas romanas) e finalmente sabes que sim, que estão a fazer alguns estudos arqueológicos sobre o assunto. Isso sim, é finalmente um (quase, vá) desbloqueio. 
Para quem não sabe, as termas romanas estariam localizadas à que agora é a Rua das Pedras Negras, junto à Igreja de Santo António (à Sé) e, em Alfama, algures entre colina da Sé e os Chafarizes de Dentro e d'El Rei, outrora conhecidos pelas suas propriedades medicinais. 

The pursuit of happiness is not outside you but yet, within you.

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Tão bonita esta frase. Tão reveladora de um profundo auto-conhecimento adquirido em livros de auto-ajuda (que nunca li) e romances cinematográficos desde que a Scarlett O'Hara assumia que resolveria os seus problemas "amanhã". NOT! 
Na realidade é muito mais que isso. 
Quando não sabemos silenciar o nosso EU, começa a ser muito difícil escutarmos realmente o que a nossa mente nos tenta dizer, o que os outros nos tentam dizer, e por aí vai. O silêncio É desconfortável - todos sabemos isso, e só se torna mais "aceitável" quando começamos a preencher esse pseudo-vazio com nós próprios. Fazendo algo que nos preencha de tal forma que não seja obrigatoriamente necessário serem outras pessoas a fazerem-no. 
Dito isto o difícil é (re)começar. Aceitar o que tiver de ser aceite, perceber que não podemos mudar o que está para trás mas sim, no presente moldar um rumo melhor, e coiso e tal. No Fim está o Princípio e só dentro de nós é que conseguimos desligar o botão das rAlaç…
Tudo acontece por uma razão. Estou aqui farta de o dizer e de certa forma é assim que, depois das grandes tormentas, eu acabo por pensar no meu dia-a-dia. Ou é isto que eu digo às outras pessoas quando são elas que não conseguem ver a luz no fundo de tudo o que se lhes passa.  A Vida seria muito mais bem aproveitada se não houvessem ansiedades, ou ilusões ou criação de expectativas. Um dia de cada vez, sem pressas. Contudo, não é assim que ela se nos apresenta. A Vida quer-se vivida a uma cadência normal, equilibrada, sim, mas quando tem de ser rápida, aproveitando o momento também assim o é. Há quem não o entenda. Há pessoas, como eu, que sofrem de ansiedade, essa ansiedade torna-se em insegurança, essa insegurança em tristeza, a tristeza em ansiedade, num ciclo vicioso que só termina quando "algo" termina também. Num relacionamento há sempre esse fervor de tudo ser para ontem. Porque há uma vontade incrível de querer estar com o outro, de absorver cada movimento e cada toqu…

Porque está na hora de falar de coisas sérias...

Sobre as eleições (porque estamos a dois dias e amanhã tenho o dever e a obrigação por Lei, em estar calada): sempre votei, SEMPRE. Desde os 18 anos, nunca falhei nada, nem referendos, nem legislativas, nem autárquicas, sempre votei com consciência que o meu voto sairia das minhas convicções, fossem elas mais de esquerda ou mais de direita (quem nunca se sentiu ligeiramente JCP que atire a primeira pedra ao charco!). Mas este ano, neste 2015 que tem sido algo trapalhão, já não tenho a certeza que o meu Voto seja útil, inútil, assertivo, de coração ou de convicção. Tenho, pela primeira vez, a sensação de atirar tudo ao ar e dizer "que se lixe esta merda toda, eles que se decidam e escolham!" E acho que se não puser os pés na minha antiga escola secundária, não estarei "nem aí" para o sucedido. Assobiarei para o lado como tantas outras pessoas costumam fazer - mas ao contrário delas, que depois passam 4 anos a criticar, a maldizer, eu ficarei calada a ver a caravana …

Pára. Escuta. Olha.

Acabei de ler um artigo sobre o facto de algumas pessoas simplesmente não saberem esperar e atirarem-se de cabeça para algo. Nomeadamente, para um relacionamento. E principalmente não saberem lidar bem com a espera, com o silêncio (normal), com a separação (física e por dias) da outra pessoa. Eu sou assim. Não sei esperar por ele. Não sei respeitar silêncios, nem tempos, nem horários, nem vontades - que existem, mas nem sempre dá para se manifestarem. Sou muito explosiva. Reajo mal a negações, a tempos livres e mortos em que há outra coisa por fazer - mas igualmente me chateio quando eu tenho de fazer mas ele me pergunta se eu posso ou quero. Em resumo, este tipo de comportamento é de pessoa mimada.  Estive tanto tempo sozinha, a fazer tudo sozinha, que continuo a querer o meu espaço, mas não sei dar espaço aos outros. Isso é errado. Isso mata uma relação se não for bem medido. É preciso parar, escutar, olhar e respirar antes de dar o próximo passo. Ter a calma e paciência necessárias …

Noites mágicas. Sintra.

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Fotos de Cláudia Paiva Silva (4 Julho 2015)

Para a Grécia, com amor...

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Não nos façamos de tontos.  Este referendo foi apenas simbólico. Uma tentativa de mostrar aos restantes estados membros da moeda única que as coisas devem ser feitas sempre com o apoio do Povo. O Povo, esse que supostamente, mais ordena. Em Portugal não houve qualquer referendo para saber se queríamos um pacote de medidas de ajuda (austeras) para podermos começar a pagar uma dívida astronómica para com aqueles que nos emprestaram dinheiro (e roubaram com isso toda a nossa indústria). Mas não vale a pena estar a discutir o passado. O importante é que começámos a pagar (e bem) e no entanto ainda cá estamos, mesmo com cortes, mesmo com salários congelados, ainda conseguimos ter dinheiro para pagar alguma comida, alguns medicamentos, alguns exames médicos e consultas. Ainda não estamos totalmente falidos. Ainda vamos sobrevivendo. Na Grécia isso não acontece. Os bancos não têm mais dinheiro. As pessoas não têm empregos e para piorar, a forma como vemos um grego é praticamente verdadeira: u…
Não há título. Não há nada. Apenas palavras. Nem sons. Apenas escrita. Acelerações do coração, calafrios na espinha, estômago em reviravolta. Tudo aquilo em que eu firmemente acreditava (será que não acredito ainda?) está a ser derrubado. Uma sensação completamente estranha e diferente: porque é assustadora. Pela primeira vez em muito tempo tenho medo por mim. Tenho medo real de me perder, de vir a sofrer a sério - até porque desta vez gostaria de saber fazer tudo perfeitinho. Já me magoei antes, por amigos, devido a mal-entendidos, por ter sido influenciada negativamente e não ter aguentado mais, mas desta vez é na pele. Aquela previsão estúpida que nos atravessa a alma que quando terminar vai doer até mais não e nos iremos novamente fechar ao mundo. No mundo.  Eu não sei ser amada, palavra de honra que não. Sei o que é ter amigos que me aturam e gostam de mim por essa mesma razão, sei o que é sentir-me desejada num ponto de vista puramente físico, mas que alguém, ainda por cima inteli…

Há coisas que não se explicam. Acontecem. Simples.

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Das amizades e afins

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Lá vou eu falar de amizade, dos amigos para a vida, dos ciclos, das entradas e saídas da vida das pessoas, do nosso papel na vida dos outros, etc.. Não precisaria de estar constantemente a mencionar isto, mas a verdade é que são estas pessoas que, num círculo cada vez mais restrito em número, mas abrangente de conhecimento, me vão puxando para cima, me fazem ter forças para coisas mais complicadas, me levam a descomplicar outras mais banais, me fazem colocar em perspectiva a minha forma de estar e alertam para as minhas pisadelas de risco. Há coisa de três meses, se tanto (time flies baby, e se eu me perco nas horas, imaginem então nos dias e semanas), conheci mais uma menina que poderá com o tempo, ser considerada daquelas especiais que irão permanecer durante muitos anos. Tudo começou com uma revista. Comprei a Umbigo quando percebi que o tema seria sobre Fotografia. Ao ver uma série de nomes que eu reconheço (e conheço) acabei por comprá-la, e foi numa viagem ao Algarve que acabei por…

El camiño se hace camiñando. Parte 50 mil!

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Isto de se tomarem as rédeas de eventos incomuns que podem não chamar muito a atenção das pessoas que se querem participantes activas, tem imenso que se lhe diga! Ainda assim, no meio de congressos, apresentações, discussões técnicas sobre geoquímica e calhauzada, consegui arranjar espaço para organizar e estar a coordenar o evento de Escrita Criativa Writing Wallpeople para o próximo dia 6 Junho, no Largo São Carlos, em pleno coração da cidade de Lisboa.
Posso dizer que até foi fácil conseguir os nomes ilustres que deram origem às que vão ser as nossas histórias, mas na verdade foi uma questão de sorte. Podia ter tido o azar das pessoas não quererem colaborar, ou não estarem disponíveis para isso.
Contudo, o brilhante Vicente Alves do Ó, o Herman José (sim, pelo amor de Deus, o HERMAN!!!) e a queridíssima Ana Paula Almeida foram alguns dos autores que aceitaram o desafio de iniciar os textos que depois cada pessoa poderá continuar. 
Ainda assim também posso afirmar a pés bem juntos que …

A Música Portuguesa a Gostar dela Própria - a minha visão

Raras vezes temos a sorte de nos cruzamos com pessoas inteligentes que apresentam ideias interessantes. Raras também são as vezes em que essas ideias são inovadoras e não sejam uma espécie de repetição melhorada de algo que já se fez antes.  É o caso do projecto a Música Portuguesa a Gostar dela Própria (MPGDP). Pegando no conceito de recolhas musicais ao e no interior provinciano do nosso país, (feito iniciado por Michel Giacometti durante os anos 60), este projecto tem, ao longo dos quase últimos 10 anos, tentado promover não só a música que é feita em português de Portugal, como, maioritariamente, durante os últimos 5 anos, de uma forma mais coerente e "certinha", digamos assim, a música tradicional portuguesa. Sim, com os instrumentos tradicionais, os cordofones, os cavaquinhos, os adufes, as gaitas de foles, os cantares e cantes alentejanos, os pauliteiros lá de cima, as senhoras de ouro ao peito, tudo o que possam imaginar do que se espera de "tradicional". Ora…

De quarta feira para uma terça-feira ou como os gajos conseguem sem Nhurros

Tudo muda. Tudo está sempre em constante mudança. Seja a nível profissional ou pessoal.  Num momento parece que estamos em pleno equilíbrio com o Universo e logo de seguida, quem menos esperamos faz-nos uma sacanice qualquer que até ficamos vesgos com tamanha audácia e desplante.  Claro que a amizade é isso mesmo. Principalmente quando é de largos anos, e quando sabemos já o que esperar (mesmo quando não o esperamos) um do outro. Mas ainda assim, custa quando nos ocultam pequenas coisas. Coisas básicas mas que fariam toda a diferença. Avisar que iria a determinado local, para determinado objectivo, mas que iria levar determinada pessoa, não custava dizer. A sério que não. Só lhe ficaria bem. Mas não. Gajo nhurro faz a merda toda sozinho. E depois nem tem coragem para contar ou assumir. E eu, como amiga, também fecho os olhos e engulo o sapo. Também não foi assim tão grave. Não matou, mas moeu. 

Coisas que se vão aprendendo

... Realmente é certo que isto de eu escrever e ter um blogue e tudo o mais é muito bonito. Sem dúvida que aqui se calhar revelo muito mais do que numa rede social. E o mais estranho é que aqui escrevo para o "público" (esse enorme universo de totais desconhecidos que podem tropeçar neste link ou simplesmente serem vouyeurs de vidas alheias).  Já que assim é, revelo aqui e agora que os últimos 4 meses têm sido plenos de coisas novas. De gente nova na minha vida, de outras actividades, de momentos de lucidez e outros de pura alucinação que abanaram as minhas bases, tudo aquilo em que eu, aliás, acreditava.  E foi tudo para melhor - sabem aquele medo que sempre sentimos em enfrentar o desconhecido, em largar a mão daqueles que sempre vimos como as únicas âncoras? Pois, é o melhor que nós fazemos. Não só enfrentamos esses medos, como acabamos por ver que essas pessoas não vão a lado algum, continuam ao nosso lado, simplesmente já não estamos dependentes delas para a nossa sobrevi…

Das coisas que eu adorava dizer-lhe...

E que até lhe digo, mas ele pensa que eu estou a brincar (não se costuma brincar com o fogo....).
Cala-te e beija-me de vez pá! 

A Viagem Começou #3

A Viagem não é só com uma pessoa. Ou com duas, Ou três, ou várias. A Viagem é interna e engloba alguns dos seres que nos rodeiam e que nos vão influenciando ora de forma mais positiva, ora de forma mais negativa. 
Esta minha Viagem começa realmente no dia em que consegui ultrapassar algumas barreiras. Começou no dia em que deixei cair algumas defesas - e no dia, pouco depois, em que percebi que sou realmente mais forte do que pensava em algumas circunstâncias. 
Por outro lado, também compreendi que tenho falhas, que erro, que posso colocar-me (e aos outros) em situações constrangedoras e embaraçosas, que podem nem sempre acabar bem. Até agora tive sorte. E por uma questão de idade e aprendizagem, consigo com maior rapidez identificar esse comportamento padrão que me tem levado a alguns azedumes internos. 
A Viagem começou quando percebi que estou bem comigo mesma. Mesmo quando não estou. Compreender que tenho mau feitio, que sou desconfiada, que falo em demasia com pessoas com quem tenho …

Para T.

Estive aqui a pensar... Nós na realidade somos bastante iguais. Não no que fazemos, nem no nosso passado infanto juvenil. Nem na educação. Somos idênticos na forma de nos apaixonarmos dum dia para o outro, mesmo sabendo que pode durar milésimos de segundo. Claro que eu sou conservadora. Ir no tudo ou nada e depois sofrer com isso, é a minha resistência à paixão. Mas sou de amores. Amo única e exclusivamente. Apaixono-me variadas vezes. Vezes a mais até. E isso, em ti revela-se não pelo número de mulheres que tens, mas pela forma que o fazes, que o demonstras. Não creio que mintas a nenhuma. Sei que no fundo gostas de todas.. E que ficarias com todas. Mas percebo essa coisa tua do teu trabalho, vocação, o teu real Fado. É isso que te alimenta e move. É isso que faz com que sejas romântico e apaixonado. O Amor à terra é o teu motor de Paixão. É isso que procuras e anseias no teu registo de música. E eu, na minha pesquisa de pedras e falhas tectónicas e erupções vulcânicas, petról…

A Viagem Começou #2

... mesmo que corra mal. Mesmo que nos deparemos com gente estranha pela frente. O importante é NÃO voltar atrás. Nunca. Limpa-se o estrago, arrumam-se as ideias. E continua-se em frente... 
E sim, existe Poesia. 
Obrigada T. por me queres ensinado tanto mais do que aquilo que eu estava à espera e que tu querias. 

A viagem começou...

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Assim, do nada.  É geralmente no virar da curva que as coisas nos acontecem. Quando já não acreditamos em nada e nada esperamos. Precisamente nesse instante de tempo, imperceptível aos olhos humanos, que somos arrebatados pela Vida. Pelas pessoas que menos esperamos. Pelas que não esperamos aliás. Sei que não vai ser fácil, que tenho barreiras (auto impostas, tontas, sei lá) para ultrapassar. Sinto que já não o irei fazer sozinha.  E o mais engraçado. Foi o Amor ao meu país que acabou por ser o factor principal. Uns adufes, pedras poeideiras, entardecer e azul no céu.  E (melhor/pior ainda), estou mesmo feliz. 
Será demasiado cedo para iludir-me assim? Talvez. Mas já é também demasiado tarde para voltar atrás. 

O Caminho faz-se Caminhando...

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Nos dias em que eu perco a pachorra

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Não é uma questão de mau feitio. É mesmo uma questão de falta de paciência. Com o género oposto. Presumo que seja do frio. Está realmente frio e dizem que vai ficar ainda assim um bocadinho mais gelado. 
Mas há coisas que me tiram do sério. Eu sei que também não sou fácil - mas eles também podiam ajudar. Ou sim, ou não, agora cá merdas... 

Porventura das melhores revistas que comprei em muito tempo...

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O tema, sobretudo: Cidade. A reportagem sobre a Ameixoeira - local que para mim sempre foi a fronteira com o "campo", mesmo que esse espaço mais rural esteja agora povoado de arranha-céus até praticamente Mafra, e seja designado como subúrbio de Lisboa, tal como tudo o que mexe desde o Rossio/ Sete Rios até à estação (ainda nobre) de Sintra. 


Batalhas. Guerras. Derrotas.

Da mesma forma como se vai ao topo, se vai ao chão. Há momentos na vida que a desilusão se torna maior do que o restante e o infinito parece mesmo infinito. Uma constante, monótona estrada, sem surpresas. Ou melhor, com surpresas que nos deixam ali mesmo no limbo. A ponderar se não vale a pena deitar a toalha ao chão por uma vez apenas, bater com os pés e dizer que queremos mais do que isto, mais do que esta Vida nos dá. E não é pela falta de luta. É exactamente porque há pessoas que nasceram com o rabo virado para a Lua em todos os aspectos e, outras pessoas que não. Simplesmente apenas são boas em uma ou vá, no máximo, duas coisas e essas, por muito importantes que sejam, não chegam para preencher o restante espaço sideral em vácuo. 
Nem sempre há momentos felizes. Nem sempre o sol se vislumbra pela manhã. 

Batalhas, Guerras, Vitórias

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Às vezes damos, outras recebemos, outras ainda são simplesmente espaços momentâneos da vida em que as coisas parecem correr sempre mal, mas acabamos por ver o Sol a nascer todos os dias, o que talvez signifique que afinal, nem tudo pode estar assim tão errado.  É verdade que as batalhas são muitas, e que as vitórias, quando conseguidas, conquistam-se com muito suor, trabalho e, se bem concretizadas, sem causar vítimas pelo caminho. É um ciclo desgastante? Sim, sem dúvida, é mesmo. É complicado lidar com a pressão em nosso redor, é complicado lidar com a nossa própria pressão. A auto-imposta é ainda mais destrutiva por vezes.  Mas quando conseguimos atingir o cume da montanha - mesmo que depois o objectivo seja encontrar o nível base, - esse gozo pessoal, ninguém nos pode (ou deve) tirar.  E sim, somos vencedores, todos, quando realmente conseguimos alcançar os nossos objectivos. Parabéns para NÓS! 

Nada acontece por acaso. Mas isso é uma questão de ocasião.

É engraçado como com relativa facilidade dizemos que nada acontece por acaso ou que ninguém entra na nossa vida só por "dá cá aquela palha". A verdade é que na maioria das vezes até podemos conhecer pessoas novas, mas é preciso trabalhar para as manter, se é que as queremos manter por perto. E isso nada tem a ver com destino ou com o "estava escrito". Se assim fosse, a maioria de nós estaria sozinho. É verdade! Porque não somos iguais, porque temos de conhecer e nos deixar conhecer, as manhas uns dos outros, porque alguns de nós nascem para ser e ter amigos, outros para criar inimizades. E isso não é nem coisa pre-destinada, nem do acaso. É algo que nasce em nós e que vamos refinando ao longo da vida. Vamos crescendo e conhecendo quem nos rodeia as vamos separando em categorias. Claro que quando nos aproximamos de alguém é porque temos algum interesse ou porque nos fez despertar curiosidade. Ou porque é bonita, ou porque é inteligente, ou porque, mais raro é certo, …

Esclarecimento

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A História não é vendível. A História não se pode fazer num dia e ser vendida a peso de ouro no outro. A História faz-se, não raramente, de momentos críticos, delicados, que mudam para sempre a face geopolítica do Mundo. Não pode ser levada de uma forma tão ligeira. 
Ao serem vendidos hoje exemplares do jornal Charlie Hebdo por $1500, ou mais, (é ver quem vende primeiro), comprova-se que a História não PODE NEM DEVE ser vendível. 
Não aceito, nem compreendo. 

A ver se meto mão na minha vida...

Just GO WITH FLOW...

HOW HARD CAN IT BE??? 
Farta de fazer castelos no ar. Procurar Príncipes e Princesas de encantar que não existem. Quero da Vida pessoas reais. Com problemas normais, passados e presentes que são o que são. Sem mentiras ou ocultações. Gente que sabe o que é dor e mágoa e lágrimas, sorrisos, gargalhadas, momentos felizes. Gente que seja Gente!  

Imagens

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Dias que merecem a pena...

2015

Não se deve desejar um Feliz Ano aos próximos 359 dias sem que saibamos realmente o que vai acontecer. Ninguém tem o dom da previsão, então, o que realmente se passa são 359 novas páginas em mais um capítulo da História a que chamamos de Vida. Que valham a pena!