Thursday, December 31, 2015

2015/2016

Não, não me irei queixar. Tive alguns dias para rever em perspectiva um ano que voou, literalmente das minhas mãos. Uma ampulheta errática que transformou 12 meses em um único mês. Porque eu lembro-me de estar a chorar Adeus a um amor há precisamente um ano atrás e possivelmente hoje estar a chorar Adeus a outro. 

Mas há uma diferença: Cresci ainda mais. Durante 2015 vi-me em situações caricatas, a conhecer pessoas que de todo não estava à espera, a fazer novos amigos no meio de tudo. A defender ideias e a marcar passos diferentes no rumo da minha vida.

Principalmente AMEI E FUI AMADA, ainda que durante pouco tempo. E honestamente, acho que de tudo, isso foi o mais importante para mim. Fora as discussões, as ansiedades, as mágoas, os erros, enquanto durou, na fracção de segundo que durou, felizmente durante a altura do ano que mais adoro, o Verão, e na cidade que Amo, Lisboa, amei e fui amada. 

Viajei, trabalhei, tive saúde. (Viajo, trabalho e tenho saúde!) PORRA, ESTOU VIVA, VIVI E VOU VIVER MUITO MAIS. 

Portanto agradeço a TODOS (que sabem quem são) os que entraram e ficarão para sempre impressos em mim, o simples facto de terem aparecido. Aprendi muito com vocês e só posso estar grata por isso. 

Que 2016 seja apenas um ano para ser simplesmente Vivido. 

18 Dezembro 2015 - CPS

Wednesday, December 23, 2015

E no meio da yada yada que é a minha vida...

Acontecem coisas bem piores. Bem mais trágicas, que me levam a pensar que o melhor que os meus amigos fazem é realmente sair do país. Afastarem-se da vergonha, fingirem que não são de cá, numa época em que todos querem entrar na Europa pelos melhores e piores motivos. Mas Portugal? Até os "refugiados" não querem entrar cá.
Por muito "inteligente" que eu possa ser, não consigo compreender como raio é que num Hospital (ainda que público, pronto, já estou a dar-lhe esse "benefício" de dúvida) não há serviços de especialidade neurocirúrgica/ neurologia durante o fim de semana. E quem diz essa especialidade, diz outras. Porque aos fins de semana as pessoas não terão problemas de saúde, será? 
Um rapaz de 29 anos morreu por aquilo que vulgarmente se chama de negligência médica. Ou melhor, negligência hospitalar. Ou talvez mesmo negligência estatal. Porque nestas coisas, bem podem os directores do São José se demitirem (espero que por vergonha), quando as demissões deveriam começar bem mais acima - mas não com este Governo acabado de estrear. É incrível como num espaço de duas semanas apenas, a nova maioria parlamentar já teve de resolver e limpar a merda que os outros deixaram. E a rapidez com que foi. Claro que agora serão sempre acusados de mentirem, de faltarem com a palavra, de "afinal sempre vão aumentar os impostos" e "afinal, temos de pagar mais um banco". Fizeram o que puderam num curtíssimo espaço de tempo. Dizerem que enquanto o Estado paga bancos, não paga médicos é no mínimo ridículo. Porque esta situação lastimável já vem de trás. Aliás, já vem de um tempo em que um tal PM com o mesmo nome que o filósofo grego, decidiu encerrar centros de saúde e hospitais no interior do país, iniciando-se assim a rota de emigração de médicos e enfermeiros até aos dias de hoje. Ficaram cá as bestinhas, aqueles que armados ao pingarelho acham que percebem imenso de medicina (só fica lá fora quem é REALMENTE BOM!) e acabam por matar pessoas - ou deixá-las morrer, que vai dar ao mesmo. 
Porque eu, EU, acho que o David teve o que se chama de AVC, e as possibilidades de tratar com o menor numero de sequelas possíveis um caso destes, aumenta nas três primeiras horas de diagnóstico e tratamento. O David era para ter estado mais de 48 horas à espera de uma operação. Era, pois não resistiu tanto tempo. Como raramente alguém naquelas condições resiste.
Com isto, de repente, vejam só a ironia, apareceram uma série de médicos da especialidade correspondente, disponíveis para trabalharem durante os fins de semana (que chatice, lá devem perder qualidade de vida). Só me resta saber até quando, durante quanto tempo, e quantos mais casos destes terão de haver para que os médicos estejam presentes realmente onde devem de estar. Onde têm de estar - num hospital, num centro de saúde, numa clínica, num lar, de forma a evitar mais mortes. 

PS - Acabo de ler a declaração do Bastonário da Ordem dos Médicos afirmando que quando os médicos são chamados nestas instâncias, têm de pagar para trabalhar - continuo burra. Pronto, é burrice. Um médico serve para ganhar/ gastar dinheiro ou salvar vidas? É incrível como os valores estão completamente trocados... Eu já nem sei se sou desta terra ou desta Terra... 

Tuesday, December 22, 2015

Hoje o Inverno chegou

E agora que o Inverno chegou, parece-me tudo mais calmo, plácido no sentido em que certas coisas começam a fazer sentido, a encaixar-se no puzzle que é a Vida. 
Agora que o Inverno chegou, procuro nas lembranças as memórias vivas do teu calor. O teu cheiro, o teu abraço forte e quente, os teus lábios junto ao meu pescoço. 
Agora que o Inverno chegou e que aqui não estás, choro de mágoa e desgosto a dor que te causei, a compreensão que me faltou, o respeito que me falhou. 
Agora que o Inverno chegou, frio, implacável, trago-te comigo ao peito, com a esperança que um dia voltarás ao meu percurso e que eu possa voltar a entrar no teu.
Agora que o Inverno chegou, terá sido altura de te deixar partir para enfrentares os teus medos, fantasmas, lutas, batalhas, para seres mais Feliz. 
Agora que o Inverno chegou, recordo em flash de luz quando disseste que eras feliz comigo, que eu te fazia bem. 
Desculpa não ter acreditado mais em ti e em nós. Desculpa não ter acreditado em mim. 

Agora que o Inverno chegou, espero novamente pelo Verão. Tu és o Verão. O quente, a brisa, o cheiro, o mar, o sol, a paz.

Agora que o Inverno chegou, irei esperar por ti no miradouro beijado pelo Sol. 


Friday, November 27, 2015

Agora o que realmente interessa aos leitores (2/3 máximo, fora SPAM!) do blog...

Temos um PM "monhé", uma ministra da Justiça "preta", uma secretária de Estado "cega", e outro secretário de Estado "cigano". 

Acho que dava para fazer várias piadas a partir daqui, mas o Correio da Manhã já se adiantou.
Perante isto, alguém acha realmente que ainda é possível levar a política nacional a sério? Perante isto, a real importância que os portugueses, a comunicação social de forma até mais exacerbada, dão às pessoas que nos irão governar durante os próximos 4 anos, é assustadora. O que me interessa a cor da pele ou a etnia? O que me interessa são as competências e experiências profissionais. 
Até custa a crer que neste momento devemos ser o país com menor probabilidade de estar na mira dos gajos islâmicos - é que nem eles são loucos ao ponto de se meterem nestas palhaçadas. 
Afinal acho que a leitura das 50 Sombras de Grey poderia ajudar em muito senão a vida sexual activa dos casais, pelo menos a escrita de mensagens mais "quentes" aos nossos companheiros/as.
Li isto, juro que sem querer (as pessoas têm de ter algum cuidado quando pegam nos telemóveis e põem-se a escrever feitas loucas nos transportes públicos), só que aquilo "saltou" à vista, a seguinte troca de missivas: "quero comer hoje a tua c**@ toda novamente" - sim, é de gritos, mas nada de especial. A resposta, meus caros, a resposta é que me atirou ao ar: "soube-te bem, foi, seu teso?". PÁRA TUDO! Teso???? Tipo, mesmo Teso? Sem dinheiro??? Não, amiga que estava sentada ao meu lado a trocar mensagens XPTO com o dito cujo, não é "teso", é "tesudo", a não ser que realmente o rapaz/ homem não seja abonado de dinheiro. Amigas e amigos: adoro momentos porno do dia (eu devia tê-los mais vezes!), mas não dêem erros de ortografia. Para mim é corta-interesse total! Teso... pelo amor da Santa! 

Wednesday, November 25, 2015

I know I left too much mess and destruction to come back again,
And I caused nothing but trouble, 
I understand if you can't talk to me again...

And if you live by the rules of "it's over" than I'm sure that that makes sense.

But I will go down with this ship,
And I won't put my hands up and surrender,
There will be no white flag upon my door

I'M IN LOVE AND ALWAYS WILL BE... 

(Dido - White Flag) 

Saturday, November 14, 2015

O dia em que o mundo podia ter mudado, mas não mudou

Sabia que quando acordasse o mundo muito possivelmente e mais uma vez não seria o mesmo. 
Na verdade, agora que acordei e caí em várias realisades, vejo que o Sol continuou a aparecer como em todas as manhãs, os raios preenchendo e entrando pelas frestas dos estores. 
Continuo a estender roupa em mais um dia que promete ser soalheiro. 
Pergunto-me como seria caso eu fosse francesa, ou inglesa, ou espanhola e o meu país, a minha capital ou alguma cidade emblemática explodisse por ódio. O que faria caso tivesse amigos e família dentro de uma grande sala de espectáculos e os soubesse mortos. 
Faço a pergunta ao contrário: como reagiria se os atendados ocorressem em Lisboa ou no Porto. É apenas e só neste momento que a resposta acelera pelas minhas veias e dispara antes sequer do cérebro a processar: matá-los a todos! Como se atrevem a fazer isto? Muito possivelmente a uma terra que os acolheu há muitos anos, que os criou e educou dentro do melhor, ainda que pobre, que pode e conseguiu. E é assim que nos tratam? Com ameaças? Com destruição? Não têm tanta terra sagrada para consumirem? Não adianta mentir. Não tenho vergonha pelo que sinto, mas o certo é que ter vivido o 11/9 tão intensamente há vários anos já, fez-me imune à dor alheia. Tenho pena mas já não me tira o sono. Como tenho dito, o mundo hoje gira tão rápido, já são tantos os massacres mas também as evoluções que tudo já se mistura. 
Apenas tenho noção que na MINHA terra, por muito violentada que já esteja pelo meus próprios conterrâneos, aquela gente iria morrer. Há coisas que sinto a alma lusa em força e sei que pelo menos nisto teríamos realmente coragem.. De os matar a todos! É por nós que me sinto. Mas enquanto eu vir o sol raiar pela minha janela, do meu mundo lusitano, nada irá realmente mudar. 

Wednesday, November 11, 2015

O que eu queria

Quero que o tempo volte atrás. Quero que seja novamente Junho. 11 de Junho, quero que seja quinta feira, 11 de Junho 2015. Queria contudo saber nessa altura tudo o que sei à data de hoje e fazer tudo de forma diferente. E saber que me iria apaixonar por ti. Mesmo. A sério. E que iria doer - mas que eu iria perceber e aguentar e fazer exactamente o que estou a fazer HOJE. Com a diferença de que não me iria queixar nunca (vá, talvez um bocadinho), nem cobrar (isso é que não faria), porque iria acreditar em ti, em nós, mas especialmente, iria acreditar em MIM. 

O dia em que sonhei que éramos zombies...

Ainda não parei o tempo suficiente para perceber o motivo pelo qual esta estranha obsessão com zombies e mortos-vivos. Talvez por repetição exaustiva de séries e filmes alusivos ao tema, alguns deles que me fazem lembrar com muito receio alguns factos da actualidade (real) do Mundo: as vacinas contra o sarampo que servem de forma miraculosa para o tratamento de cancro (ou seus componentes químicos), os Ébolas, as tuberculoses cada vez menos raras e cada vez mais crónicas e sem tratamento (e cada vez mais gente no limiar da pobreza), as bactérias multi-resistentes que são transmitidas em áreas (supostamente) limpas e restritas em hospitais, a pandemia desenfreada com que a indústria farmacêutica se rege para ver quem ganha mais, com que governo e em que país ... OU .... 

Se simplesmente se deve ao facto de andarmos cada vez mais absortos em máquinas, telemóveis, vidas de ecran, plasmas e HD's, num ritmo frenético maníaco-compulsivo de casa-trabalho, trabalho-casa, apanhar os transportes, ir para o trânsito, FAZER mais trânsito, viver o caos, NO caos. 
E ver notícias fabricadas, cada vez mais sem saberem o que dizem ou dizerem os jornalistas, os repórteres. É tanta a miséria, é tanto o horror mundano e mundial que já não nos choca. "Imagens que podem ser susceptíveis..." deixam de o ser - porque se tornou comum, aliás, estranhamos quando um noticiário não apresenta nada de mórbido - que isso aumenta o interesse e, por conseguinte, as audiências. 
E depois, temos o resquício político. A queda de um Governo para a implementação de outro(s), que nunca se esperou ser feito desta forma, desta maneira. Um gozo total para com o Povo - uma admiração e expectação que nem os próprios partidos com certeza esperavam. Ninguém previa tal coisa. Ninguém previa que fôssemos mortos-vivos. Fazemos barulho por nada, manifestamos contradições a torto e a direito, não sabemos já o que queremos, apenas o que não queremos, mas não temos já capacidade para mudar, então deixamos-nos ir, sendo guiados pelo dia-a-dia costumeiro, esperando que seja sem grandes alterações, porque não conseguimos já fazer frente a mudanças bruscas, tudo nos cansa e causa desconforto, aquela lástima constante de que é sempre a mesma coisa, mesmo quando não é. 
O sonho não é um sonho já. É a realidade. Virámos zombies sem o saber, mas com a nossa própria autorização. Contradições. 

Friday, October 30, 2015

Up, up and away

Continuo a achar que nada acontece de propósito. Ontem, numa tentativa de "escapar" ao marasmo quotidiano, numa fuga (não) intencional à realidade e aos problemas do último mês, acabámos por ser protagonistas numa história que poderia eventualmente ter corrido muito mal. 
Valeu-nos o sangue frio de quem já passou por isto antes, e o pêlo na venta de quem já esperou, em outras ocasiões, demasiado por uma ambulância que tardava em aparecer. 
89 anos de juventude. Sete Rios. 
A primeira impressão de sangue é sempre assustadora, até que temos de estancar as hemorragias. Depois é pressionar bem. E falar sobre outra coisa qualquer. E assimilar aquilo que os 89 anos nos vão dizendo. Rijos, sem papas na língua. Bem-dispostos. 2 Filhos, 3 netos, 2 bisnetos (mais um 3º a chegar). "Nunca na minha vida fui a um hospital, não é hoje com certeza. Aliás, eu estava a caminho do centro de saúde..." Acabou por ir, consciente de si e dos que a rodeavam, segura de si mesma. 
Pela madrugada uma das netas enviou-me a mensagem de que tudo estava bem (menos o tempo de espera na urgência, algo perfeitamente normal para uma pessoa daquela idade, ainda para mais lúcida). Que era cada vez mais raro haver quem fizesse o que fizemos pela avó. Eu interrogo-me quem é que não o faria. Um animal? Será que continuo a viver numa bolha de sabão e não vejo que as pessoas estão cada vez menos preocupadas umas com as outras? Valeu a pena aquele contacto com outra realidade e sim, acabou na mesma por ser uma fuga para outro lado, mesmo que não fosse o que eu gostaria, se calhar, valeu ainda mais a pena. 

Tuesday, October 27, 2015

Oriente(-se) - início de colecção

Fotos tiradas na Estação do Oriente - sem sombra de dúvida uma das mais fotogénicas na região de Lisboa, talvez pelo ar de modernidade, pelo facto de ser local de convergência e quase entroncamento de vários comboios com vários destinos e proveniências, de imensa gente que habita a margem norte do Tejo até ao final das linhas suburbanas. Talvez também por ficar orientada a Leste (com direcção Norte-Sul) e com isso o Poente e Nascente ficarem em posições diferentes às que estou habituada, conferindo, principalmente durante a Primavera e Verão, uma luminosidade incrível. 



O momento em que eu gostava muito que os geólogos que me lêem ajudassem...

Há ou não há Cretácico inferior (K1) acima da falha da Nazaré, sector norte da Bacia Lusitânica? Algumas pessoas, algumas pessoas, dizem taxativamente que não, mas, nos relatórios de poço (plataforma) ele ocorre sob a forma da Formação Torres Vedras, por exemplo. Por favor, digam que eu não estou a alucinar. Mas na verdade, nas cartas geológicas o sacana também aparece e tal. Deus dai-me paciência para aguentar determinadas coisas... 

Contra o Poder, nada se Pode #2

Notícia da manhã, e talvez do dia, considerando que a política nacional pouco ou nada poderá impressionar mais: Luaty Beirão pôs fim à greve de fome.
Eu acredito piamente que tenha sido apenas e só por amor à família, por amor à filha. Não me convence o discurso de que "ganhou" a batalha, ou que a "máscara" (da política praticada) tenha caído. Na realidade eu acho que não são precisas greves ou manifestações para se perceber o que se passa em determinados países do mundo, mas sim, uma boa dose de bom senso em não criar ondas (mais uma vez porque outros valores falam mais alto...) (des)necessárias. 
E isto, para mim, cada vez será mais um assunto "areias movediças". É incrível como o direito à Liberdade de Expressão se torna cada vez mais raro - quanto mais plataformas de comunicação existem, maior será o grau de vigilância. Há sempre um Big Brother a espreitar a cada palavra escrita. 

Monday, October 26, 2015

Por falar em "desbloqueio"... Contra o Poder, Nada se Pode.

Luaty Beirão. O activista angolano contra o regime. 
Não há forma do rapaz voltar a comer. O mais provável é realmente sucumbir à fome e sede por acreditar em algo tão fundamental como no direito à Liberdade de Expressão, Direitos Humanos, anti-corrupção, coisas tão corriqueiras nos dias de hoje que infelizmente andam a falhar seja em que país for (sim Finlândia, estou a falar também de ti aqui). 
Contudo o problema atravessou fronteiras e chegou obviamente a Portugal, parceiro de negócios e outros que tais com Angola. 
Se há coisa de duas semanas o nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros pronunciava-se em nada se pronunciar sobre o assunto, há dias o nosso Embaixador em Angola cometeu o enorme erro de ir visitar o rapaz, misturando-se com a legião estrangeira que foi igualmente mostrar solidariedade. 
Tal como eu tinha mencionado num comentário um bocado (mas só um bocado) estúpido no Facebook, claro que Portugal não tinha nada que se meter nestes assuntos. Nós que temos, ainda assim, uma boa relação comercial e económica com Angola, que temos investimento angolano, vamos visitar pessoas que estão contra esse mesmo regime que possibilita esses negócios? É dar uma no cravo e outra na ferradura  - e olhem que eu sou perita em instabilidade emocional. 
Peço desculpa, porque neste momento da minha vida a minha opinião já não pode entrar em jogo, mas a verdade é que se queremos continuar com algum apadrinhamento angolano pró-Santos em Portugal, temos de nos sujeitar ao básico dos básicos, e por muito que discordemos de determinadas situações, temos também de engolir em seco a bem das relações diplomáticas que eu sei, serem muito difíceis de, primeiro, se estabelecer e, segundo, se manter. 
Claro que o politicamente correcto é muito bonito, mas por vezes traz-nos muitos dissabores. Há que ter em atenção vários factores antes de se fazer seja o que for, principalmente neste tipo de casos. 
Luaty, compreendo a tua luta e se eu pudesse, outro galo cantaria, mas infelizmente contra o Poder, nada se pode.  

Desbloqueio

Quando estás há quase 1 ano histérica com a revelação da existência de fontes termais (termas romanas) e finalmente sabes que sim, que estão a fazer alguns estudos arqueológicos sobre o assunto. Isso sim, é finalmente um (quase, vá) desbloqueio. 

Para quem não sabe, as termas romanas estariam localizadas à que agora é a Rua das Pedras Negras, junto à Igreja de Santo António (à Sé) e, em Alfama, algures entre colina da Sé e os Chafarizes de Dentro e d'El Rei, outrora conhecidos pelas suas propriedades medicinais. 

Friday, October 23, 2015

The pursuit of happiness is not outside you but yet, within you.

Tão bonita esta frase. Tão reveladora de um profundo auto-conhecimento adquirido em livros de auto-ajuda (que nunca li) e romances cinematográficos desde que a Scarlett O'Hara assumia que resolveria os seus problemas "amanhã". NOT! 

Na realidade é muito mais que isso. 

Quando não sabemos silenciar o nosso EU, começa a ser muito difícil escutarmos realmente o que a nossa mente nos tenta dizer, o que os outros nos tentam dizer, e por aí vai. O silêncio É desconfortável - todos sabemos isso, e só se torna mais "aceitável" quando começamos a preencher esse pseudo-vazio com nós próprios. Fazendo algo que nos preencha de tal forma que não seja obrigatoriamente necessário serem outras pessoas a fazerem-no. 

Dito isto o difícil é (re)começar. Aceitar o que tiver de ser aceite, perceber que não podemos mudar o que está para trás mas sim, no presente moldar um rumo melhor, e coiso e tal. No Fim está o Princípio e só dentro de nós é que conseguimos desligar o botão das rAlações externas e passamos a admitir que afinal até conseguimos sobreviver mais um dia "sozinhos", lidando e lutando apenas com e contra nós mesmos, contra os nossos medos. 

Na verdade é o Medo que nos vai controlando em tudo. O medo da rejeição, o medo de sermos mal interpretados, o medo de falharmos, de incomodarmos. Quando mostramos essa faceta tão insegura aos outros, então imaginemos o quão partidos afinal estamos por dentro, de forma a necessitarmos daquele apoio extra que os outros não têm na realidade obrigação de nos dar. Aliás, podem nem querer dar sequer, uma vez que quando nos conheceram e se aproximaram de nós foi por sermos independentes e felizes e pró-activos e com sonhos e planos - e, lá está, fazendo coisas que nos preenchiam sempre. A única coisa que podemos esperar dos outros é companheirismo, amizade, e, quando isso não ocorre, então é tempo de avançar. Custa muito? Custa... Silêncios, enfrentar medos, lutar contra as nossas inseguranças, saber avançar (e largar o que nos prende - porque o que está feito, está feito, dito, não há forma de o alterar), principalmente o largar e saber avançar (porque foi bonito e porque sentimos falta ou saudade, porque agora dói - e se continuarmos a pensar nisso, vai continuar a doer, porque é como estar sempre a tirar a crosta de uma ferida). 

Não sou cá guia nem exemplo para ninguém - estou aqui com este paleio exactamente porque estou numa situação que me obrigou (em parte por minha culpa) a estar num silêncio atípico e conseguir esperar por uma coisa simples. Um "olá". 
O que aprendi em (só) 4 dias e meio? Ainda não sei. Acho que ainda não aprendi nada. Mas simplesmente o facto de me estar a controlar internamente já deve ser um passo rumo a algo mais positivo e melhor em mim. 

Ficarei a aguardar por melhores dias. Mas a verdade é que não passará apenas e exclusivamente pelo "Olá". Até pode chegar e eu continuar a sentir-me mal - ou seja, a cura para o mal-estar passa apenas por mim. Dentro de mim. 

Posto isto, acho que vou voltar a viajar..  


Tuesday, October 20, 2015

Tudo acontece por uma razão. Estou aqui farta de o dizer e de certa forma é assim que, depois das grandes tormentas, eu acabo por pensar no meu dia-a-dia. Ou é isto que eu digo às outras pessoas quando são elas que não conseguem ver a luz no fundo de tudo o que se lhes passa. 
A Vida seria muito mais bem aproveitada se não houvessem ansiedades, ou ilusões ou criação de expectativas. Um dia de cada vez, sem pressas. Contudo, não é assim que ela se nos apresenta. A Vida quer-se vivida a uma cadência normal, equilibrada, sim, mas quando tem de ser rápida, aproveitando o momento também assim o é. Há quem não o entenda. Há pessoas, como eu, que sofrem de ansiedade, essa ansiedade torna-se em insegurança, essa insegurança em tristeza, a tristeza em ansiedade, num ciclo vicioso que só termina quando "algo" termina também. Num relacionamento há sempre esse fervor de tudo ser para ontem. Porque há uma vontade incrível de querer estar com o outro, de absorver cada movimento e cada toque e olhar. E sim, com o passar do tempo, com o desenrolar da Vida, essa primeira sensação de euforia vai passado, ou pelo menos relaxa um bocadinho, desde que haja sempre paixão e afecto (seja ele que tipo for). 
Por muito que eu também diga que é essencial, devo admitir no entanto que esperar (ou dar tempo), não é o meu forte. Posso esperar por coisas (porque são isso mesmo, objectos), posso esperar por realizar certos trabalhos (porque ainda não recebi dados suficientes para pôr "as mãos da massa"), mas não concebo esperar por pessoas, por disponibilidades temporais. Nem eu, nem (quase) ninguém. Ou quer-se estar com a outra pessoa, ou então não quer - e a razão, se for aceitável, pode simplesmente terminar com um: "neste momento não tenho tempo para estar com outra pessoa a meu lado, sequer". Se assim não é, é apenas um tormento para uma das partes. Tentar aceitar justificações atrás de justificações que nos levam a pensar "nem 2 minutos?" acaba por ser penoso. Mas mais penoso é, quando elas são realmente verdadeiras. Antes fôssemos todos uns sacanas, a mentir descaradamente, mas não. Temos realmente aqui um problema de falta de tempo, de timing, de vidas que estão em níveis totalmente distintos. Há falta de carinho ou do tal afecto? Talvez não. Concerteza que não. O que falta é a altura certa da Vida - porque ela é para ser vivida à tal cadência sim, mas em alturas que sejam perfeitas para um casal. Contra-pesos na balança, um dar mais, o outro não dar de todo, depois receber-se tudo de uma vez só transbordando o copo e acabando por se entrar numa maré de quase enfado é simplesmente errado, porque não apresenta equilíbrio. Porque uma das partes acaba por sair mais fragilizada e quebrar. E fazer coisas que não devia de todo - a bem da sua integridade psicológica, pelo menos. 
Às vezes limito-me a ver o óbvio (que custa mais que traições), o Amor só por si, nem sempre é O suficiente. E não se pode esperar para sempre. Porque a Vida não espera. É isso... a Vida não espera. 

Friday, October 02, 2015

Porque está na hora de falar de coisas sérias...

Sobre as eleições (porque estamos a dois dias e amanhã tenho o dever e a obrigação por Lei, em estar calada): sempre votei, SEMPRE. Desde os 18 anos, nunca falhei nada, nem referendos, nem legislativas, nem autárquicas, sempre votei com consciência que o meu voto sairia das minhas convicções, fossem elas mais de esquerda ou mais de direita (quem nunca se sentiu ligeiramente JCP que atire a primeira pedra ao charco!). Mas este ano, neste 2015 que tem sido algo trapalhão, já não tenho a certeza que o meu Voto seja útil, inútil, assertivo, de coração ou de convicção. Tenho, pela primeira vez, a sensação de atirar tudo ao ar e dizer "que se lixe esta merda toda, eles que se decidam e escolham!" E acho que se não puser os pés na minha antiga escola secundária, não estarei "nem aí" para o sucedido. Assobiarei para o lado como tantas outras pessoas costumam fazer - mas ao contrário delas, que depois passam 4 anos a criticar, a maldizer, eu ficarei calada a ver a caravana passar. É um bocadinho como aquelas pessoas que passam um Inverno inteiro a dizer que estão fartas do frio e da chuva, mas assim que apanham os primeiros raios de sol queixam-se: "ai, este sol faz impressão à vista"... PQP! Ide-vos morder todos num sítio que eu cá sei, mas por favor, livrem-se de dizer seja o que for perto de mim! (E muito menos livrem-se de me apontar o dedo como possível eleitora não participante...)

Monday, August 03, 2015

Pára. Escuta. Olha.

Acabei de ler um artigo sobre o facto de algumas pessoas simplesmente não saberem esperar e atirarem-se de cabeça para algo. Nomeadamente, para um relacionamento. E principalmente não saberem lidar bem com a espera, com o silêncio (normal), com a separação (física e por dias) da outra pessoa. Eu sou assim. Não sei esperar por ele. Não sei respeitar silêncios, nem tempos, nem horários, nem vontades - que existem, mas nem sempre dá para se manifestarem. Sou muito explosiva. Reajo mal a negações, a tempos livres e mortos em que há outra coisa por fazer - mas igualmente me chateio quando eu tenho de fazer mas ele me pergunta se eu posso ou quero. Em resumo, este tipo de comportamento é de pessoa mimada. 
Estive tanto tempo sozinha, a fazer tudo sozinha, que continuo a querer o meu espaço, mas não sei dar espaço aos outros. Isso é errado. Isso mata uma relação se não for bem medido. É preciso parar, escutar, olhar e respirar antes de dar o próximo passo. Ter a calma e paciência necessárias - não tanto pelos outros, mas essencialmente por nós, de forma a deixarmos a Vida rolar ao seu ritmo, sem estar sempre em cima, e estar sempre a massacrar o outro (mesmo que seja um massacre positivo não deixa de ser massacre). É preciso principalmente acreditar no Outro. Se somos amados porque temos a mania que o silêncio é sinónimo de que tudo vai mal? Não quer dizer nada. Numa relação, se algo está mal as pessoas falam sobre isso - para o bom e para o mau. Não estamos num jogo em que temos de esperar a cada 5 segundos pela resposta da mensagem que não vem - ela vem, simplesmente temos de espera mais do que os 5 segundos de intervalo! 

Esperar é uma virtude - só temos de colocar isso na nossa cabeça. 

Monday, July 06, 2015

Noites mágicas. Sintra.






Fotos de Cláudia Paiva Silva (4 Julho 2015)

Para a Grécia, com amor...

Não nos façamos de tontos.  Este referendo foi apenas simbólico. Uma tentativa de mostrar aos restantes estados membros da moeda única que as coisas devem ser feitas sempre com o apoio do Povo. O Povo, esse que supostamente, mais ordena. Em Portugal não houve qualquer referendo para saber se queríamos um pacote de medidas de ajuda (austeras) para podermos começar a pagar uma dívida astronómica para com aqueles que nos emprestaram dinheiro (e roubaram com isso toda a nossa indústria). Mas não vale a pena estar a discutir o passado. O importante é que começámos a pagar (e bem) e no entanto ainda cá estamos, mesmo com cortes, mesmo com salários congelados, ainda conseguimos ter dinheiro para pagar alguma comida, alguns medicamentos, alguns exames médicos e consultas. Ainda não estamos totalmente falidos. Ainda vamos sobrevivendo.
Na Grécia isso não acontece. Os bancos não têm mais dinheiro. As pessoas não têm empregos e para piorar, a forma como vemos um grego é praticamente verdadeira: um bocadinho para o aldrabão, como eles próprios admitem. 
Daí que não em espanta nada que Varoufakis tenha pedido demissão do cargo mesmo com a esmagadora vitória do Não - ele que disse que se demitiria ("prefiro cortar um braço...") caso vencesse o Sim. É que ele sabe (e nós também) que não há outra solução para a Grécia a não ser ceder perante a União Europeia. O Não ter ganho é realmente simbólico e importante - o povo grego, democraticamente, fez História. Fez um STOP à Europa -, contudo não é assim que os bancos irão reabrir amanhã. Não é assim que vai haver crescimento económico, criação de empregos. Se às medidas que a UE poderá impôr á Grécia durante o impasse do Grexit ou não-Grexit, juntarmos a possível saída do EURO, estamos tramados - os mercados financeiros já estão a ceder e a banca de Lisboa é logo das primeiras a dar sinal. Aflige-me as repercussões que esta atitude grega possa ter em nós. Nós Portugueses porque honestamente com o mal dos outros países posso eu bem, e já se viu que uma Espanha e uma Itália, por pior situação que estejam em relação a nós, parecem ter sempre as costas quentes. 
Que a Grécia tenha demorado 15 anos a "bater o pé" à UE é apenas de lamentar - vem agora um governo de esquerda, que não tem nenhum partido que lhe faça oposição, brincar às birras e com a vida das pessoas. Ontem estava o Daniel Oliveira preocupado com a esquerda e a direita.. ele deveria era estar preocupado com as pessoas. Vidas Humanas que devem querer lá saber se é a Esquerda ou a Direita. O que querem é poder sobreviver. 
Não tenho nada em favor ou contra a Grécia - enquanto país nunca me fascinou, com excepção de Salónica (e por motivos Históricos não-recentes). A única coisa que peço é: não nos lixem a nós também, já que não souberam fazer o mínimo dos trabalhos de casa ao longo dos últimos tempos. 
Vejam lá então se fazem o que todos esperam: um acordo que não vos mate, mas esfole - é que isso toca a todos! 

PS - Segundo o gráfico abaixo, a Grécia é sem dúvida o país com maior dívida pública - ainda assim há países que embora não estejam nestas mesmas condições financeiras, estão a passar por momentos mais difíceis, quer pelo valor dos salários, pensões e reformas ser mais baixo, quer pelos impostos serem mais elevados. 


Tuesday, June 16, 2015

Não há título. Não há nada. Apenas palavras. Nem sons. Apenas escrita. Acelerações do coração, calafrios na espinha, estômago em reviravolta.
Tudo aquilo em que eu firmemente acreditava (será que não acredito ainda?) está a ser derrubado. Uma sensação completamente estranha e diferente: porque é assustadora. Pela primeira vez em muito tempo tenho medo por mim. Tenho medo real de me perder, de vir a sofrer a sério - até porque desta vez gostaria de saber fazer tudo perfeitinho. Já me magoei antes, por amigos, devido a mal-entendidos, por ter sido influenciada negativamente e não ter aguentado mais, mas desta vez é na pele. Aquela previsão estúpida que nos atravessa a alma que quando terminar vai doer até mais não e nos iremos novamente fechar ao mundo. No mundo. 
Eu não sei ser amada, palavra de honra que não. Sei o que é ter amigos que me aturam e gostam de mim por essa mesma razão, sei o que é sentir-me desejada num ponto de vista puramente físico, mas que alguém, ainda por cima inteligente e jovem, possa nutrir qualquer sentimento mais puro por mim, é-me simplesmente surreal. E eu sempre fugi disso - eu sei é ser amiga, grande amiga, aparar os golpes, fazer triplos saltos e aterrar em pé, nem sempre em equilíbrio, mas isto, isto é um assombro. É desconhecido para mim e faz-me sentir literalmente aterrorizada. 
Pessoas, é isso: eu estou aterrorizada. A simples ideia de ser beijada ou acariciada deixa-me em estado de alerta geral. Tento ficar o mais "cool" possível, afinal já tenho 31 (!!!) anos, e até já tenho a carta de condução (finalmente e às primeiras!!). Mas no que toca a Amor, Amor à séria, finalmente correspondido, não sei o que fazer. Não me sinto capaz, sinto-me tola e tonta e brutalmente estupidificada com a minha tolice. Tenho medo primeiro que eu fuja, depois que ele fuja e que finalmente tudo acabe tão rapidamente como começou. Pondero a situação de não estar psicologicamente preparada para um relacionamento, mas o pior é que se até há uns meses atrás, a ideia era "curtir" - e acreditem que nunca passou dessa ideia -, agora o que eu quero é estabilidade, paz, tranquilidade, sentir-me simplesmente em calmaria e aquilo que eu sinto é aquela instabilidade toda associada ao mais bonito dos sentimentos humanos. 
Amar não é bonito. Nem simples: dá trabalho e mete medo. Muito medo mesmo. 
A minha única questão é se ele tem medo também ou se simplesmente me vai abraçar até o meu medo passar.. 

Monday, June 15, 2015

Há coisas que não se explicam. Acontecem. Simples.


Das amizades e afins

Lá vou eu falar de amizade, dos amigos para a vida, dos ciclos, das entradas e saídas da vida das pessoas, do nosso papel na vida dos outros, etc..
Não precisaria de estar constantemente a mencionar isto, mas a verdade é que são estas pessoas que, num círculo cada vez mais restrito em número, mas abrangente de conhecimento, me vão puxando para cima, me fazem ter forças para coisas mais complicadas, me levam a descomplicar outras mais banais, me fazem colocar em perspectiva a minha forma de estar e alertam para as minhas pisadelas de risco.
Há coisa de três meses, se tanto (time flies baby, e se eu me perco nas horas, imaginem então nos dias e semanas), conheci mais uma menina que poderá com o tempo, ser considerada daquelas especiais que irão permanecer durante muitos anos.
Tudo começou com uma revista. Comprei a Umbigo quando percebi que o tema seria sobre Fotografia. Ao ver uma série de nomes que eu reconheço (e conheço) acabei por comprá-la, e foi numa viagem ao Algarve que acabei por ler a entrevista à Ana Morais (ou Anita dos 7 Ofícios). Fiquei siderada. Uma miúda, porque o é, de Mirandela, ter largado a terra natal e ponto de segurança, lançando-se no mundo com uma força daquelas poderosas, que conseguem fazer tudo. 
Apanhei-a no Instagram, trocámos umas mensagens, acabámos por nos conhecer pessoalmente. Mulher do Norte, sem papas na língua, uma tipa que aos 29 anos sabe o que quer da vida - e quer tanto, mas tanto mais, que me deixa a um canto em termos de acção/ reacção.
Talvez porque ainda esteja a tentar singrar no mundo que realmente gosta, talvez porque não seja fácil conciliar trabalho com os estudos de mestrado, talvez porque organize e participe em workshops de fotografia que valem realmente a pena, a Ana é daquelas pessoas incríveis porque são muito completas e não têm medo de aprender mais. 
E eu gosto de pessoas assim - que não têm medo de arriscar, mesmo que o risco possa ser elevado, que lutam pelo que querem, mas principalmente porque durante esse processo de aprendizagem não se armam em vedetas (e a Ana se quisesse poderia ser assim porque já vai sendo reconhecida pelas ruas da capital), nem tentam chegar ao topo pisando outras pessoas - e há tanta gente que pisa, mas também outros tantos que merecem ser pisados. Contudo, para esses casos, o karma encarregar-se-á de dar a devida resposta.
Para e quanto à Ana é só o que me ocorre dizer, uma pessoa nova na minha vida e que me vai ensinando a perder medos, a ganhar outras confianças, que me inspira (e não apenas que me influência), que tem um sentido de estilo extremamente cool, que é reservada, que sabe estar no seu espaço e preservá-lo tanto como sabe abrir os seus muros e deixar as pessoas lá entrarem. 
É uma garota especial, no final do dia. E que eu acho que todos e todas deveriam conhecer porque o mundo é feito de gente honesta, real, divertida e responsável. Pão, pão, queijo, queijo. Que sabe criticar sem ofender, construtivamente, sem invejas ou falsas intenções. 
A Ana é assim... 

Foto: Luís Octávio Costa (@kitato)




Tuesday, May 26, 2015

El camiño se hace camiñando. Parte 50 mil!

Isto de se tomarem as rédeas de eventos incomuns que podem não chamar muito a atenção das pessoas que se querem participantes activas, tem imenso que se lhe diga! Ainda assim, no meio de congressos, apresentações, discussões técnicas sobre geoquímica e calhauzada, consegui arranjar espaço para organizar e estar a coordenar o evento de Escrita Criativa Writing Wallpeople para o próximo dia 6 Junho, no Largo São Carlos, em pleno coração da cidade de Lisboa.

Posso dizer que até foi fácil conseguir os nomes ilustres que deram origem às que vão ser as nossas histórias, mas na verdade foi uma questão de sorte. Podia ter tido o azar das pessoas não quererem colaborar, ou não estarem disponíveis para isso.

Contudo, o brilhante Vicente Alves do Ó, o Herman José (sim, pelo amor de Deus, o HERMAN!!!) e a queridíssima Ana Paula Almeida foram alguns dos autores que aceitaram o desafio de iniciar os textos que depois cada pessoa poderá continuar. 

Ainda assim também posso afirmar a pés bem juntos que a falta de feedback e apoio dos órgãos de comunicação social é tão gritante como a minha falta de jeito para o ponto de embraiagem de um carro. Não compreendo como tanto as revistas cor-de-rosa, que adoram debitar sobre pessoas "famosas", assim como as super intelectuais (que devem ver este evento como algo de baixo-nível cultural), nem sequer um email de "tomámos nota" até agora enviaram. 

Bem sei que sou peixe fora de água, num mundo realmente feito de hostilidade e de muita cagança associada, onde quem ganha é o amigo do amigo, do conhecido que até pode dizer mal pelas costas, mas é capaz de vender um rim para ser mencionado num artigo de 3 linhas. É feio, ponto.

Portanto, utilizarei o meu blogue, tal como faço a minha página no Facebook para divulgar a Edição 2015 do Writing Wallpeople. 
É só aparecerem pelas 15.30/16.00 no Largo de São Carlos em Lisboa, lerem o início de história que está colada na parede e acrescentarem-lhe um "desfecho". Simples e gratuito. Apenas deixar a imaginação correr. 

Prometo pelo menos boa disposição e uma tarde bem passada - e depois podem ir todos a correr para a Praça das Flores onde a revista Gerador estará com a festa Trampolim! 


Obrigada desde já a quem ler isto, a quem partilhar e principalmente a quem aparecer - se o fizerem, identifiquem-se! 


Wednesday, April 29, 2015

A Música Portuguesa a Gostar dela Própria - a minha visão

Raras vezes temos a sorte de nos cruzamos com pessoas inteligentes que apresentam ideias interessantes. Raras também são as vezes em que essas ideias são inovadoras e não sejam uma espécie de repetição melhorada de algo que já se fez antes. 
É o caso do projecto a Música Portuguesa a Gostar dela Própria (MPGDP). Pegando no conceito de recolhas musicais ao e no interior provinciano do nosso país, (feito iniciado por Michel Giacometti durante os anos 60), este projecto tem, ao longo dos quase últimos 10 anos, tentado promover não só a música que é feita em português de Portugal, como, maioritariamente, durante os últimos 5 anos, de uma forma mais coerente e "certinha", digamos assim, a música tradicional portuguesa. Sim, com os instrumentos tradicionais, os cordofones, os cavaquinhos, os adufes, as gaitas de foles, os cantares e cantes alentejanos, os pauliteiros lá de cima, as senhoras de ouro ao peito, tudo o que possam imaginar do que se espera de "tradicional".
Ora, como o próprio autor do projecto (Tiago Pereira) diz: o "tradicional" é a uma mentira. É um preconceito (ide ver o que pre-conceito significa ao google, aos livros, etc.) em cada um de nós. É a forma como queremos ver o que é típico de cada região - mesmo que mais não seja apenas do que uma imagem que nos queiram transmitir. 
E há realmente um outro tipo de preconceito associado. Durante muitos anos o folclore português, o rancho, os grupos tradicionais eram vistos com algum desdém, como se fosse piroso falar ou escutar-se isso. Hoje simplesmente não é algo que gere dinheiro ou com que se ganhe audiências. Ninguém quer aparecer na televisão a participar num grupo folclórico; já com as pernas e mamas à mostra a cantar cantigas de conteúdo duvidoso... Mas presunção e água benta, cada um toma a que quer. 
O que aqui interessa referir mesmo é que o trabalho que o Tiago e restante equipa (e são muito poucos mesmo!) não é fácil. Não é fácil saber lidar com egos de pseudo-artistas de aldeia que pensam que vão entrar num programa de televisão (e rádio) e ficar famosos, não é fácil lidar com idosos e idosas muitas vezes isolados no meio dos montes e vales de um país ao abandono infinito dos tempos, e ganhar-lhes uma confiança tal com a qual eles possam não só contar as histórias de Vida (e muitas vezes feias e más e ingratas) e cantar as suas canções. Não é fácil deixar-se para trás uma vida normal, a família e amigos para rapar frio, calor, chuva, sol, neve, humidade, currais, animais, grutas, pedras, serranias e conseguir desencantar sons que de outra forma seria praticamente impossível. 
Não é fácil pegar nesses milhares de registos e conseguir montar um puzzle que se transforma em episódios de 20 e poucos minutos semanais. Horas e horas de gravações que farão parte da nossa memória colectiva Futura de um Passado que em breve vai deixar de existir. Porque igualmente não é fácil lidar com a desertificação do tal país ao abandono e com a  morte das gentes de outra cepa e de outros tempos. Os nossos egrégios avós como diz "a cantiga". 
E eu acho, pelo que vou lendo aqui e ali, que as pessoas pensam que isto tudo é muito fácil. Que se passeia imenso e que se trabalha pouco. Que a dificuldade de e em falar com as pessoas está apenas na nossa cabeça. O que não deixa de ser curioso, uma vez que às vezes para se dizer um Bom Dia num café da capital é um esforço tremedo que se aparenta fazer. 
Eu tive a sorte em me ter cruzado com o Tiago. E de ele me ter re-apresentado algo que já estava há alguns anos adormecido em mim - o gosto pela música tradicional. Nunca tive problemas com ela, nem preconceitos. Muito pelo contrário. Mas com o passar do tempo e com mudanças no estilo de vida há coisas que foram ficando arrumadas nas suas respectivas gavetas. Felizmente este tema voltou a ser retomado. 
Espero realmente que se saiba aproveitar este esforço que este grupo anda a fazer. Todas as imagens e sons que vão sendo recolhidos e, que saibamos nós também ir preservando alguma memória de "tradição" ou não tradição, que possamos ter. Gravar os nossos avós, gravar o amolador de facas, às vezes o barulho de uma viola de dois corações com o bater do Oceano nas rochas como pano de fundo. 
Num Portugal de Torga, Brandão, Garrett, Pessoa, não é só pela nossa janela que vemos o mundo. Nós é que temos um Mundo e temos que o saber ainda guardar. 

Tuesday, April 28, 2015

De quarta feira para uma terça-feira ou como os gajos conseguem sem Nhurros

Tudo muda. Tudo está sempre em constante mudança. Seja a nível profissional ou pessoal. 
Num momento parece que estamos em pleno equilíbrio com o Universo e logo de seguida, quem menos esperamos faz-nos uma sacanice qualquer que até ficamos vesgos com tamanha audácia e desplante. 
Claro que a amizade é isso mesmo. Principalmente quando é de largos anos, e quando sabemos já o que esperar (mesmo quando não o esperamos) um do outro. Mas ainda assim, custa quando nos ocultam pequenas coisas. Coisas básicas mas que fariam toda a diferença. Avisar que iria a determinado local, para determinado objectivo, mas que iria levar determinada pessoa, não custava dizer. A sério que não. Só lhe ficaria bem. Mas não. Gajo nhurro faz a merda toda sozinho. E depois nem tem coragem para contar ou assumir. E eu, como amiga, também fecho os olhos e engulo o sapo. Também não foi assim tão grave. Não matou, mas moeu. 

Wednesday, April 22, 2015

Coisas que se vão aprendendo

... Realmente é certo que isto de eu escrever e ter um blogue e tudo o mais é muito bonito. Sem dúvida que aqui se calhar revelo muito mais do que numa rede social. E o mais estranho é que aqui escrevo para o "público" (esse enorme universo de totais desconhecidos que podem tropeçar neste link ou simplesmente serem vouyeurs de vidas alheias). 
Já que assim é, revelo aqui e agora que os últimos 4 meses têm sido plenos de coisas novas. De gente nova na minha vida, de outras actividades, de momentos de lucidez e outros de pura alucinação que abanaram as minhas bases, tudo aquilo em que eu, aliás, acreditava. 
E foi tudo para melhor - sabem aquele medo que sempre sentimos em enfrentar o desconhecido, em largar a mão daqueles que sempre vimos como as únicas âncoras? Pois, é o melhor que nós fazemos. Não só enfrentamos esses medos, como acabamos por ver que essas pessoas não vão a lado algum, continuam ao nosso lado, simplesmente já não estamos dependentes delas para a nossa sobrevivência.
Assim, também digo que aos 31 anos ainda tenho muito por viver e aprender.
Por isso é que hoje, ao ler um artigo da Maria Capaz - plataforma interactiva criada por mulheres e para mulheres (e homens) - defrontei-me com o óbvio. Com aquilo que todos os dias eu penso, mas não tinha coragem de assumor, de entender como adulta que agora sou: vive-se em Portugal numa sociedade preconceituosa e triste. 
Uma sociedade que continua a olhar para a Mulher enquanto mãe, enquanto, esposa (dedicada), fada do lar. Uma sociedade que não admite que as mulheres possam escolher o que querem fazer das suas vidas a partir de certo momento, como se até uma fase da vida nos fosse permitido alguns excessos (mas apenas alguns) e depois disso, é hora de arrumar ideias, assentar arraiais com alguém, ter uma vida familar e profissional perfeitas - com crianças incluídas se possível (porque caso não seja, coitadinhas de nós que iremos sofrer o resto da vida com a falha eterna de não termos posto na Terra mais um ser). 
A Vida é uma responsabilidade imensa. A nossa própria Vida é da nossa responsabilidade infinita. 
O facto de só agora eu estar a dar-me com imensas pessoas (vá, não são assim tantas), mas de tão diferentes mundos, só me faz pensar não que eu tenha vivido mal ou pouco - pelo contrário -, mas si, que existe um outro Mundo imenso por descobrir e que eu, nós, não temos idade para nos auto-impôr barreiras, sejam elas etárias ou psicológicas. 
Claro que se alguma mulher ler isto, vai achar todo o texto balofo. Sim, porque na maior parte dos casos dou-me com mulheres bem resolvidas que não têm quaisquer problemas com as suas vidas. Contudo, parem bem para pensar no contexto global. Olhem bem para as que vos rodeiam - aquelas que não fazem parte do vosso círculo de conhecidas sequer. Olhem para as que vão nos transportes públicos, as que levam ou não as lancheiras. Talvez aí, nessa comparação de caras e sucessivos momentos de monotonia automana, vejamos que realmente espelhamos o que a sociedade portuguesa espera da Mulher: ou és casada, mãe, com emprego (ou não), porque isso acaba por ser irrelevante (com ou sem crises económicas), ou então és uma falhada, mesmo que sejas CEO de uma grande empresa. Porque falhámos realmente em tudo o resto. Não somos capazes de manter um relacionamento, de ter tempo para a família, uma série de outro episódios que só nos fazem umas tristes e sozinhas.
Desculpem a franqueza, eu não vou voltar a repetir que é bom viajar e estar com pessoas novas e bla bla bla, eu apenas me vou focar nisto: no falhanço que representa para a sociedade uma Mulher que seja emancipada e que tenha realmente mão na sua vida - seja em que aspecto for e para o que for. 

Por minha parte, vou continuar a dizer que estes meses têm sido de uma aprendizagem constante, conhecendo pessoas incríveis que sei que entram na lista dos que serão grandes Amigos/as. 

E agora, tenho empadas para comer. Obrigada. 

Thursday, April 16, 2015

Das coisas que eu adorava dizer-lhe...

E que até lhe digo, mas ele pensa que eu estou a brincar (não se costuma brincar com o fogo....).

Cala-te e beija-me de vez pá! 

A Viagem Começou #3

A Viagem não é só com uma pessoa. Ou com duas, Ou três, ou várias.
A Viagem é interna e engloba alguns dos seres que nos rodeiam e que nos vão influenciando ora de forma mais positiva, ora de forma mais negativa. 

Esta minha Viagem começa realmente no dia em que consegui ultrapassar algumas barreiras. Começou no dia em que deixei cair algumas defesas - e no dia, pouco depois, em que percebi que sou realmente mais forte do que pensava em algumas circunstâncias. 

Por outro lado, também compreendi que tenho falhas, que erro, que posso colocar-me (e aos outros) em situações constrangedoras e embaraçosas, que podem nem sempre acabar bem. Até agora tive sorte. E por uma questão de idade e aprendizagem, consigo com maior rapidez identificar esse comportamento padrão que me tem levado a alguns azedumes internos. 

A Viagem começou quando percebi que estou bem comigo mesma. Mesmo quando não estou. Compreender que tenho mau feitio, que sou desconfiada, que falo em demasia com pessoas com quem tenho (ou penso ter) grande confiança, que quando o meu organismo (corpo) cede ao cansaço eu tenho de lhe dar descanso, compreender que sou metediça demais na vida dos outros (e que isso tem de parar), que gostava imenso de fazer imensas coisas, mas, devido às vicissitudes da vida nem sempre me é possível.
Compreender que tenho imenso Caminho por percorrer, imenso para aprender, que tenho de aprender a respeitar o espaço e tempo dos outros, que o meu ritmo é diferente dos demais.

Compreender também que a minha Vida nem sempre sou eu quem a escolhe, mas sim aquilo que me é dado no Presente.

Seria sempre tão mais fácil conseguir estar neste estado de equilíbrio, de aparente "normalidade", em que tudo parece fazer o mais perfeito dos sentidos, mas sei bem que não é assim. Que, tal como acima escrito, somos seres altamente influenciáveis pelos que nos rodeiam, pelo que nos rodeia. E que o tempo nem sempre cura tudo. Pode curar a dor e a mágoa, mas não cura saudades, nem substitui pessoas, momentos, magia. 

A vida nem sempre pode ser Poesia, mas podemos torná-la mais poética. 

Monday, March 30, 2015

Para T.

Estive aqui a pensar... Nós na realidade somos bastante iguais. Não no que fazemos, nem no nosso passado infanto juvenil. Nem na educação. Somos idênticos na forma de nos apaixonarmos dum dia para o outro, mesmo sabendo que pode durar milésimos de segundo. Claro que eu sou conservadora. Ir no tudo ou nada e depois sofrer com isso, é a minha resistência à paixão. Mas sou de amores. Amo única e exclusivamente. Apaixono-me variadas vezes. Vezes a mais até. E isso, em ti revela-se não pelo número de mulheres que tens, mas pela forma que o fazes, que o demonstras. Não creio que mintas a nenhuma. Sei que no fundo gostas de todas.. E que ficarias com todas. Mas percebo essa coisa tua do teu trabalho, vocação, o teu real Fado. É isso que te alimenta e move. É isso que faz com que sejas romântico e apaixonado. O Amor à terra é o teu motor de Paixão. É isso que procuras e anseias no teu registo de música. E eu, na minha pesquisa de pedras e falhas tectónicas e erupções vulcânicas, petróleo e gás.
Nós, na realidade, não somos assim tão diferentes.

Tuesday, March 24, 2015

A Viagem Começou #2

... mesmo que corra mal. Mesmo que nos deparemos com gente estranha pela frente. O importante é NÃO voltar atrás. Nunca. Limpa-se o estrago, arrumam-se as ideias. E continua-se em frente... 

E sim, existe Poesia. 

Obrigada T. por me queres ensinado tanto mais do que aquilo que eu estava à espera e que tu querias. 

Thursday, March 19, 2015

A viagem começou...

Assim, do nada. 
É geralmente no virar da curva que as coisas nos acontecem. Quando já não acreditamos em nada e nada esperamos. Precisamente nesse instante de tempo, imperceptível aos olhos humanos, que somos arrebatados pela Vida. Pelas pessoas que menos esperamos. Pelas que não esperamos aliás.
Sei que não vai ser fácil, que tenho barreiras (auto impostas, tontas, sei lá) para ultrapassar. Sinto que já não o irei fazer sozinha. 
E o mais engraçado. Foi o Amor ao meu país que acabou por ser o factor principal. Uns adufes, pedras poeideiras, entardecer e azul no céu. 
E (melhor/pior ainda), estou mesmo feliz. 

Será demasiado cedo para iludir-me assim? Talvez. Mas já é também demasiado tarde para voltar atrás. 

Wednesday, February 04, 2015

Nos dias em que eu perco a pachorra

Não é uma questão de mau feitio. É mesmo uma questão de falta de paciência. Com o género oposto. Presumo que seja do frio. Está realmente frio e dizem que vai ficar ainda assim um bocadinho mais gelado. 

Mas há coisas que me tiram do sério. Eu sei que também não sou fácil - mas eles também podiam ajudar. Ou sim, ou não, agora cá merdas... 


Sunday, February 01, 2015

Porventura das melhores revistas que comprei em muito tempo...

O tema, sobretudo: Cidade. A reportagem sobre a Ameixoeira - local que para mim sempre foi a fronteira com o "campo", mesmo que esse espaço mais rural esteja agora povoado de arranha-céus até praticamente Mafra, e seja designado como subúrbio de Lisboa, tal como tudo o que mexe desde o Rossio/ Sete Rios até à estação (ainda nobre) de Sintra. 



Thursday, January 29, 2015

Batalhas. Guerras. Derrotas.

Da mesma forma como se vai ao topo, se vai ao chão. Há momentos na vida que a desilusão se torna maior do que o restante e o infinito parece mesmo infinito. Uma constante, monótona estrada, sem surpresas. Ou melhor, com surpresas que nos deixam ali mesmo no limbo. A ponderar se não vale a pena deitar a toalha ao chão por uma vez apenas, bater com os pés e dizer que queremos mais do que isto, mais do que esta Vida nos dá. E não é pela falta de luta. É exactamente porque há pessoas que nasceram com o rabo virado para a Lua em todos os aspectos e, outras pessoas que não. Simplesmente apenas são boas em uma ou vá, no máximo, duas coisas e essas, por muito importantes que sejam, não chegam para preencher o restante espaço sideral em vácuo. 

Nem sempre há momentos felizes. Nem sempre o sol se vislumbra pela manhã. 

Wednesday, January 28, 2015

Batalhas, Guerras, Vitórias

Às vezes damos, outras recebemos, outras ainda são simplesmente espaços momentâneos da vida em que as coisas parecem correr sempre mal, mas acabamos por ver o Sol a nascer todos os dias, o que talvez signifique que afinal, nem tudo pode estar assim tão errado. 
É verdade que as batalhas são muitas, e que as vitórias, quando conseguidas, conquistam-se com muito suor, trabalho e, se bem concretizadas, sem causar vítimas pelo caminho. É um ciclo desgastante? Sim, sem dúvida, é mesmo. É complicado lidar com a pressão em nosso redor, é complicado lidar com a nossa própria pressão. A auto-imposta é ainda mais destrutiva por vezes. 
Mas quando conseguimos atingir o cume da montanha - mesmo que depois o objectivo seja encontrar o nível base, - esse gozo pessoal, ninguém nos pode (ou deve) tirar. 
E sim, somos vencedores, todos, quando realmente conseguimos alcançar os nossos objectivos. Parabéns para NÓS! 

Tuesday, January 20, 2015

Nada acontece por acaso. Mas isso é uma questão de ocasião.

É engraçado como com relativa facilidade dizemos que nada acontece por acaso ou que ninguém entra na nossa vida só por "dá cá aquela palha". A verdade é que na maioria das vezes até podemos conhecer pessoas novas, mas é preciso trabalhar para as manter, se é que as queremos manter por perto. E isso nada tem a ver com destino ou com o "estava escrito". Se assim fosse, a maioria de nós estaria sozinho. É verdade! Porque não somos iguais, porque temos de conhecer e nos deixar conhecer, as manhas uns dos outros, porque alguns de nós nascem para ser e ter amigos, outros para criar inimizades. E isso não é nem coisa pre-destinada, nem do acaso. É algo que nasce em nós e que vamos refinando ao longo da vida. Vamos crescendo e conhecendo quem nos rodeia as vamos separando em categorias.
Claro que quando nos aproximamos de alguém é porque temos algum interesse ou porque nos fez despertar curiosidade. Ou porque é bonita, ou porque é inteligente, ou porque, mais raro é certo, será ambas. 
Não me venham com coisas, à medida que os anos passam, passamos a escolher gente com base na beleza, no savoir faire. Claro que depressa descobrimos o seu material interior e real e temos já métodos e meios, mesmo que muito subtis para as "afastar". Mas é isso que se passa mesmo e, mais uma vez, nada de acaso ou não-acaso, aqui. 
É claranmente mais bonito ou romântico, vá, digamos, "mágico", acreditar em algo assim. Mas podemos também olhar para a questão de outra forma. Tirando os interesses ou gostos em comum, nós atraímos aquilo que emitimos. Se emitirmos 1 frequência positiva, alegre, descontraída perante a Vida, recebemos gente no mesmo prisma de energia. Se estivermos contudo noutra agulha, será óbvio que iremos atrair pessoas igualmente depressivas (e muitas delas sugadouras de Luz, o que também não é muito aconselhável). Não estou com isto a querer dizer que não mereçam a pena, claro que sim, e são geralmente excelentes criaturas, mas a vida deve ser maior que todos os problemas juntos (e não sou de todo a melhor pessoa para falar sobre isto - sou perita em ataques de mau-humor e fenómenos de "mosca a passar pelos olhos").
Dito isto, quando chamamos a atenção de outrém, há que ter cuidado com os sinais que transmitimos, com aquilo que queremos dela, com aquilo que queremos também dar, porque o pior será atrair e depois, afinal, "ups", não era bem isto, ou então, que foi um erro total.
O chato da coisa é que isso implica um elevado grau de desconfiança. Mais ainda se já temos uma certa experiência em desilusões ou enganos. Mais ainda se atraímos as pessoas certas mas nas piores alturas possíveis (nossas, delas...). Nesse caso, o que fazer? Ah, não sei. Estou a escrever isto porque me apeteceu. Não sou guru, nem coach (que está muito em voga). Mas garanto que se quisermos mesmo levar com a coisa avante, seja o que for, se valer mesmo a pena, há que trabalhar nisso e para isso. Atenção! Não é fazer disso a batalha da nossa vida - porque não vale a pena (e há mais vida para ser vivida paralelamente). Contudo, aí sim, deve-se deixar passar um dia de cada vez, Ver que presente o Presente nos dá. Ah, podem dizer-me, afinal o Destino... Sim, o futuro será o que tiver de ser. Por vezes trabalhamos em algo que se não tiver aquela estrelinha ao lado para ajudar, não tem hipótese. É seguir em frente e deixar o resto para trás. Mesmo que doa. Vai doar. Garanto que dói. Mas o engraçado é que se estivermos dispostos, irão aparecer uma série de novas oportunidades. Espera-se é que o Acaso não faça das suas.
O Futuro chega-nos sempre, mesmo que um pouco mais tarde do que o esperávamos. ;) 

Wednesday, January 14, 2015

Esclarecimento

A História não é vendível. A História não se pode fazer num dia e ser vendida a peso de ouro no outro. A História faz-se, não raramente, de momentos críticos, delicados, que mudam para sempre a face geopolítica do Mundo. Não pode ser levada de uma forma tão ligeira. 

Ao serem vendidos hoje exemplares do jornal Charlie Hebdo por $1500, ou mais, (é ver quem vende primeiro), comprova-se que a História não PODE NEM DEVE ser vendível. 

Não aceito, nem compreendo. 


A ver se meto mão na minha vida...

Just GO WITH FLOW...

HOW HARD CAN IT BE??? 

Monday, January 12, 2015

Farta de fazer castelos no ar. Procurar Príncipes e Princesas de encantar que não existem. Quero da Vida pessoas reais. Com problemas normais, passados e presentes que são o que são. Sem mentiras ou ocultações. Gente que sabe o que é dor e mágoa e lágrimas, sorrisos, gargalhadas, momentos felizes. Gente que seja Gente!  

Tuesday, January 06, 2015

Imagens



Dias que merecem a pena...

2015

Não se deve desejar um Feliz Ano aos próximos 359 dias sem que saibamos realmente o que vai acontecer. Ninguém tem o dom da previsão, então, o que realmente se passa são 359 novas páginas em mais um capítulo da História a que chamamos de Vida. Que valham a pena!