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Showing posts from 2014

Cores de Inverno

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Se estas são as cores que o frio trás consigo, então pode ficar mais um bocadinho.

Feliz Natal

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Há coisas que não se explicam, apenas se sentem... e ouvem-se sem resposta. Porque não há resposta. É como é e é o que é. E trazem sossego, amor, paz e sorrisos que só nós compreendemos. Apenas isso. 
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Tu? Tu fazes-me sonhar e voar, mesmo com os pés bem assentes no chão. 

No meu mundo

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Num mundo só meu, seríamos todos guerreiros. Espada, escudo, arcos e flechas. Viveríamos prosperamente em reinos, lutaríamos apenas em caso de ameaça de conquista. Seríamos auto-sustentáveis. Mesmo que com recurso a mecânica. Seríamos cultos, cultivados e semearíamos cultura também. Não nos esqueceríamos do Passado, tentando não repetir erros no Presente. O Futuro seria o resultado final do equilíbrio das massas. Proporcionalidade. Dar sem pensar em receber, mas a receber, que fosse com coração.  Vivemos na realidade, a realidade em desarmonia. Para com a Natureza, claro, para com a própria Humanidade. Aprendemos a viver tão rapidamente que isso inclui a nossa visão perante a própria vida. Queremos mais para termos mais e não pensamos que com isso, vivemos pior, ou não vivemos de todo. Sim, o dinheiro faz falta, mas deixamos de possuir o que nos torna humanos (os sentimentos, a capacidade de sentir compaixão, altruísmo), para simplesmente não sentirmos nada. Vivemos anestesiados às des…
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O Natal tende a juntar pessoas. Ou pelo menos seria esse o objectivo. Contudo, a meu ver, as pessoas deveriam juntar-se ao longo de todo o ano e não apenas em alturas específicas. Principalmente alturas em que penso que seja o Pior e não o Melhor de nós a vir ao de cima. Nos ímpetos de um universo de consumo, de querer tudo e mais alguma coisa, de sermos os melhores, de não olharmos para o lado com medo de perder o lugar na fila, acabamos por nor tornar monstros. Somos maus, mas pior que isso, somos cínicos, quando deveríamos ser verdadeiros uns para os outros.
Dito isto, é nesta altura em que acontecem todos os jantares e todos os reencontros. Não vou contra a maré. É realmente nesta altura do ano em que consigo reunir os meus amigos de sempre, mas não tenho já grande paciência para os jantares das empresas, muitas, com as quais cresci. 
Simplesmente porque é exactamente no seio de gente que mal te lembras, que ocorrem as grandes cenas, o "diz que disse", o tal cinismo tão de…
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You see the night. I live the day. Somewhere in between our souls connect and it's dawn again. 
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E quando um dia acordamos e descobrimos que somos (fomos) steampunks uma vida (quase) inteira?  Coração de Viana e Galo de Barcelos criado por Maria Gonçalves
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Há coisas que não merecem título. Mas vindo de onde vem... 

Chegou...

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Pairava no ar enquanto as primeiras nuvens apareceram do Atlântico. Um vento abafado, que em vale fazia chiar, e na cumeada acalorava os corpos que subiram a colina. Para as ver e para a sentir. A electricidade da tempestade que se adivinha (ainda longe). A sensação de Outono que se vai, ainda que lentamente, instalando. A colina do Castelo que vai saboreando os tons rosa do céu, como se preparando-se para receber as novas chuvas, as novas maresias, e deitando por chão as teimosas folhas que tardavam em cair.  E aqui está ela. Devagarinho, primeiro com o uivar do vento, depois com as primeiras gotas. E finalmente com a junção dos dois elementos numa dança infernal, colidindo contra os prédios, carros, pessoas. Finalmente chegou... 

A arte de (não) te esquecer

... é o tempo. Dizem-me. É uma nova paixão. Pedem.  Contudo, a cada dia que eu digo que te vou esquecer, é mais um dia em que fico encantada por ti. Em que sinto a tua falta, ou que tenho saudades, ou que tenho alguma coisa para partilhar. Um engano a mim mesma. A arte de (não) te esquecer consiste na arte de fingir que realmente te esqueci. 

Dos vilões das novelas...

Nascida a meio dos anos 80 e criada na (para mim mítica) década de 90, o fenómeno da telenovela brasileira é intrínseco ao meu crescimento. Ninguém naquela altura ficava indiferente às novelas da Globo e da Record que entravam, primeiramente pela RTP e depois pela SIC, nas nossas casas, anos luz de canais no YouTube nos permitirem rever ou antever episódios vários e de várias proveniências. Assim sendo eu era assídua, quando miúda, a algumas das mais conhecidas telenovelas de sotaque tropical (desde Sassaricando, Roque Santeiro, Brega&Chique - aí era mesmo muito pequena!, Tieta, Pedra sobre Pedra, passando depois para o fenómeno das Helenas do Manoel Carlos (Viver a Vida, História de Amor, Felicidade, etc.)). Desenganem-se porém aqueles que pensam que as novelas portuguesas eram postas de parte. Claro que ainda não tinha nascido quando Vila Faia fez sucesso, mas vi com entusiasmo fanático Roseira Brava (genial mão de Tozé Martinho).  O que mudou ao longo dos anos, além da falta de …
Outra vez??
Mediante os acontecimentos dos últimos dias, em que nem sei bem o que pensar, apenas me confronto com o sentimento de não gostar não saber dos amigos muito muito próximos por períodos de tempo superiores a 9 horas (é um bom limite, com excepção de horas de descanso, as quais podem atingir as 12 horas). A partir destes valores não é apenas ou só preocupação - até porque más notícias são logo as primeiras que nos chegam, infelizmente. É apenas porque acho, ACHO, que não custa muito deixar o recado que durante uns dias vamos estar "ausentes". Fica sempre bem e não dói nada.  Contudo também, e conhecendo-me já nesse sentido, sei que quando essas pessoas voltarem ao "activo" o meu azedume irá passar mais rapidamente do que veio. Mas até lá... gera-se uma onda de irritação. Raios ta parta pá!

Quando é o fugir que apetece, lutar é então o Caminho...

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Veio e foi...

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Rápidas que só eu para ter dado conta da sua passagem. Férias de Verão. Nem pouco mais ou menos tão inesperadas como as de há um ano. Geralmente tenta-se sempre mais, mas desta vez o tiro saiu passou ao lado. O local fantástico. Bom tempo, sol, calor, muitas caminhadas, fotos, comidinha, mas o resto foi mais complicado de transpôr, mesmo com muito boa vontade das pessoas. Quando a mente não pára um segundo, resta o corpo para ser consumido em estrago rapidamente. Acordando cedo para a cabeça não pregar partidas, para aproveitar todas (ou mais) horas do dia. Soube-me a pouco, é certo. Mas isso calha a toda a gente. A forma como são vividas é que marca a diferença. E eu tentei, apesar de tudo o resto, de todas as complicações e problemas que por vezes vêm ter connosco porque tem mesmo de assim ser, aproveitar o melhor que soube. Se calhar não fui tanto a tempo como gostaria, mas assim já sei com o que posso contar no futuro.  Alegrem-se as almas. Estas foram as "férias de Verão"…

As minhas opiniões sobre a actualidade...

1. Qual a minha opinião sobre a Rússia vs. Ucrânia vs. Avião? Resposta: Não tenho opinião. A culpa é da companhia aérea que não deveria ter voado por onde voou.
2. Qual a minha opinião sobre Israel vs. Palestina? Resposta: Não tenho opinião. Os meus antepassados eram celtas e não judeus ou árabes. I don't care.
3. Qual a minha opinião sobre a entrada da Guiné Equatorial na CPLP? Resposta: Não tenho opinião. Nos comboios da Linha de Sintra também escuto dialectos que não compreendo e somos todos "portugueses". 
E agora? 
Agora, espera-se. 
The Scientist

De quando em vez este tema bate-me à porta. Eu evito-o. Faz-me recordar momentos da minha vida que não quero relembrar. Não é porque tenham sido maus, ou bons. Simplesmente foram marcantes, fizeram-me crescer, fizeram com que eu visse em parte o que estava a fazer de errado. Contudo, sempre que ele ressurge, é sinal de que voltei a falhar algures. Ou então, apenas veio dizer-me que está novamente na hora de ... let it go. E confesso que voltei a insistir. Sim, não tenho vergonha alguma de dizer que voltei a pisar o risco e a fazer tudo de novo. Porque acreditei. Mesmo sabendo que era (quase) de todo impossível, acreditei no lema de que seria mais forte do que a teimosia dos demais. Não fui. Cansei-me. Perdi energia e forças. Perdi tempo. Sei agora que nunca poderia ser. Que nunca iria correr bem, que por muito iguais, somos muito mais diferentes. E que os nossos mundos se cruzam lá de quando em vez, num ciclo um tanto vicioso. De ontem para hoje nada mudou. Apenas esclare…
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Bom dia gente gira!!! 

As coisas que eu já não tenho paciência para redigir em papel e caneta...

Se tu não sabes o que queres da tua vida, como posso eu ajudar a decidir? 
É que um dia destes eu vou-me embora e depois não precisas de vir atrás... 

A TAP

A TAP. A TAP.... a TAP.  Neste momento tenho sentimentos contraditórios em relação à companhia aérea portuguesa. Sempre que ouço um avião a levantar voo ou em manobra de aproximação à pista (o prédio onde fica a empresa bate mesmo nesse pathway) começo a pensar quantos minutos demorarão entre o rebentamento de um motor e os estilhaços chegarem até mim. Ok, exagero. Não penso. Muito. Mas temos de admitir que nos faz alguma confusão como uma frota, desde sempre considerada tão boa, com excelentes pilotos, e que exerce preços exurbitantes seja para que destino for, começa a sofrer deste tipo de problemas. E não são assim tão poucas as vezes que assim acontece. Lembro-me em finais de Abril, quando regressei à segunda pátria laboral, ter ficado umas belíssimas 12 horas no aeroporto de Lisboa até nos terem arranjado um avião de outra companhia para seguirmos viagem. O motivo, diz-se, foi por problemas de manutenção.  Como ultimamente ando a viajar muito mais, começo então, aqui e ali, a sabore…

Optimus/NOS Alive? Sim, eu estive lá.

Estive no último dia, mas estive. Desde Maio que andava a sonhar em apanhar o passe de 3 dias (embora só o primeiro e último me dissessem mais respeito, talvez com os Black Keys e Au Revoir Simone, lá no meio, pronto), mas tive azar. Passes só de 2, porque já havia esgotanços. Maravilha.  Poderia ficar aqui horas a falar sobre as bandas que vi e o que achei, mas, ao longo dos anos perdem-se capacidades. A minha é a de ser crítica musical. Até acho que consigo dizer/ escrever algo decente quando se tratar de um concerto específico, mas de um festival? Basta dizer que gostei da pop electrónica dos Bastille (que sim, sim... SIMMMMM, queria muito ver!), assim como dos sons dos agrupamentos que se "ajuntaram" no Palco Clubbing e muito mais tardiamente no Heinekken, para se perceber que, aparentemente, contento-me com pouco. "Dêem-lhes bolos" diria Marie Antoinette - ah, sim, analogia óbvia à banda de sábado à noite-, que o povo contenta-se. E eu contento-me com o que é h…

Se a ideia é trabalhar...

Realmente estou então a sentir graves dificuldades em copiar TÓPICOS redigidos num caderno, para um documento Word. Atenção... não é sequer escrever/ elaborar/ criar um texto de raiz. Não! É apenas copiar tópicos. 

Ando por aqui...

Bom, tudo na vida tem o seu tempo e o seu espaço. O mIRC, o Hi5, o Twitter, hoje o Youtube, futuramente o Facebook, e quiçá, outros...  Não larguei o Blog. Mas admito que a minha vida tenha mudado e a vontade ou o tempo que gastaria a escrever aqui, aproveito para outras coisas. E continuo a escrever, mas simplesmente noutro local. E sim, voltei a estar uns tempos lá fora que só me voltaram a fazer bem, e a crescer mais e a aprender a ver situações e a reconhecer e conhecer pessoas que me circulam e rodeiam no dia a dia.  Então, o Blog tem estado sossegado, à espera de que eu o reabilite à sua condição de despejo de emoções, indignações, criatividades do dia a dia. Mas acontece que eu deixei de ter essa necessidade de partilha. E só me faz bem. Partilho o meu presente com poucos amigos, com pessoas que me são queridas, que eu amo e que me amam também. E basta.  Não quer dizer que não retorne. Claro que sim. A seu tempo. Com vontade de escrever coisas. De vos mostrar coisas. Porque isto é…

Uma referência especial ao Festival da Eurovisão

Portugal foi em tempos um país visionário!

Doce
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E quando eu estava já toda contente mesmo, a pensar, "ahhh, a Primavera está mesmo a chegar..", já escuto passarinhos e vejo flores cor-de-rosa nas árvores, saio à rua à hora de almoço e sinto calor (e já posso andar vestida de forma mais leve), aqui d'el rei que o fim de semana é de chuva e acabou. Pronto. Acabou. Sábado e Domingo = chuva. E é ponto assente. Ah, que na próxima semana vai estar sol e as temperaturas irão chegar a uns incríveis 23 graus, como se me interessasse muito. Que este fim de semana é, pelo menos para mim, longo. Pronto. Revelei algo pessoal. Vou ter 4 dias de descanso. Lamento à restante população. 

Já cheira a sertão...

... não está assim tão longe. Mas eu ainda nem lá estou e já tenho saudades vossas (e tuas...). Desta vez, vai custar.. 

Porque às vezes é preciso fazer uma pausa....

Sim, estou de "férias" há quase um mês. Pessoalmente não tenho nada de relevante a escrever, a não ser o same-old, same-old. Co-adopção?, sou a favor, praxes?, sou a favor (pelo menos fui da minha e quanto às dos outros, cada cabeça sua sentença e a responsabilidade daquelas mortes, doa a quem doer, cabe aos próprios que se sujeitaram ao que quer que tenha sido). Portanto, já se viu que o novo ano começa da mesma forma. Sim, tenho mau feitio e sim, não vai mudar. E se houve coisa que aprendi é a manter as minhas convicções mesmo que sejam diferentes das dos outros. Se não gostam de mim, não é definitivamente problema meu. E quem quiser me acompanhar, mesmo com todos os meus defeitos, que acompanhe. Ah, mas já agora gostaria de começar a dormir uma noite inteira (mesmo que me deite às 22.30 como tem sido o caso ultimamente) e não acordar às 4 da matina super desperta...