Monday, May 27, 2013

Aviso à navegação que me lê o blogue...

Caros, deixo-vos aqui a transcrição do que escrevi entre ontem e hoje na minha página do Facebook. Aconteceu comigo, não é acidente de percurso e poderia ter acabado mal, caso o selvagem tivesse permanecido em silêncio a apenas tivesse corrido atrás de mim. Possivelmente agora eu estaria num hospital. Nunca se sabe. Mas é bem possível que sim. Se conhecerem casos, passem palavra. Quantas mais queixas a REFER tiver neste sentido, talvez aconteça alguma mudança nas mentalidades, ou pelo menos, seja tomada alguma atitude. 

"Aviso à navegação. A entrada da estação de Entrecampos Poente ou terá de ter mais segurança aos fins de semana, ou o melhor é ser interdito o seu acesso no mesmo período semanal. Hoje eu ia sendo atacada por um homem que se encontrava semi-escondido naquela pequena moita que existe na saída esquerda. Se não tivesse corrido e subido à plataforma da Fertagus não estaria aqui, agora, a contar o sucedido. Isto não pode ser, e muito menos continuar. Eu não posso mudar a minha vida só porque "existem zonas a serem evitadas"... estou no meu país, olha que merda!" - dia 26 Maio 2013 às 15.30, aproximadamente. 

"Aos amigos que ontem souberam do "incidente" ... Explicou-me o segurança que conhece o cigano em questão (sim, agora confirmo - é cigano). Contudo são apenas 2 guardas a tomarem conta de TODA a área da estação Entrecampos, com rondas de 2 em 2 horas, facilmente detectáveis pelos meliantes. A queixa vai ser assim apresentada à CP e, mais concretamente à Refer!" - hoje, 27 Maio 2012 às 09.20, aproximadamente.

A ideia final é haver um maior patrulhamento da área da estação de Entrecampos, ou encerramento aos fins de semana do acesso "poente" à estação. 

Friday, May 24, 2013

Então se eu chamar o Presidente da República de "Palhaço" posso vir a responder em tribunal? Abrem um processo judicial contra mim? Ou, só funciona para as figuras públicas? Exemplo: eu estou na rua, e sou apanhada para responder a algumas questões para um noticiário. E digo que ele (PR) é um palhaço. Sou presa por isso? Vem a polícia atrás de mim a pedir-me a identificação? Ou como sou uma cidadã anónima, não interessa? 

É que por esta ordem de ideias, devo ter já uns quantos processos-crime pendentes.. 

Monday, May 20, 2013

Sobre o Sexo e a Cidade

Num outro blog (O Amor é um lugar estranho) a autora admite nunca ter gostado da série, embora tivesse visto quase todas as temporadas, e que agora, passados anos sobre a mesma, continua a não se identificar com nenhuma das personagens nem com a promiscuidade que por ali se passava (pior só mesmo Anatomia de Grey até... à 8ª temporada, no mínimo). 
Eu era igual, mas devido à nossa diferença de idades, presumo que a Kitty seja um pouco mais velha que eu, acredito piamente que, de facto, uma rapariga de 14/15 anos que comece a ver uma série daquelas, até pode perceber o contexto, mas não compreende as piadas, e muito menos gostará de ver algumas cenas mais, fortes. Foi o meu caso. Nunca vi a série, embora todas as minhas colegas achassem que era o MÁXIMO - presumo que fosse a questão de estar na moda, mas eu nunca fui de rebanhos. O que eu sei é que da meia dúzia de episódios que terei visto durante a adolescência e início da maturidade, consegui aproximar-se da personagem Miranda (Cyntia Nixon). Agora a FoxLife lembrou-se de repor a série na íntegra, passando vários capítulos da saga por dia. Há dias, não contente, o Hollywood passou o 1º filme. Não é preciso muito para quem me ler perceber que, se antes não me identificava em nada, agora começo a gostar muito de ver aquilo. Obviamente que não tenho nem os sapatos, nem os vestidos, nem o estilo (um dia, um dia), que elas têm, mas caramba!, todas deveríamos ter um bocadinho de pelo menos uma das 4 personagens em nós. Ou então, mesmo muito de raspão. Claro, não vivemos em Nova Iorque e estamos a atravessar uma crise económica da porra, mas ainda assim, é uma série que nos faz sonhar com os vestidos e ver qual afinal a importância da amizade feminina, numa altura em que "the female are the deadlier of the species", até para nós mesmas. Continuo a gostar imenso da Miranda, achando que, no final do dia, ela é a mais equilibrada de todas. E também penso que, quem hoje tem 29-30 anos, deveria (re)começar a ver aquilo. Mas isso sou eu... 

Como há certas coisas que mudam .... e outras não.

Ao final de alguns anos na Blogosfera, acabamos por seguir com maior interesse uns e outros blogs, sobretudo aqueles com os quais mais nos identificamos. Acontece que os anos vão realmente passando, e as pessoas também. E as mentalidades e ideias ainda mais. Ora, dito isto, só me ocorre dizer que, existem pessoas com as quais continuo a estar em sintonia total, mesmo nunca as tendo conhecido, outras que não gostava, mas passei a gostar e outras que eram realmente fantásticas, mas passaram de bestial a besta assim, num segundo. OK, besta é forte demais, mas sem dúvida que simplesmente já nada têm a ver com a minha forma de ser ou de pensar sequer. 

Thursday, May 16, 2013

Heroísmos à parte.

Não sou imparcial no que diz respeito a esta matéria. Se, por questões de saúde a mulher deve fazer mastectomia ou retirar os ovários+útero, acho bem que o faça. A Angelina tem antecedentes familiares que a ajudaram nessa escolha. Fez um exame genético. O melhor foi prevenir. E acredito que chegada aos 45, limpe o resto que tem de limpar - a probabilidade que ela referiu de ter cancro nos ovários também era elevada, mas aos 37 anos, ainda pode querer ampliar o catálogo Benetton que tem em casa. 
O que me suscita preplexidade é que parece ela ser a única. Claro que quando uma figura mediática diz que o faz, o tema passa a estar na ordem do dia, e ainda bem. A ideia é servir de exemplo. E nisso, aplaudo. O que me irrita é pegarem no assunto como se fosse a primeira vez que alguém faz uma mastectomia, dupla. Elas fazem-se há anos, pese o facto das mulheres que o fazem não o irem contar aos 7 ventos, por uma questão de pudor, bom-senso, ou quiçá, medo de julgamento público/ familiar. Em Portugal este tipo de cirurgia, quando devidamente baseado em algo concreto, é pago pelo Estado. O problema é que não há dinheiro que chegue, as listas de espera são o que se sabe e muitos médicos não concordam com este tratamento radical. A decisão final cabe à mulher e à sua família e é extremamente complexa e delicada. Não se toma em ânimo leve. 
Enquanto que a Angelina disse que o fez pelos motivos que foi, outras, entretanto, já vieram dizer que "pensam igualmente fazê-lo" - como é o caso da Miss EUA. No caso desta jovem, pesa a morte da mãe e tia materna com a mesma doença. O medo faz com que ela pense duas vezes nos dias que correm. Interrogo-me se não teria havido tempo para ela querer fazê-lo, ou se foi preciso mesmo um catalisador. Quem é famoso, continua a ser famoso por estas notícias. Se fosse eu, ou qualquer um de vocês que podem estar a ler este texto, nem sequer iríamos parar ao Correio da Manhã, seríamos apenas mais uns números para os dados estatísticos. 
Não se deixem é enganar pelo espectáculo que se produz a partir disto. De certeza que muita revista irá aproveitar-se deste "fenómeno" para expor os casos mais mediáticos (e os casos mais mediáticos hão-de ganhar os seus milhares de euros com isso). Enquanto que as cidadãs anónimas e completamente desconhecidas continuarão .... anónimas e desconhecidas. Heroísmos à parte. Tiro o chapéu à Jolie, mas ela não fez nada de inovador. 

Wednesday, May 15, 2013

Coisas realmente bonitas...

O grande concerto que Márcia nos deu, ao público, a ver, participar, ontem à noite no São Jorge em Lisboa. O assustador foi ela reconhecer-me embora eu nunca a tivesse visto pessoalmente. É quase anti-natura um artista conhecer o fan ANTES destas ocasiões - quando isso ocorre é sinal que o fan é um bocado maluco. E eu não me lembro das "minhas" bandas antigas fazerem tal coisa... outros tempos, outros métodos e meios de comunicação. E se calhar a falta de Facebook fazia-me mais introvertida. Bom, também é verdade que aos 12 anos é uma coisa e aos 29 é outra. 

Tuesday, May 14, 2013

Maldade e fel

Sim, também os tenho. Como todos nós aliás, que estamos somente bem em dizer mal dos outros, ou a rir da desgraça alheia, ou, cheios de moral, acreditarmos que somos donos da verdade e passamos atestados de incompetência aos demais - que muitas vezes são mais inteligentes que nós e se recaem ao silêncio, apenas se deve, exclusivamente, a essa forma de ser, cheia de classe. 
Interrogo-me então, não me colocando em qualquer pedestal, ou na liga de pessoas por último mencionadas, se as meninas e meninos dos blogs de moda nacionais (sim, apenas me refiro aos nacionais para que não haja perguntas do tipo: "e os internacionais??" - simplesmente porque eu não podia querer saber menos dos internacionais, uma vez que, por agora, estou a viver em Portugal) mencionaram sequer as desgraças que ocorreram na Índia e Bangladesh nas últimas 3 semanas. Sim, dois prédios megalómanos caíram. Sustentavam, sem autorização, sem condições, sem estruturas para tal, fábricas e fábricas de roupa, empregando a 1 euro por dia, se tanto, gentes e mais gentes, que nos costuram a roupa que hoje tão fashionable'mente vamos comprar à Zara, Mango, Berskha, Massimo Dutti, e, honestamente, Burberry, Prada, Chanel - porque o "pronto a vestir" faz-se em mega doses, e não em exclusivos individuais. Interrogo-me se algum blogueiro terá parado por estes dias de publicar noções básicas de vestir, de pentear, em nome de todos aqueles que jazem ainda por debaixo dos escombros, jovens e menos jovens que trabalhavam ser parar noite e dia nas mais parcas condições, para que o mundo "ocidental" e bonito, tivesse a sua roupa pronta e chique nas lojas. Não estou aqui a fazer a apologia do "vamos andar nus em nome de..", mas chama-se humildade quando acontecem estas coisas, sabemos como o mundo da confecção de moda funciona, e depois somos incapazes de prestar uma mera homenagem quanto mais não seja a dizer: "temos de passar as fábricas para a China..." (muita ironia aqui que ainda a sardinha tem catarro!). 

Friday, May 10, 2013

Estive de férias durante a semana passada e aproveitei para, finalmente, dar uma volta por Lisboa, revendo ou reconhecendo os seus miradouros, as suas igrejas, mesmo que, por agora, seja o percurso mais tradicional e turístico. Não me levem a mal. Eu considero-me lisboeta. A minha vida é mais feita em Lisboa do que onde moro, mas o certo é que não a conheço e, sendo certo que não habito no centro, mas sim na periferia (ou arredores), é raro meter-me ao caminho para subir às colinas. 
Desta vez não quis deixar passar essa oportunidade, invés de ficar, como de costume, em casa, enchendo o bandulho com bolachas, ou vendo televisão, com os seus filmes e séries, non-stop
Foi então que, subindo pela rua da Sé e antes de chegar ao Miradouro de Santa Luzia, entrei numa loja de artesanato contemporâneo (que parecem estar agora muito na moda). Chama logo a atenção: pequena, junto dos antiquários caríssimos da cidade, apresenta à porta um cardume de sardinhas feitas à máquina de costura com padrões vários. A Ponto Lx, para quem não está habituado à tradição da cidade, é uma boa alternativa à compra de presentes ou lembranças. Desde a típica sardinha (há de vários tamanhos, feitios e padrões de tecido), passando pelas andorinhas e galos de Barcelos, variando entre os 7 e os 40 euros, vale a pena conhecer. Depois de muito escolher, com base no cardume da porta, mais um interior e outro dentro de uma caixa, acabei por trazer a minha para o escritório, numas cores bonitas e discretas. Garanto que é um sucesso e, para os patrões que deixem, uma ideia bem original para enfeitar esses espaços mais "sérios". 
Aqui fica a prova em como a minha Sardinha (ainda sem nome) é, além de gira, super inteligente e interessada naquilo que a sua nova dona faz na vida... 

Quinta-feira da Espiga


Celebrado no trabalho, junto da minha nova amiga, Sardinha...