Thursday, May 16, 2013

Heroísmos à parte.

Não sou imparcial no que diz respeito a esta matéria. Se, por questões de saúde a mulher deve fazer mastectomia ou retirar os ovários+útero, acho bem que o faça. A Angelina tem antecedentes familiares que a ajudaram nessa escolha. Fez um exame genético. O melhor foi prevenir. E acredito que chegada aos 45, limpe o resto que tem de limpar - a probabilidade que ela referiu de ter cancro nos ovários também era elevada, mas aos 37 anos, ainda pode querer ampliar o catálogo Benetton que tem em casa. 
O que me suscita preplexidade é que parece ela ser a única. Claro que quando uma figura mediática diz que o faz, o tema passa a estar na ordem do dia, e ainda bem. A ideia é servir de exemplo. E nisso, aplaudo. O que me irrita é pegarem no assunto como se fosse a primeira vez que alguém faz uma mastectomia, dupla. Elas fazem-se há anos, pese o facto das mulheres que o fazem não o irem contar aos 7 ventos, por uma questão de pudor, bom-senso, ou quiçá, medo de julgamento público/ familiar. Em Portugal este tipo de cirurgia, quando devidamente baseado em algo concreto, é pago pelo Estado. O problema é que não há dinheiro que chegue, as listas de espera são o que se sabe e muitos médicos não concordam com este tratamento radical. A decisão final cabe à mulher e à sua família e é extremamente complexa e delicada. Não se toma em ânimo leve. 
Enquanto que a Angelina disse que o fez pelos motivos que foi, outras, entretanto, já vieram dizer que "pensam igualmente fazê-lo" - como é o caso da Miss EUA. No caso desta jovem, pesa a morte da mãe e tia materna com a mesma doença. O medo faz com que ela pense duas vezes nos dias que correm. Interrogo-me se não teria havido tempo para ela querer fazê-lo, ou se foi preciso mesmo um catalisador. Quem é famoso, continua a ser famoso por estas notícias. Se fosse eu, ou qualquer um de vocês que podem estar a ler este texto, nem sequer iríamos parar ao Correio da Manhã, seríamos apenas mais uns números para os dados estatísticos. 
Não se deixem é enganar pelo espectáculo que se produz a partir disto. De certeza que muita revista irá aproveitar-se deste "fenómeno" para expor os casos mais mediáticos (e os casos mais mediáticos hão-de ganhar os seus milhares de euros com isso). Enquanto que as cidadãs anónimas e completamente desconhecidas continuarão .... anónimas e desconhecidas. Heroísmos à parte. Tiro o chapéu à Jolie, mas ela não fez nada de inovador. 

7 comments:

zequinhas said...

Também fui e vi-te, estavas penso eu, 2 filas à minha frente, o meu lugar era o J 12. Era para me meter contigo mas não tinha a certeza se eras mesmo tu, agora sei que eras, de vez em quando falavas para trás para uma rapariga certo? Foi um excelente concerto que repeti esta sexta feira na ZdB. Ah e ela tmabém me reconheceu, nunca tinha falado com ela mas conheço o seu marido ;)

beijo

zequinhas said...

Também fui e vi-te, estavas penso eu, 2 filas à minha frente, o meu lugar era o J 12. Era para me meter contigo mas não tinha a certeza se eras mesmo tu, agora sei que eras, de vez em quando falavas para trás para uma rapariga certo? Foi um excelente concerto que repeti esta sexta feira na ZdB. Ah e ela tmabém me reconheceu, nunca tinha falado com ela mas conheço o seu marido ;)

beijo

Clau said...

Ena..... tas vivo! Sim, era eu...

zequinhas said...

Sim sim estou vivo e de boa saúde! embora pareça mais um zombie a esta hora, nem pensei encontrar-te acordada. Foi pena então não me ter metido contigo pois tinha sido giro meter a conversa em dia ;)

Clau said...

Pois... já eu vai muita gente... mas não a ti. Insónia. Estava a dormir e acordei, como de costume...

Clau said...

Pois... já eu vai muita gente... mas não a ti. Insónia. Estava a dormir e acordei, como de costume...

zequinhas said...

então vai mas é dormir a não te ponhas como eu a comer American cookies como se não houvesse amanhã e a encher a cama de migalhas lol