Thursday, March 07, 2013

Cada vez mais me convenço da vantagem que é eu seguir outros blogs, mas quase ninguém seguir o meu. Primeiro, porque percebi em acontecimentos últimos, que o nome que dei ao meu cantinho bloggeiro não é, de todo, apelativo ao interesse das massas; "A Carroça da..." detecta qualquer coisa de "saloio", campestre, enfim, muito, "coisinho". E digo isto, porque li que "A Pipoca mais Doce" - que é apenas, desde as calendas, um dos blogs mais procurados na blogosfera-, parece ser o pseudónimo de actriz porno. Pobre rapariga...  Bastou, como eu (na altura eu também não sabia, só soube quando estoirou a bronca que ela era doente com cancro e que foi um prémio), ter dito mal da miúda que teve a sorte de ir assistir aos Óscares, que lhe caiu o Carmo em cima. Mas acho que o que mais me choca foram os comentários que ela recebeu. Coisas bonitas como (ela está grávida): espero que o teu filho morra, espero que tu tenhas cancro, espero que na tua família haja cancro. Foi assim, por uma coisa tão, na realidade e perante os dias que correm, tão patética, que percebi a maldade humana. A maldade dos portugueses e, não duvido nada, da inveja que por aí ronda. Não há maior mal no Mundo do que a Inveja. Mas haja tino. Não havia necessidade para tanto, principalmente depois da respectiva blogger ter falado com a instituição que apoiou a iniciativa, ter falado com os pais da pequena, ter falado com a pequena, ter pedido desculpas à família (e seria apenas à família que ela o deveria fazer), e ter retirado o famigerado post de circulação. Nem assim o pessoal a largou. E ela, de blogger, diria, respeitada, passou assim a ser, com quase toda a certeza, a pior pessoa que anda à face desta Terra, a juntar à Pepa, a moça da mala Chanel. Pronto. Eu defendo este tipo de criaturas. Pronto. Devo ter qualquer coisa delas. Um neurónio a menos, a escolaridade primária, etc.. 

1 comment:

Goldfish said...

There's no such thing as bad publicity. De qualquer forma deve ser horrível ter de ler a quantidade de horrores que lhe escreveram, essa de desejarem que a família tivesse cancro é surreal!