Monday, December 16, 2013

... enquanto se fazem listas do "Very Best of 2013", eu faço a lista do que ouvi e li...

Não são nem best-sellers, nem muito conhecidos, mas ajudaram-me a passar o tempo e a imaginar outros cenários, tanto literariamente como musicalmente.

O Resto é Silêncio - Érico Veríssimo
Enquanto Lisboa arde o Rio de Janeiro pega fogo - Hugo Gonçalves
Chalet das Cotovias - Carlos Ademar
Jane Eyre - Charlotte Bronte

(Estamos com 4 livros e já gozamos, porque não tenho assim tanto tempo livre... e mesmo assim 2 estão por concluir)

Música:

Fora todos os êxitos comerciais do Verão 2013, gostei de conhecer:


  • Crystal Castles
  • Chvrches
  • Haerts (sim, escreve-se mesmo assim)
  • London Grammar
  • Capital Cities (arre porra - estou muito triste por não ter ido vê-los ao Santiago Alquimista)
  • Daughter
  • Local Natives
  • Friendly Fires
  • Passion Pit
  • Oh Land
  • The Last Royals
  • Walk the Moon
  • The Night IV
  • Foxes
Canção de final de ano.. mesmo final... "Light me up" de uma mocinha chamada Birdy.






Monday, December 09, 2013

A menos de um mês para terminar o ano e percebo que me falta tanta sabedoria como bom senso para atingir um outro patamar. Sensibilidade tenho a jorros... 

Thursday, November 14, 2013

A todos os que pensam que ter amigos é um dado adquirido e que não precisam de cuidar das amizades, aqui vai um conselho. Há poucos meses ia entrando em colapso total à pala de uma estupidez com aquele que, hoje por hoje, será o meu melhor amigo. Enough said. Embora as coisas tenham melhorado, muito, ainda estou a recuperar do susto. Era como perder um irmão. Pior, parte de mim. Continuei a minha vida, normalmente. Mas o meu olhar dizia tudo. Tudo. Transfigurei-me. Comendo, emagreci. Perdi a cor do meu Verão. Doeu. Ainda dói. E supostamente já não devia. Daí a dizer que... não deixem morrer a amizade. Não façam merdas não pensando nos outros, porque podem-se dar muito mal. Há coisas que não valem a pena, mas se é amor/ amizade, não as deixem ir.  

London is calling

E está mesmo para breve... 

Frases que ficam...

"Beber a alma do sal que alguém chorou..."

Mudar (Ritual Tejo)

Tuesday, November 05, 2013

"Amor, quão longe tu estás..."

Diz que hoje vou à minha terra preferida. Vantagem: dizem que está lá calor. Ou seja, isto de andar de t-shirt em pleno Novembro é coisa engraçada. 

* (Argélia, pois claro..)

Wednesday, October 30, 2013

... diz que houve um senhor que disse umas verdades sobre o Cristiano Ronaldo. Diz que os portugueses "super patriotas" não gostaram. Diz que devem ser os mesmos que andam a acompanhar a par e passo o caso Guimarães/Carrilho. Diz que não tenho paciência para essa gente! 

PS - Diz que devem ser os mesmos que adoram o vídeo da MJPires a tocar piano, desconhecendo que a senhora até pediu há uns anos a nacionalidade brasileira (podia ser outra qualquer) porque achou que Portugal já não era a sua terra-mãe. 

Monday, October 28, 2013

Meanwhile.. someone took a walk on the wild side... 

Preconceitos. Cada um faz a cama onde se deita.

Sou preconceituosa. Sou. E quem me conhece mesmo a fundo verá que tenho qualquer coisa de extremista radical de patriota que me leva a ser um tanto ou quanto racista. Contudo, contudo, acho incrível que, a partir de um caso, se retirem conclusões, de certeza precipitadas para outro. Ou seja, quando o casal cigano  grego é acusado de raptar (ou comprar) a loirinha ao casal cigano búlgaro, aparecem logo os conspiradores teóricos a informarem que, se calhar, a Maddie McCann foi igualmente raptada por um grupo cigano. É que não se admite. Por diversas razões. Para começar aquela em que eu confio. A garota morreu em Portugal, em Lagos, dentro do apartamento. Se vítima de excesso de soporífero ou de uma queda, não sei. Nunca se saberá. Mas continuarem a insistir em teorias aleatórias para descodificar o seu desaparecimento, é que acho uma falta de tudo. Principalmente dos principais culpados - em e para todos os efeitos - os pais. Além de, não acreditar de todo, que a menina que agora está à guarda institucional grega tenha sido realmente "roubada" à família biológica para ser vendida. Se assim tivesse de ser, já o teria sido e a comunidade onde estava inserida (e temos de ver que os ciganos conseguem ser mais unidos do que outros tantos grupos sociais) não estaria a passar por violentos ataques de desespero. Mas tudo bem. É sempre mais fácil acusar os elementos mais fracos, os que todos rejeitam, as vítimas de comportamentos anti-sociais. Então, boa sorte com isso. Espero que comecem a revistar todos os acampamentos de ciganagem que por aí andam - nesse mundo "afora" - e que encontrem a Maddie, pobrezinha. E já agora, o João Pedro, porque não?? E todos os outros que todos os dias desaparecem porque um vizinho insuspeito, os rapta e esconde numa cave qualquer, a poucos metros da habitação parental. 

Monday, October 14, 2013

E aí está ele... agora sim, veio matreiro mas com algum vigor. Escurecendo ainda mais os dias que já de si encurtam com o passar do tempo. Diz-se que não é por morrer uma andorinha que acaba a Primavera, então como dizemos quando todas já se foram? Não gosto do Outono. Não gosto da penumbra que traz, nem tão pouco da sua luz baça, nem dos tons de cinza. Não gosto do chamamento ao Inverno. Simples. Não gosto do chamamento ao Inverno. Deixa-me triste. Deixa-me parada e encostada à parede a ver o tempo passar, ainda cedo para voltar a casa, já escuro para continuar a passear. Não sei o que fazer nesse intermezzo de horas. Nem quero estar com ninguém, nem falar com ninguém, como se o mesmo me levasse a uma hibernação forçada, a uma reclusão de querer estar sossegada e a moer uma sensação estranha de queda de folha. Como se todos tivessem também ido embora. Só queria mesmo era voltar atrás e repetir momentos de calor. Momentos de (aparente) paz e tranquilidade. Este tempo deixa-me nervosa, intranquila, como se fosse perder algo. Não quero. Prefiro dormir a ver estas nuvens que trazem coisas más com elas. Prefiro dormir a pensar que futuro é incerto e o que poderá ser, nunca o será. Com excepção da certeza de que o Outono chegou e está quase a explodir num grito de meter respeito. E depois disso, apenas silêncio e escuridão. 

Friday, October 11, 2013

Sim, choquem-se à vontade. Eu sei quem era François Truffaut! 
"A minha vida é um carrossel... de onde eu não quero sair."

PS- Mentira. Quero quero!

Thursday, October 10, 2013

Confesso, eliminei a OUTRA mensagem... Percebi que por agora, não tenho força de vontade. 

However....

A carta do meu signo hoje é o Dependurado. (Pessoas, eu acredito nisto, lamento, mas tenho a certeza que a um nível energético, os astros influenciam claramente o nosso dia-a-dia - se influenciam o planeta, porque não o nosso fuso interno?). E para quem percebe da coisa, saberá que este carta implica paradoxos. Tudo o que uma pense em fazer, tem de ser exactamente o oposto, senão pode dar raia. Ou seja, o que eu escrevi abaixo, hoje, não deveria ser levado à letra, ou aplicado. Uma bosta é o que é. Por isso digo, temos uma forma de nos orientarmos, mas não podemos levar tudo à letra. 

Wednesday, October 09, 2013

Dois cafés Nespresso fortes e deu-me para isto...

Odeio (e quem me conhece sabe disso) ler lavagens de roupa suja no Facebook. Sendo que tive de reatar o namoro com a minha conta devido ao uso do Messenger, estou contudo a tentar escrever o mínimo possível, limitar o acesso aos meus álbuns de fotografias, não comentar nenhuma publicação de outrem que possa provocar aborrecimentos. Contudo, hoje, e de certeza embalada pelo forte espírito venenoso que me atacou, decidi, euzinha mesmo, lavar a minha própria roupa por aquelas bandas. Há coisa de 2 meses um amigo meu esclareceu-me e bem que o "à vontade não é o à vontadinha". Isto é aplicável a tudo na vida, mas muito a relacionamentos interpessoais. Podemos ter um certo grau de confiança com alguém que, extravasando um certo limite-padrão poderá corresponder a um excesso e abuso da mesma, ou simplesmente, essa amizade é realmente inabalável. Assim, e percebendo que algumas pessoas acham que falarem comigo implica directamente poderem ser mal-educadas, referi que o "dar a mão, não é o mesmo que dar o braço". Podia estar aqui a explicar o caso, mas de uma forma geral, aqui deixo parte da razão. Tem dias em que no estúdio de aulas de Zumba do ginásio que frequento, aquilo mais parece um bar de alterne. É isso. 

Estou imparável hoje....

Mas só quero dizer mais esta coisinha: sabem aquela coisa do Príncipe Encantado? Não existe.... o nosso príncipe convém que seja de carne e osso e muito mundano e terra-a-terra, que diga asneiras e seja politicamente incorrecto. Qualquer outra coisa, procurem um Ken na Linha de Cascais. De certeza que há muitos assim por lá. 

PS - O nosso príncipe pode ser o nosso melhor amigo. É (até ver) o meu melhor amigo 

Patetices de quem realmente não tem mais nada para fazer...

Sim, eu também. Podia ter aproveitado este fim de semana para ter feito uma máquina de roupa e nicles. Contudo, acabo de ler que duas jovens (uma de 27 e outra de 29 anos) resolveram deixar os trabalhos em Portugal e com a ajuda de família, amigos e amigos de amigos (um conceito que tem muito que se lhe diga), deram a volta ao Mundo. Pode até parecer um bocado de inveja da minha parte. Mas não é. Não é algo que seja um objectivo de vida meu, logo, não me podia ralar mais ou menos. O que me parece absurdo é publicitarem isso. Numa altura em que a maioria dos jovens desta nossa geração dão a volta ao mundo, não para passearem e conhecerem novos povos e culturas, mas sim para arranjarem trabalho, qual a lógica de duas raparigas que me parecem ser inteligentes, mostrarem que tiveram a oportunidade e sorte de o fazer, deixando para trás e, por isso, os seus respetivos empregos? Não é tanto o acto em si, mas sim a exposição do mesmo que me espanta. Há coisas que simplesmente devem ser deixadas para nós e para os nossos, de forma a não chocar a capacidade de encaixe de pessoas que gostavam de o fazer, mas nem sequer o podem sonhar um dia. Só isso. 

E já agora... umas fotos à maneira...




@Palácio Sinel de Cordes (pela Trienal de Arquitectura de Lisboa - Lisbon Open House) e Graça 
Presa a café..... que estes dias de chuva, depois sol, depois calor, depois vento, depois calor, depois ginásio, depois relatórios, depois mais relatórios, depois reuniões, depois apresentações por fazer, resumos por fazer, depois "merdas" várias que também são importantes, estão a dar-me cabo dos sistema. Vou ali beber um "baita" café e já volto... 

Monday, October 07, 2013

Se me dissessem na sexta-feira à tardinha, mesmo quando saí do trabalho e estava completamente louca e histérica e, quando entrei depois em casa furiosa, de como iria ser o meu sábado, por exemplo (já nem mencionando o resto do fim de semana), eu responderia: vão à merda. 
Ou seja, de vez em quando recebemos com cada mensagem nas entrelinhas que começamos logo a piar baixinho, baixinho. 

Friday, October 04, 2013

Escusa ela de vir mais tarde com coisas!

Acredito piamente que, ao contrário do que se julga e pensa, a Miley Cyrus não está de forma alguma a sofrer pressões de ninguém para fazer o que tem feito. A sua aposta em apagar de vez a imagem de menina do Disney e a personagem Hannah Montana está totalmente ganha. Não é preciso esforçar-se mais. A sério. Mas convém que alguém lhe diga isso. Lá está. O manager, a editora, toda aquela gente que já começa a ficar chocada com tanta palhaçada. Filha, tens 20 anos, e pelo que demonstras deves já ter uma grande "escola" (a "Cinderela" Taylor Swift também, mas pelo menos não se anda a pavonear). Mas escusas de, mais tarde, te desculpar com drogas, ou pressões, ou seja o que for. Uma tipa que diz ter rapado o cabelo em memória da ídolo Sinéad O'Connor - que lhe enviou uma carta pública na qual, em tom maternalista e condescendente demais a avisa dos perigos que se adivinham-, mas que continua a provocar chavascal sempre que tira fotos ou lança mais um vídeo promocional, não se pode justificar com nada. Até porque sempre que aparece em entrevistas vê-se bem a sobriedade e o raciocínio perfeitos. Não meus caros, não duvidem que ela está em plena posse das suas faculdades mentais. E se muitos acham que então ela não deve muito à inteligência, eu acho que ela até estava a caminhar num path bem porreiro. Não fosse depois aquilo nos prémios MTV - ele há formas de ser erótica sem ser ordinária -e, agora, as maravilhosas fotos com Terry Richardson - ele há formas de ser erótica sem ser ordinária. Nem a Lady Gaga conseguiu descer a este nível dentro das suas loucuras - e espero que nunca o faça porque é uma rapariga com mais calibre a todos os níveis. Enfim, mais uma vez confirmo: de Hannah Montana a Hannah Puttana... 

Tuesday, October 01, 2013

Autárquicas 2013

Diz que o melhor destas eleições foi o número impressionante de fotografias tiradas aos boletins de voto e publicadas nas mais variadas redes sociais. Só faltava mostrarem mesmo a decisão tomada. Haja o mínimo de paciência. 

Já sei que para muitos "ir votar" é equivalente a uma palhaçada, mas isto é simplesmente falta de bom senso e um bocado de "mariquice"
.. o meu "estar sossegada" implica não deixar sossegados os outros. Ainda por cima com este tempo de horror. Tenho de arranjar uma alta actividade que me deixe de tal forma KO que seja impossível eu conseguir contactar seja com quem for. Já nem é para meu bem, mas sim, para o bem dos outros. 

Wednesday, September 25, 2013

Aos interessados

... deixei de ter página no Facebook. 
É um pouco aborrecido devido essencialmente ao Messenger, mas, para mim, é imperioso estar agora uns tempos longe de redes sociais. Há já uns meses que ameacei fazê-lo, mas outros motivos se impuseram. Agora que já estão resolvidos digo com toda a boa vontade: quem precisar de falar comigo, tem o meu número de telemóvel e os meus endereços de mail. Até o pode fazer por aqui só para "limpar o pó". Mas não me levem a mal. Preciso mesmo de estar um bocadito sossegada daquelas lides... 
Eu não queria dizer nada para não ser desmancha prazeres. Já esta manhã ainda estive (e cheguei a) para publicar o mesmo parágrafo no FB mas acabei por achar melhor não (ou seja, apaguei). Mas aqui, que é um canto estranhamente mais pequeno, não me sinto constrangida. Então passa-se o seguinte: aquela pirâmide submarina, dos Açores ou nos Açores, é muito possivelmente um cone vulcânico.. mas é apenas e só a chamada suposição. Quem sou eu, e que conhecimentos técnicos possuo, para poder afirmar tal coisa... ??? 

Tuesday, September 24, 2013

Nascer do Sol na Argélia = Checked. Não que fosse um objetivo de vida a cumprir antes dos 30, mas pronto. Já está feito. Agora estou a recuperar de um jet lag estranho entre um hora a mais em Madrid e Barcelona (escalas de avião) e a mesma hora (portuguesa) em Argel - que fica mais longe do que Espanha, mas o que é que isso interessa? Disso e da dor horrorosa no pescoço por adormecer com uma posição de costas completamente errática durante os voos. 
Que achei da capital? Bom, depois de 4 Passport Control, vistorias de scanner e raios-X até mesmo no hotel, achei que... não achei nada. Foi chegar, ver e vencer (aka trabalhar) que a vida não está para passeios turísticos. Mas acho que a Argélia deve ser bem mais interessante do que a sua capital. Just a wild guess.

Thursday, September 19, 2013

Help-desk

O que é o iOS5? E o iOS6? E o que tem isso a ver com os Smartphones? Eu deixei de usar o meu de forma displicente; mas esta coisa das actualizações implica que quando o voltar a ligar tenho de instalar uma nova coisa no "Android"? É isso?
O instinto feminino, quando levado à séria, nunca engana. E quem diria que eu conseguia soluçar por alívio e felicidade?

Wednesday, September 18, 2013

Tenho a certeza de que tudo te irá correr bem hoje... ou pelo menos, assim espero. Certezas ninguém as tem. Mas já basta de estares sempre com uma nuvem negra em cima de ti. Além disso, és o meu menino crescido e, nisso sim, tenho cada vez mais certezas que mesmo com silêncios, nunca te irei largar. Até porque não faria sentido algo ser tão complicado se não valesse realmente a pena. 
Continuo a insistir que isto de haver segredos entre as comadres e os compadres não é boa política. Hoje, mais uma vez, constato que as pessoas adoram ter vidas duplas. E adoram terminar por vezes conversas com um "o melhor é não dizeres isto a ninguém". Há situações e situações e momentos para tudo. Aos que acham que eu sou um badalo, atentem que eu não sou. Mas sim, padeço do mal de, quando há duas fronteiras, quando no meio de uma guerra, há dois lados - eu, geralmente se não tiver nada a ver com isso-, dou-me exactamente "para esses dois lados". Torno-me bissexual se quiserem assim pensar. Nunca, mas nunca conto nada de segredos a outro alguém. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é: se é uma coisa assim tão pessoal ou restrita a nível profissional, não a contem de todo. É melhor. Porque se algum dia eu quiser mencionar esse assunto, arrisco-me a ouvir um "não sei do que falas". E eu ainda não estou senil ao ponto de não saber o que foi ou não foi mencionado. Terceira coisa, se vierem com essas conversas, aviso que tudo o que é escrito via net, stays na net para sempre. Ou seja, há sempre uma forma de recuperar conversas "olvidadas".

Tuesday, September 17, 2013

Vira o disco e.... toca o mesmo.

Ok... lá vamos nós iniciar uma fase de pseudo-silêncio. Que isto de passar (quase) pela mesma situação (nada agradável) duas vezes em menos de um mês é de atirar qualquer pessoa para uma cama de hospital psiquiátrico. E aqui entre nós, estou um bocadinho farta de estar sempre a culpabilizar-me pelos erros da Humanidade em particular, quando a Humanidade também tem que limpar muito bem a casa onde mora. Eu sou doida, chalada mesmo das ideias, mas aturar outros chalados, começa a ser uma dose excessiva. A gerência assim agradece uns minutinhos de silêncio. 
Tal como há aqueles que abominam as praxes académicas (seja de que forma ocorrerem - mais brandas, mais estúpidas, mais originais e positivas), eu defendo a sua continuidade. E é tão simples quanto isto: eu fui praxada, não me lembro de ter sido humilhada e mais ainda, nunca humilhei ninguém nos anos seguintes. A única coisa que terei feito, e com dois berros que devem ter soado como bofetadas sem mão a um moço, poderá ter sido o facto de no meu 2º ou 3º ano de licenciatura, chegar-se perto de mim (vestido a rigor) e perguntar: és caloira de que curso? Epá, deveria estar com os azeites nesse dia porque disse-lhe algo como: respeita os veteranos que por acaso só te ficaria bem. Tens algum representante da comissão de praxe? É que se tornas a empunhar seja o que for a malta que não tem nada a ver com isto, levas uma rebocada em cima e vais parar ao Conselho Executivo.. Vá... só nesse dia utilizei a minha "autoridade" concedida por "anos" e "anos" de estudo. 
Dito isto, acho que quem também critica o traje académico deveria simplesmente estar calado. Para quem não sabe (e pelos vistos são muitas as criaturas de esquerda que não sabem de onde veio esta tradição - Coimbra e Porto, já agora), o traje negro, académico, muitas vezes coçado de tanto se usar, era tipicamente vestido por todos aqueles que com muito esforço (no tempo do "outro" senhor) chegavam ao ensino superior. Era praticamente o único fato decente que muitos tinham. Camisas brancas e calça preta. Sapatos de sola rota. Portanto, não venham dizer que é uma coisa "fascista". Andam sempre a arrotar essa palavra como se (muitos de vocês) tivessem realmente vivido e sentido na pele fosse lá o que fosse que naquela época sucedeu. Ainda vos digo mais, a grande maioria só nasceu quase 10 anos depois de '74, a pequena minoria, nasceu 10 anos antes de '74. Logo, nunca nenhum de nós viveu propriamente dito aquela época da História Nacional, pois não? 

Monday, September 16, 2013

E já lá vão 10 anos...

10 anos em que entrei pela primeira vez numa instituição de ensino a nível superior, na FCUL (Faculdade Ciências Universidade Lisboa), e 3 anos em que me matriculei no IST (Instituto Superior Técnico), antes estabelecimento "rivais", agora fazendo parte de um mesmo núcleo de educação. Podia dizer que foram os melhores anos da minha vida estudantil. Mas, muito possivelmente estaria a mentir. Devido a uma série de obstáculos, de problemas vários, de falta de auto-incentivo, de falta de extra-incentivo, as coisas não correram da forma nem mais "natural", nem mais pacífica e, foram muitos os momentos (MUITOS mesmo) em que estive para desistir. Largar tudo e meter-me a trabalhar em qualquer outra coisa. Não via qual a utilidade na minha licenciatura, principalmente quando só conhecia casos de desemprego à minha volta. Ou então de desapontamento. E depois encontrei um caminho. Apostei em algo que gostei à primeira vista, mesmo que não soubesse bem o que queria com aquilo (aplicação à pesquisa de Recursos Naturais - Petróleo e Gás). Nunca esperei que as bases que ganhei ao longo de 6 duros anos, me viessem a ser tão rentáveis. Que essas mesmas bases fossem, a meu ver, as bases de toda a minha profissão (claro que desde que comecei a trabalhar, evoluí imensamente enquanto profissional e tenho o reconhecimento e os frutos do meu trabalho - mesmo que todos os meses sejam brutalmente roubada pelo Estado - esse mesmo Estado que acha que os jovens como eu, com as minhas valias e mais ainda, deveriam emigrar), e as quais nunca me irão largar. Quantas vezes irei estar em contacto com ex-professores, agora amigos e colegas de profissão para trabalhos em conjunto? O que acontece na realidade, é que, embora não tenham sido perfeitos, nem os mais importantes, esses 6 anos de licenciatura e mais uns 5 meses de mestrado, foram, sem dúvida, um misto de emoções e sensações a todos os níveis. Se bem que o meu crescimento mesmo, visível, tenha ocorrido desde então a esta parte. Era como se estivesse sob a asa protectora do progenitor e de repente, fosse obrigada a voar para fora do ninho. E foi um voo longo e incrível. Aliás, tem sido. E não planeei ao detalhe tudo o que me foi acontecendo. Mas ainda bem que aconteceu. Tudo serve de ensinamento na nossa Vida. 

Friday, September 13, 2013

Quem é a VOSSA Pessoa??

O conceito de A pessoa, foi-me inicialmente apresentado pela série Anatomia de Grey, onde, em pouco tempo, a Cristina se tornou nA pessoa da Meredith e a Meredith nA pessoa da Cristina. Agora, ao falar com um Amigo, (que também há disso... Amigos com A, amigos com a), voltei a salientar a importância que tem termos uma Pessoa perto de nós em alturas mais complicadas (e mais felizes, em ponto igual) nas nossas vidas. Muito parecido com o tema de ontem, em que nos lembramos mais dos momentos maus do que dos bons, estas Pessoas e estes Amigos só nos aparecem quando estamos realmente no chão, em fase de carência absoluta e, temos tendência de nos esquecermos da sua presença, quando estamos "lá em cima". É feio, muito feito. Porque são eles que nos levantam do chão quando precisamos, e são aqueles que não nos mentem. É um facto! A minha questão é contudo, outra. (Que eu acredito que todos que me leiam - 3 pessoas, saibam do que falo quando menciono A pessoa...) Porque razão A pessoa só está associada a momentos trágicos ou mais complicados?? Deveria sim estar também nos bons momentos. Nos pôres-do-sol, nos nasceres-do-sol, nas patuscadas de domingo, nos mergulhos de sábado, nas tardes de DVD's na sala aos Invernos, nos karaokes de torcer o nariz e de fazer dores de cabeça aos vizinhos. NESSES momentos também. Mas para quem, como eu, sempre se habituou a fazer tudo sozinha, não é nem se deve estranhar que algumas dessas coisas sejam também para serem realizadas a solo. Mesmo quando não se quer. Simplesmente é algo que ... é intrínseco à nossa forma de ser e de estar na e com a Vida. E custa a respeitar isso?? Ó, claro que custa. O espaço e o tempo dos outros, os seus momentos de solidão, de silêncio. Contudo, não deixam de ser as nossas Pessoas. A Nossa Pessoa... 

Thursday, September 12, 2013

Roda da Fortuna

A sorte não é algo que nos apareça do acaso. Aliás, o acaso é coisa que não existe. Tudo o que nos acontece (quer acreditamos, ou queiramos, ou não a ambos) tem um propósito e uma finalidade. Tudo o que dizemos e fazemos também. Acção - Reacção (e não me venham dizer que nunca viram o Matrix) - Consequência. Mesmo inconscientemente (e aí entra a tal questão do "destino"), o que fazemos poderá ter resultados inesperados, tanto positivos, como negativos. Geralmente ou não-raramente damos maior importância aos negativos, porque simplesmente são os que nos marcam mais, e muitas vezes, para o resto da vida. Mas faz sentido ser apenas assim? Claro que bater contra a parede leva-nos a aprender lições. Sem dúvida que as situações negativas são aprendizados que temos de ter, senão tudo era bonito e cor-de-rosa, e não fazia sentido nenhum sermos apenas e só felizes. Ter tudo NUNCA é bom. É preciso lutar pelos nossos objetivos e desejos - com rectidão, obviamente -, de forma a termos um propósito nesta nossa passagem e no nosso caminho. Contudo, quando as coisas boas acontecem, quando conseguimos ter, pelo menos 2 dias, em que tudo parece calmo e tranquilo, porque razão não o conseguimos fixar na memória? Por exemplo, um fim de semana prolongado, com sol, risos, amizade, pode ser simplesmente banido da nossa lista assim que termina, devido ao número de problemas que as nossas existências umbilicais acarretam. Ou se logo de seguida somos atropelados por um camião cisterna com excesso de carga. O nosso chi vai logo aos arames, o nosso equilíbrio fica simplesmente descontrolado. Não há nem massas, nem pesos, que reequilibrem a balança. Mas podemos pensar que aconteceu por um propósito. Em vez de nos culpabilizar-nos (e é sempre mais fácil o fazer), podemos tentar ver quais foram os fios condutores, perceber de que forma tocámos em teclas erradas ou proibidas e que causaram o estrago. Uma das formas mentais de não bater no fundo, é essencialmente relembrar os momentos bons - claro que é falacioso pensar que é um processo automático de cura, que não é. Pelo contrário, na maioria das vezes, e nas primeiras tentativas, ainda faz com que nos doa mais, torna a mágoa maior e o peso na consciência um fardo impossível de aguentar. Mas chega o dia em que passa. Um pouco como o processo de luto, em que temos de aprender a aceitar e a deixar partir. 
Assim, a Roda da Fortuna, tem sempre casas da sorte ou casas de azar. Depende da forma como queiramos ver o jogo, o nosso jogo. Somos mestres das nossas decisões, das escolhas, dos caminhos que queremos tomar. Eu, por minha vez, sou extremamente teimosa. Não sou tão teimosa como algumas pessoas que conheço, mas sou teimosa. E sei que isso me pode trazer dissabores. Mas a escolha é minha se quero continuar a lutar contra a maré ou se me deixo levar para mar alto. Até porque a juntar ao racional, temos também o nosso instinto, o nosso coração. E aquela velha sensação de "algo me diz que..." não deve ser (sempre) ignorada. Aliás, não convém nunca que seja ignorada, pode apenas ser contornada. Temos de ter as cartas todas em jogo e a partir daí saber qual a melhor mão a ser jogada, mas com controlo de todos os factores, tanto as manilhas, como o resto que não interessa. Mas mesmo, mesmo que pareça que estamos em maré de Sorte, há algo que muitos se esquecem de fazer - agarrá-la e aproveitá-la. Muitos vêem a Sorte de algo lhes acontecer como dado adquirido. Esquecem que têm de a trabalhar como quase com tudo. Senão, vai-se. Temos a sorte de encontrar o emprego/ trabalho dos nossos sonhos, mas de pouco nos servirá se não nos aplicarmos ao que devemos. E isto funciona em qualquer área das nossas vidas. Temos de cuidar e alimentar aquilo que nos faz bem (a nossa Sorte são as nossas situações felizes, positivas), porque é bem mais fácil cair no poço quando parece que o tapete nos foge dos pés. E fazer girar a Roda, porque de uma forma ou de outra, é sempre uma nova hipótese e novo começo. 

Wednesday, September 11, 2013

Outra constatação da vida... mais "light"

Fumar mata.... e estar vivo, também! 

Coisas da chamada "vida real"

Não é que o nosso dia a dia não seja igualmente verdadeiro e importante. Que o é, claro. Mas será apenas para nós. Para o nosso grupo restrito de pessoas próximas e pouco mais. Que quando confrontados ou confrontado algo ou alguém com as nossas pequenas crises diárias não sejamos logo, mas logo, bombardeados com o já famoso "há gente que tem mais e maiores problemas que tu!". E é totalmente verdade. Quando eu ando com as minhas (cada vez mais pequenas em tempo, mas maiores em profundidade) "cenas", não há nada melhor do que ler e ver nas notícias que ocorreu mais um homicídio por violência doméstica, que os EUA andam ansiosos por mais uma guerra - o que é interessante porque começo a perceber que há qualquer coisa de patológico nisso, era como se fosse uma vício do qual não se conseguem libertar e, para resolver, há sempre um país desgraçado, em risco, que precisa de ser "salvo"-, que me sinto logo "muitíssimo melhor", afinal há tanta desgraça no mundo que a minha por comparação é mesmo mesquinha. E então é sobre esses assuntos importantes à escala global que agora aqui me trazem. Temos a tal situação na Síria, que seria um erro (na minha opinião) crasso e um tiro no pé aos States (que isto de quererem contornar ordens e leis internacionais não será uma grande ideia). Rebentarem uma guerra de proporções catastróficas do ponto de vista de arsenal e armamento à beira do Mediterrâneo, com uma Europa que não se quer, definitivamente, meter no assunto - seja porque motivos forem -, traria consequências muito, mas muito graves para a política e credibilização norte-americanas. Fora o impacto económico mundial que daí iria resultar. Um capricho dos americanos ainda conseguiria afundar mais alguns países (como Portugal, sim, como a Grécia, Espanha, Itália, etc.). 
Mas acho que a "melhor" notícia de todas, a que fez realmente respirar de alívio, foi o choque que senti quando volto a ler (de vez em quando tenho uns reencontros destes) que no Iémen, uma menina de 8 anos morreu devido a "graves lesões intra-uterinas" após ter praticando o "coito" com o "marido" 5 vezes mais velho que ela. Com menstruação ou não, para mim, até aos 15 anos, as meninas, SÃO MENINAS. Lembro-me de ter lido o Vendidas e Uma promessa a Nádia quando tinha 12 anos. Marcou-me e alertou-me para um problema sério que realmente existia no mundo e o qual, eu, obviamente com aquela idade, desconhecia. Não que não soubesse de casos de pedofilia. Simplesmente não sabia que este tipo de situações eram tidas como normais e culturais em locais do globo em que as pessoas quase que viviam em cavernas. E mesmo assim, mesmo com alguma evolução, mesmo com a exposição mediática dos casos, continuam a ocorrer homicídios (não menos que isso) nos desertos de África, do Médio Oriente. E quando existe a conivência da família da vítima, não é nem cultura, nem tradição de um povo. É simplesmente um crime planeado com antecedência. Que deveria (num país a sério) ser julgado e condenado. Contudo, quando regressamos ao "nosso" espaço de mundo real e "local", e quando lemos que o número de vítimas por violência doméstica tem vindo a aumentar, quando sabemos dos casos constantes de abusos sexuais de menores, temos de reflectir se seremos assim tão diferentes dos "nativos territoriais" de outros cantos. Se calhar não somos e não é o facto de termos uma casa, um automóvel, vivermos em Democracia com liberdade, e emancipação feminina generalizada que nos torna mais do que os outros. Pelo contrário. Exactamente por termos direito a tudo isso, mas agirmos da mesma forma, só nos torna mais atrasados do que eles, inferiores. 
Isto é que é uma constatação da "vida real"... 

Tuesday, September 10, 2013

O momento em que de repente...

... não é carne, nem é peixe. Pois é. Já cá faltavam os dias novamente mais curtos (e mesmo assim ainda não estão tão curtos como irão ficar) e a estúpida nortada BEM fresca logo pela manhã de forma a que uma pessoa acorde para a Vida quase como que levando murros no estômago. Depois, ao longo do dia tem as fases várias de descasque tipo cebola. A cidade vai aquecendo com o calor do sol a reflectir-se do alcatrão e pedrarias dos prédios, e ao fim do dia, quando vamos ainda dar uma voltinha (para onde nós quisermos), está um bafo quente. Quando regresso a casa é que são elas, novamente a vestir os casacos e as echarpes e o raio que o parta. É que a minha temperatura corporal ainda está marcada pelo fuso de Verão e estar a passar para a fase Outono não perece ser grande coisa. A época balnear também encerra já este fim de semana. Os beach-clubes também. Enfim, é mais um ano que chega ao fim. Literalmente. Não me interpretem mal. Eu tive férias há quase (já!) 2 meses. Retornei à chafarica em Agosto - por isso é que gosto de Agosto, ainda me dá para curtir a solidão estival durante um dos meses mais importantes do ano -, e tenho imenso trabalho nas mãos, mas simplesmente, por este ano ter estado exactamente de férias quando há muito que não acontecia (há muito mesmo - coloquem uns 4 anos nisso), estou a sofrer de uma "Summertime Sadness". Foram os dias de sol e praia, foram os aromas e as comidas e o pãozinho e os caracóis, e todas as coca-colas. As saídas com o pessoal, as fotografias, as fatiotas que me serviram todas, as noites mal dormidas, os nasceres e pores do sol, a chuva à meia-noite (e o raiar glorioso), as mensagens trocadas, as cumplicidades e as confidências... a música, sempre a música. Ocupei a minha cabeça com mais do que trabalho - aliás, virei literalmente costas à Geologia (olhar o mar em vez de olhar para a falésia), e sem dúvida que o retorno ao ritmo do dia a dia custa, faz com que tenhamos atitudes lunáticas, hormonalmente fiquemos desconcertados (tanto homens como mulheres). Não será, claro, tempo de repôr energias, mas antes de recanalizá-las. Temo-las a mais. Apanhamos Sol, irradiamos Luz, temos de nos focar em adaptar isto ao regresso à realidade. Mas sim, custa sempre. E é bom que quando voltarmos a ir à praia (para quem for) ou a outro local no próximo fim de semana, tenhamos consciência que a partir de agora ao regressar e até ao próximo Verão, não será a mesma coisa. Fechar o ciclo de 2013 para preparar o de 2014. Havemos de conseguir!

Thursday, September 05, 2013

aquele momento em que nos damos conta de que se calhar não é saudade, mas sim, carência... 

Monday, September 02, 2013

E depois temos isto...

E pronto, o drama show termina... uma pena que perca tanto tempo com coisas que, sendo importantes, não são assim tão drásticas. 

Porque o Sol nasce realmente TODOS os dias... só temos de estar dispostos a aceitá-lo... 



E o bem que me soube este fim de semana...  

Sobre os incendiários...

Antes que me esqueça... a todos aqueles, desde os que provêm das teorias da conspiração, aos loucos que não devem mesmo ter mais nada para fazer, mas que andam por aí a pegar fogo ao País, pena de prisão perpétua não chegava... principalmente quando são responsáveis pelo homicídio de várias pessoas. De Homens e Mulheres. 
Pena de morte e com muita porrada em cima antes do derradeiro momento. Aí sim, aí já eu iria gostar de ver. Ah e tal, somos contra a violência, o camandro. Nestes casos o irracional TEM de falar mais alto e geralmente o faz, felizmente... 

Tuesday, August 27, 2013

.. e quando pensamos que temos finalmente alguma estabilidade na nossa vida. Quando acreditamos que chegamos a um patamar de tranquilidade, pois que Murphy chega e arrasa com tudo qual tornado devastador. E, mais uma vez, bato com toda a violência contra o separador central, e agora não me resta mais nada do que lutar pela sobrevivência. Era como se a história minha vida de repente tivesse entrado num estado de "self-repeat mode" e eu estivesse dentro da máquina de lavar com rotações baixinhas, baixinhas, para ficar totalmente enjoada. É que dizerem-me que o tempo tudo cura e sara, é muito bonito (eu sei, já lá estive, e costumo dizê-lo igualmente a várias pessoas), mas sabemos que nunca (nunca!) é assim que realmente funciona. Sim, estou triste... estou profundamente triste. E só espero não voltar a passar por uma situação antiga que eu sabia que não iria resistir muito tempo... 
"Enviar-te 35 mensagens durante o dia a dizer que te ama e a perguntar onde estás não é uma prova de amor. É uma prova de que ele é um controlador e que, se tu deixas que ele o faça e não pões um travão a tempo, a coisa só vai ter tendência para piorar ainda mais.
Fazer-te perguntas sobre dinheiro não é indício de estar atento aos tempos difíceis em que vivemos, e reflexo de uma educação de poupança. Falar muitas vezes disso indica, isso sim, que um dia ele vai querer controlar o teu dinheiro. Aliás, se dependesse dele, era ele que geria já a tua mesada. Quanto gastas. Quando gastas. Em que gastas. Quando deres por ti, estarás a pedir-lhe autorização para comprar coisas para ti.
Pedir a password do teu e-mail ou da tua conta de Facebook não é sinal de que vocês nada têm a esconder um do outro. Não é sinal de que, entre vocês, tudo é um livro aberto. Mesmo que ele insista em dar-te a password dele. Isso é um sinal de desconfiança permanente. E um passo grande para o fim da tua privacidade. Sabes o que é privacidade,
certo? É uma zona tua, onde mais ninguém entra. A não ser que tu queiras.
Os comentários sobre a roupa que usas
ou o novo corte de cabelo não revelam um ciuminho saudável. Revelam que é ciumento. Ponto. Pouco lhe importa se tu gostas daquele top, daqueles calções ou daquelas calças apertadas. Entre os argumentos usados, talvez ele diga que já não precisas de te vestir assim, porque isso atrai a atenção de outros rapazes e tu já tens namorado. Se não fores capaz de lhe dizer, na altura, que te vestes assim porque te apetece, não para lhe agradar, pensa que este é o mesmo princípio que leva muitas sociedades a obrigar as mulheres a usar burka... Não é exagero. Controlar o que tu vestes é exatamente a mesma coisa.
Perguntar-te a toda a hora quem é que te telefonou ou ver o teu telemóvel, à procura das chamadas feitas e atendidas e das mensagens enviadas e recebidas não é um reflexo de pequeno ciúme. É um sinal de grande insegurança. Faças tu o que fizeres, dês tu as provas de amor que deres (na tua idade, o amor ainda tem muito para rolar, mas tu perceberás isso com o tempo), ele sentirá sempre que é pouco. E vai querer mais, e mais. E tu terás cada vez menos e menos.
Apertar-te o braço com mais força num dia em que se chatearam e lhe passou qualquer coisa má pela cabeça não é um caso isolado e uma coisa que devas minimizar porque ele estava nervoso. Aconteceu daquela vez e é muito, muito, muito provável que volte a acontecer. Um dia ele estará mais nervoso. E a marca no teu braço será maior. E mesmo que ele «nunca tenha encostado um dedo» em ti, a violência psicológica pode ser tão ou mais grave do que a física.
Gostar de ti mas não gostar de estar com os teus amigos não é amor. É controlo. E é errado. O isolamento social é terrível.Continuar a telefonar-te insistentemente depois de tu teres dito que queres acabar a relação, ou encher-te o telemóvel com mensagens a pregar o amor eterno, não significa que ele esteja a sofrer muito. Significa, sim, uma frustração em lidar com a rejeição. E se pensares em voltar para ele, pensa que da próxima vez que isso acontecer ele vai telefonar-te mais vezes. E enviar-te mais mensagens.
Guardares estas coisas para ti não é um sintoma da tua timidez. Não quer dizer que sejas reservada. É uma estratégia de defesa tua. E um pouco de vergonha, à mistura, não é? E que tal partilhares isso? Ficarias espantada com a quantidade de amigas tuas que passam por situações semelhantes.
Talvez a sua filha não leia isto. Mas que tal mostrar-lhe a revista, para ela pensar um pouco?"

Paulo Farinha ao DN - 27 Agosto 2013

Monday, August 26, 2013

Eu e a R. chegamos hoje à bela conclusão - mais ela do que eu, diga-se desde já. 

Hannah Montana = Hannah Puttana, depois daquelas imagens literalmente chocantes da garota nos VMA's 2013 de ontem à noite. 

Transitar de jovem adolescente para mulher mais crescida, tudo bem, mas com menos aspecto de prostituta barata e mais tino naquela cabeça... 

PS - Sim, poderia falar dos bombeiros, mas tudo a seu tempo, que ainda quero ver quantas mais pessoas poderão morrer até ao final "das festas" de Verão... 

Monday, August 12, 2013

Medo, Racional, Irracional, Medo, Racional, Irracional, Cérebro, Coração, Cérebro, Coração.... Inspira, expira... linda menina! 

Wednesday, August 07, 2013

Tuesday, July 09, 2013

Monday, July 08, 2013

O assustador que é quando vês que a maioria dos teus amigos, além de emigrarem ou casarem, começam a ter filhos? Gente que conhecemos na escola primária (muitas vezes até desde o jardim de infância), e que já têm filhos, ou então, pior ainda, malta dessa, mas das turmas abaixo da tua... aqueles que quando estavas na 3ª classe, ainda andavam na 1ª??? Parece que não, mas a própria sociedade coloca esse peso nos nossos ombros, e depois, claro, reagimos com 4 pedras na mão quando te perguntam: E tu Claudia? Quando pensas ser mãe? E perante a resposta de: Nem companheiro para isso, me dizem: Sempre podes adoptar... 
Será que nunca pensaram que o meu estilo e forma de vidas não é bem aquilo que seria de esperar?? 

PS - Sim, existe a remota possibilidade de um dia eu poder ter filhos. Mas é de tal forma remota que nem sequer entra para qualquer modelo como factor principal ou secundário... 

Tuesday, June 18, 2013

E quando sentes aquela sensação de que afinal, as coisas não eram DE TODO o que esperavas, e sim que te estiveste a enganar este tempo com a pessoa errada? 

Nota mental: nunca mais faças o que fizeste. Foi um erro em todos os sentidos. 

... se os "ses" mudassem toda a nossa vida...

Seria realmente possível que se tivéssemos tomado determinada atitude, decisão, se tivéssemos enfrentado o   touro pelos cornos, a nossa vida, hoje, neste preciso momento, seria diferente? Ontem em conversa com a R., uma amiga minha de LONGA data (estamos a fazer 10 anos baby!), ela alertou-me para que eu tomasse coragem e fizesse o que ela não fez - dar o passo em frente, sem hesitações e medos. Contou-me que em tempos idos se tinha aproximado de uma pessoa, que, obviamente, também gostava dela, mas por uma questão de medo, ou de consciência, nunca teve coragem de enfrentar os nós do estômago e nunca lhe confessou essa paixão. Passados uns anos foi ao casamento dele, enquanto espectadora e percebeu que parte da vida lhe tinha passado frente aos olhos. Interroga-se também se, caso tivesse dito ou feito o que o coração lhe dizia, se estaria hoje como está e com quem está. Eu desconfio que não, mas também sei que não há coincidências. Podemos pensar que a vida e o Universo nos possibilitam imensas oportunidades do nada, que as coisas acontecem só porque sim. Sabemos, pela física universal que não é tanta essa a verdade. As partículas do espaço exterior estão conectadas, tal como nós estamos todos agarrados a moléculas que nos permitem a sobrevivência. Nada acontece por acaso e, existem espaços de tempo, intervalos ou "timings", para tudo. Existe um tempo para dizermos que gostamos de outra pessoa - mesmo correndo o risco de levarmos com um Não -, de marcarmos a nossa posição numa reunião, numa conversa, num grupo de amigos - quantas vezes não passamos pela sensação de querer ter dito algo, mas, entretanto, a altura certa parece ter passado? Há que haver um contexto (mesmo que esotérico ou não palpável) para que as coisas sejam ditas e feitas. E haverão sempre os SES, o verbo no condicional, que nos leva no futuro a olhar para o passado, que é a coisa mais errada que se pode fazer, com excepção para aprendermos lições: "Lembras-te do que aconteceu da outra vez??". Não sei se existirá essa coisa do "se eu tivesse dito isto, hoje as coisas seriam diferentes.." Claro que seriam, podiam até nem ser o que estaríamos na altura à espera, mas claro que os actos levam a consequências. Acção - Reacção. Na vida existe um equilíbrio natural, uma ordem natural das coisas, e a ideia é que a nossa balança esteja sempre bem "balançada". Podemos passar uma vida inteira a considerar hipóteses, mas não será apenas e só uma perda de tempo? O que passou, passou, e o que não passou, talvez pudesse ter passado, ou não. Por vezes, eu, que sou impulsiva, faço as coisas sem pensar - um pouco para evitar o "e se...." que mais tarde poderá surgir. Será que sou mais feliz com isso? Bom, uma coisa é certa. Tenho a resposta imediata na altura. Não existem ponderações posteriores, nem assaltos constantes de dúvida. A não ser que as situações mudem e as pessoas também. O que é uma chatice e leva-me à estaca zero. Mas, muito sinceramente, tanto eu, como a R. estamos a entrar naquela altura das nossas vidas em que já não temos 16 anos. O que não quer dizer que tenhamos de estar embrenhadas em situações que nos aborreçam - nada disso. Mas se calhar, por uma questão de bom-senso, temos de pensar que os relacionamentos dão trabalho, que a VIDA dá trabalho, e que é preciso trabalhar nisso, resolver os problemas, tentar dar a volta às situações, de outra forma passamos a vida a saltar pocinhas e ficar com o ponto de interrogação na cara, do " e se eu tivesse feito isto...". Não fizemos. Não dissemos. Paciência. Há que seguir em frente, que atrás vem gente. 

Monday, May 27, 2013

Aviso à navegação que me lê o blogue...

Caros, deixo-vos aqui a transcrição do que escrevi entre ontem e hoje na minha página do Facebook. Aconteceu comigo, não é acidente de percurso e poderia ter acabado mal, caso o selvagem tivesse permanecido em silêncio a apenas tivesse corrido atrás de mim. Possivelmente agora eu estaria num hospital. Nunca se sabe. Mas é bem possível que sim. Se conhecerem casos, passem palavra. Quantas mais queixas a REFER tiver neste sentido, talvez aconteça alguma mudança nas mentalidades, ou pelo menos, seja tomada alguma atitude. 

"Aviso à navegação. A entrada da estação de Entrecampos Poente ou terá de ter mais segurança aos fins de semana, ou o melhor é ser interdito o seu acesso no mesmo período semanal. Hoje eu ia sendo atacada por um homem que se encontrava semi-escondido naquela pequena moita que existe na saída esquerda. Se não tivesse corrido e subido à plataforma da Fertagus não estaria aqui, agora, a contar o sucedido. Isto não pode ser, e muito menos continuar. Eu não posso mudar a minha vida só porque "existem zonas a serem evitadas"... estou no meu país, olha que merda!" - dia 26 Maio 2013 às 15.30, aproximadamente. 

"Aos amigos que ontem souberam do "incidente" ... Explicou-me o segurança que conhece o cigano em questão (sim, agora confirmo - é cigano). Contudo são apenas 2 guardas a tomarem conta de TODA a área da estação Entrecampos, com rondas de 2 em 2 horas, facilmente detectáveis pelos meliantes. A queixa vai ser assim apresentada à CP e, mais concretamente à Refer!" - hoje, 27 Maio 2012 às 09.20, aproximadamente.

A ideia final é haver um maior patrulhamento da área da estação de Entrecampos, ou encerramento aos fins de semana do acesso "poente" à estação. 

Friday, May 24, 2013

Então se eu chamar o Presidente da República de "Palhaço" posso vir a responder em tribunal? Abrem um processo judicial contra mim? Ou, só funciona para as figuras públicas? Exemplo: eu estou na rua, e sou apanhada para responder a algumas questões para um noticiário. E digo que ele (PR) é um palhaço. Sou presa por isso? Vem a polícia atrás de mim a pedir-me a identificação? Ou como sou uma cidadã anónima, não interessa? 

É que por esta ordem de ideias, devo ter já uns quantos processos-crime pendentes.. 

Monday, May 20, 2013

Sobre o Sexo e a Cidade

Num outro blog (O Amor é um lugar estranho) a autora admite nunca ter gostado da série, embora tivesse visto quase todas as temporadas, e que agora, passados anos sobre a mesma, continua a não se identificar com nenhuma das personagens nem com a promiscuidade que por ali se passava (pior só mesmo Anatomia de Grey até... à 8ª temporada, no mínimo). 
Eu era igual, mas devido à nossa diferença de idades, presumo que a Kitty seja um pouco mais velha que eu, acredito piamente que, de facto, uma rapariga de 14/15 anos que comece a ver uma série daquelas, até pode perceber o contexto, mas não compreende as piadas, e muito menos gostará de ver algumas cenas mais, fortes. Foi o meu caso. Nunca vi a série, embora todas as minhas colegas achassem que era o MÁXIMO - presumo que fosse a questão de estar na moda, mas eu nunca fui de rebanhos. O que eu sei é que da meia dúzia de episódios que terei visto durante a adolescência e início da maturidade, consegui aproximar-se da personagem Miranda (Cyntia Nixon). Agora a FoxLife lembrou-se de repor a série na íntegra, passando vários capítulos da saga por dia. Há dias, não contente, o Hollywood passou o 1º filme. Não é preciso muito para quem me ler perceber que, se antes não me identificava em nada, agora começo a gostar muito de ver aquilo. Obviamente que não tenho nem os sapatos, nem os vestidos, nem o estilo (um dia, um dia), que elas têm, mas caramba!, todas deveríamos ter um bocadinho de pelo menos uma das 4 personagens em nós. Ou então, mesmo muito de raspão. Claro, não vivemos em Nova Iorque e estamos a atravessar uma crise económica da porra, mas ainda assim, é uma série que nos faz sonhar com os vestidos e ver qual afinal a importância da amizade feminina, numa altura em que "the female are the deadlier of the species", até para nós mesmas. Continuo a gostar imenso da Miranda, achando que, no final do dia, ela é a mais equilibrada de todas. E também penso que, quem hoje tem 29-30 anos, deveria (re)começar a ver aquilo. Mas isso sou eu... 

Como há certas coisas que mudam .... e outras não.

Ao final de alguns anos na Blogosfera, acabamos por seguir com maior interesse uns e outros blogs, sobretudo aqueles com os quais mais nos identificamos. Acontece que os anos vão realmente passando, e as pessoas também. E as mentalidades e ideias ainda mais. Ora, dito isto, só me ocorre dizer que, existem pessoas com as quais continuo a estar em sintonia total, mesmo nunca as tendo conhecido, outras que não gostava, mas passei a gostar e outras que eram realmente fantásticas, mas passaram de bestial a besta assim, num segundo. OK, besta é forte demais, mas sem dúvida que simplesmente já nada têm a ver com a minha forma de ser ou de pensar sequer. 

Thursday, May 16, 2013

Heroísmos à parte.

Não sou imparcial no que diz respeito a esta matéria. Se, por questões de saúde a mulher deve fazer mastectomia ou retirar os ovários+útero, acho bem que o faça. A Angelina tem antecedentes familiares que a ajudaram nessa escolha. Fez um exame genético. O melhor foi prevenir. E acredito que chegada aos 45, limpe o resto que tem de limpar - a probabilidade que ela referiu de ter cancro nos ovários também era elevada, mas aos 37 anos, ainda pode querer ampliar o catálogo Benetton que tem em casa. 
O que me suscita preplexidade é que parece ela ser a única. Claro que quando uma figura mediática diz que o faz, o tema passa a estar na ordem do dia, e ainda bem. A ideia é servir de exemplo. E nisso, aplaudo. O que me irrita é pegarem no assunto como se fosse a primeira vez que alguém faz uma mastectomia, dupla. Elas fazem-se há anos, pese o facto das mulheres que o fazem não o irem contar aos 7 ventos, por uma questão de pudor, bom-senso, ou quiçá, medo de julgamento público/ familiar. Em Portugal este tipo de cirurgia, quando devidamente baseado em algo concreto, é pago pelo Estado. O problema é que não há dinheiro que chegue, as listas de espera são o que se sabe e muitos médicos não concordam com este tratamento radical. A decisão final cabe à mulher e à sua família e é extremamente complexa e delicada. Não se toma em ânimo leve. 
Enquanto que a Angelina disse que o fez pelos motivos que foi, outras, entretanto, já vieram dizer que "pensam igualmente fazê-lo" - como é o caso da Miss EUA. No caso desta jovem, pesa a morte da mãe e tia materna com a mesma doença. O medo faz com que ela pense duas vezes nos dias que correm. Interrogo-me se não teria havido tempo para ela querer fazê-lo, ou se foi preciso mesmo um catalisador. Quem é famoso, continua a ser famoso por estas notícias. Se fosse eu, ou qualquer um de vocês que podem estar a ler este texto, nem sequer iríamos parar ao Correio da Manhã, seríamos apenas mais uns números para os dados estatísticos. 
Não se deixem é enganar pelo espectáculo que se produz a partir disto. De certeza que muita revista irá aproveitar-se deste "fenómeno" para expor os casos mais mediáticos (e os casos mais mediáticos hão-de ganhar os seus milhares de euros com isso). Enquanto que as cidadãs anónimas e completamente desconhecidas continuarão .... anónimas e desconhecidas. Heroísmos à parte. Tiro o chapéu à Jolie, mas ela não fez nada de inovador. 

Wednesday, May 15, 2013

Coisas realmente bonitas...

O grande concerto que Márcia nos deu, ao público, a ver, participar, ontem à noite no São Jorge em Lisboa. O assustador foi ela reconhecer-me embora eu nunca a tivesse visto pessoalmente. É quase anti-natura um artista conhecer o fan ANTES destas ocasiões - quando isso ocorre é sinal que o fan é um bocado maluco. E eu não me lembro das "minhas" bandas antigas fazerem tal coisa... outros tempos, outros métodos e meios de comunicação. E se calhar a falta de Facebook fazia-me mais introvertida. Bom, também é verdade que aos 12 anos é uma coisa e aos 29 é outra. 

Tuesday, May 14, 2013

Maldade e fel

Sim, também os tenho. Como todos nós aliás, que estamos somente bem em dizer mal dos outros, ou a rir da desgraça alheia, ou, cheios de moral, acreditarmos que somos donos da verdade e passamos atestados de incompetência aos demais - que muitas vezes são mais inteligentes que nós e se recaem ao silêncio, apenas se deve, exclusivamente, a essa forma de ser, cheia de classe. 
Interrogo-me então, não me colocando em qualquer pedestal, ou na liga de pessoas por último mencionadas, se as meninas e meninos dos blogs de moda nacionais (sim, apenas me refiro aos nacionais para que não haja perguntas do tipo: "e os internacionais??" - simplesmente porque eu não podia querer saber menos dos internacionais, uma vez que, por agora, estou a viver em Portugal) mencionaram sequer as desgraças que ocorreram na Índia e Bangladesh nas últimas 3 semanas. Sim, dois prédios megalómanos caíram. Sustentavam, sem autorização, sem condições, sem estruturas para tal, fábricas e fábricas de roupa, empregando a 1 euro por dia, se tanto, gentes e mais gentes, que nos costuram a roupa que hoje tão fashionable'mente vamos comprar à Zara, Mango, Berskha, Massimo Dutti, e, honestamente, Burberry, Prada, Chanel - porque o "pronto a vestir" faz-se em mega doses, e não em exclusivos individuais. Interrogo-me se algum blogueiro terá parado por estes dias de publicar noções básicas de vestir, de pentear, em nome de todos aqueles que jazem ainda por debaixo dos escombros, jovens e menos jovens que trabalhavam ser parar noite e dia nas mais parcas condições, para que o mundo "ocidental" e bonito, tivesse a sua roupa pronta e chique nas lojas. Não estou aqui a fazer a apologia do "vamos andar nus em nome de..", mas chama-se humildade quando acontecem estas coisas, sabemos como o mundo da confecção de moda funciona, e depois somos incapazes de prestar uma mera homenagem quanto mais não seja a dizer: "temos de passar as fábricas para a China..." (muita ironia aqui que ainda a sardinha tem catarro!). 

Friday, May 10, 2013

Estive de férias durante a semana passada e aproveitei para, finalmente, dar uma volta por Lisboa, revendo ou reconhecendo os seus miradouros, as suas igrejas, mesmo que, por agora, seja o percurso mais tradicional e turístico. Não me levem a mal. Eu considero-me lisboeta. A minha vida é mais feita em Lisboa do que onde moro, mas o certo é que não a conheço e, sendo certo que não habito no centro, mas sim na periferia (ou arredores), é raro meter-me ao caminho para subir às colinas. 
Desta vez não quis deixar passar essa oportunidade, invés de ficar, como de costume, em casa, enchendo o bandulho com bolachas, ou vendo televisão, com os seus filmes e séries, non-stop
Foi então que, subindo pela rua da Sé e antes de chegar ao Miradouro de Santa Luzia, entrei numa loja de artesanato contemporâneo (que parecem estar agora muito na moda). Chama logo a atenção: pequena, junto dos antiquários caríssimos da cidade, apresenta à porta um cardume de sardinhas feitas à máquina de costura com padrões vários. A Ponto Lx, para quem não está habituado à tradição da cidade, é uma boa alternativa à compra de presentes ou lembranças. Desde a típica sardinha (há de vários tamanhos, feitios e padrões de tecido), passando pelas andorinhas e galos de Barcelos, variando entre os 7 e os 40 euros, vale a pena conhecer. Depois de muito escolher, com base no cardume da porta, mais um interior e outro dentro de uma caixa, acabei por trazer a minha para o escritório, numas cores bonitas e discretas. Garanto que é um sucesso e, para os patrões que deixem, uma ideia bem original para enfeitar esses espaços mais "sérios". 
Aqui fica a prova em como a minha Sardinha (ainda sem nome) é, além de gira, super inteligente e interessada naquilo que a sua nova dona faz na vida... 

Quinta-feira da Espiga


Celebrado no trabalho, junto da minha nova amiga, Sardinha... 

Friday, March 22, 2013

Pensar é uma Vaidade do Ser-Humano. Há que extinguir isso. Há que queimar o Pensamento Livre em fornos crematórios.

Trabalhem mais e leiam menos. Ninguém quer um Povo culto, queremos é carne para canhão. E mesmo que fiquem no desemprego, que não se cultivem - não há pior para um Governo do que gente que saiba pensar. Um absurdo, um horror! Estudar? Para ler e escrever e contar. Não para pensar. Queimaremos livros em fogueiras e discos serão rachados e partidos pelo meio. Não há tempo para frivolidades. A Cultura é frívola, é desperdício. Queime-se tudo, queime-se o conhecimento numa Fogueira das Vaidades.


Thursday, March 21, 2013

E depois vamos matar saudades dos blogs que temos na lista ao lado, descobrimos que muitos não existem, que outros tantos mencionam a palavra "maternidade futura" ou "maternidade recente" e temos O Bom Sacana - um blog para homens, que, como dizia o anúncio à revista, as mulheres também deveriam ler! 
Encontrar uma pessoa com quem possamos partilhar parte da nossa vida (parte!) não é fácil. Menos fácil ainda nas circunstâncias que são. Contudo, não é impossível e isso não implica que tenhamos de abandonar o nosso ser, o nosso corpo e a nossa alma e entrarmos e vivermos apenas e só em função do outro - de qualquer das formas isso seria errado. Mas sim, é bom estarmos na ânsia de recebermos uma mensagem ou de estarmos com essa pessoa, sem ser preciso ficar aborrecido quando demora mais tempo do que o "habitual". Porque não há um habitual. É o que é, como com qualquer outra pessoa que faça parte do nosso círculo de amigos. Simplesmente ficamos com o coração um bocadinho mais acelerado quando tal acontece. Sem stress, sem querer impôr um ritmo, apenas... acontecendo. 
Mais uma vez o ênfase em: sem abandonarmos a nossa própria essência, o nosso EU.

E a ti, o que te faz viajar no tempo?

A Anita tem razão quando comenta que a nossa profissão é mesmo boa. Não só nos permite viajar (a sério), como também nos permite (viajar) no campo imaginativo. Ora bem, ultimamente e dentro de um espaço de trabalho de 8 horas, por vezes chegando a 9 ou 10 (raramente este último pelos dias que correm), eu consigo estar no Brasil, dar uma saltada a África (margem oeste e leste) e ainda dou uma passadinha pelo sul de Portugal. Como é que tenho capacidade para absorver tanta informação? Simples: limpeza de memória. Esqueci-me da maioria das letras de canções que lá estavam guardadas e que cada vez menos vão fazendo falta, que a vida não está para cantorias, e simplesmente não guardo os nomes das personagens mil das série de TV. Claro que existem outras coisas que poderia referir, mas estas, que são as que mais me vêm à ideia - porque às vezes quero lembrar-me do nome de personagem X e não me ocorre, ou porque estou a cantarolar The Corrs (meus amigos.. THE CORRS!!! VOCES NÃO ESTÃO BEM A VER A CENA!) e NÃO ME OCORRE NADA! O que é grave, porque simplesmente ouvi-os até à exaustão e cantei-os até ter enjoado. Fora isso, farto-me de viajar. Ahh sim, aquele anúncio da ZON, o que te faz viajar? A minha resposta é: uiii, trabalho. Se me aparecem 100 projectos à frente, farto-me de viajar, por todo o mundo.

Monday, March 11, 2013

Não me choca tal resultado de sondagem, apenas me desilude...

A Memória Austríaca


Foi feito recentemente um estudo à população austríaca em relação às ideias políticas de Hitler. 1 em cada 2 dos inquiridos declarou estar de acordo com os items apresentados em campanha. Nada disto nos espantaria se este inquérito tivesse quase 70 anos. O problema é que o estudo é actual. Num momento em que o contexto geo-económico europeu dá larga vantagem ao poderio alemão, e visto que a Áustria está "colada" à Alemanha, este tipo de resultado não me choca. É uma questão de puro comodismo, e numbness, cuja tradução para português só consigo encontrar num "desinteresse" total pelo que quer que aconteça. Para os austríacos é absolutamente igual que a Alemanha faça ou aconteça. E na altura do Anschluss, o que aconteceu, no que à problemática judaica toca, foi simplesmente um desinteresse total. Vizinhos, amigos, foram humilhados em praça-publica, olhados com simples curiosidade pelas famílias que sempre os conheceram. Curiosidade e desinteresse, como se fizesse parte do quotidiano e do dia-a-dia. A maior parte do comércio vienense foi exterminado devido às políticas de Hitler. Os austríacos pularam de contentamento envergonhado, falso. A Anexação foi "calma, pacífica", como seria de esperar de descendentes arianos. A "mestiçagem" com judeus poderia ser perfeitamente bem ultrapassada - ou abandonavam os respectivos conjugues ou então, corriam o risco de ser expatriados como eles. Enfim, um sem número de acções políticas que transformaram a Áustria num dos países do III Reich que padeciam de um certo estado febril de falta de consciência aliada a alguma neutralidade e, obviamente, medo... 

Thursday, March 07, 2013

Cada vez mais me convenço da vantagem que é eu seguir outros blogs, mas quase ninguém seguir o meu. Primeiro, porque percebi em acontecimentos últimos, que o nome que dei ao meu cantinho bloggeiro não é, de todo, apelativo ao interesse das massas; "A Carroça da..." detecta qualquer coisa de "saloio", campestre, enfim, muito, "coisinho". E digo isto, porque li que "A Pipoca mais Doce" - que é apenas, desde as calendas, um dos blogs mais procurados na blogosfera-, parece ser o pseudónimo de actriz porno. Pobre rapariga...  Bastou, como eu (na altura eu também não sabia, só soube quando estoirou a bronca que ela era doente com cancro e que foi um prémio), ter dito mal da miúda que teve a sorte de ir assistir aos Óscares, que lhe caiu o Carmo em cima. Mas acho que o que mais me choca foram os comentários que ela recebeu. Coisas bonitas como (ela está grávida): espero que o teu filho morra, espero que tu tenhas cancro, espero que na tua família haja cancro. Foi assim, por uma coisa tão, na realidade e perante os dias que correm, tão patética, que percebi a maldade humana. A maldade dos portugueses e, não duvido nada, da inveja que por aí ronda. Não há maior mal no Mundo do que a Inveja. Mas haja tino. Não havia necessidade para tanto, principalmente depois da respectiva blogger ter falado com a instituição que apoiou a iniciativa, ter falado com os pais da pequena, ter falado com a pequena, ter pedido desculpas à família (e seria apenas à família que ela o deveria fazer), e ter retirado o famigerado post de circulação. Nem assim o pessoal a largou. E ela, de blogger, diria, respeitada, passou assim a ser, com quase toda a certeza, a pior pessoa que anda à face desta Terra, a juntar à Pepa, a moça da mala Chanel. Pronto. Eu defendo este tipo de criaturas. Pronto. Devo ter qualquer coisa delas. Um neurónio a menos, a escolaridade primária, etc.. 

Monday, February 04, 2013

Gucci pour Homme

.... adoro o cheiro do perfume. Sim, é para homem, fragrância masculina pura, amadeirada. Quando referi ao vendedor que adorava para mim, ficou-me a olhar de alto a baixo, culimando com um "bom, os perfumes são feitos para quem gostar dos aromas os usar, realmente julgar os cheiros por feminino/masculino e usar só o que a "etiqueta" de género recomenda, é patético. Eu adoraria tê-lo para mim. Há quem sonhe a mala Chanel, eu é mais o perfume.


Filmes do médio Oriente...

... um do Irão, que acabou por vencer no ano passado o Óscar para melhor filme estrangeiro e o outro de Israel, também conhecido nas esferas mais "indies". Para quem tiver paciência de ver películas com histórias diferentes das do costume - é tão raro encontrar-se isso, hoje em dia, na cinematografia norte-americana, com excepção do Regras para um final Feliz, que ainda tenho de ver, e de Juno (que vi e também gostei) - e quem não se importe de ler as legendas, porque os filmes não são dobrados e assim estão na suas respectivas línguas originais (árabe e hebraico - a juntar inglês e russo, ao segundo). Vi-os ambos, tarde e a más horas, como a nossa televisão pública gosta tanto de fazer, e realmente apelam ao sentido de conhecer o que mais, dentro do género, se fará naquela parte do mundo.

De uma forma ou de outra, são filmes que nos ajudam (a nós, "ocidentais") a revermos os preconceitos que temos sobre duas nações antagónicas. No caso do filme Uma separação, essa ideia ocorre dentro do próprio filme, uma vez que retrata - numa urbe quase europeia, senão mesmo, muito europeia- duas famílias muito diferentes. A "moderna", onde ambos os protagonistas são licenciados, pretendem emigrar e, face a uma dificuldade familiar, é a mulher, a esposa, quem pede o divórcio, sem que o marido entre em qualquer conflito (a única coisa que os conecta é saberem com quem a filha decide ficar em tribunal). No lado da família pobre, vemos pessoas com parca instrução, amarradas ao tradicionalismo islâmico de chaddor e corão em riste. A dicotomia que o filme lança sobre a situação que une estes pólos é incrivelmente bem concebida, acabando também por delinear aquilo que os nosso olhos vêem e aquilo que a comunicação quer que se veja. 
No filme Director de Recursos Humanos, o contorno do plot resulta bem devido ao clima de terror que israelitas e palestinianos vivem dentro da cidade de Jerusalém (e quem diz eles, diz qualquer outra pessoa e religião que por lá habite). Partindo do centro da cidade, onde se verifica uma constante militarização (irritante até para os próprios israelitas), e uma separação de cortar à faca entre os judeus ortodoxos dos "não-praticantes", termina-se a viagem na Roménia, após algumas voltas na história essenciais para a caracterização do carácter (sim, redundância) do personagem principal. Bem realizados e melhor ainda protagonizados, porque em filmes destes, o melhor é sem dúvida os actores a trabalharem sobre bons argumentos. 

Wednesday, January 30, 2013

Podia aqui falar de...


  1. Israel estar a promover uma vacinação de esterilização aos judeus de origem nigeriana;
  2. O homem que foi acusado de mais de 7000 crimes de abuso sexual a crianças e pornografia infantil ter sido (apenas e só) condenado a (apenas e só) 19 anos (apenas e só) de cadeia;
  3. Mas na realidade, prefiro falar da Dora - a cantora do Não sejas Mau para Mim, nos idos anos 80.
Lembram-se da Maya ter feito uma produção ousada para revista Playboy quando esta entrou no mercado nacional? (Na sua versão igualmente nacional?) Pois bem... depois de uma série de outras moças, chegou a vez da Dora, de 55 anos, também revelar ao mundo alguns dotes mais do que os de cantora. Vamos por partes, a Dora tem um corpo fabuloso (se aquilo não tem Photoshop, bato palmas com gosto a uma mulher que se consegue manter assim), mas a Dora não é nem mais, nem menos, do que as outras mulheres. Daí que... porquê de tanto alarido por causa de ser capa da revista? Porque, segundo algumas das críticas e opinadores, é "velha demais"? Mas caraças, ela tem TUDO no sítio. E se têm e gostam tanto de criticar, p'lo amor da Santa, critiquem aquelas criatura de Deus que todas as semanas posam para a revista Domingo do Correio da Manhã... é que não há ponta de sensualidade naquilo, não há. E, lamento informar, mas há mulheres que, ao tentarem ficar mais sensuais ou sexys, acabam apenas por ficar com ar de "senhoras da vida" porque quem coordena estas produções não devem ter mais conhecimento do que porno-chachadas que vêem na televisão, igualmente de gosto duvidoso. Amigos, erotismo não é lingerie vermelha com rendas e folhos por todos os lados. É a pose, é o ar, é o olhar, é uma lingerie sexy sim, mas sóbria, é maquilhagem que esteja em condizer com a cara e tom de pele da mulher em questão. Bolas... sou obrigada a dizer que as fotos que a Bastet (mulher do João Cabeleira, dos Xutos) tirou há uns dias, estando grávida, são lindas, LINDAS... mas isso é porque ela, para além de saber posar, trabalhou com a equipa que conhece faz séculos e não com umas pessoas quaisquer que, como eu disse, têm que ser-se sensual = ter-se cara de puta. 

PS - Não que eu ache a Dora sensual.. por acaso nem acho nada de especial naquela capa de revista, com excepção da tonificação muscular, coisa pela qual, qualquer mulher que se preze, casada ou solteira, deveria lutar por manter. Nada de relaxar gaijas! Vamos lá para cima da elíptica e fazer flexões de pernas para essas coxas se manterem firmes! 

Tuesday, January 29, 2013

Eu e a Diana F+


Foto de http://anakarinafotografia.blogspot.pt/2010/08/lomografia.html


Quando estive no Brasil (e pensando por breves momentos que era rica) adquiri uma Diana F+. Claro que eu, naba como sou, sem ter ido às aulas específicas, não sei trabalhar muito bem com uma das cameras fotográficas mais acessíveis e fáceis de existem por aí. O destaque é para o rolo, que pode promover vários e diferentes tipos de efeitos à imagem final e, claro, a algumas regras básicas de como conseguir uns tantos outros, a partir dos tipos de abertura e exposição à luz que a máquina exige. De resto, descomplicar é o lema. O facto de não ser digital, ajuda ao suspense (bom ou mau) na altura de estarmos a revelar as ditas fotografias. Eu, sabendo à partida que o primeiro rolo que tive (preto e branco, com validade expirada há muito, mas pelo menos, grátis), não tinha valia, apostei em comprar um a cores (6 euros), e tirar umas fotos por Lisboa no passado sábado. Veremos como ficam quando as revelar (10 euros a revelação na Embaixada Lomográfica de Lisboa, na Rua da Assunção, à Baixa). 

Finalmente vou mencionar o PepaGate!

Simples, simples, humildes almas que ainda têm a mínima vontade de lerem tão pouca ilustre gaija blogueira. A minha opinião é esta: face à luz dos recentes desenvolvimentos da política portuguesa - qualquer coisa como, 38 anos, desde 74/75, que sempre quisemos ser mais do que eramos. Ter tanto como os de fora, enfim, sermos cidadãos da Europa, coisa pela qual tanto lutamos. Hoje em dia, sonhamos com os iGadgets, que até dão um certo jeito, ir para o ginásio, ter umas roupas e sapatos bonitos e bons (e por tal entenda-se, um pouco dispendiosos), Não me choca que um dos "sonhos" (e por sonho entenda-se algo que eventualmente não aconteceu, mas que se queira acontecer um dia - ou nunca), da Miss Pepa, fosse, uma mala Chanel. Não lhe aponto o dedo. Sou capaz de gastar 65 euros numa mala Longchamp, da marca mesmo, comprada na loja da Av. Liberdade mesmo. Pronto. Já disse. Sonhos, quem não os tem? Concretizá-los, talvez seja um pouco mais difícil. Não me venham é com histórias de altruísmo e culpa e remorso e vergonha, dizendo que a moça, perante a crise nacional deve ser isto e aquilo. Segundo a mesma,  ganha 700 euros, num trabalho precário. Uiii, só isso faz dela a pior das pessoas a viver em Portugal, sem dúvida. Uma rapariga jovem (logo isso, motivo de inveja de grande parte de uma população cada vez mais envelhecida), que ganha pouco (desculpem, é pouco quando há quem ainda ganhe 15000 euros/mês), dizer que gostaria num futuro imaginário ter uma mala Chanel e que tenta poupar para o conseguir, é realmente um ser sem sentido de oportunidade, sem o mínimo de decência. Espero que nas costas dela, vejam as vossas, da próxima vez que entrarem na loja da Apple, ou na Zara (que começou a ter coisas caras), ou na Nespresso, ou sempre que abasteçam o veículo automóvel.