Monday, December 24, 2012

E depois, sabe-se lá porquê, a vida vai-nos concedendo segundas oportunidades que há muito se julgavam perdidas. Não sei o que terei feito ao longo dos últimos meses, ou se terei mostrado força por alguma coisa desconhecida para mim, mas sei que este fim de ano, está a ser absolutamente inesperado. Se o termo felicidade não é muito aplicado por mim (sou das tais pessoas que tem medo do desconhecido, mesmo que seja positivo), talvez seja hora de acreditar que, nunca, nada, corre inteiramente bem, e que todos os dias existem contas por pagar, doenças, discussões. Mas no fim do dia, ainda cá estamos, ainda respiramos, ainda estamos vivos. Se calhar, a felicidade são os pequenos milagres que nos vão acontecendo, e que nem damos conta... um piropo, um sorriso, o companheirismo dos amigos, um abraço, um beijo. Talvez isso tudo seja realmente a felicidade e a plenitude. 

E porque este ano tanto tenho a agradecer...


"Além da terra, além do infinito, eu procurava em vão o céu e o inferno. Mas uma voz interior disse-me: O céu e o inferno estão em ti mesmo." (Omar Kháyyám)
Podemos criar um paraíso ou um inferno com a nossa mente, já sabemos disto, mas o que fazemos em concreto e conscientemente? Andamos num constante sobe e desce, num remoinho, numa gigante roda que, aparentemente, não tem controlo, mas tem, e esse controlo é também mental. Ou seja, se a vida está calma nós inventamos dificuldades e erguemos defesas porque “vem aí alguma desgraça!” e pronto, destruímos a beleza do momento.
Se estamos em fases de conflito – que a mente fraca adora – queixamo-nos incessantemente. Em vez de usarmos a nossa preciosa energia na busca de uma solução, usamo-la para criar ainda mais obstáculos e confusões. A verdade é que o nosso diabinho – a mente – adora uns tumultos, porque enquanto isso, ele não é obrigado a criar, ele não é obrigado a ser construtivo. Mas é para isso que cá estamos, para destronar o diabinho e dar cada vez mais espaço ao Anjo que lá no fundo tentar dar-nos conselhos, coragem e dignidade.

Tuesday, December 11, 2012

Apesar de isto já raiar o exagero, tudo bem. Aceito o frio, e dispenso a chuva... Obrigada!

Thursday, December 06, 2012

Comportamentos erráticos

Quando desde que se chega ao trabalho até à hora presente não pára de chover. Quando tu estás sentada junto a uma janela (OK, amo, mas com sol), onde as gotas batem e onde passa um cano de escoamento de águas. Quando estás um dia inteiro a ouvir esse som - nem sempre nos apetece ouvir música. E não, desculpem, mas não há couves e flores que cheguem para valer este esforço. Hoje é daqueles dias de casa, caminha, manta, peúgas de lã, filmes românticos... ou simplesmente, sexo. 

Wednesday, December 05, 2012

A partir desta manhã, sinto-me muito mais segura...

... agora que o PM pediu ao Serra para deixar os estudantes do Ensino Superior se manifestarem à vontade (mais ainda quando o fazem silenciosamente para que o chefe de Estado possa continuar a discursar), acho que vou dormir muito melhor. Afinal, como ele diz, vivemos, felizmente, num regime democrático. 

Saturday, December 01, 2012

Algo está muito errado no meu país...

Estive ontem (e finalmente) com amigos com quem já não me encontrava há anos. Sempre pensei que as lágrimas viriam por esse momento de união, de (quase) plenitude a que chegámos aos 29 anos. Estamos junto há uma década e passámos por muito, tanto bons, como maus (péssimos até) momentos. Afinal as pontadas no peito e a angústia apareceram de outro modo. É natural. Eu já devia estar até a contar com isso. Do meu antigo grupo, por agora, ainda estão cá todos. Daqui a 1 mês, honestamente já não sei. E algo está muito errado em Portugal que deixa aquele grupo de pessoas, às quais já se juntam uma Economista, uma Advogada e uma Jornalista, sair porque não há espaço para eles - há espaço, mas não para trabalharem e viverem. E quando eu vejo os meus amigos, a minha família a emigrar, desespero. A minha geração vai embora, A MINHA FAMÍLIA está a sair do país. Como querem que eu fique? Contente? Sim, somos de uma terra de aventureiros, uma terra de descobridores, uma terra de emigrantes. Mas.. e os que ficam? Não devem sentir a falta? Não podem ter saudades, nem dó? (Já perguntei isto antes, mas eu sei que é muito complicado responder - tanto para os que já lá estão, como para os que ainda cá estão).