Saturday, September 22, 2012

1000 publicações...

E Portugal está lentamente a desfalecer.... Passado exactamente, no calendário, um mês do meu regresso, sem vontade, sem amor, sem saudade à pátria, pelos quais fui tantas vezes criticada e violentada psicologicamente, verbalmente até, por pessoas próximas de mim que me chamaram de vadia e traidora, vejo que elas mesmas querem sair daqui porque já não aguentam mais. Ninguém aguenta. E no Governo, sim, governo desgovernado ao qual eu dei parte da sua (non-existent) maioria, só existem incapacitados mentais, pessoas com graves problemas de autismo que não compreendem NADA do que se passa cá fora, no mundo real e não na nuvem onde moram. Sempre pensei que a minha publicação de 3 zeros, fosse mais animada, mas a cada dia que passa, sinto que isto só irá piorar. E sei que não só a única a pensar assim. 

Friday, September 21, 2012

Ano Portugal no Brasil (e vice-versa)

Seria sem dúvida mais proveitoso se, por acaso, Portugal tivesse a mesma recepção no Brasil, do que aquilo que no sentido inverso ocorre. Para o Brasil o sentimento duplo de "irmão" e "colonizador" ainda está muito visível e, se é claro que falarmos a mesma língua pode ajudar à compreensão e integração dos dois povos, que quer se queira, quer não, têm culturas e formas de ser tão distintas, que nos afastam mais do que juntam. O que eles conhecem da nossa forma de ser é "ora pois", "gajo", padarias, Maria e António, pastéis de Belém (toma lá que o Cavaco já ganha uns pontos!), bacalhau e Roberto Leal (valha-me Deus!) e depois apanham uma pessoa que lhes tem de explicar que não é nada disso e acabam por perceber que eu sou tão estrangeira como um americano, francês, etc.. Acreditam, por motivos óbvios (segunda maior cidade japonesa deve ser São Paulo), a comunidade nipónica é masi brasileira do que qualquer comunidade portuguesa. 
Outra coisa, lá, eu era uma pessoa, e sem dúvida que regressei diferente, mas cá, o meu comportamento mantém-se igual ao que era antes de ir para terras tropicais. Simples, não me posso transformar em algo (que no Brasil fazia sentido) quando (mesmo penosamente na altura) regressei aquela que é a minha terra. E não posso fazer cá as mesmas coisas que fazia lá. Primeiro, a vida não permite, segundo, é que apesar de sermos um país de "1º mundo", não temos nada a ver com a efusão festivaleira que eles têm. Daí que, já deu arranque em Brasília ao Ano do Brasil em Portugal, ou Portugal no Brasil. As iniciativas e atividades são imensas e a programação está excelente, contudo, fazendo hoje um mês após o meu regresso a terras lusas, a vontade que eu tinha de amanhã ir ver Ney Matogrosso ao vivo e a cores, gratuitamente, no Terreiro do Paço, já se foi para algum lado que desconheço. Estou cansada, sonolenta, e tenho outras obrigações caseiras para fazer (oh, limpezas!). Além de que, Terreiro do Paço é espaço aberto, o risco de estar fresco de noite torna-se cada vez maior à medida que, hey! amanhã entramos no Outono! e pode chover. Ou não! Simplesmente há coisas que devem ser vistas em locais apropriados e nos timings certos. Não estou no timing certo. Alias, não serei só eu. Acho mesmo que Portugal não está no timing certo para estas coisas. 

Monday, September 17, 2012

Está tudo louco!

Regressada do Brasil, com sentimentos mistos de quem não sabia ao que ia e não sabia, definitivamente, como iria voltar, vejo a situação do meu País. Entre restos de trabalho, férias que não o chegaram a ser por motivos vários, culminando numa manifestação de Poder do Povo, da esquerda à direita, novos e velhos, mais do que os da outra vez, sem ser a "passeio de final de tarde e de Verão", que me encheram de orgulho (mas não de Esperança). Ontem à noite, contudo, pelas notícias que hoje as páginas dos canais televisivos anunciam nas redes sociais, chego à conclusão de que se calhar, sábado, dia 15 Setembro, não passou de fogo fátuo. Houve quem tivesse ficado grudado à TV vendo coisas que, desculpem, afetam o meu intelecto mais profundo. Repito, sem dó nem piedade. Está tudo louco e mais do que uma crise financeira, Portugal está perante uma crise de valores.