Friday, November 09, 2012

Desculpem lá qualquer coisinha...

Mas esta coisa de sermos ou não sermos pobres, termos ou não miséria, parte sempre de uma comparação. Resta saber o seguinte: comparamos os nossos dados estatísticos, enquanto país europeu, com outros dados estatísticos de um outro país europeu ou.... comparamos os nossos dados estatísticos com um país africano, ou com a Índia, China, Tailândia, Brasil, etc.? E passamos então, definitivamente, a integrar a classe dos países (ainda) sub-desenvolvidos? É que uma coisa será comparar as reformas mais baixas e salário mínimo com os mesmos de Espanha, e outra coisa é realmente dizer (e com verdade) que se nós somos pobres, então que dirão os desgraçados que são do Sudão? Simples. Temos que definir em que ponto da balança estamos, em que saco nos colocamos, para então nos inserirmos na balança económica. Assim, a Isabel Jonet pode vir dizer que sim, não temos nem miséria nem pobreza. Da mesma forma que, por outro lado, o jornal i poderá trazer na capa (como forma de chapada sem mão ou retaliação), que existem cerca de 10 000 crianças em creches e outros tipos de escolas que passam fome. É o chamado, dito por não dito. 

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