Monday, December 24, 2012

E depois, sabe-se lá porquê, a vida vai-nos concedendo segundas oportunidades que há muito se julgavam perdidas. Não sei o que terei feito ao longo dos últimos meses, ou se terei mostrado força por alguma coisa desconhecida para mim, mas sei que este fim de ano, está a ser absolutamente inesperado. Se o termo felicidade não é muito aplicado por mim (sou das tais pessoas que tem medo do desconhecido, mesmo que seja positivo), talvez seja hora de acreditar que, nunca, nada, corre inteiramente bem, e que todos os dias existem contas por pagar, doenças, discussões. Mas no fim do dia, ainda cá estamos, ainda respiramos, ainda estamos vivos. Se calhar, a felicidade são os pequenos milagres que nos vão acontecendo, e que nem damos conta... um piropo, um sorriso, o companheirismo dos amigos, um abraço, um beijo. Talvez isso tudo seja realmente a felicidade e a plenitude. 

E porque este ano tanto tenho a agradecer...


"Além da terra, além do infinito, eu procurava em vão o céu e o inferno. Mas uma voz interior disse-me: O céu e o inferno estão em ti mesmo." (Omar Kháyyám)
Podemos criar um paraíso ou um inferno com a nossa mente, já sabemos disto, mas o que fazemos em concreto e conscientemente? Andamos num constante sobe e desce, num remoinho, numa gigante roda que, aparentemente, não tem controlo, mas tem, e esse controlo é também mental. Ou seja, se a vida está calma nós inventamos dificuldades e erguemos defesas porque “vem aí alguma desgraça!” e pronto, destruímos a beleza do momento.
Se estamos em fases de conflito – que a mente fraca adora – queixamo-nos incessantemente. Em vez de usarmos a nossa preciosa energia na busca de uma solução, usamo-la para criar ainda mais obstáculos e confusões. A verdade é que o nosso diabinho – a mente – adora uns tumultos, porque enquanto isso, ele não é obrigado a criar, ele não é obrigado a ser construtivo. Mas é para isso que cá estamos, para destronar o diabinho e dar cada vez mais espaço ao Anjo que lá no fundo tentar dar-nos conselhos, coragem e dignidade.

Tuesday, December 11, 2012

Apesar de isto já raiar o exagero, tudo bem. Aceito o frio, e dispenso a chuva... Obrigada!

Thursday, December 06, 2012

Comportamentos erráticos

Quando desde que se chega ao trabalho até à hora presente não pára de chover. Quando tu estás sentada junto a uma janela (OK, amo, mas com sol), onde as gotas batem e onde passa um cano de escoamento de águas. Quando estás um dia inteiro a ouvir esse som - nem sempre nos apetece ouvir música. E não, desculpem, mas não há couves e flores que cheguem para valer este esforço. Hoje é daqueles dias de casa, caminha, manta, peúgas de lã, filmes românticos... ou simplesmente, sexo. 

Wednesday, December 05, 2012

A partir desta manhã, sinto-me muito mais segura...

... agora que o PM pediu ao Serra para deixar os estudantes do Ensino Superior se manifestarem à vontade (mais ainda quando o fazem silenciosamente para que o chefe de Estado possa continuar a discursar), acho que vou dormir muito melhor. Afinal, como ele diz, vivemos, felizmente, num regime democrático. 

Saturday, December 01, 2012

Algo está muito errado no meu país...

Estive ontem (e finalmente) com amigos com quem já não me encontrava há anos. Sempre pensei que as lágrimas viriam por esse momento de união, de (quase) plenitude a que chegámos aos 29 anos. Estamos junto há uma década e passámos por muito, tanto bons, como maus (péssimos até) momentos. Afinal as pontadas no peito e a angústia apareceram de outro modo. É natural. Eu já devia estar até a contar com isso. Do meu antigo grupo, por agora, ainda estão cá todos. Daqui a 1 mês, honestamente já não sei. E algo está muito errado em Portugal que deixa aquele grupo de pessoas, às quais já se juntam uma Economista, uma Advogada e uma Jornalista, sair porque não há espaço para eles - há espaço, mas não para trabalharem e viverem. E quando eu vejo os meus amigos, a minha família a emigrar, desespero. A minha geração vai embora, A MINHA FAMÍLIA está a sair do país. Como querem que eu fique? Contente? Sim, somos de uma terra de aventureiros, uma terra de descobridores, uma terra de emigrantes. Mas.. e os que ficam? Não devem sentir a falta? Não podem ter saudades, nem dó? (Já perguntei isto antes, mas eu sei que é muito complicado responder - tanto para os que já lá estão, como para os que ainda cá estão).

Friday, November 30, 2012

Honestamente espero não ouvir dizer no próximo Verão (quente e seco) que os poços estão secos e que não há lençóis de água suficientes para abastecer as populações. Porque isto, É DEMAIS!

Monday, November 26, 2012

No entanto...

verifica-se que às segundas feiras, a vontade de trabalhar é nula nos mais diversos setores da sociedade: Geologia e Engenharia Civil incluídas..

Tanto quanto sei...

o meu passado e o meu presente reencontram-se. Óptimo! É sempre bom VIVER! Mas, pensando bem, estou com medo. Sim, medo.. é tudo muito diferente do que estava à espera, e novo. Mas compreendo que, para a minha vida começar a correr nos carris certos, é preciso enfrentar os meus fantasmas do passado, eles que também já vivem as suas vidas há muito. Então, olhando-me ao espelho e tentando identificar-me e reencontrar-me novamente, ergo a cabeça e respiro fundo. Não cheguei ao dia de hoje para ver os outros a serem totalmente plenos e eu não. Mete medo? Assusta? Sim, claro... mas sem receios, nada se constrói, nada se consegue. E já que estou aqui, porque raio é que havia de voltar atrás?

Thursday, November 22, 2012

Quando não estamos à espera, é quando as coisas acontecem... de forma que (quase) nos deixam sem fôlego, e nos tiram (quase) os pés do chão. Estou sem palavras, mas sei que em breve irei reencontrá-las.

Wednesday, November 21, 2012

Work, love, pray, eat.... work, work, pray, love, eat... love, work work, pray, eat... não por esta ordem, mas o certo é o EAT ficar sempre em último lugar...


@Cabo Sardão (Out. 2012)

Saturday, November 17, 2012

Friday, November 16, 2012

Músicas....

Palavras que podiam ser minhas...

Mas que, mais uma vez, não o são....


"Olho à minha volta e vejo estas pessoas comuns, entorpecidas e anestesiadas, a caminho de casa depois de um dia de trabalho. Já não conhecem as possibilidade terríveis que transportam dentro de si, como o terrorista transporta a bomba dentro da mochila ou forro do casaco. Ignoram o poder das suas forças vitais. Não nos deveria amedrontar romper os constrangimentos habituais, optar por ser o vulcão em erupção e, simultaneamente, imolarmo-nos no seu fogo magnífico. Somos vulcões extintos, vulcões que se ignoram, que se mascaram de montanhas aprazíveis como se pintadas numa tela de parede. não foi a Terra moldada e cinzelada por vulcões intempestivos, irados, devastadores, oceanos a ferver, supervulcões que moldaram o planeta, fornos primevos que deram o calor e o ventre à vida orgânica que então se esboçava? E nessas forças arcaicas da Natureza, não viram os nossos antepassados a própria imagem dos deuses originários? A multidão abúlica que enche o mundo, ciosa da sua rotina, esqueceu estes cenários primordiais, apagou todas as crateras, domesticou o fogo e com isso retirou-lhe o poder fundador. A turbamulta afundou-se no tédio ruminativo e estéril, sereno e seco. "



in: Gare do Oriente (de Vasco Luís Curado - Leya)

Thursday, November 15, 2012

Fusões (a quente e frio) e infusões...

Fusão da Universidade Técnica de Lisboa + Universidade Clássica de Lisboa= Die Liesboniche Universitiert ... dass schone!

Sunday, November 11, 2012

Sim, eu já sei disso tudo..

Que Portugal tem as melhores temperaturas da Europa, e que por comparação com os países mais a norte, não faz assim tanto frio mas... eu sinto-o. Sinto-o e bem, nas articulações, nos ossos, e pior ainda, estando bem mais magra do que há um ano, parece que quando fico parada na mesma posição durante muito tempo,  o corpo demora 100 anos a voltar a andar. Não, eu não sou amiga do frio. Só do calor. 

Friday, November 09, 2012

Desculpem lá qualquer coisinha...

Mas esta coisa de sermos ou não sermos pobres, termos ou não miséria, parte sempre de uma comparação. Resta saber o seguinte: comparamos os nossos dados estatísticos, enquanto país europeu, com outros dados estatísticos de um outro país europeu ou.... comparamos os nossos dados estatísticos com um país africano, ou com a Índia, China, Tailândia, Brasil, etc.? E passamos então, definitivamente, a integrar a classe dos países (ainda) sub-desenvolvidos? É que uma coisa será comparar as reformas mais baixas e salário mínimo com os mesmos de Espanha, e outra coisa é realmente dizer (e com verdade) que se nós somos pobres, então que dirão os desgraçados que são do Sudão? Simples. Temos que definir em que ponto da balança estamos, em que saco nos colocamos, para então nos inserirmos na balança económica. Assim, a Isabel Jonet pode vir dizer que sim, não temos nem miséria nem pobreza. Da mesma forma que, por outro lado, o jornal i poderá trazer na capa (como forma de chapada sem mão ou retaliação), que existem cerca de 10 000 crianças em creches e outros tipos de escolas que passam fome. É o chamado, dito por não dito. 

Thursday, November 08, 2012

A vida dá com uma mão e tira com a outra e volta a dar mais um bocadinho

Em resumo, não interessa o que possa acontecer, a vida segue. A vida encontra caminhos e contorna os obstáculos. E eu quero um CORAÇÃO... quero mesmo sentir um coração. Que não seja só o meu. Estou honestamente farta que seja só o meu (e já que estou numa fase de desabafo de realidade - ainda que amanhã desminta totalmente estas declarações), quero ouvir um a bater junto do meu. De alguém que goste de mim, de alguém que REALMENTE mostre isso e não que ande a chover no molhado há séculos. De um coração que sinta coragem de enfrentar os meus dragões e as minhas paredes e barreiras, que lute por essa conquista (mesmo que já possa estar ganha). Não quero sentir mais medo...

Thursday, October 25, 2012

Dia de temporal...

E agora colocava aqui uma foto das nuvens negras do horizonte lisboeta ou de um mar supostamente revolto. Não... simplesmente isto: hoje, dia 25 de Outubro, a minha melhor amiga (de entre as melhores amigas que tenho) irá realizar um almoço-festa-convívio, quase parecido com a Festa do Avante, mas sem qualquer conotação política, porque, daqui a 1 semana, mais coisa, menos coisa, vai-se embora. Vai-se embora para outro país. Vai-se embora para outro país, trabalhar. Vai-se embora para outro país trabalhar porque aqui ela já não pode continuar. Vai-se embora para outro país trabalhar porque aqui já não pode continuar a ser bolseira de investigação. Porque o Governo cortou com essas despesas menores, porque quer fundir instituições de ensino, como se fosse uma coisa básica e simples, como se isso não fosse, de alguma forma, eliminar toda uma história académica. Terão noção de que a geração a seguir à minha, a geração dos nossos filhos irão apenas imaginar (e mal) que antigamente em Lisboa existia a Universidade Clássica e a Universidade Técnica? Que eram dois monstros de ensino com ritmos e objetivos diferentes? Mas o que hoje aqui me traz é realmente o fato dela se ir embora. O fato de, durante um vasto período de tempo, poderei não voltar a vê-la, que deixarei de contar com a sua presença, muitas vezes silenciosa enquanto eu disparatava a torto e a direito sobre os mais variados tópicos. Acima de tudo tópicos não-essenciais mas que nos faziam rir.. ou não. Ela vai-se embora porque encontrou um lugar onde pode fazer aquilo que gosta, contribuindo para uma atividade bastante interessante, e ganhando um ordenado com isso, passando a ter os mesmos direitos e deveres que todos os outros cidadãos, sem ser por isso apelidada de "encargo extra ao Estado". Bem pode chover hoje a potes e trovejar o que quiserem, porque esses são os gritos de raiva de quem tem de ir para fora procurar um futuro. Ou são os gritos de alegria de quem se vê finalmente livre deste país que amamos mas que já não aguentamos mais, como aqueles casamentos em que o que resta é apenas a companhia irritante do outro. Eu estou a perder os meus amigos para outros amigos que eles, obviamente, irão conhecer... Portugal perde uma geração inteira de pessoas mais do que qualificadas mas sem espaço já para poderem respirar. Eu não tenho pena dos que vão, eu tenho pena dos que ainda não conseguiram ir. E sinto falta deles todos. 


PS - Eu sou sem dúvida uma das poucas sortudas. Amo o que faço, o meu trabalho. Tenho a sorte de fazer exatamente aquilo que queria quando estava a terminar o meu (longo) processo de licenciatura. Mas isso não me impede de sentir saudade. Ou impede?

Wednesday, October 24, 2012

Resumo do fim de semana passado...


Tico: Irmão de Teco, é o mais inteligente dos dois. É apaixonado por Geninha, uma ratinha super inteligente que tal como Tico, nunca demonstra o seu amor por ele, mas todos sabem que os dois se amam.
Teco: Irmão de Tico é meio tolo, mas quando se trata de salvar a vida faz o impossível virar real, Teco também gosta de Geninha, mas sabe que o seu irmão gosta dela e não diz nada.

in Wikipedia



Tuesday, October 23, 2012

Ciência e Deus, exatidão e crença.

Antigamente os cristãos eram atirados às feras pelos romanos porque se haveria de existir um culpado, seriam aqueles que não partilhavam a mesma visão "mitológica". Mais tarde, queimaram-se livros, pessoas e ideias, porque não iam ao encontro do que estava escrito segundo a palavra de Deus, mais tarde veio a Ciência e as pessoas são agora presas e atiradas ao lixo, porque não acertam com a exatidão necessária aquilo que deveriam saber de cor, com data e hora marcada. Ou seja, a Humanidade nunca está bem com nada. Nem com Deus, nem com o Universo, nem com a Ciência. A equipa italiana não avisou dos possíveis efeitos de um sismo na região de Aquila, e morreram pessoas por isso; não queriam lançar também o pânico. As equipas portuguesas FARTAM-SE de avisar a população que vive nas zonas litorais, no Algarve e na área metropolitana de Lisboa, para o risco sísmico da zona e a probabilidade de ocorrência de um evento desses no nosso país. Ninguém foge, ninguém diz nada - ou seja, ninguém quer saber. Contudo, (e isto é-me cada vez mais difícil de digerir), sempre que a terra treme a SW de Península Ibérica e o pessoal sente, era como se nunca tivessem ouvido falar de nada, como se fosse um acontecimento de outro planeta e lá ficamos mais 2 semanas a levar com seminários, entrevistas, documentários, reportagens, etc. e etc..
Meus caros, ser-se cientista não é equivalente a ser-se uma máquina de calcular, pelo que é impossível saber-se o dia, a hora, minuto, segundo, a que uma catástrofe vai acontecer. Se assim for, então eu ainda me arrisco a ser presa por não acertar onde raio se deve furar o raio do poço para extrair petróleo ou gás. 

Ah-AH! So busted that you are!

Pois é.. grandes moralismos e tal por causa da crise e por causa dos concertos que se esgotam e vai na volta os Depeche Mode regressam a Lisboa, dia 13 de Julho, ao Optimus Alive e eu sempre quero ver se não irei comprar o bilhete. Pimbas, toma lá que é para aprenderes. 

Monday, October 22, 2012


@Monte Clérigo - Aljezur (20/10/2012)

Sabeis bem o quanto eu amo isto...

SIM...

... acredito plenamente que é possível gostar-se de mais do que uma pessoa ao mesmo tempo. Claro que se houver um casamento no meio, é bom saber-se que votos matrimoniais, seja para com "Deus" seja para o Estado, são para serem cumpridos. Dito isto, não sou muito apologista da infidelidade matrimonial, mas não descarto qualquer uma das outras. Assim, padeço várias vezes do mesmo sintoma estapafúrdio de gostar mais do que 1 pessoa. Geralmente quando me tratam como uma princesa... e principalmente quando eu há muito não estava habituada. 

Basicamente uma das coisas que aprendi durante este fim de semana.

Tuesday, October 16, 2012

Da mesma forma que...

Reciprocidade... realmente o homem pode estar a lixar à grande a vida de todos os portugueses (até mesmo daqueles que irão ficar sem o dinheiro por mês para comprarem um fato Hugo Boss), mas também é verdade que quando ele pede aos deputados da AR para, quando escandalizados e histéricos lhe dizem que isto não pode assim continuar, lhe apresentarem alternativas, parece que não têm nenhuma. Meus amigos... se continuam assim, a dizer que não pode mas sem apresentarem nada de novo, mais vale estarem calados. Porque para dores de cabeça já bem nos basta aquilo que nos é óbvio que nos chega ao pelo. 

What a F-WORD?


Loulé: escola proíbe criança de 5 anos de almoçar porque pais não pagaram mensalidade

A escola EB1 nº2 da Quarteira, em Loulé, proibiu uma criança de cinco anos de almoçar na última quinta-feira, uma vez que os pais não pagaram a mensalidade da alimentação até 9 de Outubro. A mensalidade é de €30 (R$79,1).
A notícia está a ser avançada pelo Correio da Manhã e diz ainda que a aluna, que frequenta a pré-primária, ficou a ver os colegas almoçar, ao seu lado, e que “uma das funcionárias foi impedida pela direcção da escola de pagar a refeição da menina do seu próprio bolso”.
“Nada justifica uma criança passar fome. Não é justo castigá-la a ela”, explicou ao Correio da Manhã a mãe da aluna, Teresa Francisco.
A denúncia do caso partiu de pais de outros alunos, que ficaram revoltados com a situação, considerando um acto de “má-fé” a forma encontrada pela escola para lidar com o caso. Segundo o Correio da Manhã, mais alunos não almoçaram nesse dia pelos mesmos motivos, noutras escolas do Agrupamento Dr.ª Laura Ayres.
Sobre o assunto, a directora, Conceição Bernardes, explica que “todos os pais foram informados das medidas, que seriam aplicadas caso não regularizassem as dívidas até 9 de Outubro”. Além disso, “podiam ter pedido a renegociação desses valores e até dos escalões, mas alguns foram negligentes e não o fizeram”. Os casos de incumprimento “foram participados à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens”.

in: http://greensavers.sapo.pt

Desculpem, mas, tal como já referi anteriormente, chegamos ao ponto da crise ser mais do que financeira ou até mesmo de valores. É uma crise moral, em que se perdeu completamente a noção do bem/mal, certo/errado. É já uma coisa que me ultrapassa, mesmo quando estou com o meu humor de lobisomem. E o que aqui mais me choca foi a justificação dada pela "senhora" diretora, com certeza uma "tia" qualquer, sem formação mas que deve exigir o título de "doutora" quando a ela se referem ou se dirigem (conheço gente assim, quem não conhece, aliás?). De repente, a educação e a saúde deixaram de ser aquilo que supostamente são, para virarem instituições financeiras e bancárias - tal como nos bancos a falta de pagamento de casas leva à sua penhora, aqui impede-se uma criança de ser alimentada por falta de pagamento da mensalidade. E pior... proibirem uma educadora de pagar essa dívida do próprio bolso? Das duas uma, ou o problema do dinheiro é importante, ou então o problema é com a criança/ pais da criança em questão - pode ser simples embirração. Sei que há quem agora pense: mas Cláudia, imagina que se abre exceção para todos estes casos, que como sabes, serão cada vez mais... Tudo certo, se assim fosse, ninguém pagava nada a ninguém, mas não seria certamente o caso. Acho um exagero e uma falta de moral. Esta senhora, Conceição Bernardes é, para mim, imoral. Toda ela, o seu comportamento, a sua forma de pensar e, possivelmente, a sua forma de estar na vida. Ela não deveria estar naquele cargo, mas sim, numa gerência qualquer bancária, com risco dos clientes virem a perder os poucos bens que têm é certo. Mas uma coisa são os adultos, outra coisa, são crianças. E agora sim, digo... não me venham com o discurso de que nos dias que correm, quanto mais cedo aprenderem o custo da vida, melhor, porque estamos a falar de crianças, não de cifrões ou de euros. 

Monday, October 15, 2012

Coisas que me põem a pensar...

... e todos sabemos que pensar não é das minhas melhores qualidades. Mas, percebendo que estamos em época de crise e que as pessoas mesmo assim têm de se distrair com algo, será, ainda assim normal o concerto dos Keane estar já com os bilhetes esgotados? É que eu, se calhar é porque não posso mesmo, portanto não tento com isto censurar seja quem for, mas, quando estou muito aflita, mesmo que tenha alguns trocados no bolso, nem sequer gasto no h3 ou nas Vitaminas, preferindo uma sandes e sopa no Celeiro. Quanto mais gastar dinheiro em bilhetes de cinema ou livros (aprendi que DVD's e Cd's, só quando são produto nacional, senão tudo o resto - agora que é permitido - é retirado na Internet) e muito menos em bilhetes de concertos. Não quero que me levem a mal, quem me dera a mim ter a possibilidade de ver tanta gente que sei ser difícil cá voltarem durante muito tempo, mas... se andamos para aqui em protesto e em manifestações, não seria boa altura de mostrarmos mesmo o quão aflitos estamos? É que eu tenho para mim que enquanto surgirem estas notícias nos jornais a informar que os concertos esgotam e que os festivais tiveram muita adesão do público, os governos continuarão a pensar que, afinal, não se está a viver tão mal assim e mais sacrifício, menos sacrifício, o pessoal poderá suportar. Não, não suportamos, mas não temos de viver numa prisão onde o nosso único objetivo será trabalhar para "eles" e não para nós. 

Friday, October 05, 2012

... crise espiritual e do avesso, também!



"Em tempos, durante as grandes guerras, a bandeira hasteada ao contrário era sinal de que o local estava dominado pelo inimigo ou como pedido de socorro."







E chegamos ao 5 de outubro com uma crise espiritual....

Que fique bem claro que hoje estou revoltada. Não porque seja o último feriado (mini-férias ou whatever, who gives a fuck??), mas sim porque o PM Pedro Passos Coelho e, por conseguinte, o cidadão e pai Pedro, deram de frosques com medinho que lhe(s) acontecesse alguma coisa. Porque querem, tal como todos os outros que nos atiravam poeira para os olhos, que pensemos que isto é fait-divers, que as nossas queixas e, presumivelmente, "amuos", não passam mesmo disso, de queixas e amuos, como se fôssemos o Cristiano Ronaldo a fazer uma birra porque estamos a ganhar menos 1 milhão que o outro colega de equipa. Meus caros políticos (TODOS!), não estamos a fazer isto porque gostemos, não estamos a manifestar o nosso descontentamento porque queremos, mas sim porque estamos fartos e para uma cada vez maior percentagem da população da REPÚBLICA Portuguesa, é já a última forma de protesto, uma vez que não têm mais como se defenderem. E se acham mesmo que fugindo é o melhor remédio nestes dias de merda, então preparem-se porque quando voltarem, se calhar, será pior. Pessoas que vão contra a Constituição, vão contra a República e, a meu ver, em qualquer país, ocidental (e sem ser) do Mundo, a isso chamamos de "traição à pátria" - vide meus caros anormais que disseram que quando eu estava no Brasil estava a trair o meu país com as minhas comparações e declarações, vocês são uns atrasados que não sabem sequer distinguir uma coisa da outra -, e geralmente esse tipo de coisa, terminava com pena de morte. Pessoas que fogem do país em dias (ainda) considerados como efemérides nacionais, porque não querem participar nos eventos associados, são piores do que animais, ratos, que fogem da água quando o navio vai afundando lentamente. E quem fala nas personagens que todos sabemos, podemos também falar nos outros que já foram para Paris, Paris há uns 2 aninhos... esses sim, merecedores da faixa preta nos olhos, serem atirados contra uma parede... Calma, para aqueles que achem que sou extremista... ainda não viram nada. Mas uma coisa é certa: eu cá não escondo como sou. Obviamente que fui educada numa sociedade de consumo, capitalista, claro que sim, porque não? Fomos todos aliás educados nesse sentido. Não no de gastar desmesuradamente, mas sim gastar porque podíamos com coisas que lá fora, todos os outros também tinham, sem exageros. O pior são os que estão lá em cima, no topo da hierarquia dos assalariados. Esses gastaram e gastaram e gastaram até termos de ser nós, o que estamos na base, a ter de começar a pagar-lhes os vícios. E isso é que está errado. Se todos os portugueses trabalhadores, reformados, ex-gerentes, ex-CEO's e etc's. começassem a receber por mês 2000 euros, as coisas iriam correr bem melhor. Fala-se tanto agora em equitatividade, mas acho que quem menciona essa palavra não sabe o que ela deve significar com certeza. O que eu acabei de escrever acima é que é parecido com equitatividade: TODOS GANHAREM POR IGUAL.. mas claro que agora me dizem: um chefe não pode ganhar o mesmo que o empregado. Não pode porquê??? O valor de ser-se diretor ou chefe de algo vem da sua capacidade de trabalho e gestão. Não vem porque recebe mais ou menos que os outros. Vem porque é realmente bom naquilo que faz. Falo por mim, o valor que dou ao meu trabalho vem do meu empenho no que faço, não porque ganho bem ou mal. Aliás, o problema é exatamente esse: o pessoal tem a mania que o trabalho deveria ser compensado financeiramente e depois, muitas vezes dá raia no local de trabalho, para uns ganharem mais outros devem ser despedidos e entra-se assim no ciclo vicioso que levou Portugal ao estado em que está. CAÓTICO. Já chega de caganças. Portugal sempre foi um país, principalmente depois do 25 de abril, de caganças. E isso levou-nos à bancarrota. Deixe-mo-nos de mesquinhez e passemos realmente a cortar na despesa pública (e por falar nisso, POR FAVOR LARGUEM AQUILO QUE DEVERIA SER GRATUITO AOS OLHOS DE QUALQUER REPÚBLICA LIVRE E SUPOSTAMENTE DEMOCRÁTICA: TRANSPORTES, SAÚDE E EDUCAÇÃO!), nos salários dos gestores públicos e público-privados (sempre que eu leio isto dá-me ideia de serem ninfomaníacos..), cortem SERIAMENTE com as fundações de merda que nunca ninguém ouviu falar. Apostem realmente nos quadros mais jovens e com imensas ideias novas para colocar em prática (bolseiro também é um ser-humano, mesmo que muitos financeiros assim não o entendam). Enfim, comecem a pensar pelas próprias cabeças e não somente a partir das cabeças de outros. E outra coisa, não fujam, que é muito feio e poderá ter consequências a nível de ego brutais no futuro bem próximo. 


PS - Parem de se armar em "pidescos" só porque alguém vos chama à razão de quando em vez. Se algum dia algum mastodonte me tocasse porque eu tinha enviado o cidadão Pedro ou PM Pedro Passos Coelho para o cara... you know the rest, eu poderia acabar no hospital brutalmente agredida, mas o gorila também não se ficava a rir. 







Tuesday, October 02, 2012

Mais saudável que chocolate (1 por dia...) mas, infelizmente, não palpável...

... salvo seja, que se eu fosse (se eu fosse, que não irei porque é no Campo Pequeno e eu não gosto do Campo Pequeno  - não pelas touradas, mas sim pela acústica de trampa sempre que há um show), ao concerto do dia 17 de Novembro, vamos a ver se o menino Gotye, que segue na imagem abaixo, seria ou não palpável. Bom, há quem até dissesse que isto poderia ser algum défice de padrão europeu (sim, que ele lá por viver na Austrália é na realidade belga!) por causa da minha estada no Brasil. Mas, aí, eu digo: não, não, foi exatamente por influências brasileiras que estou a conspirar a favor destes moços de peles e cabelos claros e olhos azuis. Não me interpretem mal, mas foi o tipo de homem com quem mais convivi no Brasil em termos mais "românticos" se é que assim se poderá chamar, descendentes, claro da brilhante mescla europeia (italiana, na sua maioria), portuguesa, africana, and so on. E devo desde já esclarecer isto: ao contrário do que se pensa, o brasileiro é na sua generalidade, afável, simpático, metido na sua onda, não forçando situações que não são desejáveis ou saudáveis. Enfim, uns príncipes cavalheiros. 


* coisa mais fofa... quem diria que tenha 32 aninhos.. uma criança, pois claro! 

Monday, October 01, 2012

Wasn't about time!*

Com uma ligeira overdose de Michael Fassbender nas veias (mas isto agora será ver as estatísticas de visualizações ao meu perfil aumentarem por todo o lado). Sim, continuo a persistir na mistura irlandesa com outros genes europeus (ele até poderia ser americano, mas coincidência, HE'S (N)HOT!). E assim de repente tem algo de: Orlando Bloom (britânico), Jude Law (britânico), Ewan McGregor (britânico), Gary Oldman (not so long ago - britânico, claro!). 




* Wasn't about time de ver alguma coisa que me alegre (muito, muito) o espírito! 

Saturday, September 22, 2012

1000 publicações...

E Portugal está lentamente a desfalecer.... Passado exactamente, no calendário, um mês do meu regresso, sem vontade, sem amor, sem saudade à pátria, pelos quais fui tantas vezes criticada e violentada psicologicamente, verbalmente até, por pessoas próximas de mim que me chamaram de vadia e traidora, vejo que elas mesmas querem sair daqui porque já não aguentam mais. Ninguém aguenta. E no Governo, sim, governo desgovernado ao qual eu dei parte da sua (non-existent) maioria, só existem incapacitados mentais, pessoas com graves problemas de autismo que não compreendem NADA do que se passa cá fora, no mundo real e não na nuvem onde moram. Sempre pensei que a minha publicação de 3 zeros, fosse mais animada, mas a cada dia que passa, sinto que isto só irá piorar. E sei que não só a única a pensar assim. 

Friday, September 21, 2012

Ano Portugal no Brasil (e vice-versa)

Seria sem dúvida mais proveitoso se, por acaso, Portugal tivesse a mesma recepção no Brasil, do que aquilo que no sentido inverso ocorre. Para o Brasil o sentimento duplo de "irmão" e "colonizador" ainda está muito visível e, se é claro que falarmos a mesma língua pode ajudar à compreensão e integração dos dois povos, que quer se queira, quer não, têm culturas e formas de ser tão distintas, que nos afastam mais do que juntam. O que eles conhecem da nossa forma de ser é "ora pois", "gajo", padarias, Maria e António, pastéis de Belém (toma lá que o Cavaco já ganha uns pontos!), bacalhau e Roberto Leal (valha-me Deus!) e depois apanham uma pessoa que lhes tem de explicar que não é nada disso e acabam por perceber que eu sou tão estrangeira como um americano, francês, etc.. Acreditam, por motivos óbvios (segunda maior cidade japonesa deve ser São Paulo), a comunidade nipónica é masi brasileira do que qualquer comunidade portuguesa. 
Outra coisa, lá, eu era uma pessoa, e sem dúvida que regressei diferente, mas cá, o meu comportamento mantém-se igual ao que era antes de ir para terras tropicais. Simples, não me posso transformar em algo (que no Brasil fazia sentido) quando (mesmo penosamente na altura) regressei aquela que é a minha terra. E não posso fazer cá as mesmas coisas que fazia lá. Primeiro, a vida não permite, segundo, é que apesar de sermos um país de "1º mundo", não temos nada a ver com a efusão festivaleira que eles têm. Daí que, já deu arranque em Brasília ao Ano do Brasil em Portugal, ou Portugal no Brasil. As iniciativas e atividades são imensas e a programação está excelente, contudo, fazendo hoje um mês após o meu regresso a terras lusas, a vontade que eu tinha de amanhã ir ver Ney Matogrosso ao vivo e a cores, gratuitamente, no Terreiro do Paço, já se foi para algum lado que desconheço. Estou cansada, sonolenta, e tenho outras obrigações caseiras para fazer (oh, limpezas!). Além de que, Terreiro do Paço é espaço aberto, o risco de estar fresco de noite torna-se cada vez maior à medida que, hey! amanhã entramos no Outono! e pode chover. Ou não! Simplesmente há coisas que devem ser vistas em locais apropriados e nos timings certos. Não estou no timing certo. Alias, não serei só eu. Acho mesmo que Portugal não está no timing certo para estas coisas. 

Monday, September 17, 2012

Está tudo louco!

Regressada do Brasil, com sentimentos mistos de quem não sabia ao que ia e não sabia, definitivamente, como iria voltar, vejo a situação do meu País. Entre restos de trabalho, férias que não o chegaram a ser por motivos vários, culminando numa manifestação de Poder do Povo, da esquerda à direita, novos e velhos, mais do que os da outra vez, sem ser a "passeio de final de tarde e de Verão", que me encheram de orgulho (mas não de Esperança). Ontem à noite, contudo, pelas notícias que hoje as páginas dos canais televisivos anunciam nas redes sociais, chego à conclusão de que se calhar, sábado, dia 15 Setembro, não passou de fogo fátuo. Houve quem tivesse ficado grudado à TV vendo coisas que, desculpem, afetam o meu intelecto mais profundo. Repito, sem dó nem piedade. Está tudo louco e mais do que uma crise financeira, Portugal está perante uma crise de valores. 

Wednesday, May 02, 2012

Só quem passa por estas situações é que pode medir o sofrimento que é o passar pelas fases de tratamento, a esperança reconquistada quando os exames apontam a uma melhoria significativa e, de repente, vindo do nada, o sacana reaparece, noutro local, onde numa imaginámos que pudesse aparecer, sem se manifestar, sem ser notado pelos exames e análises, sem apelo, nem agravo, simplesmente brutal e mortífero. E depois é tudo rápido demais. Não temos tempo para respirar, "ele" não deixa. Só deixa a preocupação (e a cara de "não te preocupes, vai correr tudo bem"), e a mágoa de sabermos a verdade, mas não deixarmos que a mesma seja revelada por qualquer expressão nossa, por qualquer deslize da nossa parte. Escondemos a nossa DOR para não aumentarmos a DOR dos outros, dos que sofrem fisicamente e psicologicamente. Daqueles que fazem planos para o "depois de já não estar". Aqueles que todos os dias, sabendo do seu desfecho, imprevisível mas certo, sorriem para nós. Aquele sorriso sincero, sem culpas, nem ressentimentos, daqueles que têm de fazer as pazes com a Vida, com o Bom e com o Mau, enquanto nós queremos esmurrar o Mundo, gritar com Deus, culpar tudo e todos, mas não podemos. O Miguel e a Maria João fazem parte daqueles casais antagónicos. Quem os conhece fisicamente saberá do que estou a falar. Lembro-me que quando soube do romance fiquei um pouco incrédula. Afinal o Miguel não é o homem mais bonito à face da terra e a Maria João era uma estampa, mas isso, como se comprova cada vez mais, não quis dizer nada. E quando leio 20 anos, até me custa a a crer que tenha passado tanto tempo, ou pelo menos tão depressa. A Maria João tem lutado nos últimos anos contra a doença. Primeiro na mama, e agora no cérebro. E quem consegue remover um cancro metastásico dum local desses? Muito provavelmente o sacana já tomou outras zonas do corpo, já lhe tomou o sangue, já lhe tomou o gosto. O Miguel está a ser enganado por um amante retorcido e déspota que quer a Maria João só para ele. Que quer a Maria João como propriedade máxima e o pior, é que está a levar a dele avante. Vai ficar com a João... e a João não pode fazer nada. Luta, porque tem de lutar o máximo que pode. Mas o sacana está a abraçá-la, a envolvê-la em leios que quanto mais ela tenta afastar, mais a prendem e enrolam. E  Miguel não consegue dar cabo do sacana, chegar a um canto escuro de uma viela lisboeta e dar-lhe uma lição. Simplesmente não pode. O Amor não morre. Pois não Miguel... mas nós morremos um bocadinho todos os dias com o nosso amor... E, perante isto, não se pode dizer nada mais. 

Tuesday, May 01, 2012

1º de Maio: Dia do Trabalhador??? NÃOOOOOO!


Dia do Pingo Doce e do Ataque dos Zombies...

Depois de várias discussões sobre o tema, a única coisa que reside é o facto de Portugal estar a perder os seus valores mais básicos, mais morais. Como é possível o que aconteceu hoje nas várias lojas da cadeia de supermercados Pingo Doce? OK, era dia 1º de Maio e só abriram porque quiserem e optarem pelo marketing desmesurado em que o cliente pagava 50% de compras iguais ou superiores a 100 euros. Como se pode imaginar e segundo consta, foi a confusão. E parece que houve alguns atritos e tudo. Meus caros, a continuarmos assim não vamos longe (e sim, eu sei que houve muita gente que passando necessidades aproveitou para comprar produtos de 1ª ordem, mas também sei que houve muitos outros que foram pela "piada" de se irem se meter no meio da confusão), passando a imagem de país do Terceiro Mundo, esfomeado, desesperado, animalesco etc.. Daí que a imagem acima represente tão bem o que foi o 1º de Maio em Portugal. 

Monday, April 30, 2012

Crónicas de uma portuguesa a viver no interior do Brasil #2

... passado um mês e 5 dias, e depois de ver que quase todos escreveram algo pelo 25 de Abril, só me resta dizer, mediante a minha experiência nos últimos dias, que se me dessem a escolher, em termos de emprego eu diria: pego na empresa onde trabalho e a sede passaria a ser no Brasil. Reparei que enquanto eu cheguei cá toda preconceituosa e com medos, há quem chegue ainda a pensar que os brasileiros são um povo atrasado e que a capital do Império ainda fica no outro lado do Atlântico Norte. A sério que tentei confraternizar com alguns compatriotas, mas calharam-me aqueles que, nem sequer em Portugal, eu seria capaz de conviver. Tive azar, espero eu. A arrogância, o nariz empinado, aquela coisa do "se eles não perceberem o que nós dizemos, que se lixem!" não me caíram bem. Culminando com o (e lamento imenso dizer isto, mas ainda me sinto revoltada): "Estás a ficar muito "brasileira" para nosso gosto!". Revoltada e ofendida. Não porque me tivessem comparado, mas sim porque disseram aquilo como se fosse uma coisa má, de baixo nível. É engraçado como as situações mudam. E eu escrevi aqui algumas vezes, directamente ou nas entrelinhas, o que achava da imigração brasileira em Portugal, mas o problema é que eles mesmos sabem o que se passa lá fora. Há bom e ruim em todo o lado, há malandros, assassinos, prostitutas, a questão é que não se pode NUNCA generalizar e eu sou boa a fazer isso. Sou imensamente boa a ver o filme todo e antes de chegar ao fim, já estou a dar o fora. Tal como não quero generalizar quando digo que os portugueses são um povo retrógrado, infeliz, invejoso, que não suporta o sucesso de ninguém e muito menos o seu próprio e, como tal, sentem-se bem a dizer mal de tudo quando estão num país distante. OK, eu vou ficar a viver cá até Agosto, logo, qualquer tipo de dúvida e receio que eu tenha, terá de ser ultrapassado. Conhecer pessoas, conhecer locais, isso é importante e não ficar a roer que não há nada para fazer, nem onde ir. Bom, hoje não houve mesmo: Domingo e de chuva. Mas voltando ao início: o 25 de Abril serviu para abrir mentalidades e não para as fechar. E o que noto, é que gente mais nova do que eu é assustadoramente crítica e não se adapta a novas culturas, porque sempre se habituaram a ter tudo na palma da mão. Se neste momento sinto saudades? A resposta é não. Sinto falta do meu emprego, de algumas pessoas (família e sem ser), da orla costeira/geológica do meu país. Pegava neles, e trazia-os comigo. De resto, quando mais o tempo passa, menos saudades poderei ter. E quanto a ser mais brasileira do que antes. Sem dúvida que sim. Tal como na Áustria sou austríaca, na Madeira, madeirense, Marrocos, marroquina.. Sou acima de tudo e, felizmente, pude aperceber-me disso, uma cidadã do Mundo. E adoro!

Sunday, April 08, 2012

Crónicas de uma portuguesa a viver no interior do Brasil #1

Pedra da Gávea - Rio de Janeiro (Março 2012)
Primeiro impacto: o calor. Se bem que já sabia ao que vinha, e saindo de Lisboa com algum frio, sempre pensei que o calor que iria sentir não seria desconfortável. Mentira. Primeiro impacto: o calor húmido, que faz com que tudo cole à pele, e nos ajuda a ter de beber litros e litros de água para recuperar a que foi perdida. Segundo impacto: o trânsito. Em hora de ponta, as estradas do Rio de Janeiro se enchem de carros. É cidade grande, importante, com não sei quantas outras em volta, onde trabalham imensas outras pessoas. Terceiro impacto: não sei bem se estão na mesma posição, mas parece-me bem que sim. A vistoria de bagagem no aeroporto. Não estava à espera que me acontecesse, mas fui parada para me revistarem uma das malas que levei. O detector de raios X viu qualquer coisa que nem eu, nem a moça que estava a proceder à investigação, vimos. Em igualdade, como referi, a quantidade de pessoas que estão no meio das vias-rápidas pedindo ou vendendo coisas. Sou honesta, aterrei já estava escuro, auxiliado por uma trovoada e chuva muito forte. Não consegui ver muito além do que luzinhas ao longe indicando zonas habitacionais. Mas sei que, estive lado a lado com algumas favelas. O mesmo conceito que temos quando atravessamos a zona da Reboleira/Damaia de comboio? Pois, exactamente isso. Mas as gentes estão lá, com chuva, calor, tormenta. Pedem. Por tudo e de tudo. Não convém andar de janela aberta. Tudo fechado, se possível com vidros fumados. E com o AC ligado. No máximo!
É engraçado o conceito que temos do povo brasileiro. Em Portugal, talvez porque a emigração tenha sido, a páginas tantas, a de nível mais baixo, o preconceito é latente. Eu sou/era preconceituosa com os brasileiros. Aquele tipo de brasileiro que não era nem branco, nem preto, que não respeita os nossos limites, que é abusado, que é sacana mesmo. Que rouba e é capaz de matar sem problemas de consciência. Esse é também o principal flagelo aqui do Brasil. Os próprios brasileiros, sejam negros, brancos, mestiços, índios, têm medo. Mas mais em cidades grandes, ou muito popularizadas e turísticas. Mas se formos pensar em termos sociológicos e demográficos, percebemos de forma muito mais sensata onde reside o perigo e porquê. Só o Rio de Janeiro, o Estado federal, tem cerca de 8 milhões de habitantes. Falamos de quase o mesmo número de habitantes em TODO o território português. A Favela da Rocinha, uma das mais conhecidas e mais perigosas (e a maior) do Rio de Janeiro, cobre dois morros, e contém cerca de 300 mil almas a viver por lá. A cidade do Rio, tem cerca de 6 milhões. Ora, não é preciso ter dois dedos de testa para se entender que o espaço está densamente povoado e que a criminalidade é proporcional ao nº de residentes. O problema é que a imagem que o Brasil passa para fora é de que tudo é perigoso, tudo é ruim. Em algumas localidades é tão ruim como a Linha de Sintra, como a margem Sul do Tejo, como qualquer outra cidade europeia. Onde eu estou, por exemplo, em Rio Claro, é mais calmo do que a localidade onde moro em Portugal. Ou então é igual. Roubos há em todos os locais. Mas claro, que é muitíssimo menor do que em São Paulo (200 km a Sul), no Rio, em Natal, ou noutros locais. E depois, voltando à premissa do brasileiro abusado, que só bebe chope e pouco faz, estamos realmente enganados. Os que até agora conheci são simpáticos qb, um pouco mais quando percebem que eu falo a mesma língua, mas que não percebem bem. Basta eu dizer "pois" e topam logo a Portugalidade. Alguns dizem que os avós eram de Portugal, outros os bisavós. Curtem terem uma "exótica" na terra deles. Tornam-se mais afectuosos, mais presentes. Mas respeitam o meu espaço. Não colam, não ficam grudando, nem cercando. Quarto impacto: a mudança de opinião sobre o povo brasileiro.

Thursday, March 22, 2012

Wednesday, February 29, 2012

Trilogia Millenium

.... alguém que me explique porque razão a maioria das pessoas considera a trilogia Millenium (dos livros), muito "violenta". É que violento, para mim, é o livro "Comboio para Budapeste" ou "Se isto é um homem". Por outro lado, um livro que acho simplesmente autêntico e triste, e que li há pouco tempo, será o "Sunset Park". Agora a trilogia Millenium é das coisas mais banais que existem. E a violência, por vezes gráfica, que se assistiu no filme, não é chocante, uma vez que estamos mais habituados a ver daquilo noutros filmes que são considerados para maiores de 12 anos. Já quanto à história em si... deixem-me que vos diga, não é nada de especial. OK, admito que fui levada pelo rebanho, principalmente porque estava com imensa vontade de ver a película, mas, como a páginas tantas o filme se afasta tanto do que está escrito, a ideia com que eu fico é aterradoramente diferente. Era como se fossem dois contextos diferentes. Contudo valeu a pena só pelas interpretações e pelo cenário e paisagem. Nada como IKEA e ambientes claros, para percebermos como estamos num universo "clean".

Wednesday, February 15, 2012

Declaração de rendimentos a Segurança Social

Isto de sabermos à meia noite e meia que teríamos de preencher não sei o quê, para o próprio dia, não é lá muito boa ideia. Os senhores estão muito desesperados, bem sei, mas isto assim, não se faz, porque não há tempo das pessoas tomarem conhecimento, saberem se estão ou não isentas de apresentarem seja o que for. Acontece que após vários telefonemas para o Segurança Social Directa, e ter falado com 2 pessoas (uma para informações, outra para confirmar essas mesmas informações), percebi que, felizmente, não tinha de preencher nada. Atenção, acho bem que façam este tipo de acções, principalmente porque é desta forma que muitas empresas terão ou de pagar ou de contratar pessoal cujos rendimentos anuais provenham 80% dessa instituição. Por outro lado, a forma como passam a ter conhecimento de todos os trabalhos precários e do valor dos mesmos, que nós possamos fazer, é assustador e, mesmo que façam o cruzamento de dados com as Finanças não deixa de ser perigoso pensarmos que podemos ser sancionados aos valores auferidos. E deram a notícia quase de véspera, avisando desde logo que atrasos na data de entrega, seriam devidamente punidos. Bom... como exemplos de isenção refere-se:
  • Isenção de 12 meses após a abertura de actividade nas Finanças ou até determinado valor auferido;
  • Isenção por acumulação de trabalho, ou seja, desde que um dos trabalhos esteja enquadrado num regime de protecção social (e, como tal, haja descontos para a Segurança Social), e o outro possa ser a recibos verdes;
  • Isenção por acumulação com reforma ou pensão por invalidez, outros... (às pensões e reformas também são deduzidos mensalmente os valores de descontos para a Segurança Social).
Todos os demais casos, terão de apresentar a totalidade do valor recebido pela(s) entidade(s) empregadora(s), sem incluir o valor de IVA, quando o mesmo ocorre. Felizmente o prazo foi hoje alargado até 29 de Fevereiro.

Cláudia admite estar farta...

... da constante culpabilização dos governantes a tudo o que de mau (ou bom) se vai passando no país. Vejamos exemplo corriqueiros: não chove? a culpa é do Governo; os hambúrgueres do Mac são feitos de minhocas? a culpa é do Governo; vão furar um poço de pesquisa de hidrocarbonetos? a culpa é do governo. Geralmente esta responsabilização é, quase sempre, monetária. Passo a explicar, nestes casos (e noutros) o governo, ou dirigentes políticos, sejam lá de que cor forem, o que querem, no final do dia, é embolsar algum ou gastar algum que não lhes pertence.. logo, tudo o que possa ocorrer de positivo ou negativo, está por conta deles, devido às razões anteriormente apresentadas e, honestamente, se por um lado é verdade, a generalização como argumento nacional a tudo o que vem escrito nas notícias começa a fazer-me alguma urticaria.

Wednesday, February 08, 2012

Bela e sábia...

Cada macaco no seu galho...

Lá por sermos geólogos, não sabemos TUDO sobre as diferentes áreas de Geologia. Ou seja, lá porque eu seja geóloga, não percebo quase nada de perímetros de segurança para a captura de águas subterrâneas ou, percebo o básico a intermédio de recursos minerais metálicos. Quando aparecem pessoas (excelentes dentro da sua especialização técnica e académica) a falarem sobre petróleo e gás, é natural que me sinta completamente fora de mim. Como se de repente todos tivessem descoberto o pote de ouro no outro lado do arco-íris e percebessem imenso, para lá do referencial, sobre o assunto e, como tal, sentem-se na posse das faculdades necessárias para darem entrevistas, etc.. A mim dá-me náuseas e pele de galinha, mas seria de prever que todos, agora, e durante os próximos tempos, fiquem com o rabinho virado para os hidrocarbonetos.

Wednesday, January 25, 2012

Sobre a taxa dos Direito de Autor...

... é para rir, certo? Então, todas as vezes que adquirimos uma pendrive ou disco rígido externo (ou computadores pessoais), cartões de para máquinas de fotografar, rolos, etc., iremos pagar um imposto sobre os "direitos de autor"? Desculpem, mas se o material for meu, a quem me devo dirigir para me pagarem os MEUS direitos de autora? Mais informo que, caso isto vá mesmo avante, passo a ter o direito de fazer os downloads que quiser. Justifico este ato porque, como já pago direitos de autor, o chamado download "ilegal" passará a ser "legalizado".

O que eu gostava mesmo muito de ver, quando tivesse oportunidade (financeira) para tal...

... porque o Governo lembrou-se que ir ao cinema é dinheiro mal gasto dos contribuintes e que devemos divertir-nos com outras coisas, como, por exemplo, 123, diga lá outra vez: fazer contas do orçamento familiar mensal!
Contudo e porque não posso ser sempre sarcástica, gostava de poder ver o filme Os Homens que Odeiam Mulheres. Não me perguntem porque razão. Até porque eu embora conhecesse a trilogia dos livros, nunca me apelou a adquirir qualquer exemplar e ler. Contudo, tenho de admitir que à medida que o tempo foi passando, especialmente desde o verão, quando começaram mesmo a encher de publicidade todos os locais sobre o filme, o interesse aumentou. Claro que outros valores mais elevados impuseram-se, mas agora, que estreou oficialmente em Portugal, e mediante o facto de estar a ler o livro (não, não o comprei, nem me o ofereceram - isto é dica para aquela coisa dos Direitos de Autor - a quem farei referência na publicação seguinte), tenho de admitir que a minha vontade aumentou exponencialmente! Uma história aparentemente banal (o título é redutor, não falamos diretamente da violência contra mulheres, embora ela seja uma presença direta no plot), que, à medida que vamos sendo introduzidos no universo de Stieg Larsson, nos prende de forma brutal. Escrita fluida (estou a ler a versão em língua inglesa), diálogos interessantes, descrições por vezes exaustivas, mas fundamentais para compreensão do cenário onde nos encontramos: Suécia, ao longo de largos meses. E quem pensava que os nórdicos eram realmente uma espécie de Elfos à la Tolkien, desengane-se. Todos escondem um fundo de maldade pura e básica, e quando encontram alguém diferente, nascido dentro daquele núcleo restrito de pessoas altas, loiras e olhos claros, remetem para um canto, colocam de lado, não dão importância. Quando esses seres "fora do baralho" começam a ter comportamentos "fora do padrão normal", eliminam-se de forma hábil e, não raramente, com contornos de óbvia monstruosidade e crueldade. Contudo, e embora a história do primeiro livro pudesse, às primeiras páginas (200, vá), levar o leitor a pensar que estaríamos a ler um policial sobre o desaparecimento de uma jovem durante os anos 60, acabamos por entender que o enredo começa a girar muito mais em torno das vidas (pessoais) das principais personagens: Bloomvkist, jornalista de investigação e Lisbeth, hacker de profissão e vocação, uma outsider ao mundo "normal", que vive sob a protecção do Estado, os quais foram contratados para "descobrir a verdade" sobre o tal desaparecimento (homicídio?) de Harriet. O que ninguém está à espera é de saber a verdade sobre Lisbeth, de ler (e posteriormente ver com mais ou menos detalhe) o que lhe acontece, o que tem de fazer enquanto continua presa a um tutor. A partir desse momento, a trilogia ganha outras forma e cor, e os livros deixam de ser uma história dentro de outras histórias para passarem a ser uma só, com contornos imprevisíveis. Em 2009/2010 foi feita, na Suécia natal, a versão nº1 e, segundo dizem, a mais original e aproximada ao livro, da trilogia Millenium em cinema. David Fincher quis agarrar a oportunidade do sucesso literário que entretanto chegou à América e, também indo até à Suécia, rodou a 2ª versão da mesma história. Uma então até agora muito desconhecida Rooney Mara ganhou o papel de Lis, que, segundo consta, tinha sido oferecido sem casting a Natalie Portman - recusou-o educadamente devido a ter terminado de filmar pouco tempo antes o filme Cisne Negro, cuja personagem que interpretava também era extremamente cansativa, física e emocionalmente. Para Mikael Bloomvkist, o felizardo é Daniel Craig (que assim larga por uns tempos o semi-rótulo de 007). Mara está nomeada para o Óscar de Melhor Atriz, embora acredite que só quando a trilogia for completada é que o filme venha a ser o vencedor desse possível ano. De resto, é gastar o tal dinheiro e ir ver. Por mim, quanto à restante sinopse, e já sabendo como são os livros (wikipédia), irei continuar a ler os livros. Nada compara a nossa imaginação ao que depois vemos e não sou perfeccionista ao ponto de querer um livro escarrapachado no cinema com o mesmo detalhe. Contento-me com o melhor que me tenham para oferecer, embora, isso, para outras pessoas, para os fans radicais, possa saber a muito pouco.

Wednesday, January 11, 2012

E a falta de informação é coisa que a mim assiste no sentido de querer bater em alguém!

Nunca gostei de extremismos ou de perseguições, fossem de que tipo fossem. Nunca gostei de rebaixamentos, nem de demonstrações de Poder e Inteligência perante os outros mais fracos. Nunca gostei desse tipo de coisa de "sou melhor que este, aquele, o outro e os demais". Ainda assim, mesmo quando se discutem assuntos que eu não perceba bem, tento, antes de tudo o mais, informar-me (até mesmo quando posso ter exemplos pessoais a dar). O caso atual da Maçonaria é um deles. Tenho lido imensos disparates de pessoas minhas conhecidas sobre o que é ser-se maçon, sobre a Irmandade em si. A minha primeira tentação é responder de tiro: mas vocês (tu!!!!) sabem o que é a Maçonaria em primeiro lugar? Sobre o que assentam as bases? Sobre quais os valores e objetivos? E, ainda tendo feito a pergunta com esperança de que alguém fosse, no mínimo, ler algo na Wikipédia, respondem em conformidade: um local onde se praticam trocas de favores, onde há corrupção. Pois, realmente em Portugal não me espanta nada que isso aconteça. Ambos os casos. Onde algo que tem como base princípios e ideais louváveis seja completamente distorcido pelos membros que dele fazem parte e, exactamente devido a essas pessoas, o conceito em si fique denegrido perante uma população que, segundo caso, gosta e insiste em se manter desinformada e "toca de seguir a carneirada", só porque sim.

Thursday, January 05, 2012

Coisas que me fazem ser apedrejada até à morte ou me fazem ir para a forca...

Quando o PM disse o que disse sobre a emigração (e eu concordei e continuo a concordar e, mesmo tendo argumentado pacientemente a minha opinião, ainda consegui ser insultada e enxovalhada);
Quando o outro do Pingo Doce muda a administração para a Holanda, de forma a não pagar o excesso abusivo de impostos que desde dia 1 de Janeiro caíram sobre todos nós, no sentido também de continuar a manter a relação preço/qualidade/salários e regalias dos funcionários (entenda-se: administradores, gestores, gerentes de loja, empregados de caixa, repositores de prateleiras, transportadores de mercadorias, senhoras das limpeza), equilibrada, e eu também concordo.
Quando o pessoal acha isto tudo muito mal, muito errado, muitas vezes até batendo no peito a dizer que "sou orgulhosamente português e daqui nunca sairei" e, logo a seguir, quando a boca lhes foge para a verdade, acabarem por admitir que isto cá está mal e têm de emigrar, porque terão melhores oportunidades lá fora, sem contar com a qualidade de vida, salários mais altos, cultura, e outros, afirmam que os produtos nacionais não são assim tão bons quanto isso e, vão até lá fora (diga-se Badajoz ou outra qualquer cidade espanhola de fronteira, encher o depósito, porque... imagine-se... lá os combustíveis não são tão caros).
Acho que de tudo o que me provoca ainda mais comichão é dizerem por aí, à boca larga que vão boicotar o Pingo Doce (deixando de fazer lá compras). Fazem bem. Assim, sempre que lá for, escuso de ficar HORAS nas filas das caixas de pagamento e escuso de andar a ser perseguida por senhorecas que não sabendo o que querem comprar andam a cheirar-me o rabo para ver o que eu adquiro.

Wednesday, January 04, 2012

Coisas que deveriam ser ponto assente

Quem inventou o jogo Solitário do Windows deveria ser fuzilado, ou no mínimo, processado por danos à integridade psicológica de uma pessoa. Há anos que não jogava aquilo (e quando escreve "há anos" contemos uns 10!) , e há dias ao voltar a jogar, por brincadeira, fiquei viciada. Repito, viciada. Quero lá bem saber já do Facebook. O computador está ligado para jogar ao Solitário. O pior é que, mesmo assim, mesmo sendo uma máquina contra uma humana, raramente consigo fazer um jogo sem ter de desistir antes do fim. Não só vicia como dá cabo da mona a uma pessoa. Basta escolhermos as cartas erradas e puff!