Friday, October 28, 2011

Ceremonials

Não faço qualquer cerimónia em afirmar que o novo e muito aguardado álbum de Florence and the Machine é qualquer coisa de divinal. Bebendo do melhor que a música tradicional norte-americana tem, blues, gospel, jazz, R&B, cada canção apresenta-se com cores voluptuosas, maduras, quentes. Florence cresceu e a sua sonoridade também. Arranjos (ainda) mais trabalhados, guitarras, baixo, metais, cordas em fartura, tudo para que cada canção seja realmente única. Não há sons repetidos, não há encadeamento. O álbum é uma mescla, cada tema tem de ser (deve ser) bem escutado, desestruturado, dissecado até ao mais ínfimo detalhe de som, de capacidade vocal, até se descobrir de onde vem aquele tinlintar lá no fundo de todo o restante barulho. Música e mais música! Esperava-se por isto? Não... Esperava-se o BOM... isto é o limiar do INCRÍVEL! Pode ser mais difícil sim... mas Florence não é mais a menina que era, a sonhadora, a apaixonada. É agora uma mulher, viu outros mundos e outras criaturas, tropeçou, caiu e voltou a erguer-se. Este novo álbum é então, por si só, VIDA.

No comments: