Monday, July 04, 2011

Nós a patinar que nem parvos...

... porque não sabemos de todo andar em patins e ficamos todos lixados com medidas de austeridade do novo Governo. Vocês sabem que eu vivo com austeridade desde há já algum tempo, pelo que, (arriscando-me a ouvir e ler o que não quero, mas a vida é mesmo assim), há que saber viver com o que se tem (ou neste caso, com o que se ganha) e parece-me assim óbvio que há muito boa gente que quer continuar a fazer a mesma vida de classe média a classe média-alta, quando na realidade o escalão desceu para classe média-baixa e classe baixa. Mais uma vez é apenas e só a minha opinião. (Pelo menos é o que entendo quando pergunto às pessoas que se queixam, se sentem na pele estes apertos como eu sinto, e me respondem que vão de férias para fora ou que vão comprar um i-Pad ou o novo i-Phone e etc's.).

2 comments:

Anita said...

A questão não são as medidas de austeridade.
Bem sei que a crise chega a todos, que temos de fazer sacrificios, que a Troika é má e o FMI um tirano, blá, blá, blá!
O que me irrita profundamente é o sacrificio vir somente de um lado e serem sempre as mesmas barrigas a serem apertadas.
Não devia ser a clásse média a passar a baixa, mas sim a alta a passar a média. Olha que vivíamos todos com mais dignidade e mais contentes.
É a sensação de que só de uns bolsos [e não são os mais recheados] saí o pilim que é preciso para diminuir o defice, para saldar a dívida externa, para pagar subsídios de desemprego, de coitadinhos, de pessoas com pêlos e unhas encravadas, para os subsídios de apoio ao calão e por ai vai.
E não, não me conformo com a quantidade de dinheiro que desconto por mês [ e dispenso comentários do tipo: se descontas mt é pq ganhas muito].
Ganhe lá eu o que ganhar desconto o suficiente para que pudesse ter uma escola pública decente e com vagas onde pôr o meu filho, para ter médicos PEDIATRAS no serviço nacional de saúde sem ter de ir para um hospital, para ter habitação digna a preços realistas e tantas outras coisas a que devíamos ter direito.
Tendo em conta que eu nem a abono de família tenho (diz que sou rica lol) sim, choca-me que para além de me sustentar a mim e a um filho, para o qual trabalho para poder dar o melhor que conseguir, ainda tenha de trabalhar para sustentar latagões que não me dizem nada, que têm carros melhores que o meu, que vão passar férias mundo a fora, que brincam e estoiram com o dinheiro que a mim e a muitos outros custa a ganhar e afins...desculpa lá mas se isso não é injusto, não percebo nada de justiças e dessas coisas!

Clau said...

É que concordo ipsis verbis. O que quis dizer é que apenas temos de mudar os nossos hábitos, mas sim, TODOS temos de o fazer. Não só a classe média ou baixa... os ricalhaços com contas offshore também. De outra forma era só mais o que faltava descontarmos imenso (ya, tu e eu, a trabalhar onde trabalhamos somos ricas - sabes que muita gente da minha família pensa assim) para uma cambada de chulos que passam a vida no café a beber "mines", para aquelas famílias muito numerosas e com muitos filhos que fazem muito barulho por tudo e por nada e resolvem os problemas a tiro (não estou aqui a dizer quem são), etc. Mas olha que a maminha está já a acabar! (Uma amiga minha que trabalha na Amadora com famílias "carenciadas" dos bairros problemáticos mas que possuem Mercedes à porta do barraco, conta-me que nunca viu um governo a aplicar medidas tão rapidamente para retirar subsídios e pôr aquela gente toda a trabalhar).