Saturday, December 31, 2011

2012 ou... yada yada yada!

Farta de pensar que o novo ano será igual (ou pior) que o antigo... quero que a minha wishlist seja ligeiramente cumprida. Basicamente é um plano. Não são desejos, porque a maioria dos desejos não costumam ser concretizáveis não é? Então façam planos, tenham ideias que possam realmente ser realizadas, tornem-se excepcionais em tudo o que fazem. Amem incondicionalmente. Chorem e batam com a cabeça nas paredes (com força) quando fodem (sim, isso mesmo!!) alguma coisa que deveria correr bem e não correu. Chorem quando alguém que amam sai das vossas vidas. Sorriam porque nela entrou, sorriam porque estão VIVOS! Acreditem mais em vocês. Não vivam numa nuvem cor-de-rosa, porque invariavelmente estão a ser seguidos por uma cinzenta contínua. Tenham imensa auto-estima, mas vivam com os pés bem assentes na Terra. Não se façam mais do que na realidade são. Digam o que têm a dizer na cara de todas as pessoas. Não se esqueçam que nas costas dos outros, vemos as nossas caras. Mas tentem acreditar que todos os dias é uma batalha ganha, todos os segundos, a cada respiração, a cada batimento cardíaco. Tenham um bom Ano.. dia após dia, hora após hora, minuto após minuto, segundo após segundo. Bem Hajam os Aventureiros!

Friday, December 23, 2011

And there you go. Before you say bad things about good girls think twice. Not believing I was self brained washed today I really believe that sometimes, famous people are really down to Earth, simple and human just like me and therefore trustworthy.

Thursday, December 22, 2011

Do FB e da nossa Liberdade de Expressão

Fizeram o favor de há poucos dias terem apagado comentários de minha autoria em posts do Facebook. Isto aconteceu em murais/ perfis de pessoas a quem dou total credibilidade e a quem tenho respeito. Ou tinha. A partir do momento em que a minha opinião (que, para admirar, não foi nem agressiva, nem tão pouco arrogante ou mal-educada, mas sim, argumentativa) deixa de estar presente no que seria um possível debate idealógico, porque não estava de acordo com aquilo que essa pessoa pensava, começo a desconfiar que passinho a passinho nos estamos a caminhar novamente para uma época de anti-democracia e anti-liberdade de expressão. Em vez de me contra argumentarem e mostrarem que eu posso estar errada e que existem alternativas à minha linha de raciocínio, já me estão a controlar os posts, comentários, fazendo juízos de valor muitas vezes desajustados com a realidade que obviamente desconhecem. Lamento, mas isso não é nada. E assim, realmente desconheço qualquer valor enquanto cidadãos a essas pessoas. (Ao menos enviassem uma mensagem a explicar as suas razões, os seus motivos para aquela atitude, mas não fizeram nada disso...já que são tão apologistas da liberdade de expressão que antes não existia e que agora existe, tão bonita que ela é...)

Tenho dito!

FUCK Alien 3!!!! by Michael Biehn (love love love)

Monday, December 19, 2011

Perguntas sem resposta óbvia...

O que pode levar uma miúda de boas famílias e bom aspecto a se transformar aos poucos naquilo que mais parece uma "call girl" de 5ª categoria? Pior, o que pode levar essa mesma miúda a fazer filmes muitoooooooo duvidosos, enquanto também já fez bons papéis? E para complementar... o que leva um homem a gostar deste tipo de raparigas? (Ok... cheira-me que no dia a dia, ela é exemplar, e o ar de badalhoca só serve para as estreias e ante-estreias dos filmes, até porque nunca li ou ouvi nada sobre a mesma em termos depreciativos).
PS - Está um frio do caraças hoje... e amanhã... e pelos vistos até ao Natal.

É engraçado...

... mas quando sou eu a dizer a amigos, mais novos ou mais velhos, mas desempregados que o melhor que têm a fazer nos próximos tempos é tentarem trabalhar fora (estrangeiro), a resposta é sempre muito positiva, num "sim, tem mesmo de ser, é a única opção e Portugal não tem forma de nos manter, ou vice-versa". Contudo, quando é o PM, as reacções são de uma agressividade plena, como se de repente ele não tivesse alguma (senão toda) razão. Mário Nogueira, ao seu bom estilo comuna-sindicalista, responde que se calhar o PM é que deveria emigrar. Se calhar, o Sr. Mário Nogueira, tem também a sua razão. Acho que o Governo deveria imediatamente pedir a resignação, só mesmo para que eu pudesse assistir à hecatombe política que logo a seguir iria ocorrer. Mas a sério, vão-se lá embora, que eu quero ver como é que os substituem, como é que lidam com a impiedosa troika, como é que vão tornar isto tudo mais fácil, mas rentável, com dinheiro para todas as reformas, todos os salários, e ainda sobrar para pagar as dívid... ahp, mas que estupidez a minha. É verdade.. As dívidas são são para se pagarem, isso são coisas de crianças e devem apenas e só gerem geridas. Por isso é que eu posso ficar com a Luz e a Água por pagar todos os meses, porque não me ameaçam com processos de corte, nem nada. Apenas ajudam-me à gestão das dívidas. Enfim, estou a afastar-me do assunto principal. Estava então a dizer que se fosse eu (que falo e escrevo de barriga cheia, porque não obstante, estou a trabalhar no privado) ninguém levava a mal, mas quando são pessoas que sabem realmente o quão horrível isto tudo se irá tornar, é um sarilho, um problema, uma cambada de mentirosos que nem sequer querem portugueses a trabalhar em Portugal. Claro que nem todas as profissões são compatíveis com os critérios lá de fora. Pois, sabemos isso quando vemos os Engenheiros (à séria, porque na ex- URSS eles não brincam com o Ensino), e os Médicos, da Europa de Leste a trabalharem na construção civil. Víamos, que esses entretanto foram embora, deixando cá apenas e só os mafiosos. Contudo, temos de partir pedra. É realmente fácil estarmos em casa dos pais, na zona de conforto, sem nos preocuparmos com pagamentos e problemas financeiros. Eu, desde que comecei a trabalhar e ainda enquanto bolseira, tudo o que ganhava era para entrar no orçamento caseiro, e assim continuo. Mas garantidamente e não digo isto da boca para fora, se não estivesse (como felizmente estou) a trabalhar em Portugal, já tinha partido para além-mar. Custasse o que custasse, tivesse que deixar para trás o que tivesse de ser, mas ir-me-ia embora. Não podemos dar ao País aquilo que o País não nos pede, não nos oferece e, nem tem condições para nos dar em troca. Pensem nisso antes de atirarem pedras a quem quer que seja. Se ele tem razão, tem, se ele poderia ter dito de outra maneira? Também, mas não disse, so deal with it!

E por falar em cinema

Também vi há dias o filme mais deprimente de todos os tempos (quem acha o mesmo de O Abismo não percebe claramente do que fala): The Time Traveler's Wife. A Rachel McAdams vai lindamente, mas, tal como Benjamim Button, não consigo já acompanhar a tristeza que é a "realidade" dos personagens com as características paranormais mais paranormais possíveis. Como é que alguém consegue manter-se apaixonada por alguém que nunca está sempre connosco. Que desaparece estranhamente para a frente e para trás no tempo, que ainda por cima, sabe que vai morrer, porque a filha o avisa de tal no futuro, e depois a mesma acaba por avisar-se a si própria, mas no passado??? (Sim, a filha do casal principal também tem a mesma faceta viajante do pai). É uma tristeza atrás de tristeza. E depois, não estando contente com isso, já depois de morto, aparece à mulher no futuro, mas no tempo em que ainda estava vivo. Confuso? Pois, é preciso ver. Se o livro é também assim, ainda bem que nunca o li. Credo.

Maravilhas de Inverno

Das coisas que se podem chamar de boas durante os dias frios, mas soalheiros, de Inverno, serão as sessões contínuas de filmes que podemos ver em casa, enrolados nos casacos de malha, mantas com os aquecedores ligados. Papa-se de tudo. Filmes de acção, românticos, dramas, comédias, tudo o que vem à rede é peixe. E o Aliens incluído. Gosto do filme nº2 da saga e quem me conhece sabe bem que sou grande fan. Pior pior é, como no passado sábado, ter concluído que após todo aquele horror e terror e sangue e coisas a saltarem do peito das pessoas, é um filme romântico. Aquela coisa entre o Hicks e a Ripley é para deixar os corações enternecidos. Aquela busca de ambos pela Newt, também. E pronto, são estas pequenas coisas que fazem um filme que, aos olhos de muitos não passaria da série B, em filme de culto. E tenho de me preparar: vem aí o 2012 em canal aberto - por esta ordem de ideias, e mediante a última crítica que lhe prestei, vou adorar-, bem como o Avatar (sim, confesso, não vi o filme... mas, irei vê-lo agora). E o Sherlock Holmes (que já vi e posso dizer que está muito engraçado)...

Thursday, December 08, 2011

Diz que estou cansada e que tenho de ir dormir, mesmo que amanhã seja feriado. Diz que tenho medo (pavor mesmo) de me deitar porque a tosse não me larga e lapa-se ainda mais quando eu me enfio debaixo dos lençóis e cobertores. Diz isso tudo e é a verdade.

Sunday, December 04, 2011

Tanta coisa que poderia dizer mas...

... não tenho nada digno de registo. Talvez o facto de estar com o estudo das Sequências de Bouma para fazer e, no entanto, estar aqui, a fazer nenhum...
Isso e a maldita da tosse (sim, novamente doente em TODOS os aspectos anteriormente mencionados, após uma falsa melhoria) que não me larga...

Wednesday, November 23, 2011

Sobre o vídeo da revista Sábado (parece que não há como fugir ao tema, portanto, deixo a minha opinião)

Disse a várias pessoas (exclamei - é esse o termo correcto) que nunca iria ver o tal vídeo da revista Sábado. Primeiro, tenho pavor a este tipo de inquéritos (acima de tudo porque dão-me ideia de serem manipulados - é impossível que TODOS os entrevistados tenham aquele nível de conhecimento geral), segundo, irrita-me depois a forma como os "mais velhos" olham para mim, enfiando-me no mesmo saco do que aqueles que deram a cara e os disparates ao manifesto. Contudo, hoje, após fazer ronda pelos blogs que costumo seguir, comecei a ler pontos em comum, nomeadamente na forma como o texto que acompanhava a reportagem estava redigido. Não em termos de Português empregue, mas sim em termos de ideologia. Parece que o senhor em questão, que com dificuldade irei designar por jornalista (ainda existem ex-professores meus que se recusam a ver-me como geóloga, logo, estamos no mesmo patamar de incredibilidade), sofre de perturbações mentais. Exibindo uma sobranceria e profundo desprezo à academia actual, coloca-se no seu alto pedestal para mostrar e provar, mais uma vez, que esta geração de jovens universitários é lixo, dinheiro deitado à rua.. enfim, somos todos umas Cátias (???) desta vida. Emendo-o e esclareço-o: Nós somos o que a sociedade nos oferece. Nós somos o que o País nos oferece. Ninguém, mas ninguém mesmo, tem a "obrigação moral" de ter papás universitários que lhes tivesse proporcionado um ensino ou uma formação cultural activa, interessante. Tal como muitos intelectuais não sabem com certeza o que é a Escala de Mohs ou desconhecem a Lei de Walter, eu também não sou obrigada a saber os títulos dos trabalhos de Simone de Bouvoir. Não podemos partir do princípio que miúdos nascidos em 1990's saibam detalhes da cultura POP dos anos 70 e 80... e mesmo eu, por exemplo, saber (tendo nascido em 1984) coisas que aconteceram nesse mesmo ano, apenas se deve a interesse e curiosidades pessoais. Cada um é como é e, mesmo não querendo (muito), não posso deixar de defender esses rapazes e raparigas que foram e são apelidados de burros, mas que no entanto, perceberão mais de análise matemática, geometria descritiva e/ ou anatomia humana do que a besta que os entrevistou.

Tuesday, November 15, 2011

Tanto medicamento no sistema...

... o pior é a Luz; eu que adoro Luz, que felizmente admito hoje estar um dia semi-normal, sem chuva, sem muito frio, luminoso até, só lá vou de óculos escuros. Se normalmente já tenho alguma sensibilidade ótica, hoje, com o devaneio da sinosite, é para esquecer. Como são óculos graduados (que eu sou mesmo pitosga e não vejo nada sem eles), chegada a Lx achei estranho os tons castanhos que pautavam o horizonte azulado. "Ahhhh.." pensei eu "... pois, estou de óculos escuros, é natural que assim veja estas coisas"... e o sono? Para além do do costume, e daquele que revelava nas entrelinhas uma crise renal em formação, é o sono pelas doses de medicamentos que ando a enfardar: zyrtec, paracetamol, maxilase, urispás (não tenho qualquer tipo de contrato com farmacêuticas, nem, tão pouco me fazem descontos nas farmácias). Quanto a febre... é possível que tenha alguma sim, baixinha ainda, e que espero honestamente que daí não passe. O pior é mesmo a febre, que aí não me aguento em pé. Estou mesmo mesmo a pensar tirar uns dias de férias (os que me restam) se melhorar, lá para fim do ano.. Não há coisa pior do que uma pessoa não se sentir bem.

Monday, November 14, 2011

Estratigrafia sequencial ou como dar um tiro no pé.

O tal curso que mencionei atrás foi sobre Estratigrafia sequencial, ou seja, o estudo da sequência na deposição de camadas/ estratos de sedimentos. Parece à partida uma coisa relativamente acessível: saber se foi primeiro, se foi depois, quando foi, se está mais à frente que o outro o vice-versa, associado ao tipo de ambientes deposicionais: um sistema fluvial (rios e planícies de inundação) tem uma sequência diferente do que um sistema deltaico (deltas de rio), que costuma ser dependente das marés, do fluxo que o rio tem, do declive da região, etc.. Não é simples. Era bom que fosse simples. E para quem trabalha no mundo dos petróleos, como eu, menos simples se torna. Quanto mais ao detalhe estudamos estes ciclos deposicionais, mais confusos ficamos. Ao princípio. Ajuda muito se tivermos exemplos de campo, ou seja, rochas onde possamos ver aquilo que estudamos da teoria: antigos canais de escorrência, estratos sedimentares (sequências) de transgressão (subida do nível do mar) ou regressão (descida do nível do mar), figuras sedimentares várias que nos permitam identificar até o tipo de ambiente (estruturas produzidas por organismos, estruturas rochosas que nos confiram o sentido das correntes), etc.. Foi o caso em Santa Cruz, mas como estava da forma que estava, aliado ao facto de não ter percebido a teoria (que por sorte e coincidência andava a ler há já umas semanas por motivos diferentes) só podia ter corrido mal. O mau feitio instalou-se, a desilusão e irritação por não estar a perceber aquilo também... foi o caos! E, pelo que pude perceber, não fui a única a não compreender nada (o que não me deixou mais feliz, muito pelo contrário)... Foi um autêntico tiro no pé ao ponto de ter desejado por várias vezes (e este motivo também foi factor FORTE!) de nunca lá ter estado. Foi daquelas saídas que não me satisfez nem em termos pessoais e muito menos em convívio. Se não me sentia bem, pouco importava o resto...

Que tenho andado ausente...

Pois tenho. Isto da saúde acaba por ser aborrecido porque por muito boa vontade que tenhamos e optimismo e acreditarmos que estamos já bem, acaba por ser um bocado balelas na prática. E isto porquê? Porque depois da dor no rim, é preciso, nos primeiros dias algum cuidado com os movimentos (é dor muscular e pode reaparecer), temos de beber imensa água (e por imensa entenda-se 5 litros por dia e tudo o que isso representa...), porque nos deitamos com medo de voltarmos a ter durante a noite (ao longo do dia a coisa é diferente porque estamos sempre mais entretidos com outra coisa), e ficamos cansados. Mas então eu, resolvi acreditar que estava MESMO bem e meti-me a fazer um mini-curso em Santa Cruz este fim de semana. Para além do curso em si, falarei dele noutro post a seguir, foi o facto de não estar a sentir-me ainda assim tão recuperada quanto isso, chegando ao ponto de voltar a tomar um med. para as dores, just in case. O resultado foi de tal forma mau que desejei regressar a Lx o mais rapidamente possível. Para além da pancada que me deu para ter ainda mais mau feitio do que estava a ter. E completando o ciclo, aquele vento Suão, aliado ao facto do quarto do hotel estar super húmido e frio, devem ter contribuído para os sintomas de um início de resfriado, que espero honestamente não se tornar em mais nada do que nisso mesmo. Odeio o Inverno, odeio estas mudanças de temperatura (adorei o vento Sul, o "calor estranho" que trouxe, a mega tempestade elétrica), chuva e vento frio. Eu estava tão feliz há coisas de um mês à beira de uma piscina (sim, é como a EXPO98, irei estar sempre a relembrar esse facto!), como é possível ter mudado tão depressa???

Friday, November 04, 2011

Das coisas que escuto nas novelas e que acho interessantes..

.. ou como dizer que: os brasileiros sabem muito bem trabalhar em televisão: "...se é verdade que a história não se recorda dos cobardes, também não se deve recordar dos homens enlouquecidos por amor.." - Em Araguaia (transmitida pela SIC).

Ajudando à festa...

Temos os gregos com a sua tragédia, e os portugueses (os de Lx e arredores) com os transportes. Em relação aos primeiros, não me falem em democracia e liberdade ou direito de escolha, para este suposto non-existent referendo, uma vez que se assim fosse, então, desde o primeiro empréstimo do FMI, os bacanos deveriam logo ter realizado um. Não é agora, quando já viram que não são capazes de suportar uma dívida enorme e um pagamento MUITO elevado, nem de aguentar com mais medidas de austeridade, que o iriam fazer. Agora, devido à Feiticeira Merkl e ao pequeno-duende Sarkozy (quem é mesmo o Durão Barroso no contexto da Europa??), é um "come e cala" e "não chora", porque teríamos graves problemas (mundiais)...
Sobre os segundos... epá, eu já não tenho palavras para tamanha estupidez que por aqui vai. Reduzir transportes, horário de Metros, suprimir nºs da Carris, suprimir carruagens de comboios? O que é isto? Um recolher obrigatório? Já não basta termos a história das facturas para nos controlarem os vícios (já) controlados que temos e agora ainda temos isto? Como é que eles querem mesmo reduzir o nº de automóveis na cidade se estão a dar cabo da rede de transportes? Ahh, porque as despesas das empresas são muito elevadas e a maioria está na falência. Se assim é, deve-se sobretudo à falta de capacidade de gestão financeira de quem está à frente das mesmas. Salários chorudos e pouca acção do que deve realmente ser feito: ou seja, ampliar as redes, dar cobertura a mais zonas, adquirir mais serviços de segurança. Se assim fosse, até nem me espantava com os aumentos dos passes sociais e bilhetes; de outra forma, não reconheço qualquer vantagem em aumentar para mais 25% o preço dos transportes públicos, se não irá servir para nada a não ser, tapar buracos que estas empresas têm. Pergunto-me, quem mora nos arredores de Lx (Amadora, Odivelas), se irá safar a partir das 21.30 para casa? Vai de táxi? Ou a ideia é reduzir mesmo o nº dos ainda empregados do país? E já tendo lido "todos temos de fazer sacrifícios", só me apetece lhes dizer que serão eles então a darem-me boleia até casa. Ou melhor, dá-me ganas mesmo de afirmar sem qualquer dúvida que quem o diz, é "gente" com automóvel e que o leva todos os dias para o trabalho. Já disse lá em casa: irei pedir boleia ao meu vizinho de Massamá... Já que ele acha tão bem a implementação destas novas medidas, começa a dar-me boleia até casa. Possa! Fica-lhe a caminho!

Coisas que não desejo aos meus inimigos, nem a alguém mesmo!

Dores de rim. Há já muito que não tinha tal, mas é certo que nunca se esquece a dor em si, identifica-se sempre da mesma maneira e, pior que tudo, o tratamento passa sempre em ir parar a um hospital para nos injectarem um analgésico FORTE! Sem dúvida que sou geóloga... e pedreira.

Friday, October 28, 2011

Ceremonials

Não faço qualquer cerimónia em afirmar que o novo e muito aguardado álbum de Florence and the Machine é qualquer coisa de divinal. Bebendo do melhor que a música tradicional norte-americana tem, blues, gospel, jazz, R&B, cada canção apresenta-se com cores voluptuosas, maduras, quentes. Florence cresceu e a sua sonoridade também. Arranjos (ainda) mais trabalhados, guitarras, baixo, metais, cordas em fartura, tudo para que cada canção seja realmente única. Não há sons repetidos, não há encadeamento. O álbum é uma mescla, cada tema tem de ser (deve ser) bem escutado, desestruturado, dissecado até ao mais ínfimo detalhe de som, de capacidade vocal, até se descobrir de onde vem aquele tinlintar lá no fundo de todo o restante barulho. Música e mais música! Esperava-se por isto? Não... Esperava-se o BOM... isto é o limiar do INCRÍVEL! Pode ser mais difícil sim... mas Florence não é mais a menina que era, a sonhadora, a apaixonada. É agora uma mulher, viu outros mundos e outras criaturas, tropeçou, caiu e voltou a erguer-se. Este novo álbum é então, por si só, VIDA.
Dizem as más línguas que a Catarina Furtado ganha 20 mil euros por mês, enquanto que eu ando a partir pedra com Gamma-Rays, Estratigrafia Sequencial e interpretação sísmica, em doses repartidas, claro, para ganhar por mês o que ela ganha por dia. Está certo!

Thursday, October 27, 2011

tenho saudades tuas....
Repito: TENHO SAUDADES TUAS! De te VER, de FALAR PESSOALMENTE contigo, de ESTAR contigo.

Wednesday, October 26, 2011

Palavras do dia... enquanto não aplico o Acordo Ortográfico ao blog

Sim, porque, por motivos pessoais e profissionais, terei de o fazer mais dia menos dia...
Catrapiscar e escarrapachado. Palavras que raramente uso na linguagem quotidiana ou em termos de escrita. Mas que hoje estou a gostar particularmente de me ter (re)lembrado das mesmas.

Contudo... e ainda assim.,..

... eu não sou nem couve, nem alface, nem tomate, nem pepino!! (Em resposta a quem evoca a chuva por ser boa aos alimentos vegetais).
Faz todo o sentido para o dia de hoje... o preço é que não é convidativo (85 euros), mas temos de perceber que isto é um investimento, de preferência a LONGO prazo, e de marca portuguesa. Para além deste modelo há muitos outros, lindos e menos folclóricos. Vale a pena espreitar...

Monday, October 24, 2011

Palavras que DEVERIAM ser MINHAS! Mas não são...

"Ó tu, a quem me dirijo muitas vezes em silêncio, para poder estar contigo,
Enquanto caminho a teu lado ou me sento perto, ou fico na mesma sala que tu,
Não imaginas o fogo eléctrico e subtil que brinca dentro de mim por tua causa."
Walt Whitman

A forma como vemos a mortalidade e indiferença humanas

Kadhafi foi morto... o déspota, assassino, tirano, ditador líbio foi morto pelos rebeldes que dizem lutar pela libertação do seu país. As imagens da sua morte, do seu próprio assassinato correram todas e quaisquer estações de televisão mundiais, às horas de almoço, lanche, jantar, sem qualquer tipo de decência, de moralidade. "Olhem, foi morto! Aqui estão as provas em imagens que podem ser "chocantes" para algumas pessoas." Sim, para "algumas pessoas", porque honestamente não creio de forma alguma que, dia após dia, de imagens idênticas, sanguinárias, haja quem ainda sinta o mínimo de revolta ou de enjoo ao ver seja o que for na televisão. Talvez por isso séries como Dexter tenham tantos apoiantes, porque a sensibilidade pela vida humana é, de certa forma, nos dias que correm, perecível. Por outro lado, temos o país mais insensível à face terrestre, a China, pois claro! Eu sei que se o SIS andar atrás de mim, há já muito que não posso pisar território da República Popular da China, uma vez que eu e os chineses, definitivamente não nos damos. Acho que, para além das imagens do outro a ser morto ao murro e ao pontapé por facções políticas que não me convencem de todo serem a melhor solução para a Democracia de um país do próximo oriente (que como todos os outros não irá chegar a lado algum), deveriam também passar, até à exaustão o atropelamento duplo da menina chinesa perante o olhar passivo dos transeuntes. Isso também seria de louvar! Para tudo na vida tem de haver Justiça. Para a Morte tem de haver o mínimo de dignidade, independentemente da pessoa que seja. Não me parece que nos dias que correm haja qualquer uma dessas palavras. A vida humana não passa de um número, de uma estatística em censos. Mais um, menos um no meio de 9 biliões (somos demasiados para um planeta em sofrimento) é apenas papelada "burocracia" como se diz algures no filme A Lista de Schindler. Somos apenas e só carneiros para o matadouro, sejamos Kadhafis ou meninas chinesas anónimas. A Humanidade perdeu a sua humanidade. E isso, a mim, que sempre me preocupei com os outros, é grave e assusta-me.
E pronto... agora que vem aí o Inverno (prometem descida acentuada de temperatura ao longo da semana com ocorrência de neve já em alguns pontos mais elevados) não quero ler ou ouvir nem um pio por causa da chuva, ou do vento ciclónico ou seja lá do que for sobre o mau tempo. Estava tudo tão ansioso portanto agora "come e cala", "pia baixinho", etc. e tal!

Wednesday, October 19, 2011

Pronto, fiquem lá com o brinde crianças. O Outono parece que finalmente chegou. Felizes ó petizes??

Monday, October 17, 2011

Se 95% da carneirada - peço desculpa, população-, que conheces te diz, afirma, declara, exclama, impera, que ele é uma autêntica besta e que só se dá com as pessoas (neste caso contigo) por mero interesse profissional (para além de ser arrogante, cínico, sacana), porque raio é que continuas dentro do grupo dos restantes 2% (porque 3% N/S, N/R), que ainda lutam contra a maré? Assim de repente és um bocado masoquista ou, simplesmente, és muito religiosa e tens fé que contigo não seja assim? Para teu bem, pessoal e profissional o melhor é desde já começares a pensar que se calhar tu é que estás errada e que os outros têm razão. (Depois não digas que ninguém te avisou! SNAP OUT OF IT, antes que seja tarde pá!).
Nada pior após duas horas de reunião que começam antes da hora de almoço, do que a seguir ir atacar o Campo Pequeno e o h3! C'um caraças, com isto tenho de ficar a peixe durante uma semana.

Sunday, October 16, 2011

Para J.

Tentei de tudo, mas não me aceitaste sequer um telefonema, uma mensagem, um mail. Assim sendo, desisto. De vez. Não haverá nem mais lágrimas, nem mais saudosismos, nem tão pouco, pesos de consciência. Tu tomaste a tua decisão e eu tomei a minha. Lamento apenas não poder partilhar contigo tudo o que já alcancei na minha vida e que tu sempre disseste que eu nunca iria conseguir. Paciência. Se não fosse aquela noite também acho que não estaria aqui hoje e vê lá tu. Tudo que poderia ter sido lançado contra mim sob a forma de karma negativo, em aceitei, continuarei a aceitar, mas de braços abertos em sinal de crescimento espiritual, enquanto indivíduo, enquanto ser-humano, enquanto Mulher. São tudo ensinamentos, sabendo eu que Deus ou o Universo nunca me colocam nos ombros pesos maiores do que aqueles que sou capaz de suportar. E imagina, não sou rancorosa. Agora tu és... tu que sempre disseste que vivias em harmonia com os que te rodeiam, estás errado. E obviamente que não aprendeste nada durante esta caminhada. Tenho pena apenas isso. Restam as memórias de uma altura em que éramos realmente muito amigos, melhores amigos. Essas, isso tudo, ninguém me poderá arrancar. Deixo-te finalmente ir de dentro do meu coração, onde há já muito te mantinhas como Escuridão absoluta. O mesmo local já foi preenchido com Luz, sob a forma de outra pessoa. Mas agradeço-te teres entrado na minha vida. Nem sabes tu como, no pior dos nossos momentos, a tua existência foi importante. Bem-hajas... C.
Por breves segundos, tive os teus braços em mim.... (não foi nenhum devaneio nem mera ilusão). E agora percebo o que quiseste dizer há uns meses. Na altura não compreendi, mas na altura fiquei em choque. E, mesmo que não seja nada que supostamente me devesse alegrar, ganho certezas do que sou e do que significo. E isso é Tudo... Obrigada!
Já te disse para te ires embora da minha cabeça, até que começo se calhar a perceber que nunca lá viveste na realidade e tudo foi invenção minha. Oh, afinal não é invenção! Está bem...
Que todos estejam "ansiosos" de que o Outono chegue em força, com frio e chuva, porque estão cheios de saudades. Eu, por mim, ficava assim, no limbo do calor, do vento vindo de Sul, do abafo quente fora de época (ah e está a dar cabo da agricultura.. - mas QUAL agricultura? Aquela que de Inverno é porque é Inverno e há prejuízos e aquela que de Verão é porque é Verão e há prejuízos?), poderia perfeitamente bem viver com esta tropicalidade toda, com uma ou outra chuvinha molha-tolos, dentro das temperaturas de 30ºC. Sem problemas mesmo. Daí que, depois do Verão (dentro dos meses em que supostamente deveria ser ter dado a sentir) de merda que tivémos (que eu tive), eu não me importe nada com o "fora de tempo", o "já chateia". E para quem a seguir às pseudo-férias oficiais, teve saída de campo e viagem a Marrocos (da qual a única mágoa que trago foi a de não levar bikini - imaginem o porquê), onde o calor, o bom tempo, imperou, esta vaga nova de quentura e achas para a fogueira, só me fazem bem. Até porque ando a demorar séculos para que o meu sistema aqueça em condições. Porque o ar condicionado do escritório está a dar-me cabo de vez de toda a minha rinite e sinosite e alergias e porque preciso, à hora de almoço e durante o tempo em que retorno a casa de sentir alguma coisa que me conforte. Antes sim de chegar o frio (aquele frio que ocorreu no ano passado, onde quase nevou em Lx, só porque as temperaturas estavam tão baixas que fazia impressão, só porque sim, embora não fosse um frio tão frio como nos outros países europeus) e de eu andar armada com os meus mega casacos e mega pompons nas orelhas e mega gorro e galochas, calcorreando Av. República até à Av. Roma só pelo prazer masoquista, decerto, em comer as castanhas assadas às portas da estação de comboios. Portanto, antes disso chegar, como uma bomba, de estalo, porque geralmente quando a temperatura cai, é a pique, só mesmo antes disso ocorrer, deixem-me saborear mais uns gelados na Veneziana, andar de sandálias pelas ruas da cidade. Curtir o som de Jazz às sextas no Chiado à tarde.

Saturday, October 15, 2011

Das manifes e dos protestos..

Não percebo qual a indignação (principalmente a da comunicação social) sobre os motins que se geraram durante as manifestações do dia de hoje, 15 Outubro, na Itália. Honestamente não sei porque motivo acham que estes protestos devem continuar a ser pacíficos, uma espécie de passeatas para mais novos e mais velhos em belas tardes de Verão tardio. Acima de tudo, também, em Portugal. Alguém atirou um ovo à escadaria da Assembleia da República e logo de seguida leva com a carga policial. Um ovo... um OVO! Pá... por algum motivo não participei na caminhada "de Paz" de hoje. É que quem me conhece, quem me tem acompanhado nos últimos meses e mais ainda nos últimos dois dias, sabe que se eu tivesse ido não seriam ovos para uma escadaria. Seriam pedras a carros, polícias, gente que eu visse que estava a gozar. Lamento... não estamos em situação política para ficarmos quietos e caladas e parados. Temos de demonstrar o nosso descontentamento de forma mais violenta, é uma necessidade, é algo a que temos direito quando nos estão a matar aos poucos, quando épocas de má governação nos levaram a vergar perante uma França e uma Alemanha que não têm qualquer moral para falarem muito alto, para darem ordens seja a quem for. É um direito quando alguém condena 10 milhões de portugueses a uma vida de caos e incerteza. E isto, estas medidas, por muito más que sejam, por muito duras, eram obrigatórias, eram precisas... porque alguém antes deixou o país na miséria e agora, anda a passear por Paris, afirmando estar a estudar Filosofia... Uma vergonha... uma vergonha. E ainda querem o Povo manso! NUNCA! Cada vez será PIOR!

Friday, October 14, 2011

Monday, October 03, 2011

PS

Estou com uma soneira daquelas, ainda que tenha dormido bastante e bem durante boas horas a noite passada. Em resumo, amanha vingo-me dormindo até mais tarde em casa e, tentando fazer o mesmo durante a viagem de avião.

Workaholic!

Podia dar-lhe outro nome, mas não. Não existe qualquer tipo de disfarce para este meu vício que já me começa a afectar a qualidade de vida (de mau para um bocadinho melhor). E ainda assim, encontro tempo para lá encaixar alguns momentos para mim. Não para os outros, que infelizmente dei em egoísta e, segundo consta, em não ter paciência para estar com os amigos e família, mas espero que isso seja compreensivo a quem me conheça minimamente bem. Não sou lá grande pessoa de afectos, mas sim de amizades sólidas mesmo que se passem alguns dias de silêncios e falta de comunicação e notícias, logo, não sou pessoa de voltar a correr do trabalho para casa ao ponto de querer estar com o pessoal de casa (aka Mãe), logo, no último dia de saídas de campo extremamente preenchidos e enriquecedores, não consigo compactuar com os colegas que estão em pulgas para descerem do transporte e rumarem às suas mansões. Pois, eu não sou assim e, estando a trabalhar naquilo que me parece ser o mais próximo que tenho de "perfeito" e "ideal" (porque obviamente não é, existem algumas falhas, nem tudo está sempre a 100% porque seria uma miragem, uma mentira, irreal), é natural que ao estar embrenhada nisto que decidi ser a minha profissão, raramente tenha oportunidade (quando estou realmente com muito trabalho e responsabilidades acrescidas) de fazer o que fazia, ou seja, conversar com o povo, ter paciência para desabafar ou ouvir os desabafos, pedir conselhos ou aconselhar. Peço desculpa, mas realmente, desde há duas semanas, as coisas estão um bocadinho mais turbulentas e, mesmo sabendo que não devo satisfações a ninguém, era só mesmo para avisar a razão. E que se atirarem à cara de que não tenho tempo para elas, mas tenho tempo para ir arranjar as unhas ou comer um gelado, sim, é verdade... tenho tempo, paciência e vontade para os meus minutos a sós comigo mesma. Informo também que daqui a coisa de semana e meia volto a uma forma de estar mais decente. Depois falamos...

Friday, September 16, 2011

Tezenis ao rubro

Que ontem foi dia de loucura na Tezenis do Campo Pequeno (até se esgotar o stock - piada!!! eles tinham lá todos os stocks e mais alguns e se eu soubesse o que sei hoje a tempo, convidava amigas e familiares a juntarem-se à festa). Só faltou mesmo servirem uns aperitivos à entrada da loja. Panfletos laranja espalhados por todo o lado onde se lia: soutiens a 5 euros/bras @ 5 euros! Só durante o dia de ontem, claro. Mas seja como for, têm consciência do que é comprar langerie a 5 euros, sem ser nos ciganos ou chineses? E falo de artigos de 20 euros também... a 5! Desculpem, mas quem é que a louca que não aproveita??? Obviamente que aquilo foi uma confusão para procurar, mas as empregadas conseguiam manter tudo dentro da normalidade, repondo aos cabides o material que era retirado, sem dar aquele aspecto de Zara ao fim da jornada. Pior foram as filas para os provadores (juro que não percebo porque razão as mulheres têm de experimentar TODOS os produtos, se é tudo do mesmo tamanho e modelo, embora com desenhos e estampados e rendas diferentes - eu é vestir uma vez e, ou serve, ou não servem. Se servir, servem todos, se não servir, não serve nenhum, escuso de perder tempo e fazer outros também o perderem). e para pagar. Mas valeu a pena!

Que todos falem do CR7 tudo bem/ Notícias BOMBA da LUZ!

tudo bem... uma pessoa tem de estar habituada a ouvir alarvidades de vez em quando, proferidas por pessoas tão humildes, mas cultas, como este jogador de futebol, especificamente. Dito isto apenas acho lamentável darem-lhe tanta importância (ainda se ele jogasse alguma coisa pela NOSSA selecção... mas como Espanha é que lhe paga o cachet multimilionário ao mês, enfim);
Agora giro giro foi a notícia publicada hoje, na qual estava declarado que o aumento da Electricidade para o próximo ano de 2012, mediante uma "ideia luminosa" da reguladora dos serviços energéticos, seria de 30%, fora o IVA que o Governo lhe queria aplicar. Afinal veio-se a saber, tarde e a más horas, o que só indica, mais uma vez, que em Portugal só se começa a trabalhar pelas 10.00/11.00 am, que é tudo aldrabice dos "senhores jornaleiros", que ninguém quer aumentar nada para um valor tão elevado nem de forma tão brusca. Seja como for, para o ano estamos em 2012, correcto? Então todas estas medidas fazem sentido. O Mundo colapsa para o Caos financeiro, certo? A Economia Mundial está completamente pelas ruas da amargura, os países estão em bancarrota, até mesmo Israel já não tem dinheiro (e isto sim, para mim foi o mais gravoso e preocupante, uma vez que o julgamento judeu para os negócios e banca é de longe reconhecido e se eles perderam o controlo, estamos mesmo lixados!) e os States é o que se sabe. Então, estou mesmo crente que do próximo ano já não passamos.
Mas não pensem que estou derrotista, nada disso, muito pelo contrário. Vou curtir até mais não... aproveitar a vidinha que ainda me resta com aquilo que mais gosto de fazer (e vá, melhor que tudo, ainda terei direito a saborear mais um Verão!!)

Thursday, September 15, 2011

Regressada à urbe e regressada ao trabalho...

É tempo de questionar: ver ou não ver o novo trabalho de Woody Allen, isto porque, já li críticas de que é uma obra-prima, como já li que é mais do mesmo, ou seja, o mesmo tipo de histórias de (des)amor, com o mesmo tipo de personagens, com o mesmo tipo de música, variando somente no cenário, uma vez que se troca Nova Iorque por Paris e Diane Keaton por Rachel McAdams e Marion Cotillard. E se calhar, o próprio Woody por um Owen Wilson que (dizem) ser "simpático". Eu estou curiosa, sem dúvida, mas também não me apetece dar dinheiro em vão. A lembrar que a última vez que pisei uma sala de cinema foi para ver O Estranho Caso de Benjamim Button, pelo que, gosto de coisas levezinhas. E isto antes de me quedar pelo FarOeste Lusitano, once more, daqui a uns dias.

Sunday, September 11, 2011

9/11

Porque é impossível não esquecer o que aconteceu há 10 anos numa cidade que supostamente não nos dizia nada, porque é impossível nos alhearmos a algo que mudou para sempre a forma de vermos a Vida, a Política, a Guerra, que mudou o nosso quotidiano, que nos deixou desconfiados em relação ao que estava ao nosso lado, que nos deixou com medo de sair à rua ou irmos aos grandes centros das grandes cidades. Eu lembro-me da notícia durante os noticiários do almoço, sei que ainda não tinha recomeçado as aulas pós-férias, lembro-me de, durante a tarde, ter ido ver um filme em casa de uma amiga, com mais algumas pessoas... lembro-me do filme como se o tivesse visto ontem, mas também me recordo de, ao longo daquelas poucas horas, ter pensado em imensas coisas, em querer saber o que se passava lá fora. E também me lembro da revolta que senti quando ouvia os meus colegas a dizerem que aquilo não nos interessava, não tínhamos nada a ver com isso, que era algo entre os americanos e os terroristas... e que nós, jovens, éramos miúdos demais para nos preocuparmos com isso. Como era possível não querer saber ou ficar indiferente quando, ao longo dos meses seguintes, todos os dias as imagens novas nos entravam pela casa dentro? Como podíamos ficar indiferentes ao ver pessoas, humanos, gente como nós, a saltar para o vazio, em vez de esperarem pela morte em carne viva, envoltos em labaredas e sufocados pelo fumo preto que nunca iria acabar? Eu não sou de ficar indiferente, eu não consigo esquecer. É impossível...
E todas os conflitos políticos que daí surgiram, sou-lhes totalmente contra. Destruíram países em vez de os terem redimido, países que nunca mais irão conseguir voltar a ter paz. E o terrorismo, esse, não irá acabar tão depressa, basta pensar que o mesmo não depende só de facções religiosas ou morais, parte de apenas um indivíduo com ideias vincadas, retorcidas, tanto a favor como contra algo.

Monday, August 29, 2011

claudia: 5 points!

OK, após anos sem saber o que eram férias chego à conclusão de que não sei tê-las, vivênciá-las, sem ser, claro, ao sabor de 48 horas de Sábado e Domingo, porque de resto, está quieto. Com montes de cenas por resolver ainda durante o mês de Agosto, se possível, com um mês de Setembro atribulado, não há tempo para tratar da renovação do passe, cartão de cidadão, pagamentos de IRS e outros que tais, sem ser durante... as férias. Porque basicamente é para isso que estes dias me irão servir: adiar tudo porque não convém faltar ao trabalho, não fazer exames médicos, não ir a consultas, não nada, resvala para a insanidade mental de aproveitar as 2 míseras semanas, que passam a correr, para resolver esses mesmos detalhes. Que custam dinheiro. Que poderia servir para as férias. Mas não! Tenho de resolver mesmo estas coisas, porque meus caros, a partir de dia 2, tornar-me-ei numa cidadã fora-da-Lei! E tenho que agendar o pedido de cartão de cidadão o mais depressa possível, senão, em vez de um mês, só daqui a 2 meses é que me o dão e isso, por vários motivos, não pode ser.

Ehehehe

Quanto mais a vou vendo, mais vou gostando dela.. Lady Gaga e alter-ego masculino. Muito bom!

Thursday, August 25, 2011

Sábado, dia 20 de Agosto, todas as previsões apontavam para chuvas fortes, trovoadas, calor intenso. O que se passou noutras regiões e localidades não tenho total conhecimento, mas sei que onde eu estava, o calor era intenso, abafado, as nuvens rodopiavam à vontade de um vento Sul que raramente traz algo de bom à maioria das pessoas. Até que acalmou e os tons do pôr-do-Sol se mostraram imensos.
A meter, não o meu blog, mas sim os comentários nos meus blogs mais favoritos em dia (porque favoritos são todos, de outra forma não estavam ali ao lado na lista).
Ah e falta-me 1 dia para as ditas! Can't hardly wait!

Monday, August 22, 2011

Livros de férias (como se eu lesse 7 livros em 17 dias)

O início do novo ano lectivo...

Por muitos anos que passem, e acreditem que são quase 10 (!!!), não consigo esquecer alguns pormenores daquilo que se passava durante o início de cada ano lectivo quando ainda andava no preparatório e secundário. Um desses detalhes reside e muito pelo material escolar e pelo dinheiro que lá em casa se gastava comigo nessas alturas. Seria certamente substancial quando eu era mais miúda mas foi-se, felizmente, reduzindo de forma evidente, à medida que entrava na adolescência pura e dura. Primeiro: eu tinha a consciência de quanto é que os livros escolares custavam, e naquela altura, o minha antiga secundária só tinha e admitia alunos exemplares, de boas notas e sem backgrounds obscuros, pelo que isso da troca de livros era mentira (não havia naquela época essa necessidade, até porque os livros que usávamos eram directamente utilizados, sublinhados, escritos com apontamentos, coisas que sabíamos ser-nos úteis para mais tarde, para outros anos, para o futuro). Por outro lado, nunca nenhum de nós (eu e colegas) víamos qual a necessidade de aparecermos com mochilas novas (até porque a partir não sei de que ano deixei de utilizar mochila), material escolar novo (se bem que de ano a ano precisássemos de cadernos novos, porque obviamente, os outros ficavam CHEIOS- nós estudávamos realmente e não passeávamos apenas os ditos), roupa nova até. Claro que a vaidade existia, mas nunca foi coisa que nos levasse às loucuras que hoje são cometidas e claro, o facto dos livros rondarem os 100 euros, não ajudava. Então era AO LONGO DO ANO, que as coisas iam aparecendo. (Quando eu era mais pequena não dispensava era o raio das canetas de feltro, afinal elas ficavam literalmente secas... Molin, que saudades).
Hoje leio que os pais gastam, por filho, a casa início de ano lectivo a maquia de 400 euros aproximadamente... e não com livros. Esse dinheiro goes straight ahead para material escolar e roupa, o que me leva a dizer duas coisas (e não, não me podem dizer que é pelos miúdos crescerem, porque isso acontece EM TODO O ANO CIVIL, e não apenas nas férias, ou naquele pequeno período que antecede o início das aulas): que os meninos não gostam e não sabem reaproveitar o material escolar, acima de tudo mochilas, lápis, lapiseiras (bem mais barato do que lápis), canetas, borrachas, afias e os demais, que os papás ainda insistem em que os filhos devem ser os mais bem vestidos, os mais vistosos entre os colegas, de forma a que todos possam comparar os novos ténis da marca X ou Y. Ninguém está a pedir que os miúdos vão para a escola rotos, claro, mas espera-se, em temos de crise, alguma moderação que deveria existir, tanto pela parte dos filhos (que estão à espera das coisas novas porque assim foram educados) como dos pais, neste caso educadores para a vida em sociedade, não permitindo que os seus descendentes sejam extremamente consumistas, como a maioria agora tende a ser. Há que ensinar os filhos que as coisas já não são como eram, que é preciso ter paciência, e presumo que seja exactamente isso, a paciência, que falta a todos. Assim volto a dizer que mais do que uma troca de opiniões, é preciso uma troca e mudança de valores, daquilo que realmente é o essencial ao que é o superfulo.

Friday, August 19, 2011

Verão (ainda) a trabalhar..

Nos empregos assim sucede, portanto é normal termos de contornar as situações de reuniões em última hora que atrasam as férias de todos os funcionários. Assim, enquanto um colega meu goza, merecidamente mais uma semana de férias, que lhe tinha sido "roubada", eu fico por cá até ele regressar. Calmamente, como no ano passado, em relação ao número de ocupantes do escritório, mais atribulado com o crescente input de responsabilidade que eu, felizmente, vou ganhando. Ora são perfis sísmicos, ora são interpretações, ora são logs estratigráficos (ide ver ao Wikipedia o que são), ora são cálculos, ora lê-se alguma bibliografia e tenta-se escrever algo de útil, ora fica-se a olhar para os sites de moda e acessórios, ora fazem-se uns comentários (cada vez menos, cada vez menos) no Facebook, ou, voltamos a gerir o blog, após uns dias de ausência.
Poderia aqui escrever sobre o que sucedeu em Inglaterra, mas não consigo ainda bem articular as palavras como deve ser, uma vez que, por estes dias, e em rescaldo dos acontecimentos, a minha opinião primária sobre o assunto foi-se transformando, e acabo por ter várias versões e visões para o caso. Uma delas é sem dúvida o estado de consumismo a que o globo chegou. Não vale a pena negar, nem ter ideias de esquerda comunista e anti-capitalista porque quem nunca comprou, ainda que nas feiras, a mala Louis Vuitton, que atire a primeira pedra. E aí começa o problema. A disparidade de preços, o fosse entre classe ricas, milionárias, até, e as classes, claramente, cada vez mais pobres. Não acho nada de especial então naqueles que não possuem os bens, também os desejarem e os quererem ter... Faz parte da condição humana e não somos obrigados a permanecer, como Cristo, na pobreza e simplicidade, só porque é boa moral. Mas, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Por outro lado, existe toda uma sociedade que para além de querer ser consumista, foi "educada" para não trabalhar, vivendo às custas de subsídios que alegremente foram distribuídos pelos diversos governos e que agora, vão desaparecendo só porque estamos perante uma crise económica séria, grave a nível mundial. Não concordo de todo com essa questão dos subsídio-dependentes, que existem aos montes e que deveriam ser postos a trabalhar (mas o subsídio afinal era maior do que o ordenado).. pelo que coloco a pergunta: e agora? Homens e mulheres que nunca precisaram de ter um ofício, de trabalhar na vida, passando o tempo entre casa, café e praia (no Verão), enquanto outros vão trabalhando 30 anos para receberem reformas insignificantes e o restante dinheiro dos descontos ir parar ao bolso dos que nada querem fazer (e caramba, todos nós conhecemos exemplos!). É claro que depois há conflitos sociais, há montras partidas, pilhagens e mortes. E depois temos aqueles que querem realmente ter as oportunidades de trabalho e de estudos e não podem porque não têm forma de subsistência para isso. Daí ter escrito antes que não saberia sequer por onde pegar no assunto, porque li relatos de quem roubou COMIDA! para dar aos filhos e outros que roubaram LCD'S para venderem e verem se assim conseguiam ter dinheiro para o mais básico a que todos temos direito: Educação! E assim, entre aqueles que roubavam para destruir e os que roubavam por necessidade, acabo por ter grandes e sérias dúvidas sobre o certo e o errado nesta história. Mas sem dúvida que as classes políticas contribuem para isso em larga escala, e a sociedade molda-se em função do que a política nos oferece.

Friday, August 12, 2011

Cada vez mais tenho a certeza absoluta que se todos os portugueses tivessem a oportunidade de aprender sobre determinado tema, de forma gratuita e paciente, a maioria iria dizer que não precisava, que já sabia tudo e ainda gozaria com a situação. No final continuariam a dizer as mesmas alarvidades de sempre. Os outros, a minoria, iria pôr a nhurrice de parte e iria aprender a sério, fazendo perguntas, respondendo com outras tantas questões. De repente acho que nos fóruns de mensagens do Sapo e outros, só existe a maioria.

Wednesday, August 10, 2011

Verão e Festivais de Agosto

Longe vai o tempo em que as festas de Verão se resumiam aos regressos estivais a casa dos nossos emigrantes, repovoando por escassas 2 a 3 semanas as aldeolas do interior. Agora, que os tempos são outros, de novas tecnologias e de consumismo, o que se quer é ir acampar para uma qualquer praia do litoral nacional e verem-se uns (des)concertos. Do Festival SW, não tenho quaisquer tipo de queixas - é festival que nunca me atraiu; para além de ficar no cu de Judas (sim, em Maio passei pelos terrenos que ficam in the middle of nenhures), os cartazes sempre deixaram a desejar. Este ano porém, chamou-me a atenção, mas pelos piores motivos, claro. 40000 pessoas acampadas, muitos assaltos, violência gratuita, culminando com as violações. A venda de droga sempre existiu e é um mal menor (só compra quem quer), portanto deixem os traficantes traficar! Agora não consigo admitir as violações. Parece que uma das jovens foi brutalmente atacada junto ao namorado que não morreu porque, enfim, acho que não calhou, por 40 animais. Sim, animais... não tenho outro nome a dar a indivíduos do género masculino que se comportam desta maneira. Se não são animais, então são o quê? E a organização a queixar-se de falta de legislação. Legislação para quê mesmo, afinal? Para a polícia de intervenção aplicar e recorrer à violência de forma a terminar com os desacatos e minutos depois, os putos, aparecerem na televisão a dizerem que não estavam a fazer nada e que foram agredidos por brutamontes? (É que depois, nestas coisas, vai tudo à frente, não interessa a idade, a cor, o sexo nem a religião). E para os paizinhos surgirem também atirando as culpas, mais uma vez, às autoridades públicas? Não não... meus caros, isto, agora, durante uns tempos, tinha bom remédio. Acaba-se com a brincadeira do SW durante uns aninhos, senão um dia destes, teremos um acampamento tribal e situações piores às deste ano. Não me lixem é o juízo, porque se há coisa que me horroriza são estes comportamentos.

Friday, August 05, 2011

Faltam 17 dias.... faltam 17 dias....
A partir de agora é contagem decrescente. (E mesmo assim, estou em dúvida que depois sejam seguidas!)
OK, admito: nunca vi qualquer episódio do Peso Pesado (tal como nunca vi nenhum do Perdidos na Tribo - ou bem que estou online ou então estou a queimar neurónios a ver coisas "nhurras" na TV); contudo, devo esclarecer que hoje não resisti a ver as fotos do "antes e depois" dos concorrentes do programa do canal nº 3, via SAPO! E fiquei mesmo espantada. Afinal eles perderam mesmo peso e isso é bastante mais notório no grupo masculino do que no feminino. É oficial, as mulheres não foram criadas para serem magras, e a prova está num programa destes. Todos os concorrentes, presumo, terão feito os mesmos exercícios físicos, e terão comido o mesmo tipo de alimentação, portanto, vistas as coisas e os resultados finais, é mais que óbvio, fixaram-se nos homens e não nas mulheres, que sim, estão realmente magras, mas... não tanto como eles, nem pouco mais ou menos. Eu tive de voltar à foto do "antes" de alguns deles para me certificar que eram as mesmas pessoas. Em relação às mulheres, pois... nós fomos, quer queiramos, quer não, com a ideia da procriação, logo, queremos (???) ser redondinhas, com ancas e mamas, e carne onde os homens nos possam (???) agarrar. Ou não!
Uma coisa é certa, gordura não é formosura, muito menos se for em excesso, definitivamente NÃO!

Tuesday, July 26, 2011

Ainda a Amy

Por Alexandre Borges do blog: sinusitecronica.blogs.sapo.pt
O estranho caso de Amy
Pedindo permissão ao NMG por persistir no assunto.
Agora, soará a piada de mau gosto, mas sempre achei que o problema de Amy Winehouse não seria bem a droga, mas os dealers. Vejamos David Bowie, Iggy Pop, todos os Rolling Stones, Ozzy Osbourne, toda essa gente que consumiu hectares de plantações e laboratórios durante décadas e ainda aí está, pronta para nos enterrar. Amy andou, desde cedo, a fazer qualquer coisa terrivelmente errada.
O mais chocante na notícia da sua morte não é a notícia em si, mas o facto de todos, há tanto tempo, a esperarmos. E tenho dificuldade em livrar-me dum certo sentimento colectivo de culpa nisso. Como aquela gente que assiste, impávida, a um crime.
Nos últimos anos, todos fomos espectadores da morte lenta de Amy Winehouse. Da decadência galopante, do desastre. Amy foi estrela durante um centésimo de segundo; todo o resto do tempo foi estrela cadente. O público não a seguia pelas canções. O público gostava das canções – nenhuma dúvida acerca disso – mas essa Amy artista, essa Amy da obra, era há muito tratada como coisa póstuma. Ela já tinha sido. Agora, era seguida como fantasma de si mesma, à espera do acidente. Amy Winehouse não tinha público; tinha voyeurs. Não tinha espectadores, tinha visitantes do Zoo. Gente grotescamente à espera de qualquer acrobacia exótica.
Espanta-me, com toda a franqueza, que tanta figura inunde agora sites e jornais com declarações acerca do quanto eram amigos de Amy, do vazio que sentem, da memória da pessoa maravilhosa, et cetera, et cetera, et cetera. Toda essa multidão de amigos não serviu de nada. Nem a família, nem os agentes, nem a inominável gente que lhe agendou uma tour cancelada ao primeiro concerto, ainda há um mês. Nem o cretino, quem quer que tenha sido, que terá dito “não, não. Ela agora está óptima. Podem vender bilhetes à vontade. É à confiança.”
Como foi que toda essa gente falhou? Como é que o mundo inteiro não conseguiu salvar uma só rapariga? Uma figura tão frágil que durante tanto tempo todos fomos vendo cair?
Algures pelo caminho, lixámos violentamente os nossos códigos morais.

Sunday, July 24, 2011

Para vocês... que me moldaram à imagem da Mulher que sei ser e sou hoje.

Para N. dedico Howl....
Para P. dedico Drumming....
Para J. dedico Cosmic Love...

Oração ao infinito

Quero um intervalo. Longo. Para reboot total ao sistema. Apanhar Sol. Senti-lo a entranhar-se na pele. Quero sentir o sabor da água salgada do mar. Não sei nadar? Pois não, que se dane. Quero Paz e Sossego e Tranquilidade. Quero regressar incrível, linda, bronzeada, com pesos a menos e sorrisos a mais. Quero ter a consciência livre de qualquer pecado, de qualquer problema adicional. Quero voltar e ver e perceber que afinal este mundo, esta Terra na qual habito é formidável e que tenho uma sorte imensa em cá morar. Não me façam ser como o Principezinho que apanha boleia nas aves migratórias e acaba por visitar novos mundos. Quero que isto mude, TUDO. Para melhor se possível. Sim. É uma oração. E como todas, em qualquer língua, termina-se com um Amen.

Saturday, July 23, 2011

Amy Winehouse (1983-2011)
É verdade... os génios requerem sempre o essencial da natureza humana: o quererem sempre mais... e sim, não estão compatíveis com este plano em que caminhamos. Têm que estar sempre à frente do nosso tempo... que estejam pelo menos, e finalmente, em Paz.

Monday, July 11, 2011

Dia 21de Julho@Pickpocket Gallery - Fotos de Vasco Pimentel

Há quem fale dos sons de África, há quem mencione os cheiros e sabores, há quem conte do odor da terra, da Saudade do Além-Mar. Eu falo do pouco que posso conhecer e ver pelos dedos, mãos, punhos dos outros, pelas paisagens que filmam e pelas imagens que gravam para sempre no arquivador da Memória, no fundo do Ego de cada um. É das imagens que vos quero contar então. Das fotografias que possuem vida para além do breve instante em que os retratados deram o melhor de si e nós, que os retratamos, o aceitamos de bom grado. É das imagens coloridas de crianças com sorriso rasgado e olhar triste que aqui falo. De putos que não têm escolas inteiras, nem cadernos, nem canetas, a quem lhes falta de tudo, mas não a vontade de aprender, de voarem mais longe; a quem não falta a dignidade e a coragem de, enquanto seres-humanos, quererem mais contentando-se com o pouco que possuem.

São as cores dos trajes, misturadas com as da terra vermelha e paisagens com céu imenso, que me emocionam e me levam a tirar das fotografias do Vasco, mais do que aquilo, que eu, moça da senzala grande, na realidade mereço. Fotos puras, honestas, feitas de forma quase que ocasional, diria. Mas de uma intensidade tão grande que praticamente nos conseguem ofuscar, quanto mais não seja pela verdade que nos mostram. Que não existem coitadinhos, que existem por sua vez criaturas do Universo, como qualquer um de nós, que são apenas Luzes para darem sentido às vidas patéticas e vazias dos outros, preenchendo espaços e poros há muito tempo vagos. Por isso falei em “tirar” mais do que mereço. Espero não ser a única.

Sunday, July 10, 2011

Chamem-me o que quiserem...

De convencida, de falsa, de armada aos cucos, de "tem a mania que", de tudo mesmo, mas por favor, NUNCA mas NUNCA, me digam directa ou indirectamente, por frases subtis ou citações tiradas do Wikipédia, que eu sou burra, que eu não sou inteligente. NUNCA JAMAIS me MANDEM estudar dentro daquele contexto de "oh querida, vai mas é estudar, que tu não sabes nada!". A sério, admito que me façam críticas construtivas, que debatam comigo o que eu escrevo, digo, faço, mas não o coloquem como se fossem vocês os senhores da Verdade, que têm o Dom da Palavra e a Razão de tudo o que acontece ao cimo desta terra que um dia nos vai comer. Não há nada que me deixe mais triste, magoada mesmo, senão ouvir pessoas que, simplesmente, não me conhecem de lado algum, fazerem juízos de valor sobre os meus conhecimentos e sabedoria, tal como fico grata, embora saiba que é mentira, aos que, me conhecendo ainda pouco me tratam como sua igual, embora sejam milhões de vezes mais sábios do que eu. Mas agora fiquem a saber que sim, TENHO UMA CULTURA GERAL ACIMA DA MÉDIA E SIM SOU INTELIGENTE. Só mesmo para evitar problemas futuros.

Thursday, July 07, 2011

Sobre a Maria José Nogueira Pinto

Há obviamente por aí muita gente com problemas de ressabiamento puro, destilando veneno por todos os poros, como se isso lhes garantisse a felicidade momentânea, quase da mesma forma como aquelas pessoas (como eu) que ficam felizes durante umas horas ou dias com uma malinha nova, um livro novo, etc.. Contudo este consumismo pela desgraça alheia é pronúncio de uma personalidade terrível, de um mau fundo desmesurada, de uma capacidade de, quiçá, efectuarem-se as maiores atrocidades só porque sim, só porque se sentem realmente bem com a infelicidade dos outros, com a maldade pura, com a dor de quem nunca conheceram, mas simplesmente, "não gostam". Ultimamente tenho visto muito disso pelos mais variados motivos. Obviamente que com Maria José Nogueira Pinto não é excepção e recusei-me a comentar o seu falecimento via Facebook porque já sabia que corria o risco de ser destratada por "amigos" que simplesmente não gostavam dela. Eu podia também não concordar com ela. Fez-me muita confusão a troca partidária que ela de forma tão ligeira efectuou. Mas... mas.... isso não me dá qualquer direito em chamá-la qualquer tipo de adjectivo. Lutou sempre pelas suas convicções e se isso significava deixar um partido e mudar para outro, então ela fazia-o sem complexos, lutou pelas suas ideias e ideais mesmo que não fossem iguais aos da restante população, lutou sempre até ao fim da vida, com uma dignidade sem igual, mantendo-se activa enquanto o corpo físico lhe permitiu. Uma Mulher fantástica no sentido de perseverança e vontade de fazer, não se deixando ficar de braços cruzados em qualquer batalha que travasse. A Zezinha fará muita falta quanto mais não seja, como exemplo para outros, dentro das suas próprias convicções.

Optimus Alive e dormir para "stay alive" num caixote do Lixo económico

Há quem tenha ido ao Optimus Alive ontem. Eu era para ter ido. Eu gostava de ter visto Coldplay (e os outros, mas essencialmente Coldplay), mas não vi. Não estava mesmo com vontade nenhuma (embora tenha sido das primeiras a comprar bilhete para o 1º dia do festival), mas tive consciência que um concerto destes a meio de uma semana de trabalho, para alguém que não tem férias há já muito tempo, não era de todo boa ideia. Então vendi-o. E não me arrependo. Não tenho uma pena brutal, não estou desalmadamente a ler as críticas, nem tenho muita pena de não ter ido. A ver apenas e só, se com a recepção que tiveram ontem, não voltam a repetir a proeza de não aparecerem em Portugal durante um longo intervalo de tempo. A não ser que vejam o nosso país como um enorme e rectangular caixote de lixo (Moody's style) e não queiram andar a chafurdar no meio da pseudo-porcaria que um grupinho de atrasados mentais que gosta de brincar ao Monopólio lixando a vida dos outros, afirma que somos. De outra forma nada mais tenho a acrescentar (ao evento de ontem) a não ser, talvez, que os apresentadores da SicRadical necessitam urgentemente de aprenderem a ser isentos de opinião. Podem não gostar das bandas (e têm todo o direito), mas limitem-se a comentar os concertos. Não se ponham com graças, bocas, palpites diversos mas pessoais, catalogando quase todas as pessoas que gostam deste ou daquele agrupamento musical disto ou daquilo, como ontem ouvi "Os fans de Coldplay são betos!" Para o c...alho! Eu não sou beta, sim filha? E pronto, é só isto.
Em relação aos ratings sobre Portugal pelas agências financeiras... LOLOL - só o título me faz rir-, gostaria de lhes dizer que não sabem nada de nós, não fazem sequer ideia de onde nos situamos geograficamente, não conhecem a nossa cultura (tal como a Finlândia também não conhecia), não têm sequer consideração pelos enormes esforços que estamos a fazer e iremos continuar. O que eles apenas querem dizer com isto é que se estão literalmente a cagar para a Europa, para o conceito de União Europeia, para a feiticeira Merkel, para o FMI (que ironicamente também é estado-unidense), e que têm no fundo um medo do caraças que em breve os EUA também resvalem para a sarjeta, o que deixaria a economia mundial em lençóis ainda piores do que aqueles em que se deita. De resto, acho que eles não servem para mais nada. Mas um tirinho nos cornos só lhes ficaria bem. E digo isto de forma muito controlada, sem ser preciso me darem calmantes ou medirem-me a tensão arterial. Até porque tenho coisas bem mais giras em que pensar como... nódulos de sílica.

Monday, July 04, 2011

Nós a patinar que nem parvos...

... porque não sabemos de todo andar em patins e ficamos todos lixados com medidas de austeridade do novo Governo. Vocês sabem que eu vivo com austeridade desde há já algum tempo, pelo que, (arriscando-me a ouvir e ler o que não quero, mas a vida é mesmo assim), há que saber viver com o que se tem (ou neste caso, com o que se ganha) e parece-me assim óbvio que há muito boa gente que quer continuar a fazer a mesma vida de classe média a classe média-alta, quando na realidade o escalão desceu para classe média-baixa e classe baixa. Mais uma vez é apenas e só a minha opinião. (Pelo menos é o que entendo quando pergunto às pessoas que se queixam, se sentem na pele estes apertos como eu sinto, e me respondem que vão de férias para fora ou que vão comprar um i-Pad ou o novo i-Phone e etc's.).

Ironias da coisa em questão e tal

Enquanto que a sociedade portuguesa estava pronta para dizer barbaridades contra o actor/cantor/modelo Angélico Vieira, tal como está pronta a dizer barbaridades HOJE contra as duas portuguesas, mãe e filha, que sofreram um acidente grave ao passarem (merecidas, sim! porque felizmente ainda o podem fazer) férias em Mallorca, a sociedade portuguesa HOJE também já NÃO ESTÁ PRONTA a falar ou discutir ou a emitir qualquer espécie de grunho sobre a situação de expulsão dos emigrantes portugueses ilegais de Angola. AH pois é. Porque é fácil apontar o dedo a "certas" pessoas e é com dificuldade que se ganham tomates para apontar o dedo a "outras certas" pessoas e situações. Medinho não é? Somos um povo mesmo MESMO muito corajoso. Só garganta, mas é! Contudo esta é apenas e só a minha opinião e vale o que vale.

Wednesday, June 29, 2011

Sobre Angélico, sobre o acidente, sobre tudo o que tenho ouvido e lido, sobre a sociedade

Como podem reparar tenho vindo a escrever menos no blog (e para os que me acompanham no Facebook, também). Contudo, estava somente à espera do desfecho já previsível do último caso mediático nacional. "Finalmente" lêem-se nos escaparates "Angélico Vieira morreu". E escrevo "finalmente" porque, pessoalmente, acho um absurdo todo o circo que foi feito devido ao seu acidente. Bem sei que era uma figura pública, bem sei que (pelos vistos), era uma excelente criatura. Tinha apenas 28 anos (eu tenho 27, logo...). Era bonito, inteligente. E é exactamente por isso que, por um lado, o lado consciente, a sua morte não me afecta, não me choca. Era um adulto conhecedor das regras da estrada. Era um indivíduo como tantos outros milhares que sabia apertar um cinto de segurança. Ele e os outros que com ele seguiam e não o fizeram de igual forma. O resultado é o que se vê. Ele morreu, o amigo morreu (amigo esse, aproveito para dizer, colega meu da Faculdade de Ciências no curso de Eng. Informática), a amiga, pelos vistos, vai pelo mesmo caminho, sendo que a única não-fatalidade se prende num 4º ocupante do automóvel que, vejam a ironia, era quem levava o cinto colocado.
Vamos agora para a parte emocional: o Angélico não me dizia grande coisa. Como nunca vi os Morangos com Açúcar (e podia tê-lo feito exactamente na época em que ele e muitos outros começaram, porque somos todos da mesma idade), nem alguma vez escutei as bandas produzidas, geradas, promovidas pela TVI, não sabia muito sobre ele, sequer. Vi-o em duas novelas e pouco mais. Não o achava sequer engraçado e pensei sempre que ele ainda teria muito que aprender, ao contrário da Rita Pereira, a ex-namorada, que tem realmente jeito para a coisa. Contudo sei que ele era extremamente simpático, simples, humilde... tinha sempre palavras de carinho e afecto para as fãs (e sem fãs, meus amigos, não se fazem "estrelas de sucesso"), gostava da família, não se metia em confusões, nem em drogas, nem em álcool (ao contrário dos muitos comentários que tenho lido - mas já lá vamos); em todos esses aspectos era, simplesmente e pacatamente um rapaz jovem, como tantos outros, que entram nas novelas, que rapidamente se tornam conhecidos de um público alvo, que são expostos à pseudo-fama que isso lhe aufere. Nesse aspecto, saber a morte dele, foi sim, um choque. Um rapaz que tinha grandes ideias, grandes projectos para a sua vida e, que de uma forma brutal (como são todas as que ocorrem dentro da mesma medida e contexto) já não existe. Lamento muito pela família, pelos pais, pelos amigos, pelas ex-namoradas, por todas aquelas que o aspiravam a ser, pelos outros tantos fãs que o considerariam família. A esses a dor, o choque, ninguém os tira... nem tão rapidamente e... nem nunca, para quê inventar?
Agora o acidente: carro novo, BMW de alta cilindrada, (ainda não se sabe a velocidade a que ele iria, mas numa auto-estrada é natural que fosse a bem mais de 110km/h), sem seguro e de "um amigo". Sabemos lá nós, quando vamos comprar um automóvel, quem já andou nele, quantas voltas é que ele já deu, em que estado estão os pneus, o motor, os travões, a caixa de velocidades. Parecem novos, são-o em termos de tempo, mas... e quem andou neles? Tratou bem da mercadoria, ou apenas se serviu para mostrar o quão boa é a "máquina"? Acho muito estranho o carro nem sequer ter seguro. Pede-se ao "amigo famoso" para levar o bólide XPTO até Lisboa, fazer publicidade e tal, e nem sequer se pensa que pode acontecer algum percalço, alguma coisa que obrigue a pessoa a ter de mostrar os documentos. Nada! E agora, tal como eu esperava assim que ouvi de quem era a viatura, a quem pertencia, é o stand, o "amigo" que quer ser compensando pela destruição de um veículo. Veículo esse que até alguém afirmar o contrário (policialmente de preferência, porque de outras forma, eu não aceito), podia estar muito bem com problemas, concretamente, no uso e estado dos pneus. Segundo sei, os pneus não precisam de estar velhos e gastos para rebentarem; basta-lhes mudança de piso, diferentes tipos de pressões, temperaturas... e BUM!
Agora passo aos comentários. Numa palavra: asquerosos. Duas palavras afinal: revoltantes. Cada vez tenho a maior sensação de que o povo (pá!) gosta mesmo de dizer mal. Sente-se bem assim. Qualquer coisa de superioridade alfa, ou beta, ou mesmo omega, porque não? Revoltante a forma como ou por uma questão de gosto pessoal ou de racismo, se conseguem dizer tantas barbaridades ao mesmo tempo? Que ele estava drogado, que ele estava bêbedo, que ia a 300 à hora, que foi bem feito, que ele já tinha morrido desde que tinha aparecido na TV, que ele deveria ter morrido sozinho, não levava os outros atrás, enfim... quase como se ele.. o ele de 28 anos, feliz com a sua vida, tivesse feito de propósito, tivesse querido morrer naquela noite. "Quem era o Angélico? Mas ele era "alguém"? Tanta gente morre e nunca se faz este cagarim.." A Angélico era cada uma destas pessoas pequenas, mesquinhas, más. O Angélico representava, de certeza, para elas, a concretização de um, dois, três sonhos que ficaram para trás, que tiveram de ser postos de parte (porque a vida é difícil e temos que "trabalhar a sério" - que raio de teoria estúpida, porque a realização dos nossos sonhos parte da nossa vontade de os levar a bom porto e não a desistir só porque não dá jeito lutar por eles), ou seja, um recalcamento bastante grande sobre as suas próprias e tristes, patéticas vidas. Ele reflectia o sonho de muitos outros jovens, que querem aparecer na televisão, que querem cantar e dançar. Eventualmente será por causa dele também, (não menosprezo nem os grandes nomes ou os pequenos que influenciam as pessoas para as artes do espectáculo), que muitos irão para o Conservatório, ou para a Escola Superior de Artes e Cinema. Agora não podemos estar nem a apontar o dedo, nem a dizer barbaridades só porque o Angélico era uma figura pública. Sabemos que funciona assim, tanto em Portugal (com ou sem crise) como lá fora (embora eu recorde que houvesse quem chamasse de puta à Princesa Diana, após a sua morte). Somos abutres por natureza e gostamos do caos que se gera à volta destes casos. Seria de supor, pelo menos, que servissem de exemplo: não servem. Amanhã haverá outro brutal acidente com mortos anónimos, onde não irão jornalistas comparecer nem ao hospital, nem ao funeral. A vida é assim mesmo. Só damos a importância às coisas porque queremos, de outra forma, ninguém nos obriga. Agora é nossa obrigação moral, como cidadãos até, em reflectir muito antes de escrevermos seja o que for, sobre o que for. De outra forma, apenas atiramos pedras aos outros, sem pensar que não somos melhores que eles e que, se calhar, também as merecemos.
Angélico Vieira (1982-2011)
Fiquem bem. E sim, será o meu único comentário e opinião sobre o assunto.

Wednesday, June 22, 2011

Como é que se Esquece Alguém que se Ama? Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
... pois é, pois é....
Será que os 18 Governadores Civis que se demitiram são todos do PS? Será que não perceberam que o novo Governo não irá substituir ninguém? E melhor ainda, saberão eles que, sem uma revista à Constituição, eles terão de permanecer no cargo por tempo indeterminado nessas condições?

Sunday, June 19, 2011

From Vancouver, with Love....
À medida que iam ocorrendo os desacatos públicos com intervenção das forças policiais, devido somente ao resultado de um jogo qualquer, um casal aproveitou para mostrar que nem tudo, nem todos, perderam o juízo.

Thursday, June 16, 2011

Amores #2

Outra coisa que eu simplesmente adoro são as fotografias da Pauliana Valente Pimentel: simples, clássicas, retratam a Vida tal como ela é, as pessoas no seu quotidiano, sem posturas, nem cenários ou artifícios. Sem pose. A última exposição inaugurou hoje na PickPocket Gallery junto à Estação de Santa Apolónia à Rua dos Cesteiros (Bica do Sapato). Uma colecção de 6 (infelizmente são poucas as expostas) fotografias de transexuais portugueses. Uma homenagem como explica a autora a todas aquelas que com ela se têm cruzado, uma homenagem a Lou Reed e a David Bowie, ao andrógeno e excessivo. Um trabalho mesmo inspirador... onde deviam estar publicadas mais fotografias da "rua". As mais naturais (na minha concepção), as mais verdadeiras... onde não existem nem amarras, nem falsidades, nem fantasias. Na rua é onde estão a nu, com medos e vontades e ilusões. Com o seu próprio jeito de ser... "taking a walk on the wild side.."

Wednesday, June 15, 2011

Monday, June 13, 2011

Sim.... estou roída de inveja de não ter ido ao "pouco espaço de tempo para fazer imensa porcaria". Não tenho culpa do meu pseudo-companheiro de farra e manjericos ou se ter esquecido, ou não sei bem o que lhe aconteceu ainda. Ele não dá notícias, tem piada! Mas penso no lado positivo: dormi mais cedo e acordei mais tarde. E bem que precisava de descansar nestes dias.

Sunday, June 12, 2011

Sim, eu continuo ZEN

O que não implica necessariamente que não sinta uma vontade enorme que mandar uma certa pessoa à merda. Por vários motivos. E por nenhuns também (assim descarrego todas as frustrações últimas). É que não gosto que brinquem comigo. Não gosto que o Universo, ou o Destino, ou seja lá o que for me lixe a Vida desta maneira, criando espaços e oportunidades e depois arranjando e inventando desculpas que já nem eu (e olhem que é difícil) consigo acreditar. Estou tãoooo fartinha! Aiiiii, como estou mesmo FARTA!
Obrigada a todos os que (NÃO!) me contactaram sobre o bilhete dos Lamb. Fiquem sabendo que vi ontem 28 euros a arder (e eu estava aberta a negociações - até a DAR O BILHETE!), porque não fui. Não gosto de me meter em Lisboa em dias de festas populares. Sei sempre de histórias de faca e alguidar e não estou numa fase em que queira ou necessite de me meter no meio da confusão. Zen, muito zen, relaxada que estou... e é assim que quero estar até regressar das férias, portanto ainda falta muitoooo tempo para voltar ao barulho das luzes e holofotes de peixeiradas.