Thursday, August 27, 2009

Se alguém me dissesse há uns dias atrás (há 1 semana, nem tanto) o que eu estou prestes a fazer, diria que estava completamente louco. Afinal, quem endoideceu, foi mesmo eu...

Tuesday, August 25, 2009

O que finalmente percebi hoje:

Que se não a podes vencer, junta-te a ela: a crise;
Que Mário Soares, para além de protector do nosso PM (vénia vénia) está mesmo a ficar senil;
Que, mesmo não valendo "nada", a entrevista de segunda à noite, a MFL, deu imenso que falar (portanto, serviu para alguma coisa e terá incomodado algumas criaturinhas por aí);
Que eu preciso de dinheiro para pagar o resto das propinas (e pedir certificado de habilitações), mas que para 1 só campanha eleitoral existe um orçamento de 64 milhões de euros.
Que por muitos avisos que se façam, os portugueses são como são e não é apenas uma simples "derrocadazinha" numa praia qualquer com arribas ou leixões ou lá o que é, (e mortos, pois) que os mesmos se afastam das zonas de perigo assinaladas.
Enfim, que sou uma grande parva...
O no, I see,
I spun a web, it's tangled up with me,
And I lost my head,
The thought of all the stupid things I said,
O no what's this?
A spider web, and I'm caught in the middle,
I turned to run,
The thought of all the stupid things I've done,
I never meant to cause you trouble,
And I never meant to do you wrong,
And I, well if I ever caused you trouble,
O no, I never meant to do you harm.
O no I see,
A spider web and it's me in the middle,
So I twist and turn,
Here I am in love in a bubble,
Singing, I never meant to cause you trouble,
I never meant to do you wrong,
And I, well if I ever caused you trouble,
Although I never meant to do you harm.
They spun a web for me,
They spun a web for me,
They spun a web for me.
Trouble- Coldplay
Se há coisa que me pode deixar fora de mim, numa forma positiva, é ver que existem blogs bem melhores que o meu, onde, a ler cada post escrito e publicado, farto-me de, ora rir, ora chorar. Os blogs seguintes são super interessantes, falam obviamente do dia a dia das suas criadoras, bem como de assuntos que nos tocam a todos: http://amorumlugarestranho.blogspot.com/ e http://horas-perdidas.blogspot.com/ são esses dois grandes exemplos em como mulheres adultas, feitas, de bem com a vida, solteiras- estranhamente, ambas,- apesar de problemas (por vezes graves e sérios) que tocam a todos, mais tarde ou mais cedo, (menos aos que nasceram com o rabo virado para a Lua), conseguem ser, ainda assim divertidas e muitíssimo inteligentes. God, quando crescer quero ser como elas...

Saturday, August 22, 2009

Friday, August 21, 2009

Mudar para Melhor- Movimento MMS Queluz

Às vezes basta estar ausente do local onde moramos para compreendermos coisas simples e básicas. Para podermos ver o que é tão flagrante e que está mesmo em frente aos nossos olhos, ao nosso nariz, ao nosso umbigo. Estive esta ultima semana fora, numa cidade de província da região Oeste do nosso país, a poucos Km de Queluz, de Sintra, ou se preferirem, da grande cidade que é Lisboa. Não foi preciso muito para entender que a cidade de província, só é assim considerada porque se encontra envolta de uma (certa) ainda área de arvoredo que, mais tarde ou mais cedo, como em todas as outras grandes cidade outrora de província, será derrubada, dando origem a mais prédios, mais estacionamento, mas, com uma diferença substancial em relação a Queluz: com mais qualidade de vida. É preciso pensar em reorganizar o território, em aceitar a construção após o estudo correcto de empreiteiros e arquitectos que estabeleçam uma ideia concreta para determinado local e qual será o plano de construção. Terá ou não espaços verdes e espaços publicos, locais de lazer e de convívio aos seus habitantes e vizinhos e principalmente, se estará em consonância com o espaço/ambiente em redor. Não se pode construir só por construir, tem-se, deve-se construir sim, com peso e medida, com vontade de estabelecer ligação entre o util e o agradável, elaborando pontes entre a população e o ambiente, sem danificar o segundo, para bem-estar do primeiro. Por outro lado, vi também um comércio inovador, com lojas abertas até aos fins de semana, o chamado comércio local. Para além de um centro comercial, (que Queluz nunca consegue ter por arrendamentos de lojas/espaços comerciais extremamente elevados para os comerciantes), existem várias galerias, cafés, lojas de rua, onde qualquer pessoa pode fazer as suas compras sem ser necessário recorrer a Lisboa ou a outra localidade. Como queremos que Queluz seja mais que o "simples dormitório" que é? É preciso acima de tudo, VIDA! De Mudança... de Novas caras e novas competências. De não existir medo pelos assaltos, logo, de mais e melhor segurança (não podemos permitir apenas 1!! carro patrulha para a nossa cidade!), de comércio novo, de novos incentivos à população em fixarem-se nesta cidade que pode melhorar. É preciso querer e nós, que nos candidatamos à Junta, temos esse propósito. Mais que o sonho e a inexperiência que para muitos de vós, mais velhos e sábios, com certeza, nos acusam de ter, temos a vontade. Vontade que não vejo em mais ninguém, ou só vejo na época de campanhas e eleições e não posso admitir pois, para mim, é um acto de cinismo, não só para com os partidos que apoiam essas pessoas, mas acima de tudo, para as populações que de 4 em 4 anos são defraudadas. É preciso Mudar... Mudar para Melhor...

Parece-me boa altura...

Para informar os meus leitores de que regressei à minha primeira base: a política. Nunca esperei que tal ocorresse mas, a realidade é esta, a localidade ondo resido por agora, está dia a dia pior, e, num convite algo inesperado por parte de um amigo meu, acabei por nem pensar duas vezes quando me propôs a candidatura às listas da Assembleia de Queluz. Agora que a mesma foi entregue e é já oficial, ficam aqui os nomes que dela fazem parte, esperando em Setembro, começarmos em força a campanha eleitoral:
LISTA DE CANDIDATOS EFECTIVOS À ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE QUELUZ, PELO MMS (MOVIMENTO MÉRITO E SOCIEDADE)
1 Sérgio Carlos Esteves Marques
2 Judite Maria Nunes Esteves
3 Maria Deolinda Piva Bernardo Teixeira
4 Ricardo Sardo Correia
5 Ana Margarida de Almeida Santos Neves
6 Cláudia Virgínia Mesquita Paiva Silva
7 Rui Carlos Esteves Marques
8 Teresa Maria Leitão Ferreira Lisboa
9 Filipa Manuel da Costa Silva Dias
10 António Pedro Gil Espanhol Ferreira
11 Susana Marina Pinto Teixeira
12 Palmira Maria Pereira Rosa
13 Bruno Miguel Nogueira da Silva
14 Maria Cristina da Silva Ferreira de Matos
15 Carla Marina Ferreira de Matos
16 Filipe Cunha Marques
17 Vânia Raquel Bento Torres
18 Eloíza Helena Alves Silva
19 Álvaro Miguel Marques Fidalgo
LISTA DE CANDIDATOS SUPLENTES À ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE QUELUZ, PELO MMS (MOVIMENTO MÉRITO E SOCIEDADE)
Sup. 1 Felicidade da Florência Pinheiro da Silva
Sup. 2 Maria Alice Justina Gaspar Francisco
Sup. 3 José Manuel Amor Y Brey de Matos
Sup. 4 Maria Emília Carvalho Gonçalves
Sup. 5 Ana Catarina Ribeiro Rodrigues Palhota Gonçalves
Sup. 6 João Maria Félix da Silva Rio
Sup. 7 Ana Carla Antão Cachiço do Chão Jardim Gracias

Tuesday, August 18, 2009

Ficção deliciosamente contagiosa... (mas tinha que ser em Queluz)

“ Mas eu ainda não lavei as mãos! A professora disse que agora temos que lavar mais as mãos por causa do vírus!” - “Lavas quando chegares ao infantário! Come isso depressa que a mãe está com pressa!” A Marta suspirou os 3 euros para cima do balcão e ainda nem tinha acabado de comer o rissol. De boca cheia e com o resto do salgado preso nos lábios diz “Obhigaho” à dona do café, baixa-se para vestir o casaco ao Martim com postura torta para a carteira não cair e apressa-se para o carro – que já é tarde e o IC19 não perdoa depois das 8 e 30m. Dez buzinadelas mais tarde e a micro-família já avista infantário. - “Mãe, sabias que o Tomás está doente?” - “Quem o filho da professora?” - “Não, o filho da Maria João que veio cá a casa ontem” - “Coitadinho, com o quê?” - “Gripe.” “Deve ser das porcarias que a mãe lhe dá” – pensa a Marta enquanto faz a última rotunda e põe o rádio mais alto para ouvir as notícias das 9. Enjaulado o Martim, lá vai a mãe nervosa por causa da entrevista. Contorna aquela rotunda, faz o mesmo com mais algumas e o profissional da rádio informa, numa notícia que não dura mais que 20 segundos, que foi confirmado mais um caso de Gripe-A numa criança de Queluz. Logo a seguir o mesmo comprimento de onda, mas já noutra onda de seriedade, começa uma reportagem com um economista a falar sobre o desemprego. Marta aumenta ainda mais o volume do rádio porque, isto sim, interessa. Afinal de contas, e era com contas que ela se preocupava, havia sido despedida há duas semanas da empresa por causa de cortes orçamentais. Marta ia agora ter uma entrevista noutra empresa. Chegada depois de uma maratona de condução, pedem-lhe para (des)esperar numa sala de 2 metros quadrados decorada com cartazes alusivos às novas precauções de higinene e segurança no trabalho. Lave bem as mãos! Espirre para um lenço e assegure-se de que não o faz perto de colegas! Lembre-se que o seu bem-estar é o bem-estar dos outros! O único anúncio que Marta lê é aquele mais pequeno, isolado e pouco colorido que diz que se procuram contabilistas. São agora seis e meia da tarde e a mãe Marta já traz o desencarcerado Martim. Triste porque não ter sido aceite na empresa, manda calar o filho que se queixa numa birra porque lhe doi a garganta. ... António, director de uma empresa de contabilidade, acabou de deixar a filha na escola e liga de novo o carro para ir trabalhar. Na rádio ouve a notícia que foi detectado o segundo caso de Gripe-A em Queluz. O sedundo em dois dias, e noutra criança! António muda de estação e nem ouve o resto das notícias – “Não me posso esquecer de ligar ao Pinto por causa do empréstimo!"

Um vento chamado Usain e um gafanhoto chamado Nelson

Sunday, August 02, 2009

Afinal o Chato não morreu...

Bem que se fizeram apostas em como seria o Nuno Lopes (hoje desvendado enquanto filho de Carlos Lopes e Fátimas Lopes- a designer de moda) que iria fazer desaparecer o "Chato". Pois, até seria uma coisa normal de se pensar, mas se fôssemos todos um bocadito mais espertos teríamos chegado à conclusão que para tal, só se o Nuno cometesse suicídio, o que não ficaria bem, via televisão. Sendo assim, resta-lhe aguentar com o mito do "Chato" que o irá perseguir para o resto da vida, tal como o "Tcharaaammnnnn" o fez. Com sorte daqui a 3 meses já ninguém se lembra, como em tudo o que é bom e que se faz na nossa televisão pública, ainda que seja em dose diminuta. E assim, hoje terminaram os Contemporâneos, depois de umas últimas semanas a serem constatemente importunados por gente que, não só não possui qualquer pingo de humor, como não consegue ver o lado divertido de situações realmente más e tristes. Porque para os portugueses só o que é pimba e larilas (atenção, escrevi larilas e não homossexual ou gay, porque para mim são termos completamente distintos e vocês sabem bem) e triste é que é bom, e desde que roce o limiar da pouca vergonha e da brejeirice ou da estupidez. Piadas inteligentemente escritas e elaboradas não são criteriadas na mesma fasquia, pelo que se iniciou uma caça às bruxas com o "episódio" Carlos Castro, esse senhor que eu pessoalmente não aprecio. Fez muito pela comunidade gay? Com certeza que fez, mas também tem uma língua afiada e venenosa demais e só me espanta como ainda não morreu com o próprio fel que destila. Voltando aos nossos amigos cómicos... Resta realmente a saudade de grandes rábulas, do "Homem-Nu", do vídeo de Natal, enfim... uma panóplia de situações que eventualmente serão editadas em DVD como acontece com as grandes séries televisivas. A não perder!

Mais dois ainda..

Se o primeiro fala do amor de D. Pedro e D. Ines de Castro, através da escrita de um autor francês/ egípcio, que nos transporta a páginas tantas para um segredo que um manuscrito contém (e em que nada está relacionado com a maior paixão conhecida que Portugal teve, com excepção do caso Lencastre-Samora), o segundo tem outras consonâncias. A Joia de Medina será por certo, o livro mais incompreendido dos ultimos tempos dentro do género jornalístico/pesquisa/romaceado, e porquê? Porque pega na história de vida do profeta Maomé, sim esse mesmo, a partir da "narração" de uma das suas muitas esposas, neste caso Aisha, a mais nova que se casou com ele aos 6 anos (na altura do matrimónio ele contava com 50 sendo o casamento consumado quando ela tinha 9). A Porto Editora recusou em 2008 em publicar o título baseando o critério de exclusão a partir de uma opinião extremamente desfavorável de um crítico literário. Resta a dúvida: se por motivos político-religiosos, o mesmo não foi publicado nos EUA e no Reino Unido, será que somos assim tão bons, ou temos críticos assim tão bons, para que o mesmo, cá em Portugal, não seja publicado? Pelo que pude começar a ler não será nem melhor nem pior que outro no mesmo género, e por outro lado não me parece grande ideia basearmo-nos nas explicações que supostos críticos têm desta ou daquela publicação: todos acham Lobo Antunes um espanto e, contudo, quero que me digam quantos dos seus ultimos 10 livros, vocês conseguiram ler e compreender... É que eu sou um bocado burra, bem sabem, mas ainda sei ler e escrever (prova dada através da quantidade de posts até agora publicados e livros até agora mencionados) e compreender as coisas e juro que há outras que não percebo.

E ainda...

Porque sou devota da Idade Média, tanto em termos de Historia Europeia, como na Historia do Médio-Oriente e porque, enquanto apreciadora em excesso do filme "Kingdom of Heaven" de Ridley Scott, acho que a verdade histórica deveria ser levada em consideração quando estamos a escrever guiões cinematográficos. Uma coisa é pegarmos em personagens reais e mudar-lhes algumas características de forma a serem encaixadas no ficcio-romance que a trama assim exige, outra muito diferente é estarmo-nos a borrifar para o verdadeiro conteúdo destas mesmas pessoas, ainda para mais quando existem inúmeros documentos que contam bem as suas vidas, os seus modos de pensar e de viver. Seria agradável se os argumentistas pegassem na História e a modificassem ao mínimo, mas quando a transformam de uma forma digna de dó, a coisa muda. O filme não deixa por isso de ser bestial, não deixa de não relatar toda a chacina que cristãos executaram durante a sua tentativa vã (diga-se de passagem) na conversão de muçulmanos. Não deixa igualmente de mostrar as tentativas de paz entre o Rei de Jerusálem, Balduíno III (incrivelmente interpretado debaixo de uma "máscara de ferro" por Edward Norton) e, o principal líder muçulmano, Saladino. Contudo a maioria dos factos são realmente inventados e a História desaparece entre aquela paixão e aquele ataque às caravanas. Muito sangue e morte para no fim percebermos que por muitas Cruzadas que se cruzem, Jerusálem será sempre muçulmana ou (agora) palestiniana, não interessando quantos judeus ou católicos lá vivam.
Em "Eu, Constance, Princesa de Antioquia" fica-se a perceber muito melhor o contexto político e histórico da época, limpando o sotão de algumas baboseiras que a película (em baixo) poderá criar.

E ainda...

Se William Wallace é mais que uma marca de whiskey e sim um dos bravos homens das terras escocesas que lutaram pela semi-independência a partir do domínio inglês, Lady Anne MacInstosh, não lhe fica atrás, ainda que a sua actuação ocorra uns séculos depois. A "cabra" escocesa, como ficaria conhecida, não teve medo de enfrentar um mundo de homens, política e guerra para demonstrar que a liberdade poderia ser atingida.