Friday, June 26, 2009

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009 NÃO INTERESSA SE ÉS PRETO OU BRANCO Pronto, tá bem. Morreu o Michael Jackson. Já sei. E ele não estava já morto? Como artista. Como músico e bailarino. Não foi ele que se matou, também, paulatinamente? Ok. Deu-nos o "Billy Jean" e o "Beat it" - ou foi o Quincy Jones? Não. Foi a voz dele, os guinchinhos abafados tão sensuais, o agarrar nos tomates só com dois dedos. Foi a fantasia elevada à categoria de imoralidade. A Neverland. Foi os milhões aos berros por ele, as criancinhas que lhe davam a infância que nunca teve. O dinheiro que lhe dava a pose que nunca teve nem tinha jeito para ter. Ele era um rebelde que devia conformar-se com os chupistas que o rodeavam. Era um vendido. Um artista. Vendido. O pai trabalhava nas minas. Ele comprou-as. Da indigência ao estrelato em menos de 20 anos. Será pedir muito? Um dos homens mais ricos do mundo morreu. A música ficou mais pobre por isso? Não. A música irá sobreviver. E tudo aquilo que ela vale será avaliada a partir de hoje. Amanhã e daqui a muitas gerações poderemos então saber se ele mereceu ser lembrado pela música e não apenas por ter os ossos do homem-elefante. etiquetas: música, quotidiano Postado por Pedro Marques às 15:29 in: http://fora-de-cena.blogs.sapo.pt/

Tributo a João Aguardela dia 3 Julho no Music Box

3 de Julho, MusicBox – Tributo a João Aguardela “Megafone” – uma utopia em alta voz Megafone, a rasgar o sossego da Aldeia. Rompe o Megafone com as esquisitices da cidade, tia Maria arrepiou o bigode quando reconheceu a velha lenga-lenga na boca dos "gandins". Na sua aldeia quase deserta ficaram só pedras parideiras que pariram novas ideias, que agora forram espíritos esfomeados, desassossegados. Ergue-se a festa em torno do cruzeiro numa espiral de alta voz "arre, ei, anda cá, anda cá" ninguém lhe sabe resistir. Megafone, o João foi o primeiro a dar nome ao que ele é, um sopro exarcebado, distorcido, imaginado, um abraço ao passado para que o futuro nos pertença. É já no dia 3 de Julho que sobe ao palco da MusicBox uma selecção em alta voz do que há de mais tradicional – desde o bombo até à gaita transmontana – com as sonoridades modernas das novas gerações – desde a guitarra eléctrica até à mesa de mistura. O que têm em comum? A língua portuguesa, o espaço de invenção pop por excelência. É em tom de tributo a João Aguardela que juntamos em palco Peste & Sida, Ribas & Ruka (Tara Perdida), Walter Benjamin, Velha Gaiteira, Pedro Moutinho, Dj Ride, Dj X-Acto e DJ António Pires num espectáculo memorável de recriação de temas escolhidos a dedo entre o seu vasto legado nos Sitiados, projecto Megafone e Linha da Frente. O projecto Megafone tem como objectivo primeiro a fusão em palco da música tradicional portuguesa com as novas tendências da música pop contemporânea. Originalmente pensado pela turma 1 de Produção e Marketing de Eventos da Restart – Escola de Criatividade e Novas Tecnologias, o espectáculo pretende, antes de mais, mostrar que as raízes populares na música portuguesa podem adquirir novas roupagens e linguagens, dando um passo mais além e conquistando novos públicos. O título foi escolhido para homenagear o músico e compositor João Aguardela, autor e cantor de vários projectos musicais todos eles com o cunho particular de fundirem a música de raiz popular com a música pop actual. Falamos, pois, de uma homenagem: ao homem e à música, à memória e ao futuro, num desafio de novas interpretações sobre temas populares trabalhados pelo João Aguardela. É em tom de tributo que convidamos alguns artistas das novas gerações a revisitar a obra deste artista – com um extenso e valoroso trabalho que contempla mais de 13 álbuns em 17 anos – e apresentar as suas versões de temas por eles seleccionados, do enorme legado que este nos deixou. O projecto Megafone (1997), na opinião de muitos o seu trabalho mais pessoal, trouxe à música moderna portuguesa a fusão das recolhas de música e vozes populares do interior de Portugal realizadas por Michel Giacometti e Fernando Lopes Graça, com ritmos e sonoridades mais características do final do século (drum n’bass, breakbeat, entre outras).
Farrah Fawcett (1947-2009)
Michael Jackson (1959-2009)

Sunday, June 21, 2009

Na K Galeria...Estranhos

Estranhos Juan Manuel Castro Prieto 02 de JULHO / 31 de JULHO Estranhos é um magnífico exemplo da coerência que Juan Manuel Castro Prieto construiu entre 1983 e 2007. Trata-se de um período de marcado carácter intimista, fundamental no processo de amadurecimento de uma obra poliédrica que explora a memória com base nos vestígios latentes que habitam os seus espaços pessoais e familiares. Castro Prieto cria cenários oníricos a partir da vida quotidiana, denotando uma relação de profunda intimidade com a literatura. Nesta exposição torna-se visível o fio condutor que atravessa toda a sua obra. Assim, o sexo e a morte coexistem nalgumas das suas imagens como uma dualidade que evidencia um certo fatalismo na sua relação com a vida, e são também uma reivindicação lúdica da existência. Por fim, através da infância, o autor mergulha nesse território ambíguo que é o trânsito para a adolescência: um tempo de abstracção e de primeiras introspecções. Alejandro Castellote

Friday, June 19, 2009

Andamos tãoooo mansinhos...

... deve estar para cair algum santo do altar. As aulas de Reiki têm estado a surtir efeito, não têm bichinho???

Isto hoje foi o dia do bad Karma

Tudo estava lindo e perfeito: os passarinhos voavam nos céus, chilreando doces melodias, os pombos não se viam, e os pavões do Campo Grande estavam silenciosos. O sol brilhava alto e eu estive durante a manhã a estudar. Nem sequer saíram as notas de Matemática II, de forma a ensombrarem o meu caminho. Batia o ponteiro das 14.30 e eu lá parti, na minha longa viagem entre a Faculdade de Ciências da UL e a Praça Duque de Saldanha, no autocarro da Carris nº 36 com destino ao Cais do Sodré. Chegada ao destino, rumei em direcção ao Atrium Saldanha onde, supostamente, deveriam ocorrer umas gravações (ainda que algo manhosas) para o programa da RTP2 que mencionei num post anterior. Entrei, percorri os corredores, espreitei as montras, mas não me parece ter visto nada que se assemelhasse com tal coisa. Comecei a telefonar para o número que me tinham dado e em resposta só ouvia o sinal de ocupado, ou então de toque que depois era desligado ou, melhor ainda, ninguém me atendia. "Quibom!" Esperei meia horita, até porque tinha recebido telefonema stressante de minha mãe, e resolvi voltar quase de onde tinha vindo, porque a vida são dois dias, o Carnaval, três e a Festa do Avante já vai em 4 e eu tinha mais que fazer... Com uma raiva dos diabos, depois de cumprida a minha outra tarefa, decidi vir para casa (de onde escrevo esta missiva), pelo meio de transporte do costume, o comboio da CP com destino a Mira-Sintra/Meleças. Enquanto via que tinha perdido um e esperaria pelo seguinte, vejo a máquina de venda automática de gelados OLÁ! e, mesmo sabendo que não posso comer muito daquilo e que tinha em casa, coloquei a quantia certa e carreguei na letra e número a que correspondia o que queria... esperei e nada... nem dinheiro de volta, nem gelado. Em vez de ter telefonado logo para o número de apoio, ainda penso que haverá alguém nos cafés que estão dentro da estação, que me possa resolver o assunto, mas deparo-me com uma empregada que não deveria muito à inteligência porque em vez de dizer "olhe, desculpe, mas não a posso ajudar" responde-me "ahhhh......(longo silêncio)....não sabia que havia uma máquina lá em cima de gelados......(mais outro loooongo silêncio)... há lá uma máquina que vende?" Epá... podem dizer o que quiserem, mas porra, eu já estava lixada da cabeça e ainda me vem uma tipa com um QI de 10 fazer-me perguntas estupidas? Regressada à plataforma, telefono para o tal número de apoio ao consumidor e a rapariga que me atende diz que virá sem dúvida, ter comigo, um técnico. OK! Fico à espera, perco 2 comboios, mas não fará mal. Entretanto aproxima-se uma senhora (mais tarde reparei que brasileira) que efectua o mesmo procedimento que eu: dinheiro, teclas, e não é que o sacana do gelado (o mesmíssimo que eu tinha pedido) lhe cai? Calma! Obviamente que o gelado era dela, porque ela pagou-o: eu viiiii! Mas comigo, caiu?? NÃOOOOO! O senhor lá entretanto chegou, amigos como dantes, qualquer coisa, no Quartel de Abrantes, devolveu-me o dinheiro (porque eu já tava com medo do gelado estar fora de prazo ou saber-me mal) e depois, como eu lhe expliquei que o dia estava a correr que era uma merda, lá me deu um mini gelado que caiu até bastante bem, porque aquilo era para matar o mini-bicho (o bicho grande já levou com uma mega tosta de queijo, tomate e ervas aromáticas que morreu logo). Chego a casa e ponho-me a enviar mensagens de desprezo para tudo quanto é pessoa relacionada com a tal gravação... Resumo meus amigos: mexam-se! Se não falarmos, se calarmos, se deixarmos que as coisas nos aconteçam, somos uns parvos ainda maiores. Porque começamos a pensar que estão a gozar conosco ou isso.. até podem, mas pelo menos que gozem na cara. No meu caso não chegou a tanto, houve uma série de complicações e atrasos, mas falei com todas as pessoas que queria até chegarmos a concensos. Temos que falar quando as coisas não correm bem, porque então passamos a vida a queixar-mo-nos que tudo só acontece a nós, quando às vezes nem é bem assim. Às vezes as coisas ruins também acontecem aos outros, como no caso de hoje: a produção de exteriores estava à espera de muito mais pessoal para fazerem o mesmo que eu, e chegando tarde ao local, pelos vistos, praticamente ninguém tinha aparecido, nem dado satisfações. Isso também é um bocado mau da parte de quem se tinha comprometido, não? Há dias assim, em que o Karma não está do nosso lado, mas lá está... se é Karma, então amanhã, de certeza, que irá correr melhor. Energias meus amigos... energias!
PS- O dia continua lindo e perfeito... tenho é que começar a bombear o meu quarto com DUM DUM por causa das melgas...

Temperatura às 01.00...

Estão 25.7 graus em Lisboa..

Thursday, June 18, 2009

É nestas alturas...

Hélder Moutinho
Camané
Pedro Moutinho
...em que me considero mesmo distráida, algo lerda, enfim, uma nulidade no que toca a ver, com olhos de quem realmente observa estas coisas, as parecenças fisionómicas entre as pessoas. O Camané é extremamente parecido com o Hélder Moutinho que por sua vez é extremanente parecido com o Pedro Moutinho. Como para mim Camané, é Camané (ou Carlos Manuel, no mínimo) não estava para perceber que para além das caras larocas que pareciam de trigémeos, as alturas dos indivíduos referidos acima também podiam querer dizer alguma coisa. Estou ultimamente fadada a dar-me com pessoas de baixa estatura (principalmente homens), e quando digo baixa estatura, digo da minha altura, embora todas as pessoas me digam que eu sou uma rapariga alta.. (TÁ!! Alta para quem sofre de nanismo- e com isto acabo de ofender quem é realmente baixo ou então, quem sofre realmente de nanismo). Não era isto a que eu queria chegar. O Camané, o Pedro e o Hélder são irmãos... todos sabem disso... menos eu. Quer dizer, agora sei, mas foi preciso ver mesmo uma reportagem sobre os três fadistas para acreditar que realmente ali havia qualquer coisa que não poderia passar somente pelo macabro (a mesma voz, a mesma altura, a tal parecença física). Não se andavam a copiar uns aos outros, eles são mesmo e na realidade, uns nos outros. Resumindo... faz-me lembrar uma situação há uns anos atrás em que perguntei a dois rapazes que andavam na secundária comigo se eram irmãos; alguém me respondeu com ar apavorado: "Não só SÃO irmãos, como são GÉMEOS!" Ahhh, OK, já percebi tudo...

Wednesday, June 17, 2009

5 para a Meia-Noite na RTP2

Dizem eles (RTP2) que vai ser o programa revolucionário das noites de Verão na televisão do Estado. Pedem a colaboração de outros comuns mortais que nada tenham a ver com o assunto do showbiz, para imagens, vídeos, frases, temas, e tudo o mais que possa ser bem vindo ao dito. Eu não sei bem se vai valer a pena ou não. Há uns tempos atrás, quando a ideia ainda estava apenas em ebulição nas cabeças das pessoas, até me parecia uma coisa mesmo fascinante. Agora, tenho a sensação que será mais um dos muitos programas para jovens adultos (bom, até aos 44), como se já realizaram anteriormente. Mais do mesmo, percebem? Espero estar errada porque gostaria de participar hoje, enquanto adulta e mulher, da mesma forma que participei, a seu tempo devido, no Curto-Circuito, tempos idos em que o Rui Unas, a Rita Mendes e o Fernando Alvim ainda o apresentavam. Veremos (em breve) no que é que aquilo dá.

Tuesday, June 16, 2009

Nos Contemporâneos de ultimo Domingo

Estava a estudar para Matemática II, mas como já estava muito farta fui ver os amigos para descontrair. Sem dúvida que me provocaram o riso! Mas credo! Hoje em dia está realmente tudo e todos a sair do armário: os fatos de banho, bikinis, mini saias, a Ana Zanatti, os tops, o Vitor de Sousa, etc etc.. Será mesmo preciso em cada sketch feito utilizar casais gays? Atenção! Eu não acho mal, sou apoiante a 100%, mas pá... Custa-me ver o Nuno Lopes (aos outros dou-lhes de barato) a fazer figuras exuberantes. O rapaz é giro.. mas está 1 cadinho gordinho. Contudo é o que mais piada tem quando se mete a "abichanar". O Madeira não lhe fica atrás.. aquela postura de camionista "maluca" ainda vai dar que falar... isso e os gritos da Michelle Brito à la Kournikova, pela boca da Ferreira Leite. Realmente isso vai, no mínimo, abanar o Governo!
Mas voltando à base: não abusem pá! Sou pelos direitos dos homossexuais, mas isso já começa a ser descriminação!

Monday, June 15, 2009

A caminho do fim...

Pois é, começaram os exames nacionais para mais uma catrefada de rapazes e raparigas que pretendem acabar o 12º ano e concorrer a faculdade. Na faculdade começaram os meus exames de 2º semestre, faltando-me apenas 4 para ver fim a 6 (!!!!) anos de licenciatura. Claro que é um exagero, mas para vossa informação, nunca chumbei, apenas fui-me recusando a fazer determinadas cadeiras. Chegou a altura de as enfrentar. Hoje foi 1 delas: Matemática II ou Elementos de Cálculo Diferencial ou ainda Análise Matemática I. Uma coisa facílima e o que faço? Escangalho tudo. Do que fiz, muita coisa está (nem é errada, é mesmo) disparatada!!! Na realidade, perante a disciplina que é, eu sou queria ter 10 (supostamente nem é muito difícil), mas é incrível como acho que foi ter de fazer 2ª tentativa e, meus amigos, deixem que vos diga, não irei ter a vida tão facilitada como hoje. O que correu mal? Porque razão (se eu digo que era tão acessível) fiz asneirada? Olhem, porque no que toca a números, não gosto, nunca gostei. Percebo-os quando os vejo e leio e aplico em contextos, mas obte-los nunca foi do meu agrado. Agora, que remédio, se não foi hoje, será daqui a dias. Até lá vou-me divertir com mais 2! Tem que ser.. o fim está próximo.

Tuesday, June 09, 2009

Na K Galeria

Na [kgaleria] de Quarta a Sábado das 15h as 20h (excepto feriados) patente até 20 de Junho. Primeira exposição individual de Guillaume Pazat. As imagens da exposição foram realizadas na altura do verão austral a caminho do extremo sul do continente Americano. Pelas noites azuis de verão, irei em atalhos sob a lua, Picotado pelos trigos, pisar a grama pequena: Sonhador, sentirei nos pés o frescor que acena. Deixarei o vento banhar minha cabeça nua. Não falarei, não pensarei em nada sequer: Mas me subirá na alma o amor soberano, E irei longe, bem longe, feito um cigano, Pela Natureza — feliz como se estivesse com uma mulher. Par les soirs bleus d'été, j'irai dans les sentiers Picoté par les blés, fouler l'herbe menue: Rêveur, j'en sentirai la fraîcheur à mes pieds. Je laisserai le vent baigner ma tête nue. Je ne parlerai pas, je ne penserai à rien: Mais l'amour infini me montera dans l'âme, Et j'irai loin, bien loin, comme un bohémien, Par la nature, - heureux comme avec une femme Arthur Rimbaud, 1870

Monday, June 01, 2009

Dia de hoje

No dia de hoje retornei à realidade dos factos, à vida actual e mundana, à faculdade e aos trabalhos. Passei o último fim de semana a "geologar" pelo Oeste português entre um grupo muito heterogeno de pessoas (nem todas nacionais) e extremamente acolhedor e porreiro. Foram 3 dias fantásticos em que aprendi mais algumas coisinhas sobre a "minha amiga" Bacia Lusitânica, com o auxílio de 2 excelentes professores (sem graxa, porque nunca gostei disso). Sendo que a organização partiu de alunos da faculdade, só devo acrescentar que, aparte de alguns problemas técnicos iniciais, fez-se um brilhante trabalho e fiquei deveras espantada com a capacidade que alguns jovens hoje em dia têm para tratar de inumeros detalhes que a outras pessoas passariam ao lado. Eventualmente irei escrevendo por aqui algumas coisas sobre esta 1ª saída de campo da AAPG (American Association of Petroleum Geologists), mas até lá, divirtam-se com as imagens (sem legenda, o que torna tudo melhor).