Tuesday, March 31, 2009

Aquilo que o Twitter se tornou... para alguns de nós.

Aproveito este intervalo nas minhas aulas para escrever sobre um um tema que, não sendo muito importante, acaba por fazer pensar. Quando fui apresentada ao Twitter, há coisa de 2 meses, pensei que seria mais um hi5, rede social virtual onde imensa gente que não se conhece de lado nenhum fala entre si. Não errei por nada, e quem me dera ter destas certezas quando faço exames. A lógica do Twitter é permitir com maior rapidez e velocidade a partilha de informação importante, e não se estamos com uma dor de cabeça ou não. Para isso temos os blogues, como este, que nos permitem escrever o nosso dia-a-dia se assim desejarmos, ou qualquer parvoíce que nos atravesse a mente. O que eu concluo ao fim destes dias de vício, sim porque a páginas tantas começamos a ter "seguidores" ou a "seguir" algumas pessoas que parecem ser verdadeiras e honestas e isto torna-se viciante, é que aquilo que escrevemos começa a ser lido por não apenas os 20 amigos que temos num qualquer perfil do hi5 ou Facebook, mas sim por quase 500 ou 600. Desde a tal dor de cabeça à dor de corno, passando pelas aulas ou pelo que nos aconteceu no trabalho, o Twitter tornou-se o depósito de ideias de todos nós. E isso é um erro. Não digo que acho piada, acho, é certo. Mas por outro lado, eu NÃO conheço MESMO, nenhuma daquelas pessoas e ter começado a comunicar com bastante regularidade com algumas delas faz-me imensa confusão, a páginas tantas porque, mesmo que eu assim queira pensar, elas não são tão "comuns" como parecem. Ou são jornalistas, ou são humoristas conhecidos do público, ou são artistas de vários níveis e é esquisito falar com eles (e obtermos resposta) como se de velhos conhecidos se tratassem. Eu até posso estar habituada a tal, não me deveria incomodar tanto, mas na realidade, nos dias que correm, qualquer coisa que seja exposta, redigida, afirmada, declarada no Twitter, pode servir para alguns orgãos de comunicação social fazerem um alarido de situações, que, tal como Alberta Marques Fernandes declarou há temos, são apenas fait-divèrs. O Twitter é uma desgraça em termos de conhecimentos pessoais e humanos e serve, para pessoas como eu, para dar largas à comunicação: tagarela nata, a escrever sem para=irritar solenemente as pessoas que, como são minimamente simpáticas, ainda não me mandaram à merda. Mas um dia destes isso irá acontecer. Espero não me espantar muito da situação, que, à partida e à chegada, só eu posso controlar. O Twitter é giro, mas para pessoas normais, não para mim.

Saturday, March 28, 2009

Gostava...

... de um dia sentir que gostas de mim, daquela forma diferente de gostar. Mas acredito que isso vai acontecer, porque na realidade, estou preparada, finalmente, para isso.

Algures numa praia da Lourinhã

Valeu pela companhia, pelo Sol, pelo azul do céu e do mar, pela aragem fresca, pela areia. Tenho noção, devido ao aperto que no regresso senti no peito, que, enquanto aluna (e que, mesmo assim, nesta disciplina já não a sou) não voltarei a ter saídas de campo. Chorei quando compreendi que vou ter na realidade muitas saudades de todos aqueles que me aturaram e não foram poucos, ao longo destes 6 anos de faculdade. Adoro cada um de vocês, desde amigos feitos a professores que foram mais do que educadores (amigos também). Se houve pensamento mesmo antes de adormecer na noite passada, estoirada de emoção e cansaço, foi para vós todos. Obrigada, por TUDO!

Thursday, March 26, 2009

K Galeria (a partir de 2 de Abril)

Secret Garden – A Children’s Tale Jardim Secreto – Um Conto Infantil Contos infantis, lendas, mundos de fantasia e histórias de fadas têm-me acompanhado desde que me lembro. Desde os álbuns de imagens que a minha avó me lia na sua cadeira de braços, de veludo cor de rosa, à primeira descoberta independente dos mundos feitos de palavras, até aos meus estudos – literatura, claro! – os contos têm desempenhado um papel importante na minha vida. Continuo a lê-los, agora como mãe aos meus próprios filhos e já era altura de escrever o meu próprio conto. E então fi-lo. Somente as palavras tornaram-se imagens e os retratos são fotografias dos meus filhos, dos seus primos e amigos. Jardim Secreto é um olhar para os seus dias quotidianos e para os seus momentos escondidos, um espaço onde as memórias da minha infância se encontram com o presente dos meus filhos e projecta-os para o futuro. É, obviamente, sobre amor e existe o puro prazer (visual) de vê-los crescer através do olho da câmara. A história da qual as crianças fazem parte é, por outro lado, ficcional. Enquanto que, no início deste projecto havia apenas imagens de crianças, os retratos pareceram encontrar rápida e naturalmente um complemento em paisagens mais abstractas, dando-me a possibilidade de interpretar e explorar a história com um pouco mais de profundidade. A câmara que estou a usar neste trabalho é, obviamente, uma Holga. Não são os brinquedos afinal, tal como as histórias, essenciais para crescer? Françoise Poos

Este sábado (28 de Março) no Deseo Bar!

Festa Flower Power. Quem disse que a época dos vestidos estampados e coloridos já tinha passado de moda? É favor APARECEREM NO DeSeO Bar, em Santos, para testemunharem o evento do fim-de-semana! Não há nada melhor que isto para afogar mágoas e dizer OLÁ à Primavera!

Monday, March 23, 2009

AMOR

«Algum dia eu haveria de entrar na normalidade dos que te amam. Amo-te. E dói escrevê-lo (que é pior, meu amor, do que dizê-lo). Amo-te, absoluta, impossível e fatalmente. E ouço, adolescente, uma música adolescente, para me lembrar de ti, porque lembrar-me de ti é lembrar-me que não consigo esquecer-te. E ouço música porque ouvimos música quando amamos, e tudo, no amor, é música, acústica da alma que se quer ser devorada, e, neste caso, dor (tão deliciosamente insuportável) de amar sem sequência nem expectativa de contrapartida, amar unicamente o puro objecto que desgraçadamente amamos. Isto é uma carta de amor, e é possivelmente ridícula (prova maior de que é, realmente uma carta de amor), ou porque perdi o hábito de as escrever, ou porque nunca tive a coragem de as enviar.«Não percebes porque é que não te falo? Ainda não percebes que, na personagem que de mim eu enceno, não cabe a ameaça de uma derrota, a antecipação do desencanto, a sombra de um vexame? Não te falo, para não saber que o que eu te digo é apenas a forma contida de te dizer outra coisa, mas que essa coisa não é do teu mundo, nem do mundo que eu construí, nem do precário mundo que a nossa fragilíssima ternura mútua arquitectou. E tudo isto é literário, eu sei, mas – que queres? -, a literatura é o melhor de mim e é o melhor de mim que vive dentro da minha cabeça quando estou contigo.«E depois, afastamo-nos. Beijo-te a correr, não sei se já reparaste, e quase fujo, porque sair do pé de ti é regressar ao que não és tu, o teu olhar e as tuas mãos, a tua alma e a tua voz, e isso, meu amor, transformou-se no insuportável intervalo entre dois encontros.«Esta carta de amor é um excesso (e isso prova superiormente que é uma carta de amor): eu amo não a ideia de amar-te (durante muito tempo, eu julguei que era apenas isso), mas a ideia de perder-me no meu amor por ti. E mesmo amar-te é um excesso, porque tudo aconselharia que eu me limitasse a mitificar-te, que é a melhor forma de evitarmos enfrentar a realidade.«Porque a realidade, aqui, é como uma dor difusa, tu sabes como é, um incómodo ainda não localizado, que progressivamente se vai definindo e acertando, até que, insuportavelmente nítida, a sua imagem se nos impõe como uma evidência. A minha dor é que eu comecei a amar-te, sem o saber, durante aquele breve período de tempo em que sair de casa era a promessa reconfortante de ver-te e falar contigo. Eu não sabia, repito, mas o tempo ajudou-me a definir essa pequena dor, tão secretamente pavorosa: cada vez que estou contigo (cada vez mais, meu amor, cada vez mais) é como se a minha vida se virasse do avesso. E é verdade, é cada vez mais verdade, que, quando penso nas coisas que ainda me falta fazer na vida, é em ti que penso. E tenho medo, como um animal que instintivamente foge do que sabe não poder atingir.«Eu penso em ti, ainda mais do que te digo, e tu estás em tudo, mesmo quando não te penso, tu és a grande razão, o horizonte sem nome que constantemente se desenha na minha imaginação de mim.«Há uns anos, este seria o momento de desmontar o discurso desta carta, de te mostrar os subtis mecanismos da alma e da máscara, de desdizer ironicamente o que já disse, de insinuar que, afinal, as-coisas-talvez-não-sejam-exactamente-assim. Mas as coisas são exactamente assim, e a carta, que poderia transformar-se num confortável exercício paródico, é, inevitavelmente, uma agonia e um embaraço. Esta carta é um acto de puro egoísmo, que eu até talvez nem tivesse o direito de praticar. É-te incómoda, necessariamente, e isso bastaria para que eu me abstivesse de a enviar, dentro de um envelope azul. Mas o azul fica-te tão bem, e as cores todas ficam em ti como tu ficas no mundo: exactamente.«Mas, repito: esta carta é um acto de puro egoísmo, é como se não tivesse destinatário. E, no entanto, é preciso enviá-la, para que seja uma carta de amor, para que faça sentido como carta. Para que seja amor. Mas podemos imaginar uma saída elegante: para que possas conservá-la como pura carta de amor, quero eu dizer, sem o embaraço de saberes que ela te foi escrita por alguém que não amas, não a assino. Dou-te tudo: até a hipótese de esta carta não ter sido escrita por mim.«(E não, esta carta não pode ter sido escrita por mim. És tu – em mim – que me faz escrever o que eu não escrevo. E isso é – de novo – o melhor de mim.)»
António Mega Ferreira

TimeOut (Lisboa)

Amamos A Barbie (que está cada vez mais nova)
A Barbie acaba de comemorar o 50. º aniversário e, temos de o dizer, está fantástica. Na verdade, ninguém lhe dá mais de 22, coisa que muita mulher de 50 anos desejaria. Não há rugas, não há rabos flácidos, não há netos, não há menopausa, não há crises de meia-idade. Tudo bem, continua a vestir-se como uma adolescente (às vezes como uma prostituta, vá), com decotes que não são dignos de uma senhora que se preze, mas que atire a primeira pedra quem nunca fez por ter um look mais jovem e apetecível. E se há coisa que não falta à Srª Barbie são curvas, por isso é deixá-la andar com as pernas de fora e mamas quase a tocar no queixo. Até porque não é só por ser boazona que tem vingado na vida. Em 50 anos de vida, esta mulher já foi hospedeira, modelo, professora, bailarina, astronauta, piloto de fórmula 1, cantora, polícia, médica, pianista e até candidata à presidência dos Estados Unidos. Versátil que só ela. Pelo meio, um divórcio que não deixou mágoas. E, verdade seja dita, já ninguém tinha pachorra para o Ken, o típico homem que vive às custas da fama da mulher. Levou um belo chuto no rabo, e só é pena ter sido tão tarde. Enfim, para a menina Barbie, uma salva de palmas. Ana Garcia Martins terça-feira, 17 de Março de 2009

De Fernando Alvim (um génio no que toca a escrever!)

Aviso: O texto que segue contém imensos palavrões e peço já desculpa por isso. Quero que entendam que não havia outra forma de explicar o que pretendia, não os usando. Os palavrões, sobretudo no domínio da escrita, nunca devem ser usados de forma gratuita e espero sinceramente, que os que seguem não sejam entendidos desse modo. Feito o aviso, mantenham a míudagem distante, certifiquem-se que ninguém está a ver e mantenham isto em segredo. Para todos os efeitos, encontraram na net ou coisa assim. De resto, este texto foi originalmente concebido para ser publicado no Jornal Metro onde escrevo semanalmente, mas compreensívelmente, não chegou a ser publicado. Eis o texto, em exclusivo, para os leitores deste blog:
Texto só para Intelectuais
Gosto de usar um bom palavrão de vez em quando, e acreditem que não é só na intimidade. Mas um palavrão mais do que uma qualquer palavrinha, não pode ser usado de forma displicente. Por isso é que é um palavrão caramba. Uma palavrinha é uma menina, um palavrão é um homenzarrão com barba rija. E um bom palavrão tem que ser dito com a boca toda, cuspindo ira e raiva, zurzindo revolta, revirando os olhos como nos filmes do Freddy Krugger e fazendo lembrar as manifestações da UGT UNIDADE SINDICAL, quando gritavam "40 horas já!" ainda com Torres Couto, ostentando um fartíssimo bigode. Daí que um palavrão não possa ser usado de animo leve. E foi exactamente o que se viu, no início dos anos 90, quando os trailers dos filmes portugueses os ostentavam de forma luxuriante. Ficou famoso o trailer de Adão e Eva, onde Maria de medeiros dizia: Vai à merda! e o outro Joaquim dizia: Vai tu. E em casa, em frente ao computador, eu comentava: De facto, deviam ir os dois. Contudo, o meu palavrão preferido é foda-se. No domínio da moda, diria que o foda-se é o Armani dos palavrões. Mas o mais curioso, é que usado de forma isolada, o foda-se não tem a impetuosidade que lhe é pedida. O foda-se, precisa sempre de um auxiliar, da mesma forma que o Jardel precisava do João Pinto para os centros, a Teresa Guilherme do Manuel Luis Goucha, os Gémeos Castro da maratona das amendoeiras. O foda-se precisa – e peço já desculpa pelo vernáculo – o foda-se precisa de um sonoríssimo caralho. Um foda-se caralho é superior a 200 foda-se. Eu quando estou muito chateado digo foda-se caralho, e quando só amuo e abano as orelhitas em sinal de resignação digo simplesmente, foda-se. Na verdade, digo foda-se e lá vou indo. No domínio dos palavrões, não há ninguém melhor que o pessoal da bola para servir de exemplo, e a esse nível constato com grande inquietude que o palavrão preferido dos jogadores de futebol é: "puta". A bola vai ao poste e "puta!". Bola fora e "puta!". E até já vi – aqui vos juro – o Liedson a falhar um lance de cabeça, olhar para o céu e quando todos pensavam que fosse pedir ajuda a Deus, apenas disse " puta!". Nisso os jogadores são diferentes dos treinadores. Os treinadores não são adeptos do palavrão "puta" mas tão só do já referido "Foda-se caralho". Treinador que seja um treinador a sério, tem que se levantar do banco logo a seguir a um lance falhado da sua equipa, e dizer um mais do que justíssimo: Foda-se caralho. Nomes como Jorge Jesus, José Mota, Toni e até Jesualdo Ferreira são dos melhores embaixadores do "foda-se caralho!". Autênticos foda-carelhenses de excepção. Não existissem estes valorosos homens e esta expressão não seria hoje esta estupenda referência nacional. Muito bonita, de resto.

You and Me

What day is it? And in what month?
This clock never seemed so alive
I can't keep up and I can't back down
I've been losing so much time
'Cause it's you and me and all of the people with nothing to do
Nothing to lose
And it's you and me and all other people
And I don't know why, I can't keep my eyes off of you
One of the things that I want to say just aren't coming out right
I'm tripping on words
You've got my head spinning
I don't know where to go from here
'Cause it's you and me and all of the people with nothing to do
Nothing to prove
And it's you and me and all other people
And I don't know why, I can't keep my eyes off of you
There's something about you nowI can't quite figure out
Everything she does is beautiful
Everything she does is right
'Cause it's you and me and all of the people with nothing to do
Nothing to lose
And it's you and me and all other people
And I don't know why, I can't keep my eyes off of you
and me and all other people with nothing to do
Nothing to prove
And it's you and me and all other people
And I don't know why, I can't keep my eyes off of you
What day is it?
And in what month?
This clock never seemed so alive
(Lifehouse)

Saturday, March 21, 2009

Lily Allen - The Fear

I want to be rich and I want lots of money
I don’t care about clever I don’t care about funny
I want loads of clothes and fuckloads of diamonds
I heard people die while they are trying to find them I’ll take my clothes off and it will be shameless
‘Cuz everyone knows that’s how you get famous
I’ll look at the sun and I’ll look in the mirror
I’m on the right track yeah I’m on to a winner I don’t know what’s right and what’s real anymore
I don’t know how I’m meant to feel anymore
When we think it will all become clear
‘Cuz I’m being taken over by The Fear Life’s about film stars and less about mothers
It’s all about fast cars and passing each other
But it doesn’t matter cause I’m packing plastic
and that’s what makes my life so fucking fantastic And I am a weapon of massive consumption
and its not my fault it’s how I’m program to function
I’ll look at the sun and I’ll look in the mirror
I’m on the right track yeah I’m on to a winner I don’t know what’s right and what’s real anymore
I don’t know how I’m meant to feel anymore
When we think it will all become clear
‘Cuz I’m being taken over by The Fear Forget about guns and forget ammunition
Cause I’m killing them all on my own little mission
Now I’m not a saint but I’m not a sinner
Now everything is cool as long as I’m getting thinner
I don’t know what’s right and what’s real anymore
I don’t know how I’m meant to feel anymore
When we think it will all become clear
‘Cause I’m being taken over by fear

Magnificent (U2)

Magnificent
Magnificent
I was born
I was born to be with you
In this space and time
After that and ever after I haven't had a clue
Only to break rhyme
This foolishness can leave a heart black and blue
Only love, only love can leave such a mark
But only love, only love can heal such a scar
I was born
I was born to sing for you
I didn't have a choice but to lift you up
And sing whatever song you wanted me to
I give you back my voice
From the womb my first cry, it was a joyful noise...
Only love, only love can leave such a mark
But only love, only love can heal such a scar
Justified till we die, you and I will magnify
The Magnificent
Magnificent
Only love, only love can leave such a mark
But only love, only love unites our hearts
Justified till we die, you and I will magnify
The Magnificent
Magnificent
Magnificent

Friday, March 20, 2009

Este sábado (dia 21 Março) no Deseo Bar!

Reza a lenda que na Primavera os passarinhos chilreiam mais alto, as florzinhas começam a abrir e a preencher os campos de cor, que o calor começa a fazer-se sentir, que as alergias começam a afectar as rinites e sinusites e que é bom começar em ir ao ginásio se quisermos ficar bem para o Verão. Ah, sim, as andorinhas reaparecem por nossas terras. Sendo que o fim de semana se prevê de chuva e sendo que a Primavera vai começar, aconselho mandar à merda a lenda que reza e ir até ao DeSeO (Largo de Santos- ao pé do Estado Líquido), beber um coquetail em nome da boa disposição que a estação pede! É FAVOR APARECEREM, pelo menos, BOA MUSICA É GARANTIDA!

Monday, March 16, 2009

Unfinished sympathy

I know that i've been mad in love before
And how it could be with you
Really hurt me baby, really cut me baby
How can have a day without a night
You're the book that I have opened
And now i've got to know much more
The curiousness of your potential kiss
Has got my mind and body aching
Really hurt me baby, really cut me baby
How can you have a day without a night
You're the book that I have opened
And now I've got to know much more
Like a soul without a mind
In a body without a heart
I'm missing every part
Massive Attack

Friday, March 13, 2009

Em Luto por mim mesma... Acabarei sozinha, mas acabarei de um só tiro.

Thursday, March 12, 2009

Este sábado (dia 14 Março) no DESEO BAR!

Olá amiguinhos/as! Esta semana (sábado, dia 14) o DESEO BAR (ao lado do Estado Líquido, em Santos) vai celebrar uma noite totalmente dedicada ao Rock. Para todos os que não passam sem grandes guitarradas e outras coisas que tais, façam o favor de APARECER E DIVERTIREM-SE À GRANDE! A entrada é de borla, ok?

Tuesday, March 10, 2009

Until the end of the world- U2

Haven't seen you FOR quite a while
I was down the HOLE just passing time
Last time we met was a low-lit room
We were as close together as a bride and groom
We ate the food, we drank the wine
Everybody having a good time
Except you
You were talking about the end of the world
I took the money
I spiked your drink
You miss too much these days if you stop to think
You lead me on with those innocent eyes
You know I love the element of surprise
In the garden I was playing the tart
I kissed your lips and broke your heart
You
You were acting like it was the end of the world
Love...love...love...love...love...love...Love...love...love...love...love...love...Love...love...love...love...
In my dream I was drowning my sorrows
But my sorrows, they learned to swim
Surrounding me, going down on me
Spilling over the brim
Waves of regret, waves of joy
I reached out for the one I tried to destroy
You, you said you'd wait till the end of the world.
U2- Achtung Baby
Damn, this song is good!

Monday, March 09, 2009

Isto é parte do meu signo semanal.. tem a sua piada, não tem?

"O seu relacionamento não é o que sonhou? Pois… o problema é esse mesmo… sonhou, idealizou! Vemos demasiados filmes românticos e, muitas vezes, ficamos com o nosso julgamento toldado e comprometido sem conseguir distinguir entre a ficção e a realidade. Um relacionamento de sonho não aparece do nada, precisa de ser construído e, naturalmente, leva o seu tempo e dá trabalho sim! Um olhar não basta para firmar um relacionamento; há que conversar, partilhar, conviver e conhecer…Portanto, o conselho desta semana é: Não vire as costas ao primeiro embate, seja na sua vida pessoal, ou profissional. Invista, comprometa-se e tente até à última hipótese. Uma oportunidade nunca passará disso mesmo se não for trabalhada!"

Sunday, March 08, 2009

No line on the horizon
I know a girl who's like the sea
I watch her changing every day for me
Oh yeah
Oh oh oh oh oh oh oh
One day she's still, the next she swells
You can hear the universe in her sea shells
Oh Yeah
Oh oh oh oh oh oh oh
No, no line on the horizon, no line
I know a girl with a hole in her heart
She said infinity is great place to start
Oh oh oh oh oh oh oh
She said "Time is irrelevant, it's not linear"
Then she put her tongue in my ear
Oh oh oh oh oh oh oh
No, no line on the horizon
No, no line
No, no line on the horizon
No, no line
The songs in your head are now on my mind
You put me on pause
I'm trying to rewind and replay
Every night I have the same dream
I'm hatching some plot, scheming some scheme
Oh yeah
Oh oh oh oh oh oh oh
I'm a traffic cop, rue du Marais
The sirens are wailing but it's me that wants to get away
Oh oh oh oh oh oh oh
No, no line on the horizon
No, no line
No, no line on the horizon
No, no line
U2

Friday, March 06, 2009

Life in technicolor ii (em memória de Afonso Tiago, 1981-2009)
There's a wild wind blowing
Down the corner of my street
Every night there the headlights are glowing
There's a cold war coming
On the radio I heard
Baby it's a violent world
Oh love don't let me go
Won't you take me where the streetlights glow
I could hear it coming
I could hear the sirens sound
Now my feet won't touch the ground
Time came a-creepin 'Oh and time's a loaded gun
Every road is a ray of light
It goes o-o-on
Time only can lead you on
Still it's such a beautiful night
Oh love don't let me go
Won't you take me where the streetlights glow
I could hear it coming
Like a serenade of sound
Now my feet won't touch the ground
Gravity release me
And dont ever hold me down
Now my feet won't touch the ground.
Coldplay

Festa Dia da Mulher no DESEO

Amiguinhos/as, depois do enorme sucesso que foram as festas de abertura do DESEO, novo conceito de bar e discoteca, venho informá-los da Festa Dia da Mulher, sábado, dia 7 de Março. Por duas bebidas, as meninas têm direito a uma prendinha da Pedra Dura. APAREÇAM! DESEO EM SANTOS (junto ao Estado Líquido).
The Scientist
Come up to meet you, tell you Im sorry
You dont know how lovely you are
I had to find you, tell you I need you
Tell you I set you apart
Tell me your secrets, and ask me your questions
Oh lets go back to the start
Running in circles, coming up tails
Heads on a silence apart
Nobody said it was easy
Oh its such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said that it would be this hard
Oh take me back to the start
I was just guessing at numbers and figures
Pulling your puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
Tell me you love me, come back and haunt me
Oh and I rush to the start
Running in circles, chasing our tails
Coming back as we are
Nobody said it was easy
Oh its such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
Im going back to the start
Coldplay

Wednesday, March 04, 2009

K Galeria até 28 de Março

Mar Fêmea a espera é uma hipotermia. é um lugar da noite. é um calendário de marés, são contas nos dedos, um murmúrio, uma vigília que aguarda o alimento e a sua boca. a espera é uma terra inundada, sem fronteira. é um vento que nos toca e leva uma parte da nossa erosão.por vezes as ondas não regressam à costa. a maré cheia torna-se insuportavelmente gorda, sem fundo, devorando a fome e a coragem de quem parte e de quem cá fica esvaído como um parto de um nado-morto. nelson d´aires Nota: Mar Fêmea é um trabalho a ser apresentado em duas partes - uma na inauguração e outra no encerramento. a inauguração apresenta fotografias de uma espera e é contada através de símbolos que são metáforas. Durante esse tempo, vai ser criada e produzida na íntegra a matéria de conclusão cujas fotografias substituirão as anteriores. quem espera emergirá no final. Mar fêmea, exposição de fotografias de nelson d’aires. valter hugo mãe Quem vive de encontro ao mar conhece dois sentimentos mais fortes, o desejo de partir e o martírio de esperar. É porque alguém parte que outros aprendem a espera, e esta fica sobretudo do lado das mulheres, esses humanos mais parecidos às flores e capazes de fincarem os pés na areia como sondas emocionadas que perscrutam incansavelmente as águas. As mulheres conferem ao mar o seu atributo feminino, põem-se diante dele, e quantas vezes dentro dele (que na minha terra foi uma mulher quem se atirou à tempestade para salvar um náufrago que se via morrer a uns metros depois das ondas loucas), e elas organizam cada pormenor da vida a partir dali: entre os barcos e o peixe, a educação e a esperança difícil de envelhecerem todos juntos, seguros, como se cada um tivesse a certeza de que mais dia que passa é uma sorte. As fotografias de Nelson d’Aires percebem muito bem esta condição à tangente do trágico. Percebem muito bem o monstruoso tamanho do mar que, sempre deitando-se tão ao pé de nós, nos parece chamar. Há uma espiritualidade profunda que justifica a coragem com que as gentes entram na boca desse monstro para o conquistar tão efemeramente. Há uma festa fugaz e um folclore que vai perdurando, desde logo nos ritos religiosos, na convicção de que algo invisível existe para tomar conta de todos, mas que nunca afasta esse perigo de sempre e sempre temido. Porque esperar também é esperar pelo que não vem, até que o coração se convença de que chega a hora de voltar a casa e suportar a dor. As fotografias de Nelson d’Aires mostram o momento mais feminino do mar, esse ponto de espera em que ciclicamente o quotidiano de muitos se torna. Todos os dias a água devolverá quem foi, ou o atrasará para um medo crescente, ou não o devolverá de todo, para o desespero de quem fica vivo. É esse momento de sorte ou azar que se prepara nas imagens deste fotógrafo. Prepara-se a festa ou o funeral, e mostra-se a expectativa, um certo abandono ao que o acaso quiser decidir. Esta será uma sina antiga, e antigas parecem as suas imagens, com o granulado acentuado do preto e branco e com a essencialidade da narrativa que contêm. São imagens que crescem por intensificação, mais do que pela profusão de elementos ou referências. Estamos no domínio de uma forte subjectividade, no qual o olhar do fotógrafo se impõe decisivamente, propondo uma leitura através dos seus maneirismos como se nos obrigasse a atender àquilo em que realmente acredita, como só assim se pode fazer arte. Perante estas fotografias havemos de entender claramente a preferência pelo espiritual do mar, que leva ao efeito cabal da homenagem às gentes do mar, cheias de especificidades e dotadas de uma vida outra, de difícil expressão mas tão expressiva. O trabalho deste fotógrafo tem sido invariavelmente marcado pelo registo da espontaneidade das pessoas comuns quando vistas pelo seu lado invulgar ou excepcional. Nelson d’Aires tem feito colecção daquela mistura estranha da fantasia com a realidade – e a realidade é toda ela dotada de fantasia –, porque as mais das vezes fascina-se com captar a transfiguração assimilada pela sociedade, seja de modo voluntário ou não. Quero dizer com isto que o seu trabalho é reconhecido grandemente pelo fascínio pela transfiguração que advém de duas condições distintas; a voluntária, observada nas tradições, por exemplo, como as que acontecem em romarias ou festejos populares, invariavelmente marcadas por crenças religiosas, onde encontramos os populares recriando personagens que remontam à mitologia de todos; e a involuntária, observada quando uma força maior obriga a um reposicionamento perante todas as coisas, como a contingência de um fogo ou a fatalidade de uma profissão ligada aos humores do mar. Emtodas estas situações a vida está no limiar da mudança, como que comprometida com o incerto, reajustando-se, reafirmando-se sempre como perecível, vulnerável e mesmo ao dispor. Mar Fêmea é o trabalho da espiritualidade que acontece quando a arte verdadeiramente se compadece com os homens, ao invés de os manobrar para valores relativos e meramente estéticos. Mar Fêmea é a afirmação de uma atitude humilde de admiração e aprendizagem com quem sabe algo sobre o duro ofício de sobreviver. Parece-me que essa é a procura essencial de tudo quanto Nelson d’Aires fotografa, o esforço da sobrevivência, gerado numa natureza com muito de insondável, visível num quotidiano de inesperados e orações. Resulta, como podem ver, em algo excepcional.