Friday, January 23, 2009

Todo o Amor do Mundo não foi suficiente.

"...todo o amor do mundo não foi suficiente porque o amor não serve de nada. ficaram só os papéis e a tristeza, ficou só a amargura e a cinza dos cigarros e da morte. os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram suficientes e foram demasiados porque hoje são como sangue no teu rosto, são como lágrimas..."
José Luís Peixoto p'lA NAIFA

Tuesday, January 20, 2009

Cansei o corpo na esperança de cansar a mente, mas não há forma de esquecer...

João Aguardela (1969-2009)
Hoje, quando eram 16.00 horas, a minha mente bloqueou, o meu coração ficou mais pequeno e os músculos contorceram-se. Tudo aquilo que conheci já era cinza e pó... Nunca me irei habituar a tal pensamento. Citando um amigo meu, P.: "O risco é pouco importante quando a unica certeza é a morte. E a morte é inglória sem obra. Estamos obrigados a não falhar."

Monday, January 19, 2009

"Ela sorriu.. e ele foi atrás..."- A Noite (Sitiados)

1969-2009 Obituário: João Aguardela, o músico pop das raízes portuguesas 19.01.2009 - 19h15
Vítor Belanciano e Henrique Mourão Foi ontem, no hospital da Luz, em Lisboa. João Aguardela, músico do grupo Sitiados nos anos 90 e, actualmente, membro do colectivo A Naifa, faleceu aos 39 anos, de cancro. A cerimónia fúnebre é amanhã, pelas 16h00, no cemitério do Alto de São João, em Lisboa.Aguardela fundou os Sitiados em l987, liderando, cantando e tocando baixo. Foi com esse projecto que começou a dar nas vistas na década de 90. Desde cedo ficou explícito que a sua ideia era combinar música tradicional portuguesa com linguagens como o rock ou a pop, um desígnio de fusão que nunca abandonou, como se constataria mais tarde com A Naifa e Megafone. O músico Jorge Buco esteve com ele desde o início. “Trabalhei com ele 17 anos, era espontâneo, criativo, sempre insatisfeito. Com ele, ou era para fazermos alguma coisa nova ou mais valia estarmos quietos. Tive a felicidade de ajudá-lo a pôr de pé muitas dessas ideias.”O amigo, e guitarrista dos Xutos & Pontapés, Zé Pedro, recorda-se dos primeiros tempos dos Sitiados. “Tiveram uma entrada de rompante e foram uma lufada de ar fresco”, diz, ao mesmo tempo que recorda alguém que “era entregue à causa” da música e que, em palco, era um “frenesim, aquilo a que se chama um 'animal de palco’.”“Deixa um grande legado para a música portuguesa”, afirma Carlos Moisés, cantor dos Quinta do Bill, da mesma geração que Aguardela, tendo gravado com ele Senhora Maria do Olival, para a antologia Filhos da Nação. “Teve um percurso singular, experimentando música tradicional portuguesa com outras roupagens. Tinha paixão pelo tradicional, mas vivência urbana”, diz, lembrando que quando começou Aguardela tinha 17 anos. “Era o mais novo de nós. Tinha um lado interventivo, inconformado.” Em 1992, os Sitiados editaram o álbum homónimo de estreia com o tema "Vida de marinheiro", que conheceu enorme sucesso, conseguindo que o grupo vendesse cerca de 40 mil exemplares. O segundo álbum, "E Agora?", é editado no ano seguinte e em 1994 a banda integra o projecto de tributo a José Afonso, Filhos da Madrugada. O "Triunfo dos Electrodomésticos", em 1995, Sitiados, em 1996, e "Mata-me Depois", em 1999, foram os álbuns que se seguiram. Em 2000 dão por encerrado o grupo. Para além dos discos, distinguiam-se pelos concertos foliões e por letras onde não se coibiam de comentar a realidade social portuguesa. Uma das suas canções mais emblemáticas, "A cabana do pai Tomás", apesar do tom de fábula, era sobre o escândalo Taveira.Um ouvido no tecno, outro no folcloreEm 1996, numa entrevista ao PÚBLICO, Aguardela interrogava-se “porque raio não há em Portugal música de dança de raiz popular?”, numa alusão ao facto de haver quem não aceitasse que combinassem tipologias tecnológicas, como o tecno ou rap, com folclore. Esse foi sempre o seu propósito. O projecto solitário, Megafone, voltava a denunciá-lo. O álbum homónimo, de 1997, era uma selecção de electrónicas acopladas a recolhas etnográficas – feitas por José Alberto Sardinha e Michel Giacometti – de cantos tradicionais. Era também uma aposta pessoal de Aguardela, que acreditava – antes do assunto se ter banalizado – que era possível lançar discos à revelia das editoras. Os três álbuns seguintes de Megafone seguiram os mesmos pressupostos, misto de cidade e campo, música popular e urbana, actualização de recolhas de música tradicional portuguesa por via electrónica. “Às vezes sinto que sou tradicional demais para o meio pop e que sou pop demais para o meio tradicional”, dizia ao PÚBLICO em 1997, a propósito de Megafone. A sua outra obsessão era a palavra. Em 2002, na companhia de Luís Varatojo, e uma série de vocalistas convidados, criou o projecto Linha da Frente, na tentativa de musicar poetas. Entre essas vozes estava a de Viviane (ex-Entre Aspas) que recorda que “tinha uma forma inovadora de fazer música”, realçando que “deixa um vazio difícil de preencher porque associava, como ninguém, a cultura portuguesa com coisas recentes”.Como consequência dos Linha da Frente, nasce em 2004 A Naifa, ao lado mais uma vez de Varatojo, com palavras de poetas portugueses para guitarra portuguesa e voz de fado melancólica sobre ritmos electrónicos lânguidos. Com três álbuns – o último dos quais é "Uma Inocente Inclinação Para o Mal" de 2008 – o projecto impôs-se, apostando na recriação do fado, sacudindo mais uma vez as raízes e as memórias portuguesas. Porquê essa obsessão? Talvez por isto: “se me perguntasse: 'gostava que Portugal fosse diferente?’ Sim, gostava, não me contento com o que é”, dizia ao PÚBLICO há dois anos.
in: Publico

Thursday, January 15, 2009

Providência Divina, ou imensa capacidade humana?

Sem uma, de certeza que a outra não teria sido possível. Sabem como o Cristo-Rei tem os braços abertos, em sinal de benção e protecção (ainda que fique de costas voltadas para a minha margem favorita)?, pois é.. afinal as asas dos aviões são como são, não só para o mesmo planar, mas também para proteger...

Monday, January 12, 2009

Legenda do dia@ RTP N

Claudia Paiva Silva 2009-01-12 21:10:20: Não é relvado verde, é tapete vermelho... Depois dos Globos de Ouro do cinema, vêm as estrelas de outras paragens, aquelas que com uma bola provocam imensas alegrias, tristezas, bem como, desdém. Contudo hoje é noite para se pisar o relvado vermelho, com vestidos de gala e smokings, deixando para os relvados verdes, os calções e t-shirts. Hoje é noite para a bola voar mais alto...

Hoje NÃO!

Epá, hoje não... a sério! Não me irritem ainda mais do que estou, não me falem para me lixar ainda mais a cabeça, porque estou mesmo muito muito irritada e triste. Sim, é véspera de exame, sim, é o inferno que sobe à Terra todos os semestres, mas por variados motivos hoje é daqueles dias em que me apetece partir a loiça toda! E só com muita dificuldade chego ao patamar do "respira, Cláudia, respira!" que querem que atinja. E não, não tem que ver com sulfuretos maciços vulcanogénicos ou com SEDEX ou com depósitos de Skarn ou depósitos de Pórfiros.. pura e simplesmente tem a ver comigo e com a minha falta de controlo sobre a minha vida. E quando há dias em que me aguento à bronca e faço de conta que está tudo bem, hoje não é bem assim, hoje estou mesmo mal disposta e se não fizer tudo o que tenho a fazer até à meia-noite, aí sim, entro em desespero completo. E o frio... Ai Meu Deus, os meus dedos estão gelados e os ossos das mãos doem-me e não há luvas e aquecedores para isto. Estou irada! A sério, ira é um dos pecados mortais que mais se adequa à minha pessoa hoje. Mas tudo bem, seguindo o conselho de R.: "só mais um mês e depois já podes pensar noutras coisas"; Oxalá! e seguindo um outro conselho de P.:"tenho que parar de me armar em parva!"; será certamente mais difícil.

Wednesday, January 07, 2009

Pequenas revelações (6 Jan. 2009)

Não sei bem porquê mas há já uns dias que andava com ela fisgada. Concretizei ontem em jeito muito inocente o querer falar contigo. O meio de comunicação é irrelevante,- sempre o é-, embora deva confessar que tremo sempre que oiço a tua voz e fico com a barriga em modus operandi centrifugação 800 rpm quando te telefono. De uma forma pessoal é quase impossível devido à distância e aos horários desencontrados e começo a acreditar que a nossa (minha) falta de pontaria e timing são reveladores de algo maior que nós dois, o que me leva a acreditar igualmente que quando nos juntarmos acontecerá o mesmo que da 1ª vez, uma calma, uma amizade, uma sensação tão próxima de familiariedade que é como se eu te conhecesse há anos, e, aqui entre nós, até é verdade, por seres quem és, embora nunca me tivesse passado pela cabeça conhecer-te ao vivo e a cores, tratar-te por "tu" e dar-me ao "luxo" de poder contar com a tua amizade e sábios conselhos de pessoa mais velha e de homem, que digam as feministas o que quiserem, dão sempre jeito.
Mas há algo mais, há algo que me atrai em ti há já esses tantos anos, uma coisa que nunca cheguei a perceber e não me atrevo a questionar ou a pôr em causa, mas sei que de vez em quando, como hoje, resultado se calhar da nossa troca de mensagens instantaneas de ontem, apanho-me distraidamente a sorrir. Lembro-me de ti e fico bem, mesmo que saiba que à minha frente vêm tempos atrozes; não me posso deixar abater e devo pensar que as coisas vão correr bem, porque se correrem mal, pior não ficam- de certa forma tu é que me disseste isto.
Talvez seja simplesmente de mim, a minha típica atracção por homens mais velhos mas, definitivamente mais experientes e conhecedores melhores da capacidade humana. Tenho dias em que me sinto apaixonada por ti e hoje é um deles...Lá estou eu a sorrir novamente.

Sunday, January 04, 2009

É com muito prazer que adicionei (só para não acharem que sou anti-semita, como já me chegou às orelhas) a Rua da Judiaria, ao meu Universo Bloguístico. Não é por ser o que é, nem por representar nada.. Apenas acho interessantes os textos publicados e o facto do autor em questão ser de uma das mais antigas famílias judias portuguesas e ter tido "tomates" para deixar este país tão "lindo" que temos e rumado para terras mais ocidentais que nós. Eu também lá hei-de chegar...

Mais do mesmo: mas eu quero ler comentários! Positivos, negativos, a favor, contra.. Democracia pessoal! Vá lá!

"Na Palestina há duas nações. Duas nações sobrepostas que se odeiam e se perseguem. Dois povos discriminados, atirados para a “Terra Prometida”, pela arrogância e hipocrisia dos países ocidentais. Foram eles que, no post-II Guerra Mundial, decidiram colocar num mesmo território judeus e palestinos, sabendo ou devendo saber que eram incompatíveis. Os judeus receberam um país como indemnização de guerra. Foram tratados com a deferência que a sua condição de vítimas do nazismo parecia merecer. A comunidade judaica exigiu aquele bocado de deserto, quando chegou a haver planos para a sua instalação em Angola e noutras regiões de África. Teimaram na “Terra Prometida”, donde tinham sido expulsos há mais de mil anos e os tontos negociadores não só cederam como acrescentaram um chorudo pacote de armamento para despejarem os “infiéis” que por lá andassem. Como sempre tenho dito, a única forma de regular sensatamente esta indemnização de guerra teria sido a cedência da Baviera ou da Vestefália ou de qualquer outro estado alemão para instalação dos judeus dispersos. A Alemanha pagava em território o holocausto nazi. Assim, apenas se arranjou um novo holocausto, agora na Palestina e com gente que não tinha nada a ver com isso! Os palestinianos encerrados em faixas, enfaixados em muros, controlados por barreiras, vigiados electronicamente, num “apartheid” sem emprego e sem esperança, votam desesperadamente em partidos extremistas que os manipulam até ao suicídio bombista, num fanatismo religioso inglório e pecaminoso. É óbvio que os judeus têm direito à segurança. Não querem terrorismo, nem bombas na cabeça. Estão no seu direito. Deram-lhes um território. Querem paz e desenvolvimento… Os palestinianos também! Só que a paz de uns é a guerra de outros e vice-versa! O que está em causa neste momento, contrariamente às opiniões maniqueístas que nos querem impingir, não é a religião, nem a intolerância. É a falta de vontade política. É a manutenção da arrogância ocidental, por um lado, e da argúcia de certos países e grupos de pressão islâmicos interessados em manter o conflito, por outro. Quando desaparecer aquele foco de luta que, simbolicamente, representa a disputa entre a supremacia entre as civilizações ocidentais e orientais que pretexto haverá? Será que querem mesmo a paz ou os negócios da guerra continuam a ser os mais rentáveis? Tudo isto poderia ter sido evitado em 1950! Perante este cenário é espúrio falar nos estados de alma do Presidente da República, nas maravilhas do orçamento de Sócrates ou no facto de os “gays” não serem ecológicos, segundo o papa… Sessenta anos depois da Declaração dos Direitos Humanos continuamos sem olhos em Gaza! Jorge Pinheiro"

in: http://www.olhardireito.blogspot.com/

P.S.- Antes do desmembramento dos Balcãs, as populações ortodoxa, muçulmana, judia e cristã/católica, viviam em paz.

Ainda mais atrás no tempo, numa região designada por Salónica, os mesmos povos anteriormente referidos também viviam em paz.

Em Jerusálem, há mais de 1000 anos atrás, cristãos, judeus e muçulmanos viviam em paz (ou pelo menos faziam o esforço para tal). O que terá acontecido desde essas alturas??

Friday, January 02, 2009

Take My Hand

Psicologia de algibeira...

"Having portrayed the villainous Lord Voldemort in two previous "Harry Potter" movies, Ralph Fiennes opened up about what he thinks of the pivotal character in the "Harry Potter" franchise. Talking to Variety, the 45-year-old confessed that he initially hesitated about the role, "I hesitated for a bit before committing to the role because it sort of requires you to personify evil, and I don't know how you do that." The actor who has been seen as Voldemort in both "Harry Potter and the Goblet of Fire" and "Harry Potter and the Order of the Phoenix" further analyzed the character as a rejected person, envying Harry for being loved. "I latched onto what was maybe crude psychology in working out Voldemort's obsession with Harry. Harry was loved by his parents, which Voldemort can't stand," he explained. "He is, of course, a rejected person. It's quite basic: the rejected child who's emotionally been denied affection turns violent. You have to suggest there's more there, a life, a spirit, a mind. It isn't just a creepy voice and makeup. I always think you can find more in something. It's good to just keep asking questions until someone says cut."

A caminho dos Oscáres: Parte 1

"Why is a film that's seemingly so respected by fans and critics fighting for a little metallic recognition? Two factors are working against it: its own success and politics.

Genre-based box office smashes don't fare well come award time. Most of the time, audience-friendly blockbusters can't carry the aesthetic water needed to earn them. There are exceptions, including The Silence of the Lambs, Titanic and The Lord of the Rings: Return of the King, that burn through ticket receipts and steal away with statuettes. But the likes of Star Wars, Raiders of the Lost Ark and Jaws will be remembered as masterpieces that Oscar ignored.
Dark Knight seems to have the critical buzz needed for an award-worthy pedigree. That leaves Hollywood's politics as the film's archenemy come nomination time. Somehow -- while it's very unlikely Nolan or co-writer David Goyer intended such an effect -- Dark Knight garnered a reputation as a conservative movie. The theory goes that the film's message ("Some men just want to watch the world burn") is not touchy-feely Hollywood-friendly. Those politicos who seized on Batman's cape said the movie's success proved that Americans support the war on terror -- an idea that doesn't sit well with industry types who tend to (brace yourself) lean to the left and will never support anything remotely close to a neoconservative concept (perhaps with good reason). Finally, Batman himself has been compared to President George W. Bush -- the unpopular enforcer protecting an angry public from a monstrous foe.
All of this was heaped on Dark Knight long after it was conceived, written, directed, edited and released. It was never intended as a political film but as a crime-based, psychological morality play. With high-quality, yet more Hollywood-friendly political films like Milk out there, Dark Knight may have to settle for being the biggest smash hit of all time. Poor Warner Bros. Images courtesy Warner Bros."