Thursday, December 17, 2009

Tremeu mais umas 14 vezes... chamam-se réplicas.

Outra coisa que notei ontem à noite foi que muita gente, às 01.30 da manhã está colado ao Facebook. Bom.. aparte deste "aparte", reparei que a maioria das pessoas que deram o seu testemunho online afirmaram que sentiram (tal como eu), oscilação nas suas casas, em alguns casos de forma bastante violenta; violenta no sentido do chão tremer, paredes e tecto vibrarem, etc. Nada caiu, nada saiu do lugar, mas pergunto-me até que ponto as construções actuais e mais antigas estarão realmente preparadas para algum de magnitude "excessiva". Todas as casas que ainda subsistem do tempo do Marquês de Pombal (aquele que disse "Enterrem-se os mortos, cuidem-se os vivos" lembram-se?), estão seguras. A estrutura em "gaiola" é realmente ideal, mas é reconhecido que muitos dos prédios da Baixa Pombalina têm sido alterados ao longo dos últimos séculos de forma a ficarem com os rés-de-chão mais amplos, muito devido ao desenvolvimento do comércio. Todas as lojas existentes na Rua Augusta/Rua do Ouro/Rua da Prata e adjacentes coincidem em prédios antigos e pode-se verificar que as mesmas estão suspensas apenas pelas paredes, sendo que a estrutura mestra pode ter sido removida desses andares. A sustentabilidade pode ficar assim comprometida, provocando o colapso do edifício.
Obviamente que nos dias que correm, outras técnicas serão claramente aplicadas e, muito provavelmente que alguns prédios mais modernos possuam um sistema anti-sísmico. O problema é que a construção desenfreada em zonas de risco geológico, auxilidadas por uma falta constante de fiscalização, podem dar a origem a sérios problemas, como deslizamentos de terras, inundações, fracturas e colapsos parciais. Acho que no conjunto terá sido isso que me fez mais confusão ontem; a quantidade de casos em que a estrutura das habitações foi posta em causa.

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