Saturday, April 18, 2009

Medo de mim.

Terei provocado em ti um mistério tão grande, uma tal curiosidade que se revelou em medo? Será que não deverias saber que há coisas que não se discutem ou decidem só porque sim? Será que o medo pelo desconhecido que te causei te levaram a afastares-te de mim? Como queria eu gritar o teu nome, explicaram-me que posso agarrá-lo gritando em surdina, mas sei também que por capricho não te posso prender a mim. Mas sei que te marquei e sei que agora te escondes e foges porque não pode ser, porque não queres magoar a outra pessoa que amas, porque nem me conheces e tens receio em o fazer. Soubesse eu que quando estive nas margens do Douro isto me iria acontecer e ter-me-ia rido do ridículo em que tudo se tornou. Como pode um homem mudar tanto se já te expliquei que não te quero perturbar? O medo faz mal à alma humana, não nos deixa sonhar e desejar, só que eu não o tenho ou sinto, e desejo-te; não o irei lamentar, não terei pena de mim, mas um dia, quando perceberes, não te vou explicar nada. Tudo tem um tempo certo e se não é por agora, não será no futuro. Quando regressar às margens do rio, não quero pensar em ti, mas sei que o farei, nem te direi que aí vou. Sei que não terás tempo para mim.

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