Wednesday, December 23, 2009

Foi só uma chuvinha e um ventinho.. não percebo a razão do cagarim..

Portugal é realmente um país da ponta da Europa...

É triste, mas nem com a porra do tempo atmosférico, Portugal ganha o mínimo de destaque. Temos frio a menos, temos chuva a menos, temos neve a menos, teve vento a menos. Os nossos Invernos continuam a ser suaves e quase tropicais quando comparamos com os outros países. Não interessa que a região Oeste TENHA SIDO MUITO AFECTADA PELO MAU TEMPO, que continuaremos a ser um país de merda. Isto cá dentro. Lá fora: tivémos, ou melhor, tiveram, umas centenas de pseudo-cientistas, governantes e políticos, durante 2 semanas e 1/2 em Copenhaga, a fazer um cu! Ou melhor dizendo a não fazerem nada. Foram lá passear. Passar umas mini-férias na Dinamarca deve ser giro. Eu também gostava, principalmente porque não tinha que trabalhar. Porque aquilo que eles fizeram, ou seja, nada, foi mesmo isso.. NADA. E não fazer nada deve acabar por cansar. Assim que a cimeira acabou, PIMBAS! mau tempo nos "states", mau tempo na Europa, mau tempo no raio que o parta. Só me conformo no dia em que vir o nível médio das águas subir tanto que eu, como não sei nadar, morra afogada e veja a MERDA DESTE PLANETA E DESTE PAÍS E DESTA GENTINHA ESTUPIDA, morrer também. São estes os meus votos para 2010. Passem bem!

Saturday, December 19, 2009

Soube-se ontem que o letreio à entrada do Campo de Concentração de Auschwitz na Polónia foi roubado. Desta vez é que não consigo compreender qual a razão para tal acto, nem quem poderia tê-lo realizado. Não acredito que tenham sido alemães de esquerda, até porque desconhecem-se quaisquer delitos por eles efectuados; pode cruzar-me por breves instantes, apoiantes extremistas muçulmanos que de tanto ouvirem o Holocausto ser uma mentira, tenham interiorizado a ideia de forma a cometerem mais este crime. O pior cego é aquele que fecha os olhos e não quer ver. É tão criminoso aquele que mata como aquele que esconde a culpa. O Holocausto aconteceu quer se queira, quer não, quer se goste do povo judeu, quer não, e uma das frases mais marcantes dessa época de horror (muitas outras se seguiram), "O trabalho liberta", "Arbeit macht frei", não pode ser esquecido, não pode ser roubado para que ninguém veja ou se recorde ou, pior ainda, venha a saber que isso ocorreu. Não compreendo, nem aceito. Tenho muitos defeitos, cometo erros e injustiças, posso não gostar de determinados povos e culturas, mas fechar-me à sua História, que invariavelmente terá marcado a História Mundial, é o pior erro de todos, o pior crime a pior ameaça à civilização dita moderna. O futuro constrói-se a partir do Passado. E este nunca pode/deve ser esquecido.
Porque o blog é meu e só lê quem quer, o que quer e quando quer. Não devo satisfações a ninguém e muito menos tenho que seguir o rebanho no que diz respeito à escrita e aos temas abordados.

Para muitas é uma perca de tempo. Com tanta coisa para se fazer, não se perdem minutos preciosos a ver uma merdice destas na televisão, muito menos quando se trata de uma novela brasileira de merda. Bom, por acaso a última que vi (e gostei) chamava-se Paraíso Tropical (2007), e apresentou ao mundo português um magnífico rapaz que, por acaso começou com o pé direito a interpretar o vilão. Mas a isso já chegaremos.

Estava a dizer que a maioria das pessoas com quem me dou afirmam que não vêem este tipo de coisas porque não merecem a pena. Talvez tenham razão, mas eu vejo quando gosto, mesmo que seja uma história escrita em cima do joelho.

Viver a Vida é isso mesmo, uma história que começou muito bem, a ser filmada em Maio/Junho em países do Médio Oriente e tal, que parecia ser mais uma daquelas (via Manoel Carlos) com tudo para ganhar. Agora sabe-se que o autor, com 70 e tantos anos, não é nem um Saramago, nem um Lobo Antunes, escreve muito devagar…tão devagar que os episódios chegam a ser transmitidos no mesmo dia em que foram gravados.

Mas a ideia aqui é de classificar as personagens; alguma principais, outras nem tanto. E para mim, uma novela que no país de origem já está quase a meio, não reserva muitas surpresas. Se reservar é porque realmente está a ser muito mal redigida.

Helena (Taís Araújo): é a típica não-heroína da história. Geralmente o autor costuma utilizar sempre uma Helena nas suas histórias, mas de há uns anos para cá, estas têm-se tornado fraquinhas, deixando sempre o mega protagonismo para as rivais/vilãs. Este deve ser o caso (quando finalmente aparecer (?) uma inimiga público-privada). Helena tem tudo para ser feliz, é uma famosa modelo internacional, conhece grande parte do mundo, tem dinheiro suficiente para viver bem e para ajudar a sua família, teve já os seus romances e problemas também e diz ser independente. Realmente parece, mas quando chega à parte do casamento e marido, o caso muda de figura e esta Helena perde diálogos, passa para 2º plano. Um fracasso enquanto personagem.

Tereza (Lília Cabral) :

em relação a esta personagem só posso dizer que ainda bem a Lília Cabral nunca ter sido escolhido como Helena destas novelas. Não faz o papel de malvada, mas sim de mulher madura que se divorciou ainda gostando do marido, que vê o mesmo casar com uma mulher mais nova que, vejam só, tem a mesma profissão que ela teve um dia e que, a pedido do legítimo esposo, deixou de lado. É daquelas pessoas que nós compreendemos os sentimentos, as perdas, as angústias, e até lhe damos razão quando é hora de atribuir culpas pelas desgraças. É das melhores personagens conseguidas para esta novela e rouba, sem qualquer dúvida o brilho que Tais Araújo poderia ter.

Luciana (Alline Morais): esta é fácil. Mimada, filha de pais ricos, gira, gira e gira, modelo, com um namorado q.b.; vai fazer um desfile na cidade de Petra, na Jordânia porque Helena, a nova mulher do pai e amiga/colega/rival das passereles assim pede ao agente das duas, mas não sabe que a razão é essa. No regresso sofre um brutal acidente onde (só ela) fica magoada. Para quem vai ver a cena aviso o seguinte, no meio de toda a confusão, são várias as raparigas que andam aos trambolhões tipo máquina de lavar. Só a Luciana é que fica mal. Chama-se a isto ter azar, muito azar com a personagem. Digamos que de certa forma, a Lu, é a desgraçadinha da história que serve de mote para o título da novela. (Todas as novelas do Manoel Carlos têm tido uma componente moral forte, ou assim ele pensa).

Renata (Bárbara Paz): namorada de Miguel, o médico. Louca e viciada em álcool. Como também quer ser modelo ou actriz não come para emagrecer, trocando comida por bebida, dando origem a momentos embaraçosos. É, contudo muito humana e perspicaz, e quando sabe que está a mais retira-se sem fazer quaisquer ondas. É totalmente insegura e com uma auto-estima pior que a minha, mas quando Osmar lhe dá a oportunidade da vida dela, torna-se um pouco mais confiante. Por agora tem-se portado bem (episódios no Brasil), já não bebe tanto (que isto não era assim, de um dia para o outro) e vai fazer a campanha publicitária de uma marca de roupa, embora continue com inúmeras inseguranças.

Vamos aos homens que até à data são os mais importantes:

Marcos (José Mayer): caramba! Péssimo marido. Já o era na época de Tereza, quando a traía a torto e direito dando origem a filhos bastardos e tudo. Assim que vê Helena a caminho do estrangeiro (ainda que contra gosto) enrola-se com uma tipa que encontra em Búzios (zona de praias a 2 horas do Rio de Janeiro, se para Norte ou Sul, é-me completamente irrelevante); bonito que agora a gaja está grávida. Portanto, para mim, e pelos vistos para Helena também, a fidelidade é uma coisa séria, importante, que não deve ser perdoada. Quando ela souber, vai ser giro. E ainda “só” estamos no episódio nº 82.

…. Deixa-me ver mais homens… ah sim, claro!

Miguel (Mateus Solano): até poderia escrever sobre a personagem gémea, Jorge, mas como é interpretado pelo mesmo actor (que deveria receber salário a triplicar pela quantidade de cenas que faz como irmão de si mesmo) e não lhe acho muita piada (é o ainda-namorado da Luciana, arquitecto, sempre de sobrolho carregado, um bocadinho beto na forma de vestir) não falo mais do que já falei. Miguel é, por seu turmo, uma ternura. É médico, tem paciência infinita para a Renata (Bárbara Paz) que sofre com alcoolismo, é giro, giro e giro, bem mais leve do que o irmão e, antes do acidente com a Lu, andava sempre a meter-se em confusões com o mano. É o típico namorado de família bem, mas sem dar estrilho por isso, que todas as raparigas querem, mas não podem ter porque geralmente já várias outras também andam a rondar o pitéu.

Bruno (Thiago Lacerda): é filho ilegítimo de Marcos e andou semi-enrolado com Luciana na Jordânia (ou seja, incesto não consumado). Pelo menos é o que se diz pelo Internet e eu acredito, mesmo que não se confirme nunca. É fotógrafo freelancer, mas quando regressa ao Brasil, depois de saber do acidente, acaba por se tornar fotógrafo de moda. É um aventureiro (ou seja, deve também ter resmas de dinheiro na conta bancária) e, juntamente com Filipe (Rodrigo Hilbert), farta-se de viajar. Não posso escrever muito mais porque em Portugal o rapaz ainda está nas “arábias”; no Brasil já regressou e ainda não aconteceu nada de especial. (Presume-se que se vá enrolar com Helena quando esta descobrir que o marido lhe pôs um par de cornos enquanto viajava).

Posso falar do Osmar?? Posso, posso????

Osmar (Marcelo Valle): esta é a personagem que eu quero para o sapatinho. O brasileiro que a je nunca irá conhecer, porque já teve essa oportunidade e deixou escapar por entre a porra dos dedinhos das mãos. É o agente da Helena e da Luciana. É o tipo que, juntamente com Marcos, mais tem chorado no total dos episódios até hoje. É também o tipo que mais beijos tem dados em tudo quanto é mulher na novela e isso mete-me um bocado de coiso. É querido, é produtor de moda, é aquele rapaz que está sempre lá quando é preciso, que nos levanta o astral, que diz que somos lindas, mesmo quando estamos gordas e desmaquilhadas e, no caso da Luciana, deitadas numa cama, tetraplégicas, é o homem que nos diz o que havemos de vestir, o que combina e não combina, o que é trend e não fashion. Não sei se a personagem é gay (parece que iria virar bissexual com filho…), mas prefiro-o gay e bi, do que andar enrolado com uma tipa qualquer. (Na realidade já tenho uma pessoa que me faça isso tudo. O P., com a excepção do vestuário, claro.

Gustavo (Marcelo Airoldi): é o cómico de serviço. Um mulherengo eterno, mas diferente de Marcos. Mete-se com todas, mas na realidade só se enrola mesmo com a prima da mulher. Anda a ser chantageada pela empregada depois de ter sido apanhado a beijar a primeira. E fala inglês bem que se farta, ao contrário do que dizem no próprio Brasil. Chiça! Percebi que eles são como nós no que diz respeito à ficção nacional, arrasam tudo e nunca gostam de nada. Bom, fala bem que se farta sim, com sotaque e tudo.

Mas depois de tantos semi-chifres à mulher, ainda vai chegar a vez dele provar um pouquinho do próprio veneno.

Vilãs/Mazonas da fita:

Vou falar de duas, mas para mim só uma é que é o demónio.

Isabel (Adriana Birolli): 2ª filha de 3 de Tereza e Marcos. É o diabo em forma de humano. Só está bem quando humilha os outros, por vezes a irmã mais nova, Mia (Paloma Bernardi), muitas vezes Renata, amiga da família. Invejosa desde criança, nunca fez nada sem ter um propósito escondido. Quando Luciana tem o acidente a suposta preocupação transforma-se numa raiva ainda maior vendo que os pais e as amigas viram as atenções para a mana mais velha. Esconde o vídeo que Luciana, Osmar, Helena, Bruno e Filipe fizeram para Tereza pelo seu aniversário e costumava vê-lo imensas vezes, naquilo que muitas pessoas chamam de prazer mórbido. No episódio de ontem à noite (em Portugal), Renata avisa-a: “Sabe o que a gente vai fazer um dia? Nós todas? Vamos pegar você e dar uma valente surra”. Pois, talvez assim ela vá aos eixos, que até agora, nem com as “cinturadas” da mãe ela reconhece a própria maldade.

Dora (Giovanna Antonelli): mas será que se pode mesmo considerar Dora a vilã da novela? É que so far não tenho visto nada de demais. Sim, enrolou-se na praia com Marcos, mas para já ela nem sabe que o Marcos É “o” Marcos; nunca mais o viu, embora seja amiga de Helena, não faz ideia de quem era aquele homem, onde mora, onde deixa de morar. Não sabe de nada. Viu a marca da aliança e disse que não queria saber se ele era casado ou solteiro, que não lhe iria pedir nada ou complicar-lhe a vida. Pois, mas agora está grávida e, ainda que morando em casa do patrão (Garcia), que a adora e adora também a filha, Rafaela, não sabe o que fazer. Só sabe que pode ir morar com Helena, na casa desta, como babysitter do filho que ela espera. De resto, não faz ideia de mais nada. Virar má agora, quando a novela irá acabar para Maio/Junho, tendo estreado em Setembro? Não me parece. Se assim for, será tudo muito apressado e as Helenas costumam encontrar problemas com as rivais logo no comecinho das historietas.

Convém realmente explicar a razão pela qual as novelas continuam a chamar a atenção de tantas pessoas. Primeiro, fazem sonhar, segundo, mesmo com um cenário perigoso por fundo (Rio de Janeiro), ainda dá para acreditar que é possível, com algum dinheiro, viver bem no Brasil. Sem dúvida que para os próprios brasileiros estas novelas da Globo, realizadas nos estúdios da Projac, são uma afronta, que não passam de historietas de “dondocas” ou seja, mulheres ricas, sem grandes problemas, que comem várias refeições por dia. Resta saber como é que ainda resistem. Porque o Brasil continua a apostar no que é nacional, porque não faz importações, porque é um dos países que geralmente nunca passa notícias internacionais. E para quê? Com toda a sua dimensão, com todos os seus problemas sociais não precisam de se preocupar com os dos outros. Bom, será contraditório, mas continuam a ter sucesso e, devido à proximidade com Portugal, basicamente através da língua, continuam a ter audiências por cá, numa altura em que a ficção portuguesa voltou a cair em desgraça com temas/histórias que não despertam a atenção.

Mais dia, menos dia, assalto a gota de Fairy....

Friday, December 18, 2009

Ontem o dia foi bom para as Testemunhas de Jeová

Durante a madrugada, um abalo sísmico. Durante o dia, o Governo decidiu finalmente ter tomates e ir para a frente no que toca a casamentos entre pessoas do mesmo género. Eu bem que as vi durante a manhã a pregarem os "dias do fim", mas aposto que não estavam à espera do que viria a acontecer mais tarde. E ainda leio que um militante/deputado do PSD afirma que aceitar casamentos destes é o mesmo que aceitar uniões entre irmãos. Só se for com irmãos brasileiros/as, de certeza, darling. (Apre, apetecia-me imenso ser papel de pastilha elástica esquecido num fundo de um bolso de casaco ou mala, de um destes seres, para saber se na sua vida privada seguem a Bíblia a dedo. Cheira-me que não.).
Pastilha elástica de menta, ou melancia. (they're the best ones).
Resta saber se o senhor Presidente da República se lembra de não aprovar a Lei, escondendo-se por detrás da já batida frase "Portugal tem problemas mais sérios e importantes com que se preocupar..." Ora, mais me ajuda, se é esse o caso, despacha-se já este assunto para nos concentar no que realmente interessa.

Lamento não ter um país para comparação...

Tenho lido em blogs de portugueses a residir no estrangeiro europeu que cá, em Portugal, não está frio nenhum, que frio são temperaturas negativas, que nós devíamos era estar caladinhos. Ora, peço desculpa a esses mesmos conterrâneos que vivem além de Espanha. Não posso ter um grau de comparação porque simplesmente nunca vivi ou estive de passagem por qualquer país desse mundo fora durante o Inverno, portanto apenas posso imaginar que sim, se com 8ºC às 14.00 em Lisboa eu sinto frio.. muito até, vivendo numa região onde as temperaturas rondam os -4ºC, iria com certeza sentir-me bem pior; mas lá está. Não tenho como comparar. O máximo que consigo é recordar os dias que estive na Alemanha (Colónia e Dusseldorf), poucos dias antes do Mundial de futebol, onde se fez sentir um friozinho e umas rajadas de vento que, sem dúvida, eu voltei a sentir nos dias que têm passado. E estava em Maio, pelo que não posso sequer ver na minha mente, como será um Inverno num país desses. Lamento que possa parecer uma menina de leite, mas que está frio, para os padrões nacionais, está! E por muito que queiram insistir que aí fora está mais frio, por mim, na boa. Acredito em vocês, mas não nos obriguem a fazer comparações um bocado à toa.

Thursday, December 17, 2009

A identificação de um edifício Pombalino é feita essencialmente pela existência da estrutura gaiola, que consiste num sistema de pórticos tridimensionais contraventados de madeira, perpendiculares entre si. "São geralmente constituídos por cinco pisos, com rés do chão de comércio e restantes andares de habitação, apresentavam apenas variações de pormenor: no 1º piso tinham janelas de sacada, 2º e 3º pisos janelas de peitoril e no 4º piso águas furtadas. A altura das fachadas seria aproximadamente igual à largura das ruas principais e sempre a mesma dentro de cada quarteirão". rés-do-chão amplo e rasgado para permitir a instalação das lojas ou armazéns; escadas e acessos aos andares passam ocupar um espaço muito mais importante; aumento do pé-direito fixado em 16 palmos, cerca de 3,70m, para o rés-do-chão e primeiro andar, sendo o dos restantes pisos o que coubesse na altura disponível prevista para o quarteirão; paredes de fachada principal rasgadas por várias e grandes janelas; aproveitamento das águas-furtadas e mansardas; existência de paredes divisórias de tabique esbeltas, com acabamento por fasquiado e uma espessura total entre 0,10 e 0,12m que apresentavam uma notável elasticidade e uma boa resistência às acções verticais, permitindo até o aumento dos vãos; quando colocadas ortogonalmente, de forma a cruzarem-se entre si. Estas paredes melhoravam significativamente o comportamento estrutural do edifício; todas as paredes exteriores dos edifícios que formavam os vários quarteirões foram envolvidas pela gaiola tridimensional de madeira. Acima do rés-do-chão existe um sistema de travamento tridimensional que confere ao conjunto uma boa ductilidade - gaiola. Os elementos horizontais e verticais da gaiola são denominados respectivamente por travessas e prumos, e os elementos de contraventamento são as chamadas diagonais. Uma parede constituída por estes elementos de madeira denomina-se frontal, sendo as cruzes formadas pelos elementos diagonais denominadas Cruzes de Sto André. "Aparentemente não há distinção sobre as várias geometrias para a disposição dos elementos diagonais, pensando-se que esta depende da formação técnica do artista que executou, para além de serem observadas várias geometrias num mesmo edifício. As paredes de frontal inserem-se na estrutura tridimensional de madeira, sendo por isso paredes resistentes. Nem todas as paredes interiores são de frontal apesar de todas elas serem de madeira, já que este é um material leve e as ligações aos pavimentos são facilitadas pois estes também são de madeira. As paredes interiores que não são frontais só tem função divisória, sendo denominadas paredes costaneiras ou tabiques". As paredes costaneiras ou tabiques são executadas com ripas de madeira pregadas a barrotes verticais. Como tanto as paredes de frontal como os tabiques são rebocados só se distinguem exteriormente através da sua espessura, sendo os frontais mais espessos (entre 15 e 20cm) do que os tabiques (10 e 15cm) por conterem elementos de madeira com dimensões consideráveis no seu interior. "A gaiola é assim formada por vários elementos que interligam paredes interiores, exteriores, vigamentos de pavimentos e asnas de cobertura formando um sistema quase perfeito de solidarização dos diferentes elementos estruturais, idêntico às melhores soluções actuais obtidas com betão armado". "A gaiola foi concebida de modo a que, durante a ocorrência de um sismo, pudesse permanecer íntegra, mesmo que a alvenaria se desmoronasse, constituindo assim um elemento estrutural de grande robustez, com boa capacidade para suportar cargas verticais e um excelente desempenho face às acções horizontais (sismos). Esta capacidade resistente à acção dos sismos resulta da forma como foi organizado o sistema de ligações entre os diferentes elementos, ou seja, do rigor e do detalhe construtivo na ligação da gaiola ao rés-do-chão, principalmente por meio de pernos (gatos) metálicos chumbados nas paredes. Em todo o sistema a caixa de escada tem também uma contribuição muito importante para a resistência face à acção sísmica, sendo a sua concepção bastante compacta, com três paredes paralelas em gaiola, solidamente travadas pelos degraus. O desenvolvimento técnico atingido, imposto pela necessidade urgente de reconstrução, quer em quantidade quer em qualidade, levou à criação de elementos construtivos produzidos em série, através da implementação de sistemas de pré-fabricação dos elementos de madeira, das cantarias e dos azulejos. A esta uniformização de soluções não terá sido alheia a condição de militares dos responsáveis pelo plano de reconstrução".

Tremeu mais umas 14 vezes... chamam-se réplicas.

Outra coisa que notei ontem à noite foi que muita gente, às 01.30 da manhã está colado ao Facebook. Bom.. aparte deste "aparte", reparei que a maioria das pessoas que deram o seu testemunho online afirmaram que sentiram (tal como eu), oscilação nas suas casas, em alguns casos de forma bastante violenta; violenta no sentido do chão tremer, paredes e tecto vibrarem, etc. Nada caiu, nada saiu do lugar, mas pergunto-me até que ponto as construções actuais e mais antigas estarão realmente preparadas para algum de magnitude "excessiva". Todas as casas que ainda subsistem do tempo do Marquês de Pombal (aquele que disse "Enterrem-se os mortos, cuidem-se os vivos" lembram-se?), estão seguras. A estrutura em "gaiola" é realmente ideal, mas é reconhecido que muitos dos prédios da Baixa Pombalina têm sido alterados ao longo dos últimos séculos de forma a ficarem com os rés-de-chão mais amplos, muito devido ao desenvolvimento do comércio. Todas as lojas existentes na Rua Augusta/Rua do Ouro/Rua da Prata e adjacentes coincidem em prédios antigos e pode-se verificar que as mesmas estão suspensas apenas pelas paredes, sendo que a estrutura mestra pode ter sido removida desses andares. A sustentabilidade pode ficar assim comprometida, provocando o colapso do edifício.
Obviamente que nos dias que correm, outras técnicas serão claramente aplicadas e, muito provavelmente que alguns prédios mais modernos possuam um sistema anti-sísmico. O problema é que a construção desenfreada em zonas de risco geológico, auxilidadas por uma falta constante de fiscalização, podem dar a origem a sérios problemas, como deslizamentos de terras, inundações, fracturas e colapsos parciais. Acho que no conjunto terá sido isso que me fez mais confusão ontem; a quantidade de casos em que a estrutura das habitações foi posta em causa.

Tremeu...

Para mim é sempre algo de fascinante, mas, tal como pude constatar com amigos meus, o sismo que ocorreu na madrugada de hoje, teve mais uma coisinha qualquer. Talvez porque se tivesse sentido bem, talvez porque em vez dos 2 segundos habituais o tenhamos sentido durante 20. Qualquer coisa foi e eu, que tenho as paredes pejadas de quadros, apenas pensei que algo estava errado quando sentido a estrutura dessas mesmas paredes a darem de si, sim, porque o primeiro som que ouvi foi um estalo por cima da minha cabeça ou pouco atrás de mim. E então, qual é o espanto? O espanto é que se chega mais uma vez à conclusão de que Portugal é ainda um país pouco evoluído no conhecimento de fenómenos deste género e ninguém me pode dizer que a culpa ou é dos cientistas ou dos governos, porque geralmente explicamos sempre a mesma coisa, de todas as vezes que estas coisas ocorrem, as pessoas dizem que percebem (e até podem entender, não digo o contrário), mas passados dias, meses, esquecem, voltando a repetir-se o ciclo vicioso de perguntas repetidas à exaustão. Não me estou a queixar, pelo contrário. Até acho bem que a população se interesse e preocupe, mas quando oiço, como hoje de manhã num consultório, raparigas de 35-40 anos dizerem que Portugal não é um país dado a actividade sísmica, dá-me vontade de partir a loiça toda. Desculpem, mas dá... É que a ignorância (para mim injustificada) irrita-me solenemente.

Friday, December 11, 2009

E amanhã??

Ora.. limpezas, como é obvio, que aquela cozinha está imunda, o meu quarto é um gigante cubo de cotão e a sala precisa de uma lipoaspiração.
Se está a correr bem? Bom, digamos que poderia estar a correr bem melhor... mas já não estranho tanto.

Monday, December 07, 2009

Se as brasileiras vêm para Portugal e roubam os nosso homens, então eu, enquanto portuguesa, tenho todo o direito em roubar um brasileiro, "o" brasileiro.. AQUELE brasileiro. Mesmo que nunca o venha a conhecer.

Friday, December 04, 2009

I'm the ghost in your house
Calling your name
My memory lingers
You'll never be the same
I'm the hole in your heart
I'm the stain in your bed
The phantom in your fingers
The voices in your head
One touch is all it took
To draw you in
To leave you hooked
One kiss, you paid the price
You had a taste
Of paradise
Now you're running in circles
Chasing imaginary footsteps
Reaching for shadows
In the bed where I once slept
I'm the ghost in your house
Calling your name
My memory lingers
You'll never be the same
I'm the hole in your heart
I'm the stain in your bed
The phantom in your fingers
The voices in your head
One thought is all it takes
You lose control
You make mistakes
This pain will never leave
Until I die
You'll always grieve
Now you're falling to pieces
Seeing my face wherever you go
Talking to strangers
From a place they'll never know
Ghost- Depeche Mode

Saturday, November 21, 2009

É só impressão ou o João Adelino Faria vem demonstrando a cada dia que passa uma enorme crista? Pode realmente ser somente de mim, mas aquele rapazito, está com a mania que é uma grande vedeta só porque é pivot (e diga-se de passagem, nada isento) da estação pública de televisão. Amigo, tenha lá calma!!! Um dia destes, com tantas caganças, ainda se pode vir a dar mal no status hierárquico da RTP. (É que, meus amigos, eu não admito que o gajo que ganha 1 brutalidade por mês, venha gozar com uma equipa de futebol da 3ª divisão...)

Thursday, November 19, 2009

Overflowing senses
Heightened awareness
I hear my blood flow
I feel its caress
Whispering cosmos
Talking right to me
Unlimited, endless
God breathing through me
See the microcosm
In macrovision
Our bodies moving
With pure precision
One universal
Celebration
One evolution
One creation
Thundering rhythm
Pounding within me
Driving me onwards
Forcing me to see
Clear and enlightening
Right there before me
Brilliantly shining
Intricate beauty
See the microcosm
In macrovision
Our bodies moving
With pure precision
One universal
Celebration
One evolution
One creation
Depeche Mode- Macrovision
Give me all your tears. Let me turn them to pearls
Let me turn all the tears
That you have cried into pearls
Hand them over to me
I'm gonna keep, keep them for you
I want to hold you
I want to kiss you
I want to mend what is broken
Love me the way that you loved her - please
'Cause now I'm giving it all
And so I've made up my mind
I'm gonna be yours this time
I'm gonna give all I've got
And get your love in return
And so I've made up my mind
I'm gonna be yours this time
I'm gonna teach you to trust
And learn how to burn
Experience pearls
(Pearls of experience)
When sand strikes up in your eyes
I will cover your face
I'll plant your desert with roses
And I'm gonna keep, keep them for you
And so I've made up my mind...
I'll wear your pearls more precious than silver
I'll wear your pearls so close to my skin
(I's tear myself apart just to get you)
And so I've made up my mind...
Ace of Base- Experience Pearls

Wednesday, November 18, 2009

Voltei a ter 17 anos; inglês, querido e meigo ou "so apologizing", "so sweet".
"Use your imagination, I know I am..."
Irónico, irónico é estar-se sentada a trincar qualquer coisa para enganar o estomago, dizer para dentro: "estou-me a borrifar para ele" e, do nada, o "ele" passa por nós. Foi o que me aconteceu hoje, na verdade foi o que me aconteceu nem há 1 hora atrás. Nem me mexi, nem pisquei os olhos, nem ruborizei, mas pensei: "Então? Não era suposto estares finalmente a fazer a (merda) da mala?" Não comi sequer mais depressa, nem peguei em mim mesma e nem me enfiei na minha salinha mágica (com a música repetitiva). Deixei-me estar, a fazer tempo de vir para aqui; entretanto alguém se colocou à minha frente para tirar um café expresso da máquina, nesse mesmo momento ele voltou a passar por mim. Acho impossível que não me tivesse visto, pelo que fiquei na mesma, uma vez que eu estava sentada a comer mas a olhar, finalmente após 4 meses de aqui trabalhar, para as pessoas. Ou seja, a fazer exactamente o oposto do que ele me terá feito: eu estava a ver! Acho que a minha dúvida apenas persistiu se devia ou não comprar um chocolatinho.
Falando seriamente, as coisas nunca estão totalmente esquecidas se ainda fico totalmente lixada quando o vejo.

Tuesday, November 17, 2009

Aqui o local onde passo as minhas tardes semanais a fazer um part-time tem uma banda sonora que vai lá vai.... Não mudem isto não que não vale a pena. Entre o chill-out passando pela bossa-nova. Não é que não aprecie, pelo contrário, às vezes surgem pérolas, mas o problema é que repetem todos os dias os mesmos temas, às mesmas horas. Podia ser hilariante, mas não é, é irritativo, principalmente quando, durantes estas duas horas, não aparece ninguém e não temos nada para fazer.

Thursday, November 12, 2009

Thursday, November 05, 2009

Em 4 meses certos, não tenho nenhum texto, nenhuma inspiração para escrever seja o que for sobre ti. À excepção, talvez, de me atrever a dizer que seria no mínimo divertido, não fosses tu viver para o outro lado do mundo, literalmente. Assim sendo, apenas sinto-me privilegiada em te ter encontrado nesta teia que é a vida, nada mais. Obrigadinha e bon voyage!

Monday, November 02, 2009

Resquícios de fim de semana, my ass....

Mas qual "spell" qual quê... Tenho mas é que ganhar juízo e voltar a descer rapidamente ao planeta que aproximam-se dias muito importantes onde não há nem tempo, nem lugar, nem pachorra, para paixonetas de Outono/Inverno. Que eu já sei e muito bem, o que a casa gasta e não estou para isso. Estou mais atenta e alerta enquanto a "solo" do que com o coração a palpitar e, para bem dos meus pecados, quanto mais evitar melhor.

Nos resquícios do fim de semana.... mas muito fraquinho, nem sei se irá funcionar.

I put a spell on you...

Tuesday, October 27, 2009

Nós expulsámos para a Russia uma criança que, obviamente, iria ter uma vida difícil com a mãe biológica. Os pais afectivos são meras "coisas" que existem para, enquanto a criança não fala, anda e, talvez, escreve, cuidarem dela. Depois é do estilo: "Ala que se faz tarde!". E agora choramos que nem uns perdidos porque queremos resgatar a menina e tal? Da Russia? Aquele GRANDE império comunista que não vai perder esta oportunidade para mostrar como o seu sistema funciona tão bem?! Vá lá pessoal, acordem para a vida. Nunca mais a miúda voltará a pisar solo português e quando for maiorzinha e tiver o mínimo de sentido crítico, irá mandar este nosso país à merda por uma vez termos feito o obsequio de a termos recambiado para um Inferno; 1º regado a vodca e cerveja e depois todo vermelho.

Saturday, October 24, 2009

Não não!!! Está tudo mal! Uma pessoa não pode fazer determinado tipo de declarações e depois dizer que "ah, afinal foi um pouco excessivo", principalmente quando (ainda que) meia dúzia de pessoas a apoiam de todas as formas e maneiras. José Saramago comete um grave erro ao afirmar: "Foi então que Saramago se desculpabilizou referindo que já tinha admitido o erro: "Já reconheci hoje mesmo numa entrevista que dei que aí me excedi, que não era necessário. Sobretudo porque é bastante gratuito". Após ouvir: "José Saramago trata Deus como filho da "p". Pronto, não gostei, quem não se sente não é filho de boa gente", confessou o padre Carreira das Neves. "Longe de mim a ideia de negar o direito ou a necessidade de leituras simbólicas. Com uma condição: é que essas leituras não eliminem um texto literal. E, aquilo que me parece a mim que a Igreja quer é que não façamos muito caso daquilo que está escrito realmente e entendamos o que estamos a ler de uma maneira normal, que o leitor comum nao chegará a ela e, que até obrigaria à Igreja por ao lado de cada leitor da Bíblia um teólogo para lhe dizer como é que a devia entender", reiterou o escritor." in: http://sic.sapo.pt/online/noticias/cartaz/Saramago+admite+que+insultar+Deus+foi+um+excesso.htm

Friday, October 23, 2009

A minha vida é tão boa tão boa que quando encontro uma "coisa", aprendo pouco tempo depois que "ela" se vai embora. Por outro lado, nunca, mas NUNCA, devo dizer que "dessa água não beberei" porque o feitiço invariavelmente vira-se contra o feiticeiro. Quais as probabilidades dessa mesma vida se voltar a modificar num curto espaço de tempo? Neste momento já respondo: muito grandes.

Wednesday, October 21, 2009

Ensaio sobre a estupidez

Mas que raio é que interessa o que Saramago disse? Será que voltámos a viver no país dos 3 F's? Fado, Futebol e Fátima, onde somos todos católicos praticantes pelo que vamos Domigo à missa e comemos a vizinha do lado logo a seguir ao ofertório? Não estou bem a perceber o porquê desta polémica toda. Caraças.. o homem nem disse mal do nosso país nem nada (ao contrário de certas e outras pessoas) e até lhe pedem para rescindir a cidadania? Olhem, sabem que mais? Se eu fosse a ele já era espanhola mas há que tempos, e acreditem, Espanha é um país muito mais ferveroso que o nosso em termos religiosos. Não acreditam? Então quem foi que teve a ideia de queimar livros (e já agora pessoas) em fogueiras há uns seculozinhos atrás? Ah pois! Mas nós, ovelhas ranhosas que nem educação (ainda) temos, seguimos logo o exemplo como cães. Portanto quem sois vós, bestas!, para porem em causa o que Saramago disse. Sabem que as opiniões são como as vaginas; cada uma tem a sua e dá-a a quem quer... e quando quer. Ou seja, deixem-se mas é de tretas e comecem a pensar em coisas mais importantes, ou então também podem fazer uma espécie de manifestação vestidos de negro da cabeça aos pés, com os rosários ao peito, rezando Pais-Nossos e Ave-Marias para exorcizar deste Portugal uma pessoa que diz publicamente não acreditar em nada que vem escrito na Bíblia. Acham mesmo que Deus criou tudo em 6 dias, fora outras coisas mega-interessantes?
PS- Sou crente, mas acima de tudo acredito em factos históricos e científicos porque de outra forma não seria o que sou. Como tal, acredito em Cristo, acredito nos povos e gentes dessa altura e acredito que quando deixarmos de cá estar fisicamente, a nossa energia irá andar por aí. Sob que forma, I don't know.. it's a mystery.

Sunday, October 18, 2009

Em jeito de frase batidíssima...

Poderia viver se NÃO pensasse nele? Poderia... Mas não era a mesma coisa.

Saturday, October 17, 2009

Estamos a falar dos U2??? Pois.. eu não compreendo esta loucura toda. É que se ainda fossem daquelas bandas que só cá vêm quando o "rei faz anos", mas nãoooo, sempre que fazem tours, passam por cá. Não compreendo esta luta desenfreada para os ver. É que à pala de loucos, lixam-se as outras pessoas, como eu, para dois bilhetes apenas. É patético e triste.

Friday, October 16, 2009

Como diz a minha amiga A.

Para curar uma bebedeira, nada melhor que apanhar outra logo de seguida.
Não sei porque carga de água um gajo conseguiu lixar a minha pessoal toda. Parece impossível como anos perdidos com alguém que realmente nunca nos prometeu nada, mas também não nos deu com os pés como deveria ser possa ter tanta influência na vida de outra pessoa. Bom, poder pode, basta essa outra pessoa ser EU. Contudo, hoje, não me lembro dele, lembro-me de um outro; esse sim, homem, crescido, com barba (expressão, que ele não usa disso), cuja idade não importa, bem como quem é ou o que faz na vida (posso dizer que gosto do que ele faz na vida). Porque razão passei 3 anos sem lhe ligar nenhuma e de repente se fez clique dentro de algum recanto de mim, também não sei explicar. Ou seja, emburreci com isto, porque nada sei, nada percebo, nada de nada. Só sei e isso digo com toda a certeza que a minha atracção (até poderia ter sido correspondida) para mim ficará e que realmente lembrar-me dele assim de nenhures, não é bom, principalmente se nos entretantos entre o mês de Junho e o mês actual ele se tiver casado, o que é o caso. Mas sei existe respeito (ao menos isso) e, caramba... existe química também (MERDA); sei que a coisa podia ter corrido muito pior do que corre e que se estiver ao pé dele a sentir-me assim vê-se a milhas de distância. É mau? É... mas é sempre melhor que o tal nada.

Esta foi-me enviada por mail a partir de um blog (que lamento não saber qual é), pelo que não é um texto meu.

Sobre o caso Maitê Proença, programa Saia Justa transmitido há 2 anos pela Globo (Brasil), I'll rest my case, muito discutido em blogs amigos, com o seguinte texto que, repito, não é de minha autoria, infelizmente.
(A melhor resposta de todas!!!)
Cara Maitê, Acabei de ver o teu vídeo a pedir desculpa aqui à malta de Portugal!! Tudo jóia miúda.. já vi que és uma garota "légál" e brincalhona, por isso, sei que não levas a mal se te tratar por tu...já somos amigos!!Sabes que há uns anos atrás, quando te vi pela primeira vez, soube logo que tu tinhas dois avôs portugueses!! Essa tua beleza tinha de vir de algum lado né?Neste momento sinto-me envergonhado de nós (Portugueses) termos ficado tão ofendidos com aquele documentario!! Afinal de contas, o pessoal brazuca é show de bola.. é sempre em festa!! Qual é o problema de um grupo de brasileiras brincarem e gozarem com "gajos" como o Camões e o Vasco da Gama, escarrar para um lago de um Mosteiro que é património mundial, deitar a baixo uma pessoa que não sabia resolver um problema no computador, que pelo que entendi, tu também não sabias resolver ... qual é o stress?? Na boa, tudo "légál", show de bola garota... Sabes o que me lembrei???Até era giro a malta combinar, tu falares com esse teu amigo camera man e fazemos o seguinte: Eu levo daqui o Rui de Carvalho (um conceituado actor aqui de Portugal) aí ao Brasil e a malta faz um filme caseiro com este guião:1º Filmamos o Rui a mijar para os pés do Cristo Redentor e a fazer um V de Vitória como que a afirmar : "estou-te a mijar para os pés e tu não podes fechar os braços para me impedir... estás a ver quem manda ó 7ª maravilha do mundo??"2º Outra imagem era o Rui num restaurante a fazer o seguinte pedido: "Oh garçon, arranja-me aí uma dose de Presidente recheado com arroz de coentros (caso não tenhas entendido ele iria pedir Lulas recheadas)..."3º Também era "légál", o Rui gozar um bocado com a vossa história, mas infelizmente, não vai dar porque não é fácil encontrá-la... Espera lá! Já sei... arranjamos um barco e o Rui veste-se de conquistador Português a desembarcar no posto 9 em ipanema gritando o seguinte: "quem sois vós minhas popozudas de fio dental?? e vós seus boiólas de sunga?? Que estaides a fazer assim vestidos na terra que eu descobri??? ide-vos vestir e de seguida ide trabalhar para os campos a apanhar cana de açúcar que é para isso que vocês servem!! (esta é show, não é Maitê??)4º Para acabar, o Rui faz um discurso à frente da estátua do Pélé a dizer: "sabem para que é que este "preto" era bom?? para limpar os escarros que os vigaristas dos brazucas mandam para os lagos dos nossos mosteiros lá em Portugal!" Vôcê curtiu a ideia Maitê??? Pensei que seria falta de respeito e de educação fazer uma coisa deste género de um país que não é o meu, mas afinal, é uma coisa normal como tu dizes.. é brincadeira.. isto há brincadeiras do carago (como se diz no norte cá da terra)! Ah é verdade... muito importante...Depois vendemos isto à rede Globo e eles transmitem isto em horário nobre... Aposto que o Brasil vai ficar inundado em lágrimas de tanto rir!! Afinal de contas como tu disseste, o povo brasileiro, é muito brincalhão! De certeza que vai aceitar que um "manézinho" vá aí à tua terra gozar com a tua pátria!! Um beijo pá.. E aparece mais vezes cá em Portugal. Tenho uma brincadeira que adorava fazer contigo, mas não te conto agora... pronto está bem, eu conto... era esfregar 3 pasteis de nata (aqueles que tu comeste) na tua cara!! Deve ser mesmo o teu género de brincadeira... afinal de contas tu és tão bem humorada! É verdade, traz as tuas amigas do programa porque há pasteis para todas!! Beijos pá!!! Nota: Usei o nome de Rui de Carvalho sem qualquer desrespeito à sua pessoa, antes pelo contrário, é um símbolo do nosso país daí ser a pessoa exacta para ironizar esta situação. Outra chamada de atenção que quero fazer, será o facto de usar a expressão "preto" no ponto 4º. não terá qualquer intenção racial subjacente ...será uma forma de ironizar a desplicência com que Maitê trata de alguns temas. Longe de mim querer magoar qualquer tipo de raça...

Thursday, October 15, 2009

Como é? Alguém se arrisca a ficar na fila dos U2 e também aproveita para me comprar 2 bilhetes?

Para mal dos meus pecados tornou-se ontem oficial o facto de eu ser mais uma aluna do IST. Por outro lado terminei o meu caso com a FCUL. Apesar de em termos práticos ter terminado a minha licenciatura há já 3 meses, só ontem, com o certificado original nas mãos me senti realmente livre daquilo... venha então o novo peso ou desafio. (Espero ansiosamente que o telefone toque para me resgatar daquele novo espaço).
Hoje o despertador tocou mais tarde do que é costume, ou seja, às 08.00, mas eu sou saí da cama às 09.45. Ele tocou, eu desliguei-o (acho que sim, pelo menos estava desligado), mas juro que não me lembro de o ter feito ou de o ter ouvido. Sonooo e mais sonooo e cansaço.

Para não esquecer

Monday, October 12, 2009

Hoje é o último

Hoje será transmitido pela RTP2, por volta das 22.35 o último episódio da última temporada de uma das séries que mais me marcaram: ER Serviço de Urgência. Já sinto saudades.

Stephen Gately (1976-2009)

Antes de começar a trabalhar novamente, uma ou duas palavrinhas sobre umas coisas que nos entretantos ocorreram: MMS teve 2.04% em termos partidários em Queluz, mas os 211 votos não foram suficientes para nenhum mandato. A razão prender-se-á, porventura, com a insuficiência de eleitores às urnas durante o dia de ontem, como se poderá dever ao facto do antigo/actual/novo Presidente da Junta eleito pelo PS estar a distribuir cumprimentos, abraços e beijinhos em pleno local e hora de voto, como também poderá ter sido pelo facto dos nossos cartazes/posters terem sido arrancados violentamente, com a mesma rapidez com que foram colados (o que aos colegas, deu imenso trabalho, e na sua maioria este investimento não contou com o subsídio que o partido nos deu); como podem ver então, muitos são os factores que podem estar na origem de um péssimo resultado eleitoral. Sim, temos consciência que mudar a mentalidade de uma população envelhecida é extremamente difícil, principalmente se esta mesma população concorda com a política exercida pelos socialistas e temos também a noção que os eleitores mais jovens i.e, os que têm a nossa idade (entre os 20 e os 28 anos), não estão minimamente interessados na política que se faz, nem no seu país, quanto mais na sua freguesia. Tenho/ temos realmente pena que assim seja, principalmente quando a campanha foi bem conseguida, os objectivos bem explorados e explicados, quando o trabalho da equipa ultrapassou o que seria de esperar para um grupo jovem e novo nestas andanças. O resultado disto é que muitos agora querem desistir, principalmente depois de terem experimentado o que é a "máfia" partidária, depois de conhecerem os chamados "podres" da nossa junta, de como dinheiro é entregue aos eleitores mais conhecidos e antigos da nossa população numa forma de comprar votos. Daqui a 4 anos logo se verá qual será o ponto da situação, mas por agora fica uma derrota amarga, em que o bom resultado partidário não me dá qualquer satisfação.

Saturday, October 10, 2009

Constipação/sinosite, é tramada...

Estou com um lenço enrolado, enfiado na narina direita (para compensar a esquerda, coitadita, que ontem se fartou de trabalhar), para impedir uma forte cascata. Não se preocupem, porque esta narina direita está entupida, só funcionando a esquerda, pelo que estou a respirar normalmente. Nada de mais, portanto.

O que me leva a pensar que ainda não sou mesmo, a sério, uma mulher...

...é o facto de continuar a comprar t-shirts estampadas com bonecas ou borboletas na Zara, ou achar imensa piada à colecção da Custo ou da Desigual. Enquanto gostar de andar vestida como uma palhaça, a coisa não poderá correr muito bem. Mas que aquelas fatiotas são giras, lá isso são.
Não sei como é por dentro, nunca a comprei, embora pense que seja bem melhor que outras dentro do mesmo género (apesar de tudo, ainda gosto de homens, embora admita que o corpo feminino é muito mais sensual e erótico). Gosto particularmente de saber que artistas brasileiras consagradas aceitam ser capa e adorei o facto de agora, Marge Simpson, também ter "aceite" o convite para posar para a Playboy americana. Só as imagens já deixam curiosidade para o resto.

Friday, October 09, 2009

E o Prémio Nobel da Estupidez vai para....

Cláudia Paiva Silva!
Em relação ao debate que os Amália Hoje têm suscitado na praça pública blogger: Eu gosto dos The Gift; Eu gosto de todas as orquestrações que o Nuno Gonçalves elabora, porque faz-me lembrar de certa forma os Lamb; Posso não gostar muito da imagem visual da Sónia, mas a rapariga até me parece simpática; Não gosto do projecto porque não gosto da forma como as canções são interpretadas: seja por ela, pelo Paulo Praça, pelo Fernando Ribeiro. Pegaram nos fados da Amália (podia ser de outro/a fadista qualquer) e transformaram-os em canções POP, sendo que isso não é a melhor forma de dar a conhecer ao público mais jovem, presumo que fosse essa a intenção, as canções de determinado artista. Dizerem que se não fossem eles, o Fado nunca mais renascia é um erro, pois, quando apareceu o Camané, a Kátia Guerreiro, a Mafalda Arnauth, a Mariza, a Ana Moura, a Carminho, etc., disseram que finalmente o Fado tão português tão tradicional, tinha encontrado uma nova roupagem, uma nova força e que tinha sido resgatado dos cantos da nossa memória. Portanto, façam-me o favor de não abusarem com essa coisa da "recuperação técnica" que os Amália Hoje provocaram.
O melhor é esclarecer que quando falo em Bono e Angelina, falo no plural, porque esses dois são realmente famosos, conhecidos e apenas fazem a publicidade necessária para que o Mundo tome consciência de determinadas situações ou locais à face da Terra. O plural significa que para além destes dois, existem, sem dúvida, milhoões de outros Bonos e outras Angelinas a fazerem o mesmo, mas sem câmaras e fotógrafos atrás, sem condições monetárias para o fazer e auxiliam à mesma quem mais necessita. Disto isto, convém acrescentar que eu não faço parte desse grupo, uma vez que altruísmo não é coisa para mim, muito menos ajudar os desfavorecidos (que cá em Portugal resumem-se a.. o melhor é ficar por aqui). Até porque se eu pudesse, ajudava-me era a mim e não andava a pedir dinheiro emprestado a amigos.
Aposto que nem ele estava à espera.. nem ele, nem ninguém. Afinal as macumbas que se dizem andar a serem feitas pela Casa Branca, através da sogra, têm surtido "algum" efeito. Com tanta gente igualmente "famosa" como o Bono ou até mesmo, quiçá um dia, Angelina Jolie, porque razão Barack Obama ganhou o Prémio Nobel da Paz? Sim, que fez ele em 6 meses para merecer tal distinção, em termos de "paz" porque é disso que aqui falamos, não? A vida é tãooo estranha, por vezes...
PS- Philip Roth surge na revista Visão desta semana declarando que sendo difícil um americano ganhar um Prémio Nobel da Literatura, talvez o facto de ele ser igualmente judeu o ajudasse. Infelizmente, mais uma vez, tal não se comprovou. Meus caros, este escritor, tal como Lobo Antunes, estão para o Nobel como Tom Cruise, Pitt e DiCaprio estão para os Oscares: INTERDITOS.

Thursday, October 08, 2009

E pronto... já cá faltava a bela da dor de garganta e semi-constipação. Quem me mandou andar vestida à Verão durante o dia de ontem?

Wednesday, October 07, 2009

Já vos terei dito, por certo, que odeio o Outono. Ou melhor, não odeio, para mim é aliás a altura do ano em que acho que o mesmo se inicia, sendo que as férias de Verão são as mais compridas e as que melhor serão aproveitadas. Depois, os regressos ao trabalho e às escolas ocorrem por esta altura, logo, "início do ano". O que quero dizer é que detesto o que ele evoca: o regresso do mau tempo, o limiar com o Inverno. Detesto mesmo estes dias de chuva e imensa humidade, em que não faz frio, mas também não está calor, onde uma espécie de bafo quente e húmido nos deixa a pele pegajosa e o cabelo numa autêntica merdice. Para não falar naquilo que imensa gente insiste que não existe, que é a astenia. Meus caros, eu sou preguiçosa por natureza, mas que algo não tem batido certo comigo nos últimos dias, lá isso não tem. Garanto-vos que não é normal eu dormir bem e muito durante a noite e passar o dia todo com sono à mesma, não ter posição para estar e andar constantemente cansada. Tenho-me alimentado bem e, apesar de muitas preocupações, como digo, durmo bem. Este fim-de-semana estive em Mafra/Ericeira. Garanto-vos: não fosse ser por pouco tempo, iria prolongar-me até à praia e tomar uma banhoca, porque só me apetece estar a laurear a pevide nesse sentido. Tenho imensa roupa que não consigo escolher o que vestir, porque transpiro que nem uma doida assim que ando 3 metros, e não tenho vontade para fazer nada, ou para fazer muito. Literalmente pareço um urso (ou qualquer outro animal) que exige uma hibernação durante 6 meses. Ou seja, lá para Fevereiro voltem a acordar-me, no mínimo.

Tuesday, October 06, 2009

Sabem que mais? Tenho a plena noção que, mesmo que quisesse, nunca iria arranjar um namorado.. ou um homem, ou algum gajo qualquer para me fazer companhia ou estar lá nos momentos difíceis. Tenho amigos para isso, mais concretamente agora, tenho amigas e confidentes e salvadoras da pátria. E sempre que me lembro/ recordo de andar de mãos dadas com algum tipo, dá-me urticária. Não gosto. Não gosto de andar de mãos dadas com um "namorado", embora o tenha feito com grandes amigos e não me importei. O simples facto de me pensar ou ver amarrada é-me confuso. Gosto da parte do conquistar e ser conquistada e ouvir coisas giras e atrevidas e românticas, mas quando passa a barreira entre o cá e o lá (o a sério), mudo logo de cara, de opinião e acho que é um erro. Não porque tenha medo, mas porque não suporto a ideia da falta de liberdade. A minha vida já de si anda confusa e parece-me que não irá melhorar nos próximos meses, tenho que arranjar tempo para estar com amigas, mas os fins-de-semana começam a ser sagrados para o descanso longe do local onde moro, quanto mais ter tempo para homens. Sim, neste momento são homens, já não são rapazes, que à medida que caminhamos para os 30 a coisa vai evoluindo. Portanto é isso. Uso uma aliança bem gira na mão direita porque sem ela sinto-me nua e porque afasto muito pseudo-pretendente e na minha mente só me passa empregos em petrolíferas. Nem o facto de estar a estudar no ISTécnico ajuda à festa e olhem que há lá muito tipo jeitoso, mas aquela velha frase de que as mulheres do Técnico têm bigode, já se esgotou. High competition. De tal forma que até acho impossível tanta beldade feminina ter entrado lá. Bom.. eu também entrei e, uma vez que obviamente não se deveu à beleza, presumo que tenha sido pelos atributos mentais, ou então pelo nº de vagas em excesso. Anyway... ainda hoje estive para enviar uma mensagem a outro ser masculino que me poderia atazanar o cérebro mas pensei que o melhor era estar quietinha. E fiquei quietinha e agora vou mas é dormir que o feriado acabou há 12 minutos segundo o reloj do meu pc.