Saturday, May 31, 2008

O fenómeno Madonna.

Dona de uma voz insuportável, mas detentora de um sem numero record de canções que tanto servem para as rádios, como para videoclips um quanto ou tanto merdosos, Madonna é a senhora rainha da Pop que lucra como o caraças na altura das suas digressões mundiais. Há coisa de 2, 3 anos (?) veio cá e os bilhetes rapidamente se esgotaram: era no Pav. Atlantico, espaço fechado onde apenas meia duzia de gatos pingados cabiam (11000 pessoas). Agora vem cá para 14 de Setembro, e o evento será na Cidade do Rock- Parque da Bela Vista, onde ontem se iniciou a 3ª Edição do festival Rock in Rio-Lisboa. Os bilhetes foram postos à venda hoje, (60 euros, ainda por cima!!!) mas acredito piamente que agora, às 14.29 da tarde, já não haja nem um para contar uma breve memória do que foi a sua vida desde a altura da sua impressão, até à altura de ir para o bolso, envelope, carteira de quem, tão prontamente, o adoptou. Eu queria ir ver a loura cinquentona que pula e dança que se farta (mas não canta, esganiça a voz) durante os concertos, queria ir para um cénário natural onde pudesse estar à vontade para pular e dançar também, mas já sei que não posso. Ela é, realmente um fenómeno, de popularidade, de histórias e de vendas!

Sunday, May 25, 2008

(Recordando o Alentejo)

O bando debandou
subindo do arvoredo
do vácuo que ficou
no fim do seu degredo
as asas abrem chagas
no acinzar do entardecer
e amansam a agonia
do dia a escurecer ensombram a ribeira
e o verde da seara
e passam pela eira
em que o sol se pousara
nas gotas do orvalho
luarento e vacilanteref
rescam o cansaço
e dormem um instante
Pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
p'ra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria
no adejo da alvorada
oscila a minha mágoa
o céu à desgarrada
irrompe azul na água
e a passarada acorda
no sonhar de um camponês
e entrega-se no sul
do frio que à noite fez é tempo da partida
e a cor no horizonte
adensa a despedida
e o borbotar da fonte
as asas abrem chagas
na poeira o sol acalma
num agitar inquieto
que me refresca a alma
pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
pra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria
Planície (Mafalda Veiga)
(Foto: João)

Saturday, May 24, 2008

Tejo
Percorro o rio com o olhar,
encostado à pedra do cais
contemplando o vogar das sombras devagar...
A névoa distorce as formas
pálidas da luz d'um luar,
da morte da madrugada
que se entrega a divagar
em lenta e penosa agonia
sonhando poder renascer no fim de uma noite fria... Um barco a chegar,
descanso o desejo,
as musas do Tejo regressam do mar..... Num barco a chegar,
descanso o desejo
as musas cansadas de tanto velar... Vejo-me ali sentado
fingindo que estou a pensar,
esmagado pelos sentidos
e um brilho vago no olhar...
esquecendo orgulhos traídos,
ensejos para sempre perdidos...
E fico a contemplar
encostado à beira do cais
o lento mover das sombras
até ao mar...
até ao mar...
(J.M.Afonso)

Chiado

Hoje, no curso de escrita de viagem, tivémos (eu e as restantes colegas que não aproveitaram aquilo que seria uma ponte estatal) que efectuar a prova dos 9, ou seja, aventurarmo-nos pelas ruas e vielas do Chiado/Bairro Alto/Bica/ Cais do Sodré/Baixa e deixarmo-nos levar ao sabor da corrente (do Tejo a cruzar o Atlantico?) e daquilo que os nossos pés comandavam. Para mim foi um martírio. A primeira hora foi desesperante. Não consegui informações nenhumas, não levei maquina fotografica, nem mapa, nem roteiro. Era mais uma turista entre os muitos que por ali se encontravam (e, pior que isso, era uma turista nacional, nascida em Lisboa), em palpos de aranha a ler os nomes das ruas, a prestar atenção às estátuas, a enfiar-me pelas ruas do Bairro, que à tarde é capaz de ser bem mais agradável que durante a madrugada, a procurar pessoas, sons, sabores e cheiros. Aquilo que me ofuscava: a Luz da cidade, tema já referido anteriormente e o Tejo ao fundo de cada rua inclinada para Sul que passava. Ninguém diria que depois de uma manha tão tortuosa com forte possibilidade de carga chuvosa, a tarde ficasse tão límpida que permitisse ver tudo como se acabadas de lavar fossem as ruas e prédios. A reportagem de "viagem acidental" será redigida em breve para posterior apresentação, e tendo escolhido o típico cenário/palco dos demais turistas estrangeiros, compreendo que não existe outra solução para tal. Os percursos são mesmo todos assim, torna-se difícil encontrar pessoas que sejam tipicamente de lá, ou então confundem-se com todas as outras caras e silhuetas. Presumo que também não tenham muito para contar, mas sim para se queixar: do barulho, da confusão, dos carros, das bebedeiras, da insegurança, da droga, mas alguns sentem-lhe a falta, nos dias mais sossegados. O tumulto da noite dá lugar à quietude do dia e a paredes meias com a Rua do Loreto, Rua da Misericórdia, Largo Camões, Travessa dos Teatros, por onde cruzam electricos, automoveis, pedintes, rastafaris. Ao chegar ao meu ponto final, o único local moderno que irei considerar em incluir na minha crónica (casa de gelados da Haagen Dazs) deparei-me com a seguinte interrogativa na perede da entrada: Chiado, Onde estás? Captei-a com a unica coisa mais proxima que tinha de maquina fotográfica, o meu telemóvel, mas acho que explica muita coisa.

Once I found you

Once I found the man who told me not to run
You can't hurry what is meant to come, uh oh ho
Days passed and I stay lookin' for what I've done
Yeah baby, it's time to run, uh oh ho
Yeah baby, it's time to
Don't leave my side
Don't even try
'Cause baby I
Can take it
Don't choose to hide
Or show your pride
'Cause baby I
Can break it
If you lost your heart
There's a missing part
To love and care
So don't, don't, don't, don't say that I'm yours
Once I found a boy and he wanted to be free
He doesn't know, but he's stucked on near
Days passed and he's stayed lookin, for what he has done
Yeah baby, it's time to
Don't leave my side
Don't even try
'Cause baby I
Can take it
Don't choose to hide
Or show your pride
'Cause baby I
Can break it
If you lost your heart
There's a missing part
To love and care
So don't, don't, don't, don't say that I'm yours
I'm your ghost wherever you go, I'm with you
You're the most, oh
You can't give up
I'm with you
So calm, so prude
You'll fight my due
Don't leave my side
Don't even try
'Cause baby I
Can take it
Don't choose to hide
Or show your pride
'Cause baby I
Can break it
Don't say you're strong
Or get me wrong
'Cause baby, I
Can make it
Don't change your mind
You're gonna find your way back home
(Rita Redshoes)

Wednesday, May 21, 2008

Coisas inexplicáveis.. ou a insuportável presença humana

Não é mau feitio... apenas pergunto-me por vezes que raio andamos nós, representantes da raça humana a fazer senão vagueando pela Terra, espalhando fome e guerras e lutas sanguinárias? Há quem fale nos "dias do fim", mas acho que isso tudo é muito bonito para as seitas. Começo também a interrogar se elas e seus membros não terão razão em alguns pontos. Começo pela aberração inglesa: o período da 2ª Grande Guerra Mundial (1939-1945) dedicado ao Holocausto (não só judeu, como cristão, muçulmano, russo, etc.), foi banido dos livros de História, pela simples razão de que como as populações islamitas não aceitem que o mesmo tenha ocorrido, então, para não ferir susceptibilidades, aceitou-se a sua remoção histórica dos manuais. Questiono-me mais uma vez se será mesmo real e possível esta brilhante estupidez ter acontecido...e será que os jovens das gerações vindouras irão perceber aquele que foi um dos piores massacres e perseguições de que há memória? E por memória não falo somente na das pessoas, mas também da memória fotográfica, escrita, daquela que até se pode ir, e ver e tocar in situ, live in colour. Ponto número dois: os sul africanos não aprenderam nada como o Apartheid. Nascidos muitos no pós-segreganismo afrikander, vítimas certamente do fosso econónimo e cada vez mais abrupto entre as famílias brancas (e negras) abastadas das principais cidades, e bairros, guetos como o do Sueto, começam agora a tentar livrarem-se dos "imigrantes" desnecessários, que só chegam ao seu país com o intuito de roubarem os poucos postos de trabalho que existem, e ainda receberem ordenado por isso. São negros contra negros, naquilo que a segregação racial sul africana teve de pior; colares de fogo... COLARES DE FOGO! Imagens horríveis que fazem relembrar o que de pior cada ser-humano tem. Quando acusam os moçambicanos de serem ilegais e os matam indiscriminadamente, esquecem-se que já passaram pelo mesmo e daquilo que foi uma verdadeira luta para puderem ser novamente integrados numa sociedade que à partida, à nascença e para sempre, era e será africana, negra e não branca, rica e racista. Esperando que os nossos emigrantes portugueses (somos cerca de 400 mil na África do Sul) não sofram na pele as represálias por estarem a abrigar (como muitas famílias inglesas, holandesas e alemãs faziam) estes imigrantes "ilegais", espero também que ninguém se esqueça que aos olhos de Deus somos todos iguais, e aos olhos das Leis do Universo, tudo o que tem um princípio terá um fim.

Sunday, May 18, 2008

Hoje...

Devemos examinar os nossos pensamentos, para não cometer-mos nenhuma má acção, pois, tal como semearmos, assim colheremos. Buda

Saturday, May 17, 2008

Porque às vezes, nada faz sentido...

Who is the man I see
Where I'm supposed to be?
I lost my heart, I buried it too deep
Under the iron sea
Oh, crystal ball, crystal ball
Save us all, tell me life is beautiful
Mirror, mirror on the wall
Lines ever more unclear
Not sure I'm even here
The more I look the more I think that I'm
Starting to disappear
Oh, crystal ball, crystal ball
Save us all, tell me life is beautiful
Mirror, mirror on the wall
Oh, crystal ball, hear my song
I'm fading out, everything I know is wrong
So put me where I belong
I don't know where I am
And I don't really care
I look myself in the eye
There's no-one there
I fall upon the earth
I call upon the air
But all I get is the same old vacant stare
Oh, crystal ball, crystal ball
Save us all, tell me life is beautiful
Mirror, mirror on the wall
Oh, crystal ball, hear my song
I'm fading out, everything I know is wrong
So put me where I belong
(Crystal Ball- Keane)

Para nunca mais me esquecer, ou passar vergonhas!

Disjunção Prismática!!!!
O arrefecimento da lava proporciona a formação de fracturas, como resultado das tensões que se geram por contracção. Obtém-se, deste modo, a denominada disjunção colunar, prismática, se as diferentes colunas apresentam formas prismáticas. O desenvolvimento das colunas é, regra geral, perpendicular à superfície de arrefecimento. Esta coincide normalmente com o topo ou base da escoada, facto pelo qual a observação de estruturas verticais é bastante comum.

Disjunção prismática observada na arriba litoral da costa Norte da Ilha da Madeira (vista de São Lourenço)

Saturday, May 10, 2008

Talvez porque...

Porque talvez seguir o instinto não seja boa opção, porque se calhar as neuras vão e vêm e nós devemos ter o cuidado de não ferir susceptibilidades ou dizer coisas só porque o coração pede e a cabeça parece parva e não raciocina muito bem, talvez porque estou completamente ensarilhada, deveria estar quieta no meu canto nestes dias assim, em que parece que todas as pessoas me fazem imensa falta.

Wednesday, May 07, 2008

Hoje...

Aprender Aprender, é descobrir o que já sabes;
Fazer, é mostrar que o sabes;
Ensinar, é mostrar aos outros que sabem tanto como tu. Richard Bach

Monday, May 05, 2008

Hoje...

O Cérebro A Consciência e A Inteligência, são anteriores ao Cérebro. Mas o Cérebro é uma estrutura que permite manifestá-las e exprimir o seu conteúdo. David Bohm (físico)

Sunday, May 04, 2008

Porque aconteceu...gostar de ti

Parece-me uma boa ideia, uma coisa tranquila e calma e crescente, devagar se vai ao longe, é um conselho que muitos me dão e que acaba por fazer sentido. Mas eu, estou diferente e sinto-me diferente, mesmo que me dissessem tais palavras nunca as levaria avante, até hoje, se calhar. Não consigo explicar a sensação, apenas senti-la e aquilo que sinto é bom, embora ainda um pouco confuso. Se calhar estou a trocar tudo, e se calhar preciso de parar e pensar um pouco, sobre isto e sobre outras coisas. Não é um pensamento de 24 horas, o que já de si é bom, não é uma coisa parva e intempestiva e ímpetuosa, mas é agradável. E não o consigo admitir muitas vezes porque realmente e falando a sério, raros são os momentos em que são verdadeiros os sentimentos, mas gosto de ti. Não sei porque aconteceu, mas sei que aconteceu. Ou pelo menos tem estado a acontecer. Amor, Amizade? não sei, ainda não decifrei o enigma, mas com calma tudo se resolve, e com algumas idas à Zara também.

Porque ser-se Mãe é um full-time job.

SÓ POR ISSO, MÃE Mesmo que a noite esteja escura,
Ou por isso,
Quero acender a minha estrela. Mesmo que o mar esteja morto,
Ou por isso,
Quero enfunar a minha vela. Mesmo que a vida esteja nua,
Ou por isso,
Quero vestir-lhe o meu poema. Só porque tu existes,
Vale a pena! Lopes Morgado, Mulher Mãe

Hoje... faz honestamente o teu trabalho

Com mais um esforço, o que ia ser um fracasso transforma-se num êxito glorioso. O fracasso não existe … a não ser que deixemos de nos esforçar. Marat

The Night Sky

One day I will be
Back in our old street
Safe from the noise that's
Falling around me
And we'll release this town from the people
Who are trying to knock it down
And then only city lights will brighten the night sky
And there will be no sound
Open the bars and
Open the markets
Open the banks and
Open the churches
And we'll release this town from the people
Who are trying to knock it down
And then only city lights will brighten the night sky
And there will be no sound
We've been cowering so long
Oh what I would give I ask so little
Oh what I would give
To stand at the bus stop
Or browse in a bookshop
To sleep and always be still
And we'll release this town from the people
Who are trying to knock it down
And then only city lights will brighten the night sky
And i will be set free from the people
Who are trying to bury me
And then only fireworks will light the sky at night
For all the world can see
(Keane)

Fotografias

Todas as fotografias (margem sul) são da autoria de João (residente em Palmela, mas natural do Alentejo).

Kiss me, Oh Kiss me

So when the fight is over,
And the storm is through,
Now will you pick another?
What will you get into?
So you stand in the corner,
With those boxing gloves on you,
You’re old, scared and lonely,
Yeah we’ve all been there too… uh uh
We’ve been all there too…
Kiss me, oh kiss me,
If that can make it right.
Try me, find me,
Just throw them on me…
Those failed expectations…
Floods and afflictions you’re through.
Cause I just might, take them home with me.
And the cracks in the pavement,
Yeah we’ve all fell there before,
And bones built into skeleton,
We’ve all been through that door.
Kiss me, oh kiss me,
If that can make it right.
Try me, find me,
Just throw them on me…
Those failed expectations…
Floods and afflictions you’re through.
Cause I just might…
Kiss me, oh kiss me,
Will that make things right ?
Try me, find me,
Just throw them on me…
Those failed expectations…
Floods and afflictions you’re through.
Cause I just might…I just might, take you home.
Kiss me, kiss me,
We’ve all been there too,
Kiss me, kiss me
We have all been there too,
Kiss me, kiss me
We’ve all been there too,
Kiss me, kiss me
So kiss me…
(David Fonseca)

Saturday, May 03, 2008

Já é habitual...

...que por esta altura comece a fazer calor, o Sol bata mais quente nas nossas carinhas larocas e nos apeteça sair de casa e ir passear, independentemente do destino. Também é habitual que quando começa o mês de Maio, comecem também as frequencias intra-semestrais para mostrar que quem manda aqui é a Faculdade e não as hormonas aos saltos ou o corpo a pedir praia ou ar puro. Portanto, estamos mal, muito mal mesmo. Pode não parecer mas eu sou uma rapariga que ao longo dos anos aprendeu a gostar do quente. Não me incita a nada o Inverno, e realmente fico toda contente com as temperaturas acima dos 20ºC (também não sou muito exigente), mas depois vem a irritação desmesurada quando fico a ver que tenho imensa (!!!) coisa por fazer, além das frequências. Com dois trabalhos para realizar até Junho, e com uma disciplina que começou há duas semanas (também só no meu departamento é que estas coisas se dão, uma disciplina a inciar-se a meio de um semestre...) à qual ainda não tive oportunidade de ir, estão a ver como a coisa corre. E os passarinhos lá fora a chamarem por mim, qual Branca de Neve... "Claudia.. Claudia... vem brincar com a gente!" e a Claudia responde: "Não posso, tou a trabalhar para o Dunga!" (isto traduzido teria a sua piada, sendo assim, fica a ser apenas uma private-joke para companheiros de luta laborial).

Friday, May 02, 2008

... (in http://www.pontossuspensos.blogspot.com/)

Ela escreveu: "Naquele dia que te liguei estava tão... 'desesperada' para falar contigo. És o meu porto de abrigo. Quando aconteceram aquelas desgraças todas na minha vida, tu estiveste lá para mim... eu decidi que não podia mais viver sem ti! E lembro-me tantas vezes de ti, mesmo que demore horas a responder às mensagens e às vezes fique muito tempo sem dizer nada... :( Eu tenho consciência que podia ser muito melhor como tua amiga mas às vezes porto-me tão mal que só mereço 'porradita'." E ainda: "Fico tão triste quando te vejo a ir embora, dava tudo para te ver todos os dias e ser como antes... Tinha-te sempre comigo e era bem mais feliz assim! O tempo passou tão depressa que parece que foram só 5 minutos e ficou tanto por dizer...! Fazes-me tanta tanta falta...! Adoro-te muito muito muito!"
(Traduz-me todas as palavras que quero dizer, mas não consigo, por esta ou aquela razões)

Angel

Spend all your time waiting
For that second chance
For a break that would make it okay
There’s always one reason
To feel not good enough
And it’s hard at the end of the day
I need some distraction
Oh beautiful release
Memory seeps from my veins
Let me be empty
And weightless and maybe
I’ll find some peace tonight
In the arms of an angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you fear
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You’re in the arms of the angel
May you find some comfort there
So tired of the straight line
And everywhere you turn
There’s vultures and thieves at your back
And the storm keeps on twisting
You keep on building the lie
That you make up for all that you lack
It don’t make no difference
Escaping one last time
It’s easier to believe in this sweet madness oh
This glorious sadness that brings me to my knees
In the arms of an angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you fear
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You’re in the arms of the angel
May you find some comfort there
You’re in the arms of the angel
May you find some comfort here
Sarah Mclachlan