Tuesday, February 26, 2008

Citação do dia

Encontro não programado do 3º Grau no comboio de regresso a casa produziu a seguinte frase: "Contigo o tempo passa mais depressa...".

Monday, February 18, 2008

Cheias na região da Grande Lx

Barcarena (Oeiras- Rio Jamor) 2ª Circular Acidente em Belas (Queluz) Bucelas (Loures) Varzea de Loures (Rio Trancão)
Parque de Queluz- Vista dos prédios da Rua Manuel de Arriaga
Ontem à noite, o programa Depois do Adeus, uma estucha da jornalista Maria Elisa, evocou a memória daqueles que pereceram e à memória dos muitos que ainda se lembram das terríveis cheias que assolaram Lisboa, arredores, Alentejo e Ribatejo em 1967, 1983 e 1997, para além de todas as outras que, ano após ano, ocorrem em Portugal. O timing do programa foi apenas coincidência, uma vez que já se sentia, ontem à noite, uma forte bátega de água, que o Instituto de Meteorologia tinha avisado que poderia acontecer. Durante toda a noite, não só chuva bastante intensa, prolongada e trovoada abateram-se sobre a Península e Lisboa, Almada e Setúbal, naquilo que a maioria das pessoas consideraram assustador. Realmente o som de tanta água a bater nas janelas e telhados impunha respeito, mesmo para os mais destemidos, e para os que têm boa memória, poderia ser significado de mais um dia de inundações se não preocupantes, pelo menos destabilizantes (transito, comércio, etc..). Saí de casa já após as 10.00 sob chuva forte. Apesar de tudo, não ouvi no caminho para a estação de comboios quaisquer comentários sobre a intempérie, embora me tenha passado pela cabeça que as ribeiras/ rios que banham Queluz pudessem ter transbordado um pouco dos leitos. Ora, Queluz, é contudo um sítio relativamente alto, acima do nível de leito de cheia, no entanto, com a explosão demográfico sentida durante os anos 60 nos arredores da Capital, a maioria das construções foram efectuadas em zonas mais próximas do nível de caudal, e como consequência mais flagrante, em 1967, alguns prédios numa rua que se situa abaixo da minha foram literalmente sugados pela força das águas, e levados até certamente a foz do Rio Jamor, perto de Algés. Numa outra ribeira (Ribeira de Carenque), uma bomba de gasolina também ruiu, não se sabendo se o proprietário se encontrava ou não dentro da mesma. O Bairro das Quintelas, ainda considerado Freguesia de Queluz, encontra-se construído por cima de leito aluvial, pelo que, sempre que chove mais um pouco, as águas ficam ali retidas por ser zona de vale. Se o leito transbordar, os carros estacionados próximos dos edifícios, bem como os carros do parque da PSP, podem ficar inundados.
A zona de Belas, situa-se contudo numa zona topográficamente baixa. O Rio Jamor banha a estrada nacional 117 que faz a ligação entre Queluz- Belas e Idanha, sendo a mais usualmente utilizada por quem "foge" ao IC-19. É também esta estrada que invariavelmente, por uma questão de rapidez, atravesso para ir até Mafra ou Ericeira. Hoje, não houve tempo para tréguas. O rio galgou furioso as suas margens, atingiu a estrada e levou com a sua força um automóvel onde seguiam duas jovens. Uma morreu presa pelo cinto de segurança, a outra ter-se-á solto (ou a força da água te-la-á arrastado pelo curso fora), nunca mais tendo sido vista. Foram as únicas vítimas mortais a contabilizar.
Em Loures, como não é também de espantar, mais uma vez, a cidade transformou-se em rio. O Trancão ultrapassou as suas fronteiras usuais e deixou Odivelas, Povoa de Santo Adrião, Santo António dos Cavaleiros, Flamenga, Bucelas, Frielas, debaixo de água. No centro de Lisboa, Campo Grande, 2ª Circular, Estrada de Benfica, Brandoa, Calçada de Carriche, Alta de Lisboa, foram as zonas mais afectadas. A sul, foi o Distrito de Setúbal a ter mais problemas, uma vez que as principais ribeiras se encontram tapadas por cimento. Uma vez que as casas rasas estão por debaixo do nível médio da água, não demorou muito para que ficassem completamente submersas. As imagens seguem de seguida dos vários locais onde ocorreram os principais focos.

Thursday, February 14, 2008

Viagem de taxi...Conversas com taxista!

Hoje de manha, -porque embora perto, Carnaxide acaba (por falta de transportes) por ficar longe de Queluz (Queluz centro... e não Queluz de Baixo, Queluz Ocidental, Monte-Abrãao.. etc..)-, voltei a ir de taxi até ao Hospital de Santa Cruz, para fazer um exame muito simpático de Medicina Nuclear, o Renograma (Rins). O mais interessante desta longa e pouco perceptível abertura, é que para além de eu estar ainda ligeiramente radioactivada internamente, pude hoje, dia 14 Fevereiro, dia dos Encalhados por Opção, confimar que antigamente é que era! O taxista que me transportou podia já não ser muito jovem, podia falar em forma de chuvascal, tal não era o numero de perdigotos que eu via a saltarem para o tablier do carro, mas numa coisa teve razão: o Amor, hoje em dia, já não é para sempre como era no antigamente. Contou-me que está casado há já 53 anos, e nunca pela cabeça lhe passou divorciar-se. Um casamento nesse tempo, era para a vida, para o Bom e Mau, Saude e Doença, bla bla... Hoje, quem é que se casa com essa ideia de romantismo desenfreado? Casa-se porque é o passo a dar seguindo-se o namoro, mas se nos fartarmos, oh, então está bem, continuamos amigos e temos o divorcio. É tão fácil não é? Também é verdade que o Sr. Taxista, tem uma esposa das antigas: nunca trabalhou fora de casa e no dia em que ele lhe disse que ela não voltava a a ser modista de ninguém, ela assentiu, porque quem manda lá em casa, é quem veste as calças. Também me contou que não há coisa melhor do que ter tudo pronto quando se entra no lar: tudo no lugar certo, à hora certa, almoço e jantar feitos... Não é cá como hoje, em que "voces jovens... e os rapazes também, têm de cozinhar e fazer isto e aquilo..". "Bom.." disse eu, "os tempos mudam, sabe? Hoje em dia, todos estudamos, todos trabalhamos..", "Pois é.." disse ele, "mas antigamente, as raparigas ficavam em casa, a maioria da população portuguesa era nova, e éramos quase menos de metade do que somos hoje, logo, havia esse luxo..." E eu ponho-me a pensar... Hoje em dia, as mulheres querem ter os mesmos direitos, deveres e atitudes que os homens, não só por uma questão social, como também por uma questão de evolução humana e realização pessoal, mas não deixa de ser curioso que quando estamos sós (sendo casadas, mães ou não), e nos enfiamos num banho de espuma, ou temos um fim de semana mesmo feminino com quase tudo feito, ou temos um dia de folga para aproveitarmos experimentar novas receitas, tornamo-nos mais femininas outra vez e não muito diferentes do que seria há 53 anos atrás. Para muitas mulheres, estar em casa era realmente um luxo, pois significava que os maridos ganhavam suficientemente bem para sustentar famílias por vezes bem numerosas. Aposto que muitas donas de casa desesperadas gostariam de poder fazer o mesmo.

Wednesday, February 13, 2008

"We're gonna need a bigger boat"

Roy Sheider sempre disse que nunca quereria ser recordado como Brody, personagem do filme Tubarão... contudo o primeiro filme de uma futura saga pouco convicente, é considerado por quase todos unanimamente, como a obra-prima de Spielberg, e na realidade, aquele filme "Jaws" é excepcional para a época em que foi feito e para as que se seguiram. Pioneiro em efeitos especiais, onde um tubarão é a perfeita máquina assassina, leva mesmo a crer, a quem o viu no cinema e ainda vê em casa, que estamos nós próprios dentro de água, sabendo bem que a qualquer momento podemos ser atacados. Ninguém fica indiferente à cena das pessoas serem "convidadas" a darem um mergulhinho pelo bom nome da terra turística.
Contudo, para mim, Roy Sheider será sempre Bob Fosse... ou melhor Joe Gideon, embora o filme "All That Jazz" seja a autobiografia do grande coreografo norte-americano. Nunca vi filme igual e sei, que por muitos musicais que se façam, nunca voltarei a ver. "Cabaret" é excelente, mas porque tem uma Liza Minelli de encantar e a coreografia, lá está de Fosse.... Mas em ATJ, vive-se ao extremo os ensaios, as danças, a musica e as dores de cabeça/ coração que Gideon teima em não tomar conta... Pela parte que me toca Roy tem todos os motivos para ficar tranquilo... ele não é Brody... ele será sempre Gideon...

Sunday, February 10, 2008

Esquire magazine: Jan 2008/ vol. 149/ nº1

A revista norte-americana Esquire completa 10 (uauuuu..) anos de existência da rubrica What I've learned, pautada com vários números (quase todos) bastante interessantes, para quem, como eu, passa a vida a querer saber das vidas dos outros, principalmente, artistas do cinema/ TV. A Esquire não é contudo uma revista cor-de-rosa, ensaboada, lambe-cus e inventora, é uma revista onde ocorrem now and then, excelentes entrevistas e reportagens a várias personalidades do quotidiano cinematográfico. Este número comemorativo trás um rol dessas mesmas entrevistas. Destaque para Michael J. Fox, e para Johnny Depp e Tim Burton:
"Depp: Don't take shit off anyone, ever"
"Burton: No matter what I do or say, I'm branded as the Prince of Darkness"
"Depp on Burton: It's true. I've married Tim's woman twice now"

Bufa a Bufa, se aumenta o Efeito de Estufa...

Teoria hilariante e, contudo, provável de ser verdade, no seguinte blogue: