Monday, April 28, 2008

Praias Portuguesas, Época Balnear

Ainda não começou a Época Balnear 2008, mas há já quem se faça ao mar apesar de correr imensos riscos. Numa altura em que as águas ainda estão obscuras, em que as marés não andam lá muito bem definidas, basta relembrar o que tem acontecido nas praias ultimamente com as quebras de fonte de areia, uma pessoa tentar ir ao mar é capaz de se tornar perigoso. Este fim de semana foi de calor. Aquele frio esquisito que começa a fazer-nos transpirar e a aquecer as nossas salas enregeladas pelos Invernos mais rigorosos... Já se sabe, Portugal é um país de brandos costumes mas tem um Sol invejável e, como bons lagartos que somos, depois de hibernar nas roupas quentes e escuras toca a despir de preconceitos e vamo-nos fazer aos areais. Às vezes corre bem, outras bastante mal. A água está fria e as correntes, embora nem sempre se vejam, estão lá e são fortes. Infelizmente sofremos de outro problema. A época de banhos ainda não começou e não há ainda concessionários para "protegerem" os banhistas mais atrevidos. Quando as alterações climáticas começam a fazer trapalhadas com o tempo atmosférico há que pensar em alternativas: "A montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha"; logo convém iniciar a época mais cedo, ou pelo menos, durante os fins de semana, principalmente os prolongados, quando o calor aperta e não dá vontade de andarmos só de maozinha dada pelos passeios marítimos ou ficar a beber imperiais nas esplanadas. Este fim de semana morreu um rapaz de 20 anos (ia escrever puto, mas acho que ficava mal empregue) na Costa da Caparica. Viu-se aflito no mar. Presume-se que tenha ficado de tal forma gelado que os músculos e a circulação pararam, e não teve forças para regressar a terra. O mesmo sucedeu-se na Foz do Lizandro (Ericeira), mas os dois homens conseguiram sair pelo seu próprio pé apesar dos sinais evidentes de hipotermia. Ou seja, o mar para além de matreiro está frio. Sabendo-se à partida que no Verão as águas ficam bem mais frias que durante o Inverno (viva a Nortada e o upwelling costeiro), chego a desconfiar que as pessoas apenas o fazem porque andam desejosas de darem apenas um mergulho pequenino. Se a consciência humana não se pode mudar, pelo menos que se mudem as políticas marítimas costeiras...

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