Wednesday, December 31, 2008

Pergunta da noite na RTP N: A democracia portuguesa sofreu um sério revés com o Estatuto dos Açores?

Claudia Silva 2008-12-30 17:40:12 Brincadeira de adultos... O jogo do gato e do rato, mas neste caso num contexto sério. A única coisa que se apresenta aos cidadãos é que a democracia está em risco, uma vez que nem o PR tem capacidade de ir contra aquilo que o PM e respectivo governo querem fazer, ou seja, parecem ser donos e senhores da verdade e tudo o que decidem é tido como dogma (verdade absoluta) que não se pode pôr em questão. Pois é, o Presidente deveria ter educado melhor as crianças (imposto regras), como não o fez (limitou-se a compactuar), estas viram-se contra o tutor.

Tuesday, December 30, 2008

Museu Nacional de Arte Antiga

Alguns dos acontecimentos que mais marcaram os meus 24 anos devem-se sobretudo a actividades culturais nas quais estive envolvida. Lembro-me que aos 8/9 anos fui numa visita de estudo ao Museu da Marinha anexado ao Mosteiro dos Jerónimos e que adorei tudo o que vi, de tal forma que ainda me lembro de alguns detalhes. Sei que o dia estava chuvoso e ventoso, e sei que aquilo tudo me fez ficar com uma ideia um bocado romântica da zona de Belém. Acho que é por isso que tanto gosto daquele local. No Verão passado tive a oportunidade de ir pela segunda vez à Austria. A principal diferença é que a 1ª foi muito mais voltada para a visita guiada (ainda que de forma personalizada), e desta vez as coisas, até por motivos de saúde, foram um pouco mais individualizadas. A minha mãe ia para onde queria e eu fui para onde quis. Mais uma vez e para não me desapontar as expectativas choveu, como aliás acontece em todos os verões na Europa Central, mas definitivamente, o facto de estar sozinha e visitar o Museu de Arte de Viena num dia de pleno Inverno em vésperas de apanhar um comboio para Salzburgo foi incrível. Praticamente não houve tempo em 2 horas e meia de o ver todo, e a páginas tantas dei por mim a ouvir os avisos de encerramento de portas. Fiquei desolada. Mas vi obras de arte que não encontro palavras para as descrever, na sua maioria de autores bem conhecidos, e inspiradas quase todas em passagens bíblicas. Acreditem quando digo que aprendi mais sobre o Livro nessa tarde do que se tivesse assistido alguma vez à catequese. Por isso, porque ainda não tive tempo para terminar de ver aquele museu, hei-de lá voltar um dia. Até lá volto a abrir os olhos e o coração aos museus nacionais, que afinal também fazem as delícias de muitos turistas e não só, embora, naturalmente sejam mais pequenos. O meu objectivo é ir nos próximos dias pela primeira vez ao Museu Nacional de Arte Antiga; vamos ver se não me desiludo.

Isto foi do melhor... quase quase a ser o highlight do dia, superado somente pelo post anterior..

Monday, December 29, 2008

Sabe-se lá como, mas hoje o meu nome foi mencionado na RTPN, perante a fotografia do dia.

"Intolerância gera ódio: Quando vemos a nossa vida a ser roubada, as nossas terras também, e não temos mais nada a que nos agarrar, levantamos as mãos em sinal de defesa, em sinal de súplica. A pedra é desprezo, mas a guerra israelita também o é." de Cláudia Paiva Silva
http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/noite-noticias/?k=A-Noite-A-Net.rtp&post=5992

Mensagem de Natal enviada ontem por mim à Embaixada de Israel.

"Caro Sr. Eitan Koka É com profundo pesar que me dirigo à Embaixada de Israel. Escrevo isto porque após ler no vosso site tudo aquilo que um "território tão pequeno" conseguiu em termos de crescimento mundial, convém dizer que em termos de compaixão não ganharam nada, perderam tudo e conseguem dia após dia perder o pouco respeito que a comunidade mundial sente por vós. O povo "perseguido", o povo "martirizado", o povo "eleito de Deus"??? Mas que justiça divina é então esta que deve congratular-se pelos bravos actos que Israel tem coonseguido ao longo dos últimos 60 anos efectuar. É triste, muito triste ver que milhares de anos a serem espezinhados apenas resultaram num povo mau, porque são maus todos os judeus que conheço, porque têm a mania da perseguição, porque não conseguem ultrapassar as coisas, porque se sentem ameaçados constantemente. Não admira... Tiverem que ser os Ingleses na década de 40 a darem-vos um pequeno punhado de terras para que aí se estabelecessem. Terra essa que não é, nunca foi e NUNCA, mas NUNCA será vossa. Essa terra que para vós é tão sagrada, chama-se Palestina, e pertence aos palestinianos, sejam eles fundamentalistas ou não. Mas que interessa isso para vós, não é? O povo escolhido por Deus, o mesmo que preferiu Barrabás a Cristo na altura da decisão, é apenas o "dono do Mundo", o dono da Economia Mundial... De onde virão todos estes milhoes de milhoes de euros e dólares que servem apenas para tapar os buracos? Porque razão os Estados Unidos e o Reino Unido se ajoelham perante os vossos actos selvagens para contra a Faixa de Gaza? Uma barbárie da pior espécie, um terrorismo (sim, o vosso) da pior espécie.. Devo admitir que a Santa Inquisião falhou. Falhou porque matou muitos pessoas injustamente, erradamente, mas na realidade, isso só serviu para que vós se sentissem ainda mais superiores. Nunca cedem, nunca mostram arrependimento, nem tão pouco a tal compaixão que mencionei a início. Apenas ódio, apenas desprezo para com os outros povos e gozo pelas outra nacionalidades. Fazem gato sapato de tudo e de todos e ainda se atrevem a dizer que fazem o que fazem para defender o que é vosso? E o que é vosso afinal???? Não podem, não devem, nem têm o direito de defender território que vos foi dado!! Mas aposto que se alguém disser isto, ainda se arisca a ter que lamber o chão que pisam não? Não lutaram por o merecer, mas matam para o ter. Qual Hamas, qual carapuça. Israel nunca vai chegar a acordo com o Estado da Palestina porque não quer, porque não está disposto a dar o braço a torcer, porque o povo judaico nunca irá baixar a cabeça nem que seja pelo bem comum. São uns porcos. E como tal, no dia em que uma bomba rebentar com a vossa santa terra, ou com as vossas belas embaixadas pelo mundo, eu irei aplaudir de pé. Não por ódio, mas porque acho que justiça foi finalmente feita. Não merecem viver num mundo como este, nem tão pouco são o povo eleito de Deus. Que blasfémia! Claudia Paiva Silva"
PS- Tenho amigos judeus, israelitas, mas não assassinos. Há que saber ver a diferença e os que menciono acima são apenas a grande fracção da sua comunidade. Não admito que um governo tome medidas destas, como donos do mundo, tal como não aceitei a invasão americana ao Iraque, nem outras "missões" do mesmo género em outros países. Dá para ver que 2000 anos de história, não vieram alterar em nada as mentalidades humanas.
PS2- Não obtive, obviamente, resposta.

Sunday, December 28, 2008

Por falar em ilusão, debati-me nos últimos dias, não só com o inicio do que parecia ser certo como gripe, mas que felizmente não passou disso mesmo, um aviso que tratei logo de despachar, como por certo de saber se o próximo ano já de si tão horroroso, me iria trazer a alegria de ter a minha vida resolvida. Deparei-me com a resposta um tanto ou quanto improvável: a minha vida está resolvida sim, mas não mais terá a ver com a de outras pessoas. 2008 foi um ano funesto em variados termos pessoais, mas sem duvida libertadores per si. Percebi que certas coisas não estavam bem e tentei mudá-las, mas enquanto que as situações mudam, as pessoas não o fazem tão facilmente e desisti de o fazer. Por umas e por outras esperarei sempre o melhor que têm. Podem ter a certeza que por mim, as coisas ficam como estão, que não volto a mexer um dedo que seja para ludibriar seja quem for e garanto que vou conquistar o meu espaço num grupo tão pequeno mais tão quebrado. Deixei de sentir vontade de pedir desculpa até para falar, como se tivesse um medo latente de ser gozada ou mal interpretada. Seria injusto para mim e para com outros e sinto que essa atitude só melhora a imagem que tenho de mim e que transmito aos outros. Que mania de bajular tudo para ser aceite quando me farto de saber que é exactamente por ser como sou que "salto à vista". Mas sim, estou mais tranquila, mas não menos reivindicativa, apenas controlo melhor o meu humor aos que me são próximos, e aos que me eram próximos. Quiçá o que o verdadeiro anno horribilis me trará de melhor e diferente?
Que o vosso Natal tenha sido unificador e glorificador das vossas vidas com os que demais vos são queridos, sem cinismos. Este ano decidi não ser cínica e com uma determinação única recusei-me a passar o dia de Natal com parte da minha família. Em contrapartida assisti impotente ao abrir de prendas da minha prima mais nova, numa loucura maternal que me fez ficar boquiaberta; como é possível uma criatura tão pequena ter já tantos brinquedos? Chego facilmente à conclusão que a este ritmo a pequena terá um telemóvel aos 5 e um automóvel aos 12. Por outro lado, fiquei com a nítida impressão que os portugueses estão loucos e que caminhamos rapidamente para o suicídio em massa. Não há outra forma para explicar a loucura de comprar antes do Natal (e com isto atiro a primeira pedra- Natal é sinónimo de compras e não de nascimento nenhum) e não logo a seguir, no dia 26, quando os preços começam a descer a pique. Pelo menos o meu estimado Corte Inglés não fez a coisa por menos e toca a remediar o mal que não foi feito antes do dia santificado: tudo o que é para vender, não vai a bem, vai a mal e transforma os grandes armazéns numa autêntica a real feira onde os preços (com a chancela de Black Friday-Sexta Negra na queda de preços) rondavam os descontos de 10 euros (antes era 200 agora, 190!). Bom, quando confrontados com a situação, os consumidores activos limitavam-se a dizer que tudo o que tinham para gastar, já tinham gasto e que "realmente, é uma estupidez não comprarmos depois. Fica muito mais em conta." Pois é, enquanto isso, os consumidores passivos abriram a pestana e toca de encher tudo quanto era centro comercial e assim, em resumo, e como moral da história percebe-se que o Natal é nos dias 27, 28, 29 de Dezembro, podendo prolongar-se enquanto houver stocks existentes até finais de Fevereiro. Mas este cenário é apenas parcial. Depois temos a tão falada crise, que até há bem pouco tempo, nem sequer era levada muito a sério pelos nossos governantes: uma coisa que passa ao lado da nossa "esquina no mundo". Afinal agora temos que estar preparados para as ondas de 10 metros que ameaçam a nossa costa e a nossa frente também. O cenário para 2009 é tão mau, mas tão mau, que eu já me limito a desejar um Bom 2010 para muitas pessoas; sempre é melhor que iludi-las não é?

Mais música que me agrada ao ouvido

Saturday, December 27, 2008

Broken Strings

Let me hold you

For the last time

It's the last chance to feel again

But you broke me

Now I can't feel anything

When I love you,

It's so untrue

I can't even convince myself

When I'm speaking,

It's the voice of someone else

Oh it tears me up

I try to hold on, but it hurts too much

I try to forgive, but it's not enough to make it all okay

You can't play on broken strings

You can't feel anything that your heart don't want to feel

I can't tell you something that ain't real

Oh the truth hurts

And lies worse

How can I give anymore

When I love you a little less than before

Oh what are we doing

We are turning into dust

Playing house in the ruins of us

Running back through the fire

When there's nothing left to save

It's like chasing the very last train when it's too late

Oh it tears me up

I try to hold on, but it hurts too much

I try to forgive, but it's not enough to make it all okay

You can't play on broken strings

You can't feel anything that your heart don't want to feel

I can't tell something that ain't real

Well the truth hurts,

And lies worse

How can I give anymore

When I love you a little less than before

But we're running through the fire

When there's nothing left to save

It's like chasing the very last train

When we both know it's too late (too late)

You can't play on broken strings

You can't feel anything that your heart don't want to feel

I cant tell you something that ain't real

Well truth hurts,

And lies worse

How can I give anymore

When I love you a little less than before

Let me hold you for the last time

It's the last chance to feel again

(James Morrison com Nelly Furtado)

Monday, December 22, 2008

Receitas para variar na consoada...

Bacalhau dourado com espargos e praliné de frutos secos: Para 4 pessoas
2 lombos de bacalhau alto peviamente demolhados
2 molhos de espargos
30 g de miolo de pistácios
30 g de miolo de cajú
30 g de miolo de pinhão
sal e pimenta qb
azeite para fritar qb
1 folha de louro
4 ou 5 grãos de pimenta preta
farinha qb
Escalde os lombos de bacalhau durante alguns minutos em água a ferver com os grãos de pimenta e a folha de louro. Poesteriormente escorra-os, tire-lhes as espinhas e corte-os em bocados regulares. Elimine a parte mais rija dos espargos e coza-os em água e sal. Pique grosseiramente os frutos secos na picadora, adicionando-lhes um pouco de sal e pimenta. Aqueça o azeite numa frigideira. Passe os bocados de bacalhau pela farinha, sacuda-os bem e frite-os em azeite bem quente até ficarem dourados. Sirva o bacalhau com os espargos, salpicando com a mistura os frutos secos. Regue com um fio de azeite. Ravioli de massa preta com recheio de bacalhau e broa gratinados com queijo da ilha (ou outro queijo bom qualquer): Para 4 pessoas
2 embalagens de massa fesca ravioli com recheio de bacalhau e broa
100 g de queijo ralado
água qb
sal qb
50 g de manteiga
Coza os ravioli em água abundante temperada com um pouco de sal. Tenha o cuidado de os colocar apenas quando a água estiver a ferver. Entretanto derreta a manteiga numa frigideira antiaderente.Escorra a massa. Posteriormente passe-a para a frigideira e deixe saltear alguns segundos mexendo muito delicadamente para não partir os ravioli. Coloque a massa num tabuleiro de forno e distribua o queijo por cima. Leve ao forno na função grelhador (ou microonda na potência maxima) até o queijo gratinar.

Sunday, December 21, 2008

Frida Khalo- Viva La Vida!

Enquanto o tempo passa e não passa e eu espero que apesar de tudo passe ligeiramente mais devagar, fico igualmente à espera de ver esta magnífica peça de teatro inspirada na vida trágica de Frida Khalo interpretada pela não menos magnífica actriz portuguesa Fernanda Serrano, que aproveita assim para tomar um novo fôlego à sua vida que durante estes últimos meses também não esteve nada facilitada. Fica o vídeo da ver a transformação:

Friday, December 05, 2008

vamos tentar outra vez...

"Vende-se"

"Na 2ª pessoa"

"Sina"

"Sete Mares"

"Notícias de ti"

"No teu último degrau"

Me, me, me, me, Estela e Serafim...

Classificados@Aula Magna

Entrei em desespero.. Os vídeos que gravei ontem à noite no brilhantíssimo concerto que a banda portuense Classificados ofereceu ao pessoal do Sul, são literalmente obesos para qualquer tentativa de upload ou envio para mails, youtubes ou mesmo para blogs, pelo que tenho que me limitar às fotografias. Por um lado, é mau, mas por outro, é bom, pois assim escusam de ouvir a minha voz durante grande parte dos mesmos. Mas assim que alguém me der a ideia de como os tornar mais pequenos, irei fazer o upload de pelo menos, o último, uma vez que foi dos melhores momentos (de quase todos os melhores momentos) do genial espectáculo. Aula Magna quase quase cheia, tudo em pé, tudo a aplaudir, tudo a cantar.. Foi mesmo uma noite especial, apesar da falha de energia que se fez sentir (e bem!) durante a tarde pela Alameda da Universidade de Lisboa e arredores. Serafim, Sérgio, Pedro e Paulo, muitos parabéns!

Wednesday, December 03, 2008

Twilight/ Crepúsculo

Adolescentes com risinhos abafados, adultas com cara de parvas... enfim, todas a babar literalmente durante os 140 minutos certinhos e direitinhos de longa-metragem. Os rapazes que se cuidem, os namorados que fiquem em alerta, os maridos que as tranquem em casa, pois Edward Cullen (Robert Pattison) está à solta pronto a morder a Bella (Kirsten Stewart) que existe em cada uma de nós, e acreditem, todas temos algo de puramente ingénuo e infantil e de valente em nós. O filme só estreia amanha, quinta-feira, mas ontem, terça, pelas 21.30 (e não foi assim há tanto tempo quanto isso), tive a oportunidade de ver em antemão o filme indie, sem grande mão hollywoodesca, Twilight ou Crepúsculo, baseado no livro homónimo, best-seller americano e, em breve, mundial da americana (e mormom) Stephenie Meyer. Um vampiro apaixona-se por uma mortal- que original!-, mas quando se começa a perceber que aquele vampiro é diferente dos outros, e que a relação entre ambos está muito além de, lets put things into basics, sexo, então o melhor é parar para ver com mais atenção. O que se poderia tornar em mais um Harry Potter, acaba por se tornar numa saga de 4 livros bastante coerentes, com histórias que fazem sentido, para quem quiser perder tempo a ler fantástico. Se não gostam do género, por favor, não leiam e não tentem persuadir outros a não lerem também- nada pior do que receber críticas, ainda que construtivas, a dizer que estamos a perder tempo. Pelo que vi hoje no Cine-teatro São Jorge, foi a sala principal inteira que perdeu tempo a ler os livros, ou, neste caso, o primeiro. Como já referi não pensem que vão ter grandes efeitos especiais, ou grandes diálogos, porque não vão. Mas também não é um filme para desistir a meio; quem gosta, vai até ao fim.. e eu gostei muito... tanto que também babei... Quando Edward se apaixona por Bella a coisa não podia correr pior, pois a família dele sem excepção é vampira, e, de alguma forma têm de se adaptar ao novo elemento da família. É tudo muito bonito, muito cor-de-rosa, muito romântico até que, vampiros diferentes (daqueles que mordem mesmo pessoas e não se ficam por uma dieta tipo mediterrânea dos que só caçam animais irracionais) chegam à cidade de Forks (estado de Washington, Noroeste americano- lembram-se de Twin Peaks? Gorgeous..). Bella é "apetitosa" demais para ser deixada em paz, e nem mesmo os avisos da família Cullen parecem importar. Inicia-se a caçada, o jogo do gato e rato. Tudo em meias doses para não suscitar muitos gritinhos histéricos, até os beijos são em meia-dose, porque menino vampiro pode morder sem querer menina mortal. Para se ir lendo aos poucos e ver enquanto está no cinema. Primeiro estranha-se e depois entranha-se.

Monday, December 01, 2008

Ocultação de Vénus, ou o que resta dela...

"Quem nas últimas semanas tenha observado o céu ao cair da noite terá reparado em dois pontos de luz fixa, branca e muito brilhante que se destacam acima do horizonte de sudoeste. Trata-se de Júpiter, à esquerda, e de Vénus, à direita. São astros inconfundíveis, que se têm vindo a aproximar visualmente. Nos próximos dias, o espectáculo tem um magnífico desfecho. Esta noite, Vénus aproxima-se de Júpiter, ficando por baixo deste a uma distância angular de 2,5º, o que é raro. Na noite de domingo, a distância entre os dois planetas diminui ainda e surge à direita uma Lua muito jovem, reduzida a um fino risco luminoso. Finalmente, na noite de segunda, a Lua oculta Vénus pouco antes do pôr do Sol e a noite começa com o planeta aparecendo pela direita do limbo iluminado do nosso satélite. É um espectáculo muitíssimo raro e belo. Quem tenha binóculos ou um pequeno telescópio poderá registar a ocultação de Vénus, que se consegue observar à luz do dia, tendo a Lua como referência. O fenómeno começa pelas 15h27 e termina pelas 17h11, mas é preciso um grande cuidado em não apontar os instrumentos para o Sol. O espectáculo deste trio celestial termina cedo. Pelas 8h já os astros se afundam no horizonte. Só nos resta esperar bom tempo e céus limpos." in Expresso
Há sempre que relembrá-lo, porque parece que com o tempo a memória fica mais curta...

Sunday, November 30, 2008

Poderia falar sobre imensas coisas... mas na realidade, estar estes dias em casa, alheada de muitas coisas que se passam lá fora, na minha vida social e académica permitem-me dizer que nada de vital se passou de forma a ser digno de registo. Estou na fase de hibernação, astenia de Outono que se tende a arrastar pelo Inverno que se apresentou em força, este ano, cedo demais, com todas as suas qualidades e defeitos. A unica coisa que me chamou a atenção foi o facto de estarmos a ter nevões como há já alguns anos não se viam, e andarmos a tiritar de frio, como há já algum tempo, não se sentia também. Falo por mim. Há um ano atrás, ainda andava eu de t-shirt, praticamente e não sentia frio; agora é ver-me enfiada em montes de camisolas e com dois pares de meias+collants de lã- Não resulta!
Contudo, é nestas alturas, principalmente com feriados e tal, que apetece ainda mais ficar em casa (a não ser que seja imperioso ir para um centro comercial qualquer- Colombo, Colombo, Colombo, Allegro =))) sim, sim, sim! começar a comprar prendas de Natal, que este ano, by the way, não será comemorado cá em casa por motivos familiares), a ver filmes.. Sejam eles de teor romântico (como o que a TVI passou esta tarde, ai ai.. Jude Law.. http://www.imdb.com/title/tt0457939/- The Holiday), ou então de teor catastrofista, (como The Day after Tomorrow, http://www.imdb.com/title/tt0319262/). Em relação a este ultimo, sendo que gosto particularmente dele, fez-me hoje, Anthímio de Azevedo, esse Grande Senhor da Meteorologia nacional, recordá-lo com esta pequena entrevista para o Correio da Manha (jornal diário profeta da desgraça): Anthímio de Azevedo, Meteorologista, fala ao CM sobre o tempo frio que se abate sobre Portugal. Correio da Manhã – Este frio vem antes de tempo? Anthímio de Azevedo – Nós é que precisamos de acertar os nossos relógios biológicos pela realidade astronómica. Está dentro da tendência de evolução normal, irreversível do ponto de vista astronómico, da crescente inclinação do eixo da terra, que já vai nos 24 graus e leva por exemplo os equinócios a começarem mais cedo, as andorinhas a aparecerem mais cedo e algumas plantas a nascerem mais cedo. São fenómenos com periodicidades muito grandes, neste caso são 28 mil anos. – Quais as consequências? – Vamos a caminho de ter situações meteorológicas muito parecidas de regiões com latitudes mais a sul como Cabo Verde ou Guiné, com apenas duas estações do ano: uma estação seca e outra de chuvas. Com diferenças, como este frio é exemplo, porque estamos mais perto do Pólo Norte e há mais influência continental. – A acção do Homem não contribui então para isto? – Os disparates do Homem, como a poluição, também têm influências negativas e têm vindo a perturbar isto tudo. Hoje [ontem] acordei às 06h45, fui ver imagens de satélite no site da Universidade de Dundee e vi o Atlântico como nunca tinha visto. Invadido por ar frio, sobre um oceano quente e todo coberto com faixas nebulosas. Isto explica este tempo: o oceano envia ar húmido e quente, que com o frio condensa e provoca nebulosidade, com estas condições de instabilidade em que chove um bocado e pára. – Por que é que Portugal quase sempre escapa a grandes tragédias meteorológicas que sucedem aqui ao lado, em Espanha e França? – Estamos numa situação geográfica privilegiada. Se formos mais para o interior há os problemas da continentalidade, com maiores diferenças de temperaturas. Nós estamos perto do mar e temos o estabilizador da presença da água. Bernardo Esteves
Quando leio um senhor desta idade e com a sua experiência dizer que nunca viu o Atlântico desta maneira, faz-me ter medo de muita coisa, mesmo que seja disparatada ou fora de sentido. Contudo, uma coisa é certa, estamos a mudar e só um cego (dentro do contexto de Saramago) para não o ver.

Thursday, November 27, 2008

A wish for something more (Amy MacDonald) Oh the sun is shining far too bright
For it to still be night
Oh the air feels so cold so cold and old
How can it be light
Oh lets take a walk outside
See the world through each other’s eyes
I wish I was your only one
I think you’re beautiful but your hair is a mess
and your shoes are untied, but that's what I love best. And I, I wish I was the one
you lonely lonely son
and you looked at me that way.
I wish for long lingering glances, fairytale romances
every single day
And you look at me and say I’m your best friend every day
but I wish for something wish for something more
Oh I love you like a friend but let’s not pretend
how I wish for something, wish for something more. Oh the grass is so green
but I can’t see anything, past your eyes
I'm fixated on your smile
your cherry lips make life worthwhile
I'm thinking these things what I’m trying to say
Life gets in my way
every single day. Now the sun is fading and the rain is coming down
And I’m looking at your face but you’re looking at the ground
I see diamonds in your dreams I see pearls around your neck
I see everything that's beautiful, everything that's beautiful.

Monday, November 24, 2008

Sismulacro (pode ser visto em http://terminal23.blogspot.com/2008/11/simulacro.html)
Caros cidadãos,
Hoje, dia 21 de Novembro de 2008, vamos simular que não estamos em crise! A partir das 15h 00m o país, mais concretamente a área da grande Lisboa vai entrar em crescimento económico súbito até Domingo.
Vamos todos fazer de conta que o capitalismo assente em mecanismos especulativos vai começar a dar frutos, que as grandes empresas vão ganhar ainda mais poder e autonomia financeira, e que alguns senhores dirigentes de grandes bancos e gasolineiras irão retribuir justamente os excelentes investimentos estratégicos e irão devolver dinheiro a todos os seus clientes.Vamos todos dar as mãos e saudar o capitalismo com "Urras" e "Vivas" e fazer de conta - relembro, até Domingo - que vivemos de forma folgada e próspera.Portugueses, Simulemos uma vitória económica na Cidade Capital deste rico país. José Sócrates
- "Pronto, acabei! O que achas desta ideia?"
- "Ó senhor Primeiro Ministro, se me permite... Talvez seja melhor simular um sismo! Sempre testávamos a capacidade de reacção da Protecção Civil, enquanto calávamos muitos cientistas que afirmam há não sei quantos anos que estamos mal preparados para um tremor de terra de grandes proporções!
Por outro lado, a ideia não era tão assustadora!"
- "Efectivamente tens razão! Um sismo sempre era mais realista. Para além disso, não tenho a certeza se os Portugueses aguentavam três dias inteiros de felicidade! É que simular tal situação é muito difícil! Então e pomos o epicentro onde? Ali no Banco de Gorringe como em 1755?"
- "Talvez não! Se calhar era melhor uma coisa mais regional! Ali em Benavente como em 1909, por exemplo! Assim limitávamos esforços sem obrigar a Protecção Civil a trabalhar muito, e não incomodávamos turistas algarvios resistentes ao frio. Uma coisa que implicasse só as Câmaras de Santarém, Benavente e Lisboa!... O que é que diz?
"- "Isso mesmo! Óptima ideia! Põe esse plano em marcha e começa já a emitir comunicados! Até calha bem porque como hoje é greve da função pública até nem vamos incomodar muita gente!"
- "E o Senhor Primeiro quer mais alguma coisa?"
- "Não é tudo! Agora deixa-me escrever aqui uma carta ao Major-General Arnaldo Cruz da ANPC a pedir desculpa pelo incómodo, que daqui a bocado vai começar o minuto verde e eu quero ver se não perco a dica de hoje!"

Monday, November 17, 2008

Sophie Ellis Bextor- Move This Mountain
Sendo que possivelmente terei apanhado uma valente constipação, e declarando que não tirei nenhuma fotografia do evento porque, enfim, está tudo muito tremido e a poeira só assentou superficialmente, devo dizer que ontem à noite me senti muito feliz por ver os meus meninos todos juntos outra vez. Não importa que depois tivesse sentido o frio a entrar-me pela pele dentro, o que estava a fazer com que as minhas mãos inchassem mesmo depois de termos andado, sim concerteza que andámos, alguns quilómetros, subindo e descendo as colinas de Lisboa, da Sé ao Bairro e depois, não contentes com isso, parássemos pela Bica e continuássemos até à 24 de Julho. Foi uma noite de, praticamente, Inverno, bastante agradável, mesmo que estivesse "encerrada" a partir das 02.00 ou que em todo o lado nos obrigassem a pagar quantias para as quais ainda não ganhamos o suficiente. Estivémos todos juntos, mesmo com todas as tricas copiadas sem querer das novelas mexicanas.

Wednesday, November 12, 2008

Sigur Ros- Inní mér syngur vitleysingur ("Within me a lunatic sings")

Aprendendo a esperar por ti, sempre (citando M.R.Pinto)

Peço desde já desculpa, mas as palavras que se seguem não só, nem pouco mais ou menos da minha autoria, embora reconheça e me identifique em tudo o que nelas está contido. "É possível que no meu património genético exista o gene da espera, herdado das avós das avós das minhas avós, séculos a fio repletos de gerações de mulheres que viveram toda a sua vida à espera dos homens, desde a reconquista de Portugal, escondidas em pequenas aldeias do norte sob a protecção do condado. Depois, até ao reinado de D. Afonso IV, enquanto combatiam a mourama. E mais tarde, na era dos Descobrimentos, quando partiam em naus e caravelas e ficavam por lá, a plantar a bandeira de Portugal nas praias que iam conquistando, erguendo padrões e fortes onde podiam, desde a costa africana até às Índias, passando pelo Brasil e por tantos outros lugares. As mulheres portuguesas sempre esperaram pelos homens e a isso eu chamo a vocação de Penélope, a sábia e sensata mulher de Ulisses que esperou vinte anos pelo marido, sem nunca permitir que nenhum outro homem se casasse com ela e usurpasse o trono de Ítaca. (...) Como é incompleta a Odisseia! A história devia ter contado os milhares de trabalhos de Penélope a tentar defender a sua casa e o seu coração e não os doze trabalhos de Ulisses.(...) Penélope era forte. Não desistiu de esperar, mesmo sem telefones, e-mails, ou mensagens escritas. (...) Sabes que já fui muito parecida contigo? A minha sede insaciável de viajar fazia-me imaginar que cada cidade que conhecia podia transformar-se na minha nova casa; sonhava que era capaz de lá viver e deliciava-me com a ideia de ter múltiplas e paralelas existências. O tempo, a maternidade, a velhice gradual dos meus pais, a morte de alguns amigos e o apego ao meu trabalho mostraram-me que o meu lugar era aqui. Portugal é a minha terra e Lisboa a minha casa. E quando acordo de manhã e abraço o rio, sinto uma paz merecida, a tranquilidade daqueles que aprenderam a viver com os seus medos e dou graças à vida por me ter mostrado o lugar onde pertenço. Demorei muito tempo a perceber onde me sentia feliz. Não parei de correr por cansaço ou por não saber que direcção seguir. Acredito que de uma forma natural e inequívoca, fui descobrindo que era aqui que era feliz, que preciso de Sol para viver em paz e da respiração do Atlântico para me sentir completa, plena." (...) "Se calhar sou doida, sofro da mais antiga enfermidade do ser humano e que ainda nenhum cientista se lembrou de diagnosticar, estudar e classificar como uma patologia: não sei viver sem amor. Preciso de amar e de ser amada para viver sem me deixar engolir pela realidade, sem sentir que estou a lutar para me manter à tona. A vida sem amor é para mim uma questão de sobrevivência, um deserto imenso e assustador, um vazio do tamanho do buraco negro. Porque antes de tudo e depois de tudo está o amor. E tudo acaba, tudo passa, tudo se desfaz, se desfigura, se dissipa, se enterra se transforma, mas o amor nunca acaba, porque é impossível viver sem amor. Mesmo que só existam palavras, o amor vive-se na mesma. A pior coisa é não amar, penso que isso não existe. Se fosse uma heroína romântica, acabaria tísica num convento de freiras. Felizmente nasci na segunda metade do século XX, e por isso, em vez de me entregar a um destino trágico e estúpido, trabalho, colecciono sapatos e janto fora com os meus amigos." (...) "Todos procuramos um grande amor, não interessa se temos 16, 36 ou 63 anos, não interessa se nascemos ricos ou pobres, inteligentes ou burros. A necessidade da realização pessoal através do amor é uma das maiores verdades universais. Mas a vida vence quase sempre o amor, por isso são muito poucas as pesoas que se podem alegrar com a consumação plena desse sonho. Não sou dona do tempo nem de nenhuma verdade, a não ser daquilo que sinto. (...) Quando se ama alguém tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. E aprendemos a respirar na espera, a viver nela, afeiçoando-nos a um sonho como se fosse verdade. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível....(...) É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."
Para C.

Saturday, November 08, 2008

Lost

Just because I'm losing
Doesn't mean I'm lost
Doesn't mean I've stopped
Doesn't mean I'm across
Just because I'm hurting
Doesn't mean I'm hurt
Doesn't mean I didn't get what I deserved
No better and no worse
I just got lost
Every river that I tried to cross
Every door I ever tried was locked
Oh and I'm just waiting 'til the shine wears off
You might be a big fish
In a little pond
Doesn't mean you've won
'Cause along will come
A bigger one
And you'll be lost
Every river that you tried to cross
Every gun you ever held went off
Oh and I'm just waiting 'til the firing's stopped
Oh and I'm just waiting 'til the shine wears off
Oh and I'm just waiting 'til the shine wears off
Oh and I'm just waiting 'til the shine wears off
Coldplay

Wednesday, November 05, 2008

Leave out all the rest

I dreamed I was missing
You were so scared
But no one would listen
Cause no one else cared
After my dreaming
I woke with this fear
What am I leaving
When I'm done here
So if you're asking me
I want you to know
When my time comes
Forget the wrong that I've done
Help me leave behind some
Reasons to be missed
And don't resent me
And when you're feeling empty
Keep me in your memory
Leave out all the rest
Leave out all the rest
Don't be afraid
I've taken my beating
I've shared what I made
I'm strong on the surface
Not all the way through
I've never been perfect
But neither have you
So if you're asking me
I want you to know
When my time comes
Forget the wrong that I've done
Help me leave behind some
Reasons to be missed
Don't resent me
And when you're feeling empty
Keep me in your memory
Leave out all the rest
Leave out all the rest
Forgetting
All the hurt inside
You've learned to hide so well
Pretending
Someone else can come and save me from myself
I can't be who you are
When my time comes
Forget the wrong that I've done
Help me leave behind some
Reasons to be missed
Don't resent me
And when you're feeling empty
Keep me in your memory
Leave out all the rest
Leave out all the rest
Forgetting
All the hurt inside
You've learned to hide so well
Pretending
Someone else can come and save me from myself
I can't be who you are
I can't be who you are

Sunday, October 26, 2008

Começa já por aqui: a hora mudou, e, tal como em todos os anos, eu não aprecio tal facto. Reconheço que muitas pessoas adorem o Inverno e o frio, e a chuva e, se possível, a neve, mas eu detesto. Por mim, poderia ser Primavera e Verão o ano inteiro que não me ralava. Vá, talvez uma semana no total de dias mais frios. Qual é afinal a lógica de atrasarmos os relógios? Não é pelo facto de ter dado mais jeito hoje para uma pessoa dormir mais uma hora... É uma coisa científica? Arghh! Já não me basta ter que saber que durante o Inverno o Hemisfério Norte "aproxima-se" mais do Sol (e por isso se diz que ele está "mais beixo"), quanto mais ter que roubar luz solar aos dias que por si são mais curtos. Não gosto e não quero! Assim, quando forem 18.00, já é noite cerrada, e como eu tenho quase a certeza que as pessoas tendem a desaparecer com os ultimos raios de luz diurna, como se a partir do crepúsculo fôssemos invadidos por uma imensidão de seres subnaturais nocturnos, vou passar a sair da faculdade,-isto nos dias em que lá for,claro!-, sozinha e sem ninguém, porque é isso mesmo que acontece. Assim que começa a ficar escuro, as pessoas fogem mais cedo para casa e isto nada tem a ver com os assaltos. É pura e simplesmente uma tradição. E eu tou farta da tradição!

Wednesday, October 22, 2008

Eu não sou mázinha!!! Eu não sou uma pessoa má...

In SOL:
"Apelo de Sousa Tavares «Venha cá, escolha o que quiser, mas devolva-me o meu trabalho» O escritor lança um apelo a quem lhe assaltou a casa e lhe roubou o computador «venha cá, escolha o que quiser, mas devolva-me o meu trabalho»"
"Miguel Sousa Tavares declarou ao jornal 24 horas que depois dos acontecimentos do fim-de-semana, quando lhe assaltaram a casa, já está a instalar um alarme de segurança e vai mandar montar grades nas janelas. O escritor foi passar o fim-de-semana ao Porto e quando chegou à sua casa na Lapa, em Lisboa, deparou-se com a falta do seu computador portátil, bem como com alguns documentos remexidos. Diante da perda de «um ano de trabalho» Miguel Sousa Tavares faz um apelo a quem lhe roubou o computador para lho devolver. «Trocava qualquer coisa pelo meu disco rígido. Até era capaz de dizer ‘venha cá e escolha o que quiser, mas devolva-me o meu trabalho!’». Esta já não é a primeira vez que Miguel Sousa Tavares é assaltado. Uma casa que o escritor teve no Campo de Santana, em Lisboa, também foi assaltada, mas dessa vez levaram tudo o que tinha de valor. "
A ver se a crista lhe desce pá... embora se fosse comigo, também não acharia piada nenhuma. Mas resta saber se ele foi vítima de um assalto "normal" ou de um assalto propositado.

Tuesday, October 14, 2008

Estou a ganhar um ODIO tal ao Miguel Sousa Tavares, que ai....!

Diz ele: "Por causa das gravuras supostamente paleolíticas de Foz Côa (algumas desenhadas há 30 anos) deixou de se fazer uma barragem que era importante para a regularização do Douro; e, por não se ter feito essa barragem, vai avançar-se agora com a respectiva compensação, que é uma barragem no Sabor - um dos últimos rios despoluídos e em estado natural do país - que terá consequências ambientais desastrosas. Mas, na altura, Guterres e Carrilho queriam inaugurar o seu Governo com uma caução 'cultural', cavalgando uma onda de demagogia imaginada por uma inteligente máquina propagandística de interessados em arranjar um 'tacho' no futuro Parque Paleolítico do Côa. "As gravuras não sabem nadar", gritavam eles. E, porque as gravuras não sabem nadar, destrói-se o rio Sabor. Tempos depois, foi a vez das pegadas da passagem de um dinossauro na CREL. "Achado arqueológico de extrema importância", arranjou logo os seus acérrimos defensores. Fez-se então um túnel, para preservar por cima as marcas indeléveis da passagem do dinossauro excelentíssimo. Tal como em Foz Côa, as boas almas que se encarregam de desbaratar dinheiros públicos a qualquer pretexto juraram que o local seria ponto de permanente romaria de criancinhas das escolas, levadas compulsivamente, e de milhares, milhões de adultos, idos voluntariamente, em súbito fervor histórico-cultural. E só a chegada do défice evitou que ao túnel se juntasse ainda um museu do dinossauro. Mesmo assim, milhões e milhões e milhões depois, duvido que mais de uma dúzia de curiosos por ano se preocupe em ir ver as pegadas do bicho; e, quanto a Foz Côa, retenho a exclamação sentida de uma habitante local, aqui há tempos: "Até agora, ainda não ganhámos nada com as gravuras!" Pois não, minha senhora, mas isto de ganhar dinheiro sem fazer nada, apenas abrindo a torneira do Estado, não acontece todos os dias. Agora, li aqui que, por cima da A-24, entre Vila do Conde e Vila Pouca de Aguiar, se fez um 'loboduto', para que os distintos animais (que não se sabe ao certo quantos são) não vejam interrompidos os seus supostos territórios de passagem na serra da Falperra. Eu acho o lobo um animal interessante e Deus me livre de não os querer preservar. Mas, francamente, 100 milhões de euros (20 milhões de contos!) por um 'loboduto' - onde, ainda por cima e segundo testemunhos locais, é improvável que venha a passar algum lobo, porque não só não se sabe se eles existem mesmo ali como ainda se sabe que ao lado existe uma pedreira que costuma fazer explosões - parece-me um bocadinho, como direi, talvez exagerado?... Vamos admitir que existem por ali dez lobos, a quem aquilo facilita a vida; vamos mesmo admitir que existem vinte: um milhão de contos por lobo não será de mais? Quantos anos, e sempre com gravíssimos problemas de saúde e assistência, não teria de viver um português para que o Estado gastasse com ele um milhão de contos? Como se conseguiu chegar a este verdadeiro deboche contabilístico? Segundo conta o 'Expresso', da maneira mais simples e mais habitual: através da contratação de estudos e pareceres técnicos a 'especialistas'. A consultadoria para o Estado - um dos mais prósperos negócios que existem em Portugal. Pela mesma altura de Foz Côa - governava Guterres e era ministro da Economia Pina Moura -, a consultadoria externa levou o Estado a celebrar outro extraordinário negócio. Existia uma empresa privada, a Grão Pará, que parece que tinha o mau hábito de se esquecer de pagar à Segurança Social. Já uma vez tinha conseguido negociar de forma a que o Estado lhe pusesse as dívidas a zero, mas, anos depois, estava outra vez na mesma situação. Como resolver o problema? Por dação em pagamento. Acontece que a dita empresa tinha dois bens, qual deles o mais valioso. Um era um hotel no Funchal, construído ao lado do que dava para imaginar facilmente que um dia seria o prolongamento da pista de aterragem do aeroporto. Quando a pista foi mesmo prolongada, o hotel ficou condenado à falência, porque não há muitos hóspedes que queiram dormir onde aterram aviões. O outro era o Autódromo do Estoril, onde sucessivas injecções de dinheiros públicos não tinham conseguido o milagre de o tornar rentável nem sequer de lá manter a Fórmula 1. E foi com estes dois bens falidos que o Estado se contentou em troca do perdão da dívida. Na altura escrevi um artigo perguntando como é que um Governo que tudo queria privatizar se lembrava de 'nacionalizar' um autódromo e como é que o Estado transformava um crédito num encargo financeiro para si. Respondeu no mesmo jornal o ministro Pina Moura. Dizia que o autódromo era essencial para o turismo e para o 'interesse público' e que, feitas umas pequenas obras de melhoramento, logo regressaria a Fórmula 1 e lucros a perder de vista. Passaram-se dez anos e o Autódromo do Estoril, depois de dezenas de milhões de euros de dinheiros públicos gastos em melhoramentos, manutenção e honorários dos seus administradores (e, obviamente, sem jamais voltar a ver a Fórmula 1 ou qualquer coisa que se parecesse), foi esta semana posto em leilão público por 35 milhões de euros. Não apareceu nenhum interessado. Pelo que, das duas uma: ou se arrasa e urbaniza tudo aquilo (fazendo mais uma alteração legislativa, porque os terrenos são de construção proibida), ou teremos de continuar a suportar eternamente os custos deste brilhante acto de governação. E sabem porque é que estas coisas acontecem? Porque há um poderosíssimo lóbi de consultadoria instalado à mama do Estado, há anos sem fio, que dita, influencia e condiciona as decisões dos executivos. Para 2008, o Governo orçamentou 370 milhões de euros (!) para gastar com eles em "estudos, pareceres, projectos e consultadoria". Eles, quem? Pois, isso é segredo de Estado. Há um ano que o semanário 'Sol' tenta obter, ao abrigo da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos, a lista dos beneficiários deste bodo. Em vão. O Governo fecha-se em copas e os tribunais administrativos protegem-lhe a manha. É que, se viesse a público a lista das eminentes personalidades, dos ilustres técnicos e dos influentes escritórios de advogados e consultores que entre si fazem assessoria aos governos - seja para comprar armas, submarinos ou autódromos ou para dar parecer técnico sobre 'lobodutos' ou contratos com Angola -, uma grossa fatia da respeitabilidade pública desabaria por terra. Repito o que de há muito venho dizendo: em termos de cidadania, há duas espécies de portugueses - os que vivem a pagar ao Estado e os que vivem a tirar ao Estado. E o resto é conversa de comendadores ou de 'benfeitores'."
Resumindo... Por muito que queira, não consigo outra coisa: Odeio mesmo o estúpido do homem!

Friday, October 10, 2008

Viva a hipocrisia.

Grande Manuel Alegre: Pode até ter sido meramente por uma questão política para ganhar votos num futuro próximo, mas pelo menos não se acobardou e deu a cara na altura da sentença (leia-se votação) final. Num país que se quer comparar com os grandes da Europa (e sim, porque esses é que são países a sério!), é vergonhoso termos um Governo que quando está em plena campanha eleitoral faz um sem-número de promessas e depois, para as cumprir, está quieto. Andou e ainda anda, uma grande maioria de eleitores atrás de um partido que de rosa não tem nada e sim de cinzento. O único partido europeu que afirma diariamente que a crise económica mundial não nos vai bater à porta, ou se bater, nós não a vamos deixar entrar. Deve ser mesmo por isso, que uma das notícias de hoje é o facto do Fisco ganhar ainda mais poder para começar a vender mais rapidamente as casas penhoradas pelos bancos: quem não tem dinheiro não tem vícios e, se não têm dinheiro para ter uma vida condigna, vão morar para os bairros sociais como todas as outras famílias sem posses- enfim, uma vergonha!
Mas hoje, não estou aqui para falar de assuntos económicos. Hoje estou a falar de um assunto que incomoda muitas pessoas no nosso país. A uns por uma questão de idade, outros por ignorância, outros porque preferem esconder do que sair do armário. E faço-o com todo o devido respeito para com os meus outros webloggers que me costumam visitar, pelos quais tenho grande apreço, e que, tal como eu o faço, peço que respeitem as minhas ideias, mesmo que para vós sejam completamente "pecaminosas"- e vocês sabem quem são ;) . Hoje foi o grande dia para o PS mostrar como é um partido mentiroso, ao negar o direito de casamento aos homossexuais. Realmente, só em Portugal para se ver este tipo de mentirosos políticos e hipócritas. Praticamente todos os deputados socialistas se negaram, à excepção, lá está, de Manuel Alegre, o deputado poeta. A minha antipatia para com o PS vem de longe, acreditando ou não, sou social-democrata (viva o PSL!!), e ultimamente até ando com uns laivos de Partido Nacional Renovador (com tanto criminoso estrangeiro à solta, como o caso do gang da Linha de Sintra, que foi posto em liberdade porque uma galdéria qualquer do Ministério Público se apenou dos meninos, ou como o caso do "Comando" brasileiro de Setúbal, prendem- ou melhor-, tentam prender o Mário Monteiro, porque o senhor não pode ser aquilo que quer ser num país que se diz democrático). Contudo, não é só por crimes como xenofobia e racismo (para mim esses TAMBÉM são crimes) que as pessoas têm que ficar de bico fechado. Ser-se gay num país católico como Portugal, também é crime, crime punível com pais a expulsarem os filhos de casa, a dizerem que para eles o filho/a morreram, com exclusão social, como homofobia nas faculdades, nos empregos, por aí fora. Lamento, e isto agora vem a propósito dos meus ideais religiosos, mas se o homem nasce com o pecado, então deixem-no viver livremente com essa "pena", porque acredito que existe justiça para todos. Não devemos e nem podemos é atirar com poeira para os olhos, e enterrar a cabeça na areia só porque 66% dos portugueses são contra a homossexualidade ou o casamento (civil) entre pessoas do mesmo género. Não nos podemos esquecer também que a maioria dos portugueses já teve relações sexuais com menores de idade, e eu entendo como sendo tal, bebés e crianças até aos 10 anos, bate na mulher e nos filhos e vive como se estivéssemos todos metidos ainda no pré-25 de Abril.
Viva a Hipocrisia e Viva Portugal!

Friday, October 03, 2008

I kissed a girl... and I liked it

This was never the way I planned
Not my intention
I got so brave, drink in hand
Lost my discretion
It's not what I'm used to
Just wanna try u on
I'm curious for you
Caught my attention
I kissed a girl and I liked it
The taste of her cherry chapstick
I kissed a girl just to try it
I hope my boyfriend don't mind it
It felt so wrong
It felt so right
Don't mean I'm in love tonight
I kissed a girl and I liked it
I liked it
No I don't even know your name
It doesn't matter
You're my expiramental game
Just human nature
It's not what
Good girls do
Not how they should behave
My head gets
So confused
Hard to obey
I kissed a girl and I liked it
The taste of her cherry chapstick
I kissed a girl just to try it
I hope my boyfriend don't mind it
It felt so wrong
It felt so right
Don't mean I'm in love tonight
I kissed a girl and I liked it
I liked it
Us girls we are so magical
Soft skin, red lips, so kissable
Hard to resist so touchable
Too good to deny it
Ain't no big deal, it's innocent
I kissed a girl and I liked it
The taste of her cherry chapstick
I kissed a girl just to try it
I hope my boyfriend don't mind it
It felt so wrong
It felt so right
Don't mean I'm in love tonight
I kissed a girl and I liked it
I liked it
de: Katty Perry

Wednesday, October 01, 2008

Hoje é o Dia Mundial da Música

E como a mesma sempre fez parte de mim, e de quem eu sou, por uma razão ou outra, fosse profissional ou pessoal, espero que todos tenham ouvido grandes sons no dia dedicado exclusivamente à linguagem, que a par da Matemática, é Universal: a Música! E como sou uma fanática altamente, que só dá pelas coisas milhares de anos depois de elas ocorrerem, fica aqui a versão em vídeo do tema Viva la Vida, dos Coldplay e já mencionada anteriormente, em homenagem a outra grande banda, Depeche Mode.

Saturday, September 27, 2008

Um dos melhores temas dos anos 90

Viva la Vida!/ Violet Hill (Coldplay)

Lovers in Japan- Reign of Love (Coldplay)

Lovers, keep on the road you're on
Runners, until the race is run
Soldiers, you've got to soldier on
Sometimes even right is wrong
They are turning my head out
To see what I'm all about
Keeping my head down
To see what it feels like now
But I have no doubt
One day, we are gonna get out
Tonight maybe we're gonna run
Dreaming of the Osaka sun
Ohh ohh... Dreaming of when the morning comes
They are turning my head out
To see what I'm all about
Keeping my head down
To see what it feels like now
But I have no doubt
One day the sun will come out
Reign of love
I can’t let go
To the sea I offer
This heavy load
Locusts will
Lift me up
I’m just a prisoner
In a reign of love
Locusts will
Let us stop
I wish I’d spoken
To the reign of love
Reign of love
By the church, we’re waiting
Reign of love
My knees go praying
How I wish I’d spoken up
Or we’d be carried
In the reign of love.

Cemeteries in London (Coldplay)

At night they would go walking ‘til the breaking of the day,
The morning is for sleeping…
Through the dark streets they go searching to seek God in their own way, Save the nighttime for your weeping…
Your weeping…
Singing la lalalala la lé…
And the night over London lay.
So we rode down to the river where the Victoria ghosts pray
for their curses to be broken…
We’d go wandering neath the arches where the witches are and they say There are ghost towns in the ocean…
The ocean…
Singing la lalalala la lé…
And the night over London lay.
God is in the houses and God is in my head… and all the cemeteries in London…
I see God come in my garden, but I don’t know what he said,
For my heart, it wasn’t open…
Not open…
Singing la lalalala la lé…
and the night over London lay.
Singing la lalalala la lé…
There's no light over London today.

Friday, September 26, 2008

O amigo Ike

Depois da tempestade, vem a bonança...(com já séculos de distância)... esta é uma imagem do Furacão Ike em infravermelhos.
Num país que se diz redireccionado para as novas tecnologias e para a investigação científica, estamos muito mal em relação a postos de trabalho. Não quererá dizer obrigatoriamente que noutro local não seja necessário também ter algum factor C dentro de determinada empresa ou objecto de emprego, mas cá, quem não tiver as várias cores políticas dentro da carteira, ou da algibeira, está certamente, tramado.